Indignação obrigatória do dia
6 Novembro, 2014
Dizer mal de Angela Merlel por causa das suas declarações sobre o número de licenciados em Portugal. Por mim podem existir em Portugal os sociólogos, antropólogos e especialistas em relações internacionais que aprouver a quem se sinta com vocação para tal desde que depois não venham reivindicar ao contribuinte emprego nessas áreas ou o estatuto de eternos bolseiros.
33 comentários
leave one →

Mas é claro que foi um vexame para um país. Disso é bom que não haja a menor dúvida.
O problema é ter-se chegado a esta posição de inferioridade e permitir que o diga por até ter razão no que diz.
GostarGostar
Muito bem.
GostarGostar
Acredite que ninguém quer ser eterno bolseiro, querem ser tratados como aquilo que são: cientistas, conhece algum? daquelas pessoas chatas que questionam tudo e fazem o mundo andar para a frente…. E licenciados também são engenheiros, e médicos, e professores..
GostarGostar
“ninguém quer ser eterno bolseiro” – Então porque é que são ?
“pessoas chatas que questionam tudo e fazem o mundo andar para a frente” -.Então porque é que não andamos para a frente ?
GostarGostar
E não é verdade?
Começando pela comunicação social, nunca houve tantos “doutores” como agora e veja o resultado. Que me lembre os Grande jornalistas não precisaram de cursos de C.S. para nada. Alguns andaram e fizeram cursos superiores e se calhar por isso é que sabiam o que faziam. Agora um “doutor” em C.S. sabe o quê?
Nos cursos técnicos é ainda pior. Alguém arranja um engenheiro para reparar um cano, ou uma tomada elétrica?
Quem destruiu os cursos técnicos intermédios?
GostarGostar
Politólogos. Nunca vi tantos e tão requesitados.
Ah, já me ia esquecendo de bloggers.
GostarGostar
mas os bloggers – excepto os funcionários assalariados do PC em funções expressas para o fim – não são profissionais, nem vivem do erário público…
GostarGostar
OK. Mas já vi bloggers.
Eles existem !!!
GostarGostar
existem porque querem existir.
É diferente de existirem por terem de existir.
GostarGostar
Já agora por falar em dinheiro dos contribuintes, qual foi a valor do seu cachet nas séries da RTP pela consultadoria histórica?
GostarGostar
A Helena F. Matos não me passou nenhuma procuração para a defender mas o seu comentário irritou-me.
O Estado é de todos os cidadãos e deve tratar todos por igual, mesmo os que o querem “emagrecer”, ou o Estado é uma coutada de alguns cidadãos sendo os restantes os papalvos que pagam impostos e que só a ele têm acesso se ficarem de bico calado, abdicando da sua liberdade de expressão, de crítica, e do seu direito de com ele estabelecerem contratos e relações comerciais? Não tenho conhecimento que a Helena F. Matos não cumpra as suas obrigações fiscais, pelo que também é uma “contribuinte”, e se a RTP a escolheu para consultoria é porque entendeu que era competente para o serviço que a contratou.
O seu comentário foi infeliz e denota uma certa mentalidade que existe neste país. Desculpe-me o tom agreste mas não é nada de pessoal. Cumprimentos.
GostarGostar
Claro que não, todos os liberais querem emagrecer o estado, menos o lugarzinho de deputado, ou o pedido de parecer que sempre servem para pagar o tempo que se perde no blog
GostarGostar
Todas as especializações são necessárias.
O que é preciso é graduar os números em função das necessidades. Não podemos ficar na situação que hoje existe nalgumas áreas em que existem licenciados mas ninguém os precisa nessa área.
Aqui é omercado que tem de ter uma palavra e não basta que “eu quero ser isto ou aquilo” e depois de o ser, alguém TEM QUE ME EMPREGAR. Isto não. JFernandes
GostarGostar
Merkel terá alguma razão no que diz, mas não conhece bem a realidade portuguesa. É que há que considerar os licenciados a sério com canudos tirados nas universidades do Estado ou na Católica e os “outros”, aqueles que andaram nas privadas a gastar o dinheiro dos velhotes que gostam de apresentar os seus filhos como SR(s)DR(s), mas que não passam de doutores da mula ruça. Os exemplos mais eloquentes são os de Passos Coelho e de Miguel Relvas. Por isso o que o nosso sistema de ensino precisa é de uma limpeza geral que ponha cada um no seu lugar e que dê valor a quem verdadeiramente o tem.
