ele já está no meio de nós
António Costa começou a descer à Terra e a encarnar no género humano, agora que a sua próxima condição de líder da oposição lhe exige muito mais do que o estatuto de semi-divindade com que apeou António José Seguro da chefia do PS.
Para o efeito, revelou hoje à humanidade a moção programática que levará ao Congresso socialista, que servirá de base para o seu programa eleitoral. Em destaque, duas esmagadoras notícias: os orçamentos plurianuais e um fundo de apoio à actividade das pequenas e médias empresas. Não se entende como é que ninguém se lembrou disto antes.
Quanto aos orçamentos plurianuais (quinquenais?), fica por esclarecer se serão plurianuais dentro de cada ano orçamental, ou se a coisa é para os quatro anos da legislatura. Se estiver a pensar em orçamentos plurianuais intra-anuais, isto é, dentro do mesmo ano orçamental, já os cá temos há muito: são os chamados orçamentos rectificativos, aos quais os governos lançam mão sempre que é necessário sacarem-nos mais dinheiro para suportarem as despesas que não conseguiram reduzir. Se até quiser manter a numeração socialista, homenageando assim o saudoso José Sócrates, poderá começar por «PEC IV» e seguir por aí em diante. Se estiver a pensar em orçamentos que ultrapassem o limite temporal de um ano, lembra-se o que determina o artigo 106º da CRP: «1. A lei do Orçamento é elaborada, organizada, votada e executada, anualmente (…)». Ainda que o Tribunal Constitucional tenha muito boa vontade, do que não duvidamos, vai ser difícil proceder a alterações profundas na organização das contas do estado.
Já quanto ao auxílio do estado às pequenas e médias empresas, Costa explica que funcionará «através da criação de um fundo de investimento, que o Estado garanta, e que permita criar mais recursos financeiros que sejam canalizados para a economia sem riscos para as poupanças das pessoas». Claríssimo, não é? Já a pequena subtileza de que será o estado a «garantir» o fundo, remete-nos, como sempre, para os bolsos dos contribuintes. A pergunta, contudo, a que Costa deve responder é a seguinte: essas empresas são úteis ao mercado ou irá o governo manter artificialmente a «economia», até ao próximo estoiro de crédito mal parado?

Isto é tudo uma questão de fé – como nas religiões monoteístas, só mudam os profetas. Tenho para mim que o Costa, como profeta, não há-de ser pior que o Passos Coelho. Só isto, já é um grande elogio.
Já agora, um pequeno remoque: aqui ao lado no “siga-nos via e-mail” aparece um “intruduza”.
Mudem lá isso. Parece mal.
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“Fé”, é pouco. Há quem prefira fezes perante certos “líderes”.
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Apoiado. E que tratados de coprologia se têm escrito ultimamente. E há quem os leia (consuma).
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Acompanho de longe o Blasfas. Mas parece-me que o MJRB (com o devido respeito a um incógnito internauta) é um exemplo da máxima “os extremos tocam-se”. Ou estarei enganado?
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AH
FUNDO DE INVESTIMENTO….
e onde ele vai buscar os €€€.?
aumentar impostos ( já de si muito altos!)
empréstimos (aumentando o défice ou/e a dívida, que depois saõ pagos com impostos…!)
tirar do “estado social” ( mito inventado pela esquerdalhada; basta ir às consultas NOS
CENTROS DE SAÚDE para perceber que 2, ou 3, ou 4 consultas dia/médico obrigam a filas de espera á chuva e vento e frio muito antes das OITO DA MANHÃ, fora das instalações)
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> FUNDO DE INVESTIMENTO
Há gente que não entende que um investimento sem retorno se chama despesa.
Ou não quer entender. Vivem disso, como apontou o outro.
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Penso que apresentar qualquer coisa é positivo, abre a discussão e poderemos, no fim, concluir que não existe uma via única como advoga o governo.
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Concordo, quase em absoluto.
Neste momento estamos (estão) na fase I, ou seja no mumbo Jumbo.
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Resumo até ao momento:
-Costa foi o grande mestre e promotor das primárias
-O país estava bestial mas a troika e o governo deram cabo dele
-Era suposto a dívida ter descido (enquanto tesos como um carapau e deficitários)
-Já se demarcou na economia (governará por um estudo encomendado, que ditará)
-Blá, blá, blá, blá
-O resto é gastar, gastar, gastar. Chama-lhe investir.
Isto é o PM ideal para os portugueses que votaram sócrates.
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Numa altura em que os rectificativos são cada vez mais frequentes (tendência que se vai manter) e quando a volatilidade do contexto externo é grande, que sentido faz fazer orçamentos para 2 anos? Com base em que previsões macro-económicas, se nem as utilizadas para um ano são credíveis? Mais vale dedicar-se a prever o tempo.
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Ouvi ACosta a apresentar o seu “projecto para a década”. Pouco acrescentou ao que AJSeguro pensou, disse e propôs.
Ah ! Vai ter maioria absoluta com o LIVRE mais a soma dum outro partido a formar, por exemplo por Daniel Oliveira.
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Estive a ouvir atentamente, com grande sacrifício é verdade, a apresentação da moção do Costa ao congresso do PS. E fiquei arrepiado: já ouvi EXACTAMENTE a mesma ladainha em 1995 e em 2005.
Acredito, estou mesmo convencido, que a maioria de portugueses votantes mais uma vez engula esta conversa fiada e dê mais uma maoiria absoluta ao PS. Cá estaremos para assistir pela terceira vez em 20 anos a novo choque contra a parede. Só que desta vez provavelmente teremos de resolver o problema sózinhos.
