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O meu modesto contributo para a resolução do actual impasse na UE

29 Janeiro, 2015

As declarações de IRS dos cidadãos da UE passam a integrar um quadradinho onde se pergunta: deseja contribuir para o perdão da dívida grega? Uma cruzinha no SIM e essas pessoas pagam uma espécie de sobretaxa de solidariedade. Vai ser um sucesso. Em Portugal a avaliar pelas declarações que se ouvem nas rádios e televisões só meia dúzia de pessoas entre as quais me incluo porão a cruzinha no quadrado do NÃO.

52 comentários leave one →
  1. Democrata com Larga Experiência ― Vende-se's avatar
    Democrata com Larga Experiência ― Vende-se permalink
    29 Janeiro, 2015 13:49

    Quase que juraria que ao longo deste post poderemos constatar que o número de »Nãos« será superior aos estimados 7 (já contando com o meu).

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  2. MJRB's avatar
    29 Janeiro, 2015 13:55

    Imagine-se por exemplo um alemão neoliberal ou liberal a escrever um post igual a este, em 2011, só que em vez da dívida grega, a portuguesa.

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  3. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    29 Janeiro, 2015 14:02

    Alguma vez os portugueses disseram que não pagavam?

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  4. manuel's avatar
    manuel permalink
    29 Janeiro, 2015 14:13

    Dra. Helena: as dívidas têm de ser renegociadas, ponto. Existem vários planos, uns mais moderados, outros mais extremistas. De Portugal e assinada por figuras acima de qualquer “esquerdismo ” também foi feito um plano que apontava caminhos. Com o resultado eleitoral na Grécia a europa tem de sair do “armário” acabou o tempo de varrer dívida para baixo do tapete. A recuperação económica planeada pela troika falhou e no nosso caso, simplesmente foi travado o caminho para o abismo gizado pelo inimputável. Penso que estão criadas as condições para se pensar na recuperação, fazendo uma reforma do estado, mas não a “requalificar” as assistentes operacionais para que continuem: empresas municipais, fundações ,( onde as chefias ganham milhares de euros mensais e os licenciados levam mil e alguns façam trabalho quase escravo), 308 Câmaras, institutos, parque automóvel de 30 e tal mil viaturas(acabou o prazo, em 31 dez2014, dado pela AR com a resolução para a redução de viaturas no estado) e por aí adiante. Voltando às dívidas, sabia que o serviço da dívida(juros/pib) é maior em Portugal(5%) e na Itália(4,7%) que na Grécia(4,3).

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      29 Janeiro, 2015 14:24

      Mais um que continua a confundir Esquerdismo com Socialismo. Há socialismo na Direita.
      A mioir parte da Direta portuguesa é Socialista e Keynesiana.

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      • Luis's avatar
        Luis permalink
        29 Janeiro, 2015 14:55

        É o Crony capitalism.

        O tal que o Dr. Salgado tanto gostava.

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    • Joaquim Amado Lopes's avatar
      Joaquim Amado Lopes permalink
      30 Janeiro, 2015 11:43

      ” Com o resultado eleitoral na Grécia a europa tem de…”
      Sim, porque o que 40% dos eleitores gregos decidem vale para toda a União Europeia.
      Se tivessem ganho os partidos “pró-austeridade” a cantiga era outra porque, para a esquerda, a vontade dos eleitores só vale quando decidem “bem”.

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      • margarida soares franco's avatar
        margarida soares franco permalink
        30 Janeiro, 2015 15:50

        São vale o “quanto pior, melhor” do BE, Livre, 3D e PCP….eu não quero que o meu país caia nisso !!!!!!!!!!

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  5. António Lamas's avatar
    António Lamas permalink
    29 Janeiro, 2015 14:15

    A ser verdade que o George Soros é o financiador do SYRIZA e parece também do Podemos, ele que pague.
    http://beforeitsnews.com/alternative/2015/01/george-soros-trojan-horse-inside-the-new-greek-government-wayne-madsen-3100026.HTML

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  6. Bolota's avatar
    Bolota permalink
    29 Janeiro, 2015 14:15

    Eu metia mais um quadradinho a propor:
    Que na UE o mesmo que se ganha na Alemanha se devia ganhar em Portugal, em Espanha, na Grécia em suma em todos os países que fazem parte da União.
    Até porque, eu quando tenho trabalho, trabalho mais que um Alemão, (faço-o dia e de noite) e pago mais IMPOSTO que qualquer Alemão. Concorda Helena????