GostarGostar
Por acaso já se deram ao trabalho de ver como é que porque é que, em vários países da UE, as empresas dão trabalho a… sociólogos e antropólogos?
GostarGostar
“estudos de mercado”
E a maioria das grandes empresas são burocracias com muitas capelinhas.
GostarGostar
muito bem
GostarGostar
No sentido de avaliar os prós e contras desta questão dos “licenciados a mais”, não seria interessante sondar aos médicos, os engenheiros e toda a variedade de doutorados, que especialmente durante os anos 90, se viram forçados a emigrar para Portugal para trabalhar nas obras de construção civil, nos cabeleireiros e em outras profissões “qualificadas”, porque as suas licenciaturas de nada lhe serviram nos países de leste?
Qual será a sua opinião sobre este assunto – serão mais próximos da tese de Merkel ou dos que a criticam?
Não há licenciaturas grátis!
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2014/11/as-barbaridades-e-os-disparates-que.html
GostarGostar
Sem dúvida dos que a criticam. Quem teve oportunidade de trabalhar com imigrantes desses, sabe que não vieram por falta de emprego nos seus países, mas antes pela miséria dos vencimentos e pela insegurança. Alguns, estão hoje a trabalhar nas profissões de origem, obtida a devida equivalência e… sentem-se portugueses!
GostarGostar
ocamareiro
Não me parece que seja este o caso: nem a Helena F. Matos é deputada nem me parece que dê os ditos pareceres.
De qualquer modo, se conhece alguma situação, moral ou legalmente, reprovável, denuncie-a. Era o que eu faria.
GostarGostar
.
“Os teus olhos são a candeia do teu corpo, se a tua visão for pura teu corpo será iluminado.”
.
“Mateus 6:22.
.
Como da sra chanceler não se vê nada, ou ela montou, salvo seja, a candeia ás avessas ou a vela não está tesa.
GostarGostar
Correcção: a vela não está acesa.
GostarGostar
Fui ver os cursos e as vagas no ensino superior para este ano lectivo, seja nas Universidades, seja nos Politécnicos. Aconselho toda a gente a fazer o mesmo, e depois digam lá se essas instituições e salvo raras excepções, não são verdadeiras fábricas de produzir desempregados.
Já não falo dos (parcos) recursos desperdiçados; falo das ilusões que o estado através dos vários governos, e aqui não há inocentes, desde o PCP até ao CDS, anda a vender aos portugueses e aos seus filhos.
Nos últimos 14 anos licenciaram-se em média por ano em Portugal, um pouco mais de 70 mil jovens; quem é que pode sériamente afirmar que o mercado de trabalho tem capacidade para absorver este número de licenciados todos os anos?
Seria talvez mais útil gastar energias a discutir como se altera este estado de coisas, do que passar a vida a criticar as afirmações da Mme Merkel.
GostarGostar
A história é ligeiramente diferente daquilo que foi noticiado: http://jonasnuts.com/o-que-disse-a-senhora-merkel-nao-se-diz-499281
GostarGostar
O jornalismo em Portugal é paupérrimo. De uma forma mais abrangente deverá no entanto levar-se em consideração que na Europa raros serão os países nos quais o jornalismo tenha a verdadeira capacidade de empoderar os cidadãos ajudando a sociedade a tornar-se melhor. Em Portugal e depois do 25 de Abril a qualidade do jornalismo caiu a pique e está hoje ao nível do país que somos, ou seja, uma miséria.
GostarGostar
Claro que a Srª Merkel não disse exactamente aquilo que a comunicação social portuga diz que ela disse. A maioria dos jornalistas portugas emprenham pelos ouvidos, e são desprovidos de qualquer sentido crítico e de qualquer poder de análise.
