Passeio de Domingo: pela rota dos impostos e taxas desbaratados e a desbaratar
Tema do meu artigo de hoje no Observador: Lisboa tem vivido nos últimos anos uma espécie de saga de edifícios tão prioritários quanto imaginários: o Pavilhão dos Desportos, que agora está destinado a Centro de Congressos, foi transformado, em 2008, no Museu do Desporto. No papel, claro, mas municipalmente falando, mesmo sem se sair do papel, tudo custa muito dinheiro. Ponham-se olhos, imaginariamente falando, num outro edifício dito prioritário para a cidade e para o país: o centro de cultura e arte africanas Africa.cont de seu nome. Anunciado em 2009, com pompa e circunstância, custou ao município lisboeta 570 mil euros sem nunca ter passado da fase do risco. Entretanto no Oriente o Pavilhão de Portugal continua à espera de destino e em Belém aguarda-se que abra finalmente o novo edifício do Museu dos Coches.

Tive que substituir o cartão de cidadão em final de validade – vai daí – cobraram 15 euros e 3 horas de espera
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Na amadora será mesmo assim? Em Lisboa com consumo zero pago 5,86 euros/mês. O artigo está excelente, como é usual.
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Mas há o museu da cerveja, o museu do dinheiro, o museu das marionetas, enfim… em Madrid há o museu do presunto. Creio que falta o museu do sexo e, já agora, o museu da tortura e o museu da farmácia. Ideias não faltam. Quando falta a arte clássica e a contemporânea é o que resta. Podem juntar-lhe uns centros interpretativos, a modos de amendoins torrados.
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Um, pelo menos, existe.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_da_Farm%C3%A1cia
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Já avisei várias vezes, se e quando Helena Matos resolver abrir o livro, Costa ficará exposto como o incompetente que é, e a Câmara Municipal de Lisboa e a esmagadora maioria dos seus serviços, como o sorvedouro de dinheiro que são.
Uma ajuda, aquele Museu de Arte Popular em Belém (parece sina) ainda está de pé?
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“Está de pé”, aberto ao público e recomenda-se a visita.
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Muito obrigado.
Fui informar-me ao site para uma visita.
INFORMAMOS QUE A SALA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS DO MUSEU DE ARTE POPULAR ESTÁ ENCERRADA PARA MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO “AUTÓCTONE” A INAUGURAR DIA 13 DE SETEMBRO
MANTENDO-SE A LOJA DO MUSEU E A CAFETARIA EM FUNCIONAMENTO
EXPOSIÇÃO PERMANENTE ENCERRADA
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Só falta o Museu do Socialismo com todas as relíquias que contribuíram para o “progresso” da humanidade
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A Câmara não tem estratégia cultural para os habitantes da cidade, para a capital do país, para uma cidade europeia visitada anualmente por centenas de milhar de estrangeiros.
A CML continua a pensar que “meia bola e força” basta, importando espectáculos e ideias, proporcionando festança, contente pelo corredor turístico entre o Castelo e Belém, mais o Chiado.
A CML muito raramente nos surpreende com iniciativas culturais por si criadas e marcantes. É bastante conservadora julgando-se modernaça.
A CML, esta CML, entende também como cultura facultar edifícios e outros espaços, meios técnicos e subsídios a militantes do P”S”.
A CML não calendariza adequadas actividades culturais para o Outono e o Inverno ; basta-lhe alguns momentos na Primavera e sobretudo no Verão.
Como bem assinala HMatos,
A CML está desatinada, desatenta, laxista, desinteressada em recuperar e accionar edifícios, revitalizar a cidade. E se bairro a bairro, freguesia a freguesia analisarmos quais as actividades culturais, pasma-se pela inércia, pasmaceira, irrelevância.
Etc., etc.
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Talvez este inverno nos surpreenda com uma ideia fantástica: a árvore de natal mais alta da europa…ou talvez do mundo.
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É uma hipótese… Outra, dada a anunciada mas não praticada “contenção de despesas” : a mais pequena árvore de Natal do mundo.
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fado,
Recomendei-lhe a ida, mas não sabia desse temporário encerramento.
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Há dois museus em lisboa: mnat e a Gulbenkian. O resto não conta.
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Os vendedores de banha da cobra, que actuavam nas feiras e mercados, enganavam as pessoas de forma imaginativa, vendendo gato por lebre, mas sempre entregavam qualquer coisa. Estes políticos que administram o dinheiro dos nossos impostos, ou seja o dinheiro da Nação, fazem propaganda de produtos que não entregam. Os propagandistas da banha, acabaram por ser descreditados. E estes, que são mais vigaristas que os antigos, quando é que acabam!
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Mr Costa, António Costa, ouvida uma tribo de economistas e a certeza de uma retoma que está já a tomar forma impulsionada por Mr Passos, faz por antecipar o futuro.
Dadas as avalanches de empresários e profissionais dos mais variados ramos que se perspectivam, toca a rentabilizar o Pavilhão dos Desportos.
Perante a escassez de oferta na Area Metropolitana de Lisboa, o próximo grandioso Centro de Congressos.
Nome a atribuir: Pavilhão José Sócrates. Ou Mário?
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Solução para o Pavilhão de Portugal já existe, mas desconfio que não vá gostar (envolve o crescimento da maior universidade do país, que por acaso é pública, e a necessidade de um edifício grande para mostrar poder na busca por alunos estrangeiros). O Museu dos Coches que eu saiba não é problema do município… Não era um tipo em Belém que queria as cavalariças de volta? Afinal o Cavaco só queria voltar a dormir no seu habitat natural, o espaço das mulas…
PS: Quanto às taxas e taxinhas, não são o PSD e o CDS-PP que se recusam a reduzir o IVA da restauração para 13%? Querem lá ver que os turistas não vão aos restaurantes…
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