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    • Sem Norte's avatar
      Sem Norte permalink
      29 Janeiro, 2015 14:22

      E já agora Cuba e restantes países socialistas, esses também têm direito a receber salários capitalistas.

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      • Bolota's avatar
        Bolota permalink
        29 Janeiro, 2015 20:57

        Tás mesmo desnorteado

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      29 Janeiro, 2015 14:25

      Concordo Bolota, mas primeiro mostra aí o Mercedes que acabaste de fabricar …

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        29 Janeiro, 2015 14:31

        os comunas têm uns gajos destacados nos blogues para provocar. Usam o testemunho directo. Inventam uma situação como se fosse pessoal para credibilizar o argumento, e cospem para o ar.

        É alargar o passo, para não pisar, cada vez que aparecem comentários dos fascistas vermelhos.

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      • Bolota's avatar
        Bolota permalink
        29 Janeiro, 2015 20:59

        lucklucky.

        Se os produzo nos países de origem só não ao produzo aqui porque os políticos de merda que nos governam ainda me obrigam a fazer uma ferradura na bigorna.

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    • Anonymous's avatar
      Anonymous permalink
      29 Janeiro, 2015 14:31

      Cada dia pior, cada cavadela cada minhoca. O conceito de produtividade nunca lhe passou pelos neurónios?!?!?!? Os salários não se decretam, quando em Portugal se produzirem bens de elevado valor acrescentado e houver alguém que os compre, pode ser que subam os salários.

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      • Democrata com Larga Experiência ― Vende-se's avatar
        Democrata com Larga Experiência ― Vende-se permalink
        29 Janeiro, 2015 15:40

        Esse seu texto é demasiado evidente mas ao mesmo tempo muito complexo para os Bolotas cá do burgo. Passado tanto tempo, os Bolotas ainda não perceberam que quantidade e qualidade de trabalho são conceitos »ligeiramente« diferentes. Obviamente, e como escreveu, o tipo de bens produzidos com esse trabalho também não é ciência que lhes assista.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        29 Janeiro, 2015 15:45

        O Bolota é um Aristocrata, basta fazer algo mesmo que ninguém queira .
        Para o Bolota isso dá direito sobre os outros.

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      • Bolota's avatar
        Bolota permalink
        29 Janeiro, 2015 20:56

        Conceito de produtividade??? Aposto que na Auto Europa os índices se calhar são melhores que na casa mãe e os salários se calhar…

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  7. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    29 Janeiro, 2015 14:27

    Se a declaração do IRS dos gregos também tiver essa declaração a favor de Portugal não tenho nada a opor

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  8. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    29 Janeiro, 2015 14:28

    O que realmente releva é que ao fim destes anos todos os gregos não cumpriram o respectivo memorandum de entendimento. Não reformaram os impostos, não privatizaram, etc.

    Já por duas vezes pediram dinheiro para pagar dívidas vencidas, já por duas vezes receberam perdões parciais, mas a rebaldaria continua inalterada.

    E se há 4 anos ainda tinham a solidariedade dos outros países que estavam em situação aparentemente parecida, hoje em dia, estão mesmo sózinhos. Porque os “parecidos” entretanto apertaram o cinto, fizeram sacrifícios, cumpriram o contrato com os credores e estão a tentar pagar mais cedo para poupar nos juros.

    Desta vez os gregos estão mesmo sozinhos. E não merecem outra coisa.

    Questão diferente é a pobreza extrema e a fome dos tais 2 milhões de pobres. Mas para esses a Europa tem mecanismos de socorro de fome, de catástrofes, etc. e pode prestar assistência a esse nível.