E se a Srª Merkel realmente tivesse dito aquilo que os media portugueses dizem que ela disse, teria toda a razão.
Os nossos vizinhos espanhóis fartam-se de rir e de gozar com os portugas, quando comentam que em Portugal todos são “dótores”.
O que há por cá, é um síndroma da “doutorice”, parolice cuja permanência tem vários efeitos negativos sobre a cultura e a economia indígenas. E que, por exemplo, torna desprestigiante um jovem ser um bom profissional (electricista, serralheiro, mecânico…) se não for “dótor”.
O título de “dótor” transformou-se assim numa espécie de novo título nobiliário, ainda que de qualidade pechisbeque…
GostarGostar
A Sra. Angela não tem mandato para opinar sobre questões específicas de Portugal na praça pública: tem razão no conteúdo mas é desprovida de legitimidade na forma. Poderá parecer de somenos mas o princípio é outro: temos um meio académico de merda? Temos. Temos umas incapacidade latente de fazer a educação e da educação um instrumento de valorização profissionalizante? Temos. São os maiorais académicos de muitas confrarias os primeiros e principais responsáveis por essa inadequação, ineficiência e sua própria demonstração de (por aí) inépcia? São-no. Agora isso nada tem que ver com a sra Merkel poder opinar sobre tal, fora dos meandros da esfera política não pública das instâncias europeias. Não pode e que se cale! Ter razão não depende apenas da validade de um argumento lógico mas da propriedade da sua enunciação.
Como penso assim, penso inubitávelmente que 90% dos circunstantes erram na opinação porque em primeiro lugar não opinam sobre o direito de pronúncia pública dessa sra. E por aí falham clamorosamente, a começar na autora.
GostarGostar
‘Tás danada que a Merkel não te atirou um piropo. Sua ressabiadona!
GostarGostar
Ou então a puta que o pariu.
GostarGostar
“90% dos circunstantes erram na opinação porque em primeiro lugar não opinam sobre o direito de pronúncia pública dessa sra. ”
Essa é muito boa e tem pilhéria. Então eu, tal como o sr. dótor jorgegabinete, não teremos o direito de opinar sobre um qualquer aspecto da vida social, politica ou cultural da Alemanha? Era o que faltava agora, que não tivéssemos. No tempo do Salazar, é que não teríamos, digo eu…
GostarGostar
Ter opinião e poder opinar não está em causa, basta ler o que escrevi.
GostarGostar
Em primeiro lugar e do meu ponto de vista, a sra. Merkel é uma cidadã europeia. Claro que não é uma cidadã qualquer. Mas se muitos de nós em Portugal, alguns também cidadãos com responsabilidades se acham no direito de opinar sobre como a Alemanha deve gastar o seu dinheiro (nomeadamente responsabilizando-se, pagando parte ou perdoando a nossa dívida) porque é que a chanceler alemã não se pode pronunciar sobre um assunto português que também é, nestes tempos, um assunto europeu?
Quanto ao assunto do nº de licenciados, concordo com o que disse o Alexandre Carvalho da Silveira no seu comentário das 18.24. Há cursos que só por si são um autentico certificado de desempregado com habilitações superiores. Eu sou da opinião de que estudar é sempre melhor que não estudar. Acho que todos devem aproveitar qualquer hipótese que tenham para estudar sempre mais um pouco. A questão é que, no mundo real e competitivo das empresas e do emprego (excepto quando se é um boy), o que se pretende vai para além do que se estudou: a questão é, para além do que se estudou, o que é que se sabe fazer.
Assim a minha opinião é a de que todos devem, de acordo com a sua vontade, vocação e possibilidades, estudar tanto quanto poderem e conseguirem, sabendo que, quando se tratar de encontrar emprego, vai ser perguntado pelo que se sabe fazer ou o que é que se está disposto a aprender a fazer.
GostarGostar
A Oeste nada de novo: recordem o Z.Zagalo queirosiano e a diferenciação entre “futricas” e “bachareis”…
Somos o que somos…
GostarGostar