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A história das nossas vidas contada ao povo e às crianças

21 Dezembro, 2014

Todos os dias esta ladainha é repetida. É simples: basta escrever uma coisa e o seu contrário.

As pessoas drogam-se porque o capitalismo produz um excesso de sensações e a droga surge-lhes como o interdito numa vida em que a esperança não tem lugar.

As pessoas drogam-se nestes tempos de crise porque precisam de escapar a um quotidiano em que a esperança não tem lugar.

As pessoas divorciam-se porque no capitalismo tudo é fugaz. Não existe o valor dos compromissos.

As pessoas divorciam-se porque a crise comprometeu os sonhos de uma vida a dois. Com a precariedade instalada não existe o valor dos compromissos.

As pessoas sofrem de excesso de peso porque as refeições oscilam entre o fast food na rua e os excessos em casa. Perderam-se os saberes e os equilíbrios de outrora.

As pessoas sofrem de excesso de peso porque com a crise comem muito fast food e deixaram de fazer uma alimentação mais equilibrada. Perderam-se os saberes e os equilíbrios de outrora.

2 comentários leave one →
  1. Aladdin Sane's avatar
    21 Dezembro, 2014 15:11

    “Este país não é para velhos”. É para neuróticos.

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  2. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    21 Dezembro, 2014 15:42

    Voltemos pois ao século XVIII, sociedade agrária, pré-industrial, vivendo das colónias é certo. Drogas não havia mas isso não impedia que a vida fosse animada. Lembremos apenas a grande Catarina e o seu cavalo, Frederico e os seus rapazes, o último dos medici que não saía da cama, onde era um corrupio de homens, de Luís o bem-amado, das nossas freirinhas que mataram a fome a tanto homem, bem hajam elas,da nossa Carlota Joaquina e da mãe dela. E havia aquela madame de charolais bom nome, que cada vez que engravidava, marchava para a casa de campo até poder libertar-se da carga. Era outro tempo. Havia outro respeito, outra moral. Não é como hoje.

    A comida era também muito mais saudável. O nosso marquês reduziu para doze pratos a ração da tropa. Uma princesa francesa, coitadinha, morreu cedo. Para digerir a comezaina enfrascava-se na aguardente. Morreu com uma úlcera. E havia os guisados doces que parece que lhes dava cabo da tola. Bons mesmos eram os venenos. Fala-se em dom Carlos mas o dom João vi comeu umas laranjas que não lhe assentaram bem.

    E a higiene, oh que maravilha. Tomar banho era um perigo. Os poros abriam e deixavam entrar as doenças. O melhor mesmo era evitar isso. O nosso dom João vi obrigaram-no a tomar banho numa das praias do rio de janeiro. Tinha um medo que se pelava dos caranguejos.

    A medicina então era uma limpeza. Era tudo tratado s purga para limpar o sangue. Desapareciam em dois instantes.

    Tem pois toda a razão. A humanidade tem evoluído e nós então… até já não fazemos barbecue no campo da lã.

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