    Agora, aproveitarem os 2 milhões de pobres para fazer tábua rasa do contrato que os outros 8 milhões não cumpriram, é batota.

    Mais facilmente eu darei os meus €550 para acudir à fome do que para perdoar a dívida. São dimensões diferentes.

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      29 Janeiro, 2015 14:32

      Não me diga que acredita nas patranhas dos 2 milhões de famintos na Grécia. A Grécia é hoje mais rica que a Grécia de 1990.
      Existiam milhões de famintos em 1990?

      Agora imagine os valores de Cuba… vê alguma notícia?

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      • manuel's avatar
        manuel permalink
        29 Janeiro, 2015 14:43

        O serviço da dívida custa-nos 8800 milhões de euros, se o BCE nos retirasse a dívida que excede os 60%/PIB, ficávamos com quase 5000 milhões para reformar o estado, descer impostos e investir. Este é um exercício, como penso, que tal como eu não tem agenda partidária, que me diz a esta ideia?

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      • Luis's avatar
        Luis permalink
        29 Janeiro, 2015 15:08

        Caro Manuel, e se optarmos antes por Reformar o Estado, e depois tentar renegociar?

        8800 milhões de euros?

        Vamos a contas.

        Colégios com contrato de associação: talvez se poupem os 100 milhões se terminar a negociata.

        Fundações: cortar gradualmente o financiamento à maioria. O Estado tomaria a seguinte posição: dentro de x anos as fundações terão de ter recursos próprios que garantam a sua sustentabilidade. Os benefícios fiscais manter-se-ão. Se não têm recursos, não podem manter a sua actividade como Fundações. Poupança estimada: mais de mil milhões de euros.

        Livros escolares: alternativas baratas ao modelo actual não faltam. O Estado poderia poupar mais de 50 milhões.

        IPSSs: reformar em paralelo a Segurança Social, o Rendimento Social de Inserção, a Escola Pública e o SNS, para potenciar a utilização dos seus recursos humanos e materiais. 500 a mil milhõe de poupança cortando na mama das Misericórdias e afins.

        Municípios: novo mapa do poder local. Reorganização dos recursos humanos e materiais. Instituição do princípio utilizador-pagador em serviços públicos locais. 250 a 500 milhões em poupança.

        RTP: privatize-se. O arquivo passa para a Torre do Tombo.

        TAP: privatize-se.

        Transportes públicos: quem utiliza constata a má gestão. Ainda há muito por fazer, há muito por onde poupar.

        Mais valias imobiliárias: taxadas a 100%. Diz-se que se tivéssemos uma taxa sobre as mais valias imobiliárias nos últimos 20 anos o Estado teria arrecadado 75 mil milhões de euros em impostos. O valor do resgate da troika.

        Ora o Governo sabe disto tudo. Não há coragem pois os interesses enfrentados, entre sindicatos, máquinas partidárias, comunicação social, são poderosíssimos!

        Miguel Cadilhe também sabe de tudo isto e tem um plano deste género para Portugal.

        Cavaco Silva se fosse um bom Presidente, quando Portas fez a birra, teria nomeado um Governo apoiado por esta maioria com uma individualidade como Cadilhe à sua frente. Nestes meses já teriam sido levadas a cabo as Reformas. Com o Seguro à frente do PS teria sido mais fácil negociar.

        Passos não tem coragem e está em mera gestão corrente para tentar salvar o resultado das próximas eleições legislativas.

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      • anónimo's avatar
        anónimo permalink
        29 Janeiro, 2015 15:22

        Confesso que não sei se existem ou não.
        Fica o meu comentário precedido de um grande SE.
        De qualquer modo, reais ou inventados, os 2 milhões na miséria estão a ser utilizados no argumentário do perdão da dívida.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        29 Janeiro, 2015 16:08

        “O serviço da dívida custa-nos 8800 milhões de euros, se o BCE nos retirasse a dívida que excede os 60%/PIB, ficávamos com quase 5000 milhões para reformar o estado, descer impostos e investir. Este é um exercício, como penso, que tal como eu não tem agenda partidária, que me diz a esta ideia?”

