Liberal à americana ou beterraba à portuguesa
No meio de uma série de clichés metro-chique, roçando o sucedâneo e não a própria ova que é caviar, Rui Tavares conseguiu escrever um texto, que removendo as falácias, tem caracteres suficientes para caber num Tweet. Essa é parte positiva: quanto menos substância mais ar sobra para encher o balão dos Verdes do PS.
A parte negativa é esta:
Dediquemo-nos à primeira parte. Claro que as frases acima se aplicam principalmente à nomenclatura americana, onde “liberal” e “conservador” quer dizer, grosso modo, “de esquerda” e “de direita”. Mas, para o caso que nos traz a crónica, podemos usar liberal no sentido europeu, como defensor da primazia dos mercados desregulados na economia.
É claro que, para Rui Tavares, liberal à americana tem um significado. Também é claro que, para Rui Tavares, o significado oposto também serve para o que quer dizer. Até “beterraba” serviria, por oposição a “batata” ou até a “triciclo”. Poderia explicar as diferenças mas, sinceramente, e para Rui Tavares, não tenho paciência e seria um exercício fútil; seria até mais proveitoso explicá-las a uma parede ou às pérolas da Raquel Varela.
Dediquemo-nos então ao que Rui Tavares tentou fazer. Claro que as frases acima se aplicam principalmente à nomenclatura americana, onde “liberal” e “idiota útil” querem dizer, grosso modo, “de extrema-direita para o Rui Tavares” e “Rui Tavares”. Mas, para o caso que nos traz a crónica, podemos usar idiota útil no sentido europeu, como defensor do tachinho-a-ver-se-pinga-alguma-coisa-nas-próximas-eleições-senão-é-para-experimentar-já-de-outra-maneira-que-funcione.

Sigam o exemplo do Rui Tavares que foi à boleia para a feira e depois de chegar ao destino, achou que nos que lhe deram a borla não eram lá grande coisa e, sem agradecer, estabeleceu-se por conta própria. Na primeira apresentação pública, que foi LIVRE, não conseguiu encantar a freguesia. Contudo, os publicitários fazem grande reclame do seu produto. Mais um portuguesinho espertinho. O Marinho, que até já tem a partícula “e” no sobrenome, seguiu-lhe o exemplo, e pode ser que tenha mais sorte, porque os portugueses admiram muito a esperteza saloia.
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O meu prognóstico antes do jogo (não sigo o avisado conselho de João Pinto (*)) é de que até às eleições as posições vão ficar de tal maneira extremadas que os partidos minúsculos e os pequenos partidos podem literalmente desaparecer dado que o Centrão vai esmagar com uma soma à volta dos 70/80 %.
Guardem isto para depois confirmarem.
(*) Para quem não sabe quem é, é aquele que perguntado ao senhor Pinto da Costa quem era o número dois do FCP, respondeu: “É o João Pinto”.
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o baptista da silva das sondagens.
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not in a million years. e tenho, certamente, um histórico melhor na previsão de resultados.
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Um entendimento pré eleitoral entre Rui Tavares e Marinho e Pinto até que não ficava mal. Podiam também convidar o Pacheco Pereira, o Joe Berardo e outros que andam perdidos por aí…
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Fora do link e com a licença do Vitor Cunha. Hoje morreu Joe Cocker, cuja musica nos faz acreditar que ainda há coisas boas nesta vida, apesar dos “Ruis Tavares” que por aí andam.
Inesquecível
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Eis uma música que se aplica bem ao passado (recente?) de algumas situações objecto de inquéritos e averiguações…
Adiantaria, mesmo, que nesse sentido – é intemporal…
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Do ruizinho não vai rezar a história.
Ele fazia melhor em ir à peregrinação a Évora. Afastar jornalistas, avançar trémulo de emoção: “Vai daí um abraço, ó inocente!”.
Um homem de esquerda às vezes tem que escutar o coração.
Por aí ainda conseguia uma simpatias temporárias, que o que aí vem pode ser tenebroso.
Mas um tipo com pouco a perder, queimado por um, queimado por todos.
É o que muitos andam a fazer.
Ele não vê como a malta gosta é dum tipo profrentex, queimado do sol, que escreve a tinta vermelha, ensina o advogado, invectiva o juiz, a relação, em sonhos atá a procuradoria (ó Pinto ainda aí estás? ó cândida foste ao cabeleireiro? ó noronha estás a aparar a barba? ó júlio, como é que é, o gajo deu-te volta à cabeça? ó marocas esquece os comprimidos e volta a dar aquela bronca que só tu sabes, ó campos olha que a bomba atómica vai ser quando eu me chatear e falar das PPP, o teu filho é que cozinhou o assado!).
O ruizinho dizia em entrevista com Anabela Mota Ribeiro no publicuzinho, em 2010:
Tem um plano?
Pus um prazo a mim mesmo para andar nestas coisas em que ando, principalmente a política. Termina quando o 25 de Abril fizer 48 anos. Quando tivermos tanto tempo de democracia quanto tivemos de ditadura. A ditadura estava errada. Mas a suprema vingança sobre a ditadura é a seguinte: em 48 anos de democracia fizemos um país muito melhor, mas muito melhor!, do que em 48 anos de ditadura. A partir daí, há outros que pegam nisto.
E não é que continua a querer chafurdar no pântano!
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Li em citação, que passamos a ser conservadores quando passamos a ter ALGO que conservar.
O resto da manada é mais por rebeldia.
Ou despeito – por “achar” que não COME o que outros COMEM.
A INVEJA É UM M…mas há quem lhe chame “justiça”….
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Li em citação, que passamos a ser conservadores quando passamos a ter ALGO que conservar.
O resto da manada é mais por rebeldia.
Ou despeito – por “achar” que não COME o que outros COMEM.
A INVEJA É UMA M…mas há quem lhe chame “justiça”
Assim, se justificam – virando o bico ao prego… 🙂
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