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A extrema-esquerda lava mais branco

27 Janeiro, 2015

Se votarem em partidos que não respeitam os princípios fundamentais da União Europeia, isso afectará as relações com os outros países”. Foi assim que, em 2000, António Guterres, então primeiro-ministro de Portugal e presidente em exercício da UE, se pronunciou sobre o facto de a coligação que governava a Áustria passar a integrar um partido de extrema-direita, o FPÖ. Em 2000 chegou mesmo a falar-se em suspensão da Áustria dentro da UE e foram aprovadas sanções contra aquele país.

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  1. europeu's avatar
    europeu permalink
    27 Janeiro, 2015 17:52

    Helena, por favor…. esses eram de extrema-direita. Estes são da esquerda ex-radical e ex- extrema e tão moderados que até se coligaram com um partido do centro.

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  2. fado alexandrino's avatar
    27 Janeiro, 2015 18:21

    Lembram-se da primavera árabe?
    Vem aí um remake.

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  3. Rui C's avatar
    Rui C permalink
    27 Janeiro, 2015 19:12

    Depois da Primavera Árabe, o Verão Grego pelo menos, vai ser bom para o turismo Nacional.

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  4. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    27 Janeiro, 2015 21:12

    E vejam onde foi parar o subserviente lacaio.
    Há amos perspicazes, e empreendedores, quanto ao lado “dummy” dos criados…

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  5. jvgama's avatar
    28 Janeiro, 2015 15:16

    «Helena Matos, comparando a posição da UE face à entrada do FPO no governo austríaco em 2000 com o atual governo grego, conclui que “Quinze anos depois, na Grécia, a extrema-esquerda e a extrema-direita formaram um governo.(…) o que não esperávamos, ou pelo menos eu não esperava, era ver como a extrema-esquerda lava branco tão branco que não se lava apenas a si mesma, como também lava a extrema-direita.”

    Na verdade, tanto antes como sobretudo depois disso já tinha havido governos com partidos de extrema-direita na Europa, sem que isso tenha provocado nenhum clamor -como a Liga Norte e a Aliança Nacional (mesmo antes de abandonar as referências fascistas) em Itália, a Lista Pim Fortuyn holandesa e a Liga das Famílias Polacas (ou já agora o o Partido da Lei e Justiça, que aliás é o aliado no Parlamento Europeu dos Gregos Independentes) também já estiveram no governo e aí já não houve nenhuns boicotes; mesmo os dois anteriores governos gregos já tiverem, direta ou indiretamente, a participação da União Popular Ortodoxa (ou de membros desse partido que se passaram na altura para a Nova Democracia) – ou seja, a extrema-direita e afins já foram branqueadas há muito, mesmo sem coligações com a extrema-esquerda (de qualquer maneira, apesar de tudo, não consideraria os Gregos Independentes “extrema-direita” – serão talvez mais o equivalente ao CDS/PP no tempo de Manuel Monteiro, ou mesmo do Paulo Portas naqueles dias mais lavoura/antigos combatentes, enquanto a Aurora Dourada será o equivalente do PNR).»

    http://viasfacto.blogspot.pt/2015/01/re-extrema-esquerda-lava-mais-branco.html

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