        É uma ideia imoral. Nós(o Regime Português ) propôs um contrato que outras pessoas aceitaram os termos, você agora quer quebrá-lo depois de o propor a essas pessoas.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        30 Janeiro, 2015 11:49

        Luis,
        “Mais valias imobiliárias: taxadas a 100%.”
        Com esta inacreditável barbaridade (para não dizer outra coisa), se o Luis escrever que 1+1=2 vou puxar de uma máquina de calcular para confirmar, tal é a credibilidade que o Luis merece. Imagine a credibilidade que merecem os números que apresentou.

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      • Joaquim Amado Lopes's avatar
        Joaquim Amado Lopes permalink
        30 Janeiro, 2015 11:51

        manuel,
        “se o BCE nos retirasse a dívida que excede os 60%/PIB”
        E porquê só o que excede 60%? Por que não “retirar” a dívida toda e ainda nos dar o equivalente ao PIB dos próximos 20 anos?
        Afinal, não é como se alguém o tivesse que pagar.

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  9. europeu's avatar
    europeu permalink
    29 Janeiro, 2015 14:36

    Eu também ponho a cruzinha, e vão 8.

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  10. Luis's avatar
    Luis permalink
    29 Janeiro, 2015 14:39

    O país continua doente.

    O cancro chamado lobby da construção civil volta a tentar metastizar.

    http://o-antonio-maria.blogspot.pt/2015/01/novo-porto-barreiro-ou-setubal.html

    Mais uma negociata para roubar 750 milhões aos contribuintes.

    Que se denuncie o embuste!

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  11. Sapo's avatar
    Sapo permalink
    29 Janeiro, 2015 14:41

    Comigo vão nove!

    Daqui a pouco já poderemos fundar um novo partido político, tal como fez o Marinho Pinto e depois já poderemos viver à pala do orçamento…

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  12. Luis's avatar
    Luis permalink
    29 Janeiro, 2015 14:45

    Não conheço os números de 2015. Mas há dois ou três anos a Grécia, apesar de ter uma taxa de desemprego superior a 20%, tinha quase 1 milhão de imigrantes a fazer os trabalhos que os gregos não querem fazer.

    Para além disso existe uma dimensão de maus tratos a imigrantes, especialmente nas explorações agrícolas, que não tem paralelo possível com a situação dos imigrantes em Portugal e Espanha.

    «No fundo, o grego ignora a realidade. Vive duas vezes acima dos sues meios financeiros. Promete três vezes mais do que pode cumprir. Afirma conhecer quatro vezes mais coisas do que realmente sabe. Ressente-se (e compadece-se) cinco vezes mais do que é capaz de se ressentir».
    Nikos Dimou

    Os dirigentes gregos dizem que por lá quem tem uma reforma de 350 euros não consegue viver. É estranho, em Portugal há quem viva com reformas inferiores a 250 euros. Têm um salário mínimo superior ao nosso. Os impostos são mais baixos. A economia é mais débil. O desemprego é superior, bem como o desemprego jovem.

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  13. Luis's avatar
    Luis permalink
    29 Janeiro, 2015 14:49

    A canalha imbecil esquerdista anda a grunhir para fazer a habitual lavagem cerebral ao povo português.

    Mas quem fala por aí com as pessoas sobre este tema sabe que os portugueses minimamente informados estão contra as loucuras gregas e estão do lado da posição alemã.

    Esse Georgo Soros é um judeu imundo que quer estoirar o euro para comprar activos a preço de saldo na Europa do Sul. Sabe que a Europa meridional tem os melhores solos agrícolas, empreendimentos turísticos e muito património imobiliário com qualidade nos centros urbanos.

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    • Simão's avatar
      Simão permalink
      30 Janeiro, 2015 00:53

      “Georgo Soros é um judeu imundo”

      Frase lapidar. Estamos conversados.

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  14. Luis's avatar
    Luis permalink
    29 Janeiro, 2015 14:53

    «O que realmente releva é que ao fim destes anos todos os gregos não cumpriram o respectivo memorandum de entendimento. Não reformaram os impostos, não privatizaram, etc»

    E mesmo assim o PIB per capita grego não parou de cair.

