Varoufakis é a eminência parda da Syrisa e foi, tanto quanto eu saiba, além do Tsipras o único dirigente que abriu a boca depois da vitória eleitoral.
Estamos a começar a ver que ele está lá, além de eventualmente ser o mais esperto deles todos, para temperar a verborreia do chefe que insiste na confrontação.
Os gregos que apoiaram e elegeram com toda a legitimidade democrática a Syrisa para governar a Grécia, não sabem porque não os informaram, de um pormenor que deita por terra as propostas tipo “não pagamos” que levaram a coligação de extrema-esquerda+direita-radical ao poder: as medidas agora legitimadas pelo voto da maioria dos gregos esbarram com a legitimidade democrática dos eleitorados dos países credores, porque qualquer alteração aos dois memorandos que a Grécia assinou com a UE, passam obrigatóriamente pelos parlamentos dos respectivos países, e pelo menos no caso da Alemanha e da Finlândia, ainda tem de passar pelos respectivos tribunais constitucionais. Podemos fácilmente antever como que é que essas instituições vão responder ao ultimato grego, ou seja, com um rotundo NÃO!
O Varoufakis que é um tipo inteligente sabe isso muito bem e agora só fala da divida, porque esse assunto pode ser resolvido em grande parte pelo BCE, que como sabemos resolveu recentemente alargar os cordões à bolsa, com os resultados que o tempo nos irá demonstrar.
O Hollande começou a recuar umas semanas depois de ser eleito; estes começaram um dia depois.
Não tenho duvidas de que a eleição da Syrisa vai ser uma vacina, agora com um ingrediente mais atraente, a coligação com um partido da direita mais xenófoba e reaccionária; não gosta nem de emigrantes nem de maricas!
Vá lá, rapaziada! Também podiam ter citado esta parte:
“Varoufakis disse que o actual calendário de pagamento da dívida “é completamente impraticável e totalmente desligado do crescimento grego”, o que não é positivo, observou, para nenhuma das partes envolvidas.
“O que queremos é ligar os nossos pagamentos ao nível de crescimento”, sublinhou”.
Já estou a ver o Ticiriza a pedir um orçamento aos alemães para comprar um porta avião.
Faz sempre falta.
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Varoufakis é a eminência parda da Syrisa e foi, tanto quanto eu saiba, além do Tsipras o único dirigente que abriu a boca depois da vitória eleitoral.
Estamos a começar a ver que ele está lá, além de eventualmente ser o mais esperto deles todos, para temperar a verborreia do chefe que insiste na confrontação.
Os gregos que apoiaram e elegeram com toda a legitimidade democrática a Syrisa para governar a Grécia, não sabem porque não os informaram, de um pormenor que deita por terra as propostas tipo “não pagamos” que levaram a coligação de extrema-esquerda+direita-radical ao poder: as medidas agora legitimadas pelo voto da maioria dos gregos esbarram com a legitimidade democrática dos eleitorados dos países credores, porque qualquer alteração aos dois memorandos que a Grécia assinou com a UE, passam obrigatóriamente pelos parlamentos dos respectivos países, e pelo menos no caso da Alemanha e da Finlândia, ainda tem de passar pelos respectivos tribunais constitucionais. Podemos fácilmente antever como que é que essas instituições vão responder ao ultimato grego, ou seja, com um rotundo NÃO!
O Varoufakis que é um tipo inteligente sabe isso muito bem e agora só fala da divida, porque esse assunto pode ser resolvido em grande parte pelo BCE, que como sabemos resolveu recentemente alargar os cordões à bolsa, com os resultados que o tempo nos irá demonstrar.
O Hollande começou a recuar umas semanas depois de ser eleito; estes começaram um dia depois.
Não tenho duvidas de que a eleição da Syrisa vai ser uma vacina, agora com um ingrediente mais atraente, a coligação com um partido da direita mais xenófoba e reaccionária; não gosta nem de emigrantes nem de maricas!
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Vá lá, rapaziada! Também podiam ter citado esta parte:
“Varoufakis disse que o actual calendário de pagamento da dívida “é completamente impraticável e totalmente desligado do crescimento grego”, o que não é positivo, observou, para nenhuma das partes envolvidas.
“O que queremos é ligar os nossos pagamentos ao nível de crescimento”, sublinhou”.
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Nesse caso muda tudo. Porque “ligar os (…) pagamentos ao nível de crescimento” não tem que receber o acordo dos credores.
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É suposto que os credores queiram receber alguma coisa, ou estamos a jogar playstation?
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A sua lógica parece ser: não recebem o que já emprestaram e devem emprestar mais que também não irão receber de volta. É isso?
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