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Exacto : este P”S” vai vencer as próximas legislativas. E se o próximo PRepública for “socialista”, ou outro COLOCADO em Belém pelos INTERESSES do tal palacete no Largo do Rato, não duvido já hoje que vai haver porcaria da grossa na (des)governação do país.
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Um orçamento plurianual é possivel, se for projectado com cortes automáticos constitucionais, ou seja, eu nem preciso de alterar o Orçamento do ano seguinte nem o do corrente se lá estiver escrito (não interessa onde, tem é que ser constitucional), DEFICIT 0%, com prioridades de cortes e despedimentos em caso de haver resvalo nas receitas. Doi? Claro que sim, mas querem o quê? Bandalheira?
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“Bandalheira” !? Está provadíssimo que a maioria dos tugas não se importam com bandalheiras governativas — nem com bandalhos. Estrebucham no sofá, protestam nas conversas “de café” ou descarregam no taxista.
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Temos é reformados, pensionistas, RSI’s a ganhar o que nem merecem, não digo que haja casos pontuais em que todos precisamos de ajudar, , é que a bandalheira insralou-se.
Como é possivel os militares irem para a reserva (reforma camuflada) aos 55 anos, e isso incluí GNR’s.
Isto é a bandalheira absoluta, nem falo da justiça, porque esses têm tantas categorias que até jubilados comem na boa.
Suiça= 1700 euros de reforma. Tecto máximo. Querem mais? Poupem.
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Está visto que a “trend” com mais adeptos é a suspensão da democracia. Que jeito que dava. Escusávamos de ter a maralha de burros a votar no Sócrates ou nos herdeiros do dito. Cabrões que ora votam social-democracia ora votam social-democracia. E vai-se a ver estão a votar nos chulos, no Estado, na dívida, no despesismo, etc, etc. Até nem é mal pensado. Dava jeito.
E, “raispartam” se a realidade não é esta. Se não é, que se fod* – ajuste-se a realidade. Afinal, todos nós temos o tirocínio de propaganda stalinista com pós-graduação em Santiago (do Chile, claro).
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O ACosta obterá “maioria absoluta” com o LIVRE + o partido a formar por Daniel Oliveira/Joana ADias quiçá + o BE.
Com ACosta PM, a democracia não será suspensa, a economia crescerá, as finanças estabilizarão, o comércio e a indústria evoluirão, a justiça será isenta, etc.. E a Maçonaria + o Opus respirarão de alívio.
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Cáustico, 21:00
Simplesmente estou-me marimbando para partidos políticos tugas. E para os seus líderes.
QUERO UM PAÍS BEM GOVERNADO, seja pela auto-proclamada “direita”, pelo reivindicativo “centro” ou pela “esquerda” — coisa que este P”S” não é : de “esquerda”. Aliás, não por acaso, desde há uns 3, 4 anos, alguns dos seus mediáticos militantes têm-no posicionado e projectado como partido social-democrata…
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Onde tem andado? Desde que inventaram a gaveta que o PS se proclama social democrata Brandt/schmidt. O que, diga-se, sem corresponder à verdade, empurrou o PSD para os inclassificados e levou o Cds da democracia cristã ao populismo. Os outros precisam do velhinho format c.
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Óbvio que desde “o socialismo na gaveta” colocado por MSoares…
Mas note : escrevi (21:25), que “desde há uns 3, 4 anos, alguns dos seus mediáticos militantes têm-no posicionado e projectado como partido social-democrata…”. Apresentaram-se claramente como social-democratas. Antes, assumiam-se publicamente como “socialistas”.
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A proposta maus demagógica; – “Aumento do salário mínimo para 522E”
Passa por cima da concertação social ! Saberá ele o impacto desta medida na economia?
DUVIDO!
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ACosta mais os seus indefectíveis apoiantes sabem muito bem que haverá dinheiro para tudo o que já prometeu e mais virá prometer. Como ? — agindo DIA-A-DIA sob árvores das patacas coloridas com arco-íris. Problemas ? — nenhuns, “amanhã se verá”.
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Os 522 euros de SMN tem prazo? Estou na duvida.
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1. Leitura inteligente dos tratados = mandar os tratados à ….
2. Esperar que a Europa resolva os nossos problemas = não somos capazes de resolver nenhum problema nem fazemos a mínima ideia como resolvê-los. Vamos esperar que alguém faça alguma coisa.
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De acordo, “ele já está no meio de nós” e com o “Velho Testamento”: blá, blá, e mais blá, blá.
A não novidade mais interessante (porque parece entusiasmar os crentes mais crentes), é o da “criação de um fundo de investimento, que o Estado garanta, e que permita criar mais recursos financeiros que sejam canalizados para a economia sem riscos para as poupanças das pessoas”.
Ou seja, pode ser algo do género:
Os bancos disponibilizam uma linha de crédito com juros baixos (tipo 5,5% que alguém – amigo – tem que ganhar algum com o negócio) para novos projectos de PME’s. Claro que os projectos têm que ser ‘aprovados’ por uma ‘entidade’ ‘independente’ mas ‘próxima do Estado’ – em cuja sigla existirá um I de instituto – que garanta que apenas os projectos ‘bons’ e ‘desejáveis’ são aprovados. Quando os ‘projectos’ falharem, o Estado (= nós todos com os nossos impostos) ‘reembolsa’ as entidades bancárias que ficarem com esses créditos.
Uma maravilhosa e radiosa novidade, coisa nunca vista ou imaginada a sul do pólo norte. Estamos feitos!!
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