    Curiosamento por cá, apesar do programa também não ter sido integralmente cumprido, houve uma estagnação da economia, as perspectivas são positivas, alguns sectores como o turismo, os vinhos, o calçado, os têxteis e a agricultura sofreram uma ligeira modernização, e acima de tudo não houve a espiral recessiva que enchia a boca da estúpida e corrupta Esquerda portuguesa.

    Fica assim demonstrada a ilusão que era aquela economia.

    Os gregos não estão preparados para o euro nem estarão daqui a 10 anos.

    Espero contudo que a Alemanha tenha a inteligência de segurar a Grécia na UE, por uma questão geostratégica.

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  15. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    29 Janeiro, 2015 15:06

    Lucky lucky A maior parte da Direta portuguesa é Socialista e Keynesiana.
    E cobarde, muito cobarde.

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    • Luis's avatar
      Luis permalink
      29 Janeiro, 2015 15:11

      A Direita sabe o que é necessário fazer para Reformar o Estado e aplicar o choque fiscal.

      Mas uma parte da Direita come do Estado paralelo, e há muitos boys infiltrados nos negócios dos colégios com contrato de associação ou nas Misericórdias.

      Não há boas intenções quando um certo CDS elogia a «economia social» ou quando uma certa Direita defende o cheque-ensino.

      A Esquerda vai ao pote com funcionalismo público, empresas públicas e betão. A Direita assalta os portugueses com o Estado paralelo da «economia social».

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      • manuel's avatar
        manuel permalink
        29 Janeiro, 2015 15:41

        Luís, concordamos totalmente no diagnóstico, mas o serviço da dívida( só juros) mais do que o custo do SNS ou a Educação, não dá margem para qualquer investimento, por isso seria importante o BCE secar a dívida acima dos 60% a todos os países do euro. Pelos vistos conhecemos e bem, as necessidades de reforma e onde as esquerdas e direitas se acomodam, mamando na teta do estado. Existe um problema sério, a falta de empresários, problema histórico que o Estado Novo conseguiu mitigar , quando aderimos à EFTA e chegou o investimento estrangeiro. Existe muito dinheiro parqueado(à volta de 130mil milhões de euros), mas como continuam a não existir empresários e o capital estrangeiro sabe fazer contas, com esta carga fiscal que salgou a nossa terra, jamais. A população está envelhecida, mandámos borda fora 350000 jovens qualificados e corremos o risco de nem o dinheiro injetado pelo BCE ser utilizado devidamente em investimento reprodutivo. Por tudo isto, defendo uma reforma do estado ( estado a gastar à volta de 40%/Pib) e uma descida na carga fiscal para atrair investidores estrangeiros e motivar os nacionais. Uma redução de juros, com mais alguma venda de ouro permitiria pagar a reforma do estado e baixar impostos. Um pequeno pormenor, precisávamos de um governo.

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      • Luis's avatar
        Luis permalink
        29 Janeiro, 2015 15:56

        Descer a carga fiscal não basta.

        É preciso desregulamentar.

        É preciso estudar antes de regulamentar.

        A foice totalitária subtil de querer mandar, controlar, «moderar» tem de terminar. As regras absurdas que matam os negócios têm de ser banidas.

        A minha família tem empresas em diferentes sectores. Sei do que falo.

        Tenho o conhecimento prático da chamada «economia real». E tenho um pouco do conhecimento teórico.

        Em Portugal não se podem ter empregados efectivos, pois a maioria desleixa-se quando percebe que o patrão não quer pagar a indemnização do despedimento. Daí vem a precariedade. Mas os contratos têm custos. E não renovar um contrato dá direito a uma compensão que equivale a um mês de salário. E assim as PMEs evitam contratar e preferem ficar como estão enquanto «der para as despesas».

        Como o esforço fiscal é elevado não sobra dinheiro para investir, expandir, modernizar, exportar. Com a crise os empresário ficaram com medo de se endividar para investir. Aliás a dívida privada em sectores como o turismo já está excessivamente alta. Se não há modernização, se não aumenta a produtividade, se os empresários não aumentam os lucros, não podem aumentar os salários.

