A história das nossas vidas contada ao povo e às crianças
21 Dezembro, 2014
Todos os dias esta ladainha é repetida. É simples: basta escrever uma coisa e o seu contrário.
As pessoas divorciam-se porque no capitalismo tudo é fugaz. Não existe o valor dos compromissos.
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“Este país não é para velhos”. É para neuróticos.
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Voltemos pois ao século XVIII, sociedade agrária, pré-industrial, vivendo das colónias é certo. Drogas não havia mas isso não impedia que a vida fosse animada. Lembremos apenas a grande Catarina e o seu cavalo, Frederico e os seus rapazes, o último dos medici que não saía da cama, onde era um corrupio de homens, de Luís o bem-amado, das nossas freirinhas que mataram a fome a tanto homem, bem hajam elas,da nossa Carlota Joaquina e da mãe dela. E havia aquela madame de charolais bom nome, que cada vez que engravidava, marchava para a casa de campo até poder libertar-se da carga. Era outro tempo. Havia outro respeito, outra moral. Não é como hoje.
A comida era também muito mais saudável. O nosso marquês reduziu para doze pratos a ração da tropa. Uma princesa francesa, coitadinha, morreu cedo. Para digerir a comezaina enfrascava-se na aguardente. Morreu com uma úlcera. E havia os guisados doces que parece que lhes dava cabo da tola. Bons mesmos eram os venenos. Fala-se em dom Carlos mas o dom João vi comeu umas laranjas que não lhe assentaram bem.
E a higiene, oh que maravilha. Tomar banho era um perigo. Os poros abriam e deixavam entrar as doenças. O melhor mesmo era evitar isso. O nosso dom João vi obrigaram-no a tomar banho numa das praias do rio de janeiro. Tinha um medo que se pelava dos caranguejos.
A medicina então era uma limpeza. Era tudo tratado s purga para limpar o sangue. Desapareciam em dois instantes.
Tem pois toda a razão. A humanidade tem evoluído e nós então… até já não fazemos barbecue no campo da lã.
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