Nouvelles de Sparte et Athènes
“A eleição de Tsipras cria uma nova situação política na Europa, que pode ser medida pelas reações conservadoras. Conseguirá Tsipras estar à altura do desafio? Ele promete um “novo começo” para a Europa, renegociando os termos do pacto fiscal conservador que atualmente mergulha o continente numa política recessiva.” (link)
“Esses resultados traduzem a insatisfação não somente em relação à crise, mas pela forma em que ela está sendo tratada. Merkel apresenta uma solução liberal clássica: de que para reverter a crise do capital se deve reduzir os gastos públicos. A vitória do Syriza é sinal que há outras maneiras de se enfrentar a crise, não tem de ser assim. A crise do capital se resolve mediante elevação dos gastos públicos para reativar o setor produtivo. A política conservadora atende aos banqueiros, a keynesiana o povo” (link)
“Tsipras: “Recuso-me a aceitar que a Europa esteja condenada à austeridade sem fim” (link)
“Tsipras rejeita novos esforços para conter a despesa, colocando a prioridade no crescimento. O recém eleito primeiro-ministro grego descarta toda e qualquer possibilidade de novos cortes orçamentais.” (link)
“Tsipras afirmou hoje que a Europa deve apoiar a Grécia, que é pela solidariedade e não pela austeridade sem fim que os objetivos serão alcançados” (link)
“Vitória do Syriza representa fim da austeridade da era Merkel. Durante toda a campanha, Tsipras apresentou as medidas de austeridade implementadas como extremamente prejudiciais para a Grécia, que desde 2009 vive momentos conturbados. Tsipras prometeu forte intervenção do estado, investimentos, gastos públicos e incentivos. Sua eleição reflete um movimento crescente na Europa, de rejeição às políticas ortodoxas dos líderes da Zona do Euro, já que as medidas austeras parecem aprofundar ainda mais a crise econômica, ao invés de afugentá-la. A eleição de Tsipras mostrou que existem outras formas de enfrentar o problema.” (link)
“A austeridade já não é uma fatalidade – Alexis Tsipras, hoje eleito primeiro-ministro grego, afirmou que numerosos países na Europa sentiram alívio e esperança com a sua eleição porque a austeridade já não é uma fatalidade” (link)
“O novo ministro grego das finanças, Yanis Varoufakis, declarou o fim da austeridade no continente europeu. ‘Isto é decisivo, é uma mudança na história do projecto europeu desde o início do euro. Nós testemunhamos de certa forma o fim da austeridade financeira e o fim do dogma da austeridade’, disse Varoufakis à rádio Europe 1.” (link)
“Hoje mesmo, responsável pelo futuro do nosso país, estou ciente de que toda a Europa nos observa”, disse Alex Tspiras. “Na hora em que o resultado foi anunciado, tive a certeza que em diversos países europeus houve um sentimento de alívio e de esperança, de que, por fim, a austeridade acabou” (link)

“A política conservadora atende aos banqueiros, a keynesiana o povo”
Lol
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Eu não pago para ver, mas já ouvi boas notícias: o futuro ministro das finanças prometeu atacar a cleptocracia ( penso que se referia ao Pasok e nova democracia) partidos no poder desde sempre. Considero que a nomenclatura corrupta instalada em Portugal,também deve ter razões para se começar a preocupar. A prisão do 44 não vai inocentar os corruptos que andam à solta.
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Pravda de 31.08.1918 :
“Trabalhadores, chegou o momento de aniquilar a burguesia… As cidades devem ser implacávelmente limpas de toda a podridão burguesa. Toda esta gente deve ser identificada e aqueles que representarem um perigo para a causa revolucionária devem ser extreminados […] O hino da classe operária será um canto de odio e de vingança !”
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Mas é a burguesia que faz as revoluções, não o povo.
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Declarações destas, cheias de esperança (…), parecem-me razoavelmente alheadas da realidade, na medida em que contam com os resultados de eleições e com o governo de um país para determinar o que acontece noutros. A vitória do Syriza é um novo rumo para a Europa? Acredito até que a União e a Grécia se possam entender, com as cedências de parte a parte que, julgo, se irão impôr. Se os gregos ou quaisquer outros acham que isso vai ser uma coisa maravilhosa…
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Qual nouvelles qual carapuça! Tudo lixo Luso-brasileiro.
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A evolução será naturalmente confusa nos primeiors dias, mas penso que se encaminhará para um destes três cenários: http://marques-mendes.blogspot.pt/2015/01/the-lesser-evil-for-greece-and-europe.html
Infelizmente, nenhum é bom para a Grécia e a Europa.
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Só perde quem tem. A Grécia é viável, tem saldo primário positivo. É escabroso, mas o problema da dívida é de quem emprestou!
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Diga isso ao seu banco da próxima vez que lá fôr pedir novo empréstimo.
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“Só perde quem tem.”
Os gregos ainda teem muito para perder !
“A Grécia é viável, tem saldo primário positivo.”
Graças à austeridade !
“É escabroso, mas o problema da dívida é de quem emprestou!”
É. Se tiver juizo não empresta mais !
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Quem respirou de alivio foi os banqueiros da Grecia e os antigos membros do governo do Pasok, se fosse a extrema direita a ganhar a musica ía ser outra , agora o Eurogrupo que se reuna com a Troika porque o dinheiro emprestado já era …..
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É verdade que toda a Europa os segue com atenção e até estupefação, mas apenas pelo simples facto de observarmos a Grécia a transformar-se numa nova Cuba/Venezuela aqui tão perto.
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Depois do anunciado “terramoto” Syrisa, os mercados reagiram em alta; a Senhora Merkel não perdeu o sono, o velho das três seguidas perdeu o pio, o 44 não saiu da grelha, o Batista da Silva não ressuscitou e o PPC até ficou a rir-se…
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Os mercados reagiram em alta, sim… Excepto na Grécia. Mistérios!
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