        Uma licença municipal pode demorar anos. Isto não pode continuar.

        Há sectores que precisam de uma limpeza pois estão cheios de más empresas, sobreendividadas, com uma fuga ao fisco brutal, e encerram com dívidas elevadas, para vir outro pequeno empresário fazer exactamente o mesmo negócio: acabará por sair falido, afogado em dívidas. Este círculo vicioso tem de terminar. Isto existe, por exemplo, no sectores da panificação, restauração, cafetaria, turismo.

        Tem de existir uma forma de matar estas más empresas que não são sustentáveis. De travar a actividade quando há rendas em atraso, quando há dívidas a fornecedores, quando há salários que não são pagos. Os senhorios e os fornecedores não podem continuar a acumular dívidas de empresas doentes. Isto mina a confiança e trava o investimento privado.

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      • Luis's avatar
        Luis permalink
        29 Janeiro, 2015 16:03

        Há pequenas coisas que poderiam ser feitas para reduzir as despesas dos empresários.

        A Medicina no Trabalho é um absurdo. Deveria acabar. Como alternativa, os empregados seriam obrigados a apresentar análises de x em x tempo, de acordo com o sector em causa. Para isso, poderiam recorrer ao SNS. Seria um grande alívio para a caixa das empresas com mais empregados.

        A necessidade de contratar empresas de segurança e higiene alimentar. Outro absurdo. Bastaria que o Ministério da Economia lançasse todos os semestres ou todos os anos um manual, que até poderia ser lançado em PDF na internet, com a actualização da legislação para cada sector.

        A compensação pela não renovação de contratos a prazo deve terminar.

        Estes impostos verdes prejudicam as empresas de transportes. O gasóleo está agora mais barato em Espanha. Os espanhóis saem beneficiados. Mais uma medida absurda para a nossa economia.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        29 Janeiro, 2015 16:15

        Então o manuel ainda pensa que o “investimento” do estado é que vai trazer o crescimento…

        O investimento que devido à moral que propõe estabelecer- falhar acordos – dá o mote para comportamentos futuros.

        Asssim se eu propor abrir uma fábrica, receber subsídio e depois nada aparecer, posso em vez de devolver o dinheiro, impor um haircut de 50% ao Estado – ficar com 50% do subsídio -e pagar o restoa 30 ou 40 anos…

        Belo.

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      • Luis's avatar
        Luis permalink
        29 Janeiro, 2015 16:15

        «A população está envelhecida, mandámos borda fora 350000 jovens qualificados e corremos o risco de nem o dinheiro injetado pelo BCE ser utilizado devidamente em investimento reprodutivo. »

        Os jovens saem porque não há condições para «começar do zero e crescer» em Portugal.

        Os recibos verdes entregam mais de 50% ao Estado. Um jornalista freelancer que coloque morada fiscal no Reino Unido sai beneficiado do ponto de vista fiscal. Tal como um programador ou qualquer outra profissão em que se trabalhe com novas tecnologias. Compensa mais pagar a renda do quarto no Reino Unido para se ter lá morada e pagar lá impostos do que pagar em Portugal, quando se é trabalhador independente.

        No sector agrícola por vezes é difíicil investir pois as rendas são muito altas, a legislação não facilita, os proprietários não querem arrendar por muito tempo pois têm a ilusão de vender a um construtor. Temos falta de um mercado fundiário dinâmico, e a taxação das mais valias imobiliárias poderia ajudar.

        No turismo Adolfo Mesquita Nunes fez Reformas importantes, mas houve erros graves na proposta de lei do jogo e apostas online que impederão a criação de emprego no sector e investimento privado. Falo da taxa sobre volume de apostas, que deveria ser substituída por uma taxa sobre receita bruta: é isto que se faz no Reino Unido, Espanha e Itália. Mas a legislação ainda não saiu e a Sec. de Estado do Turismo ainda está a tempo de corrigir o gravíssimo erro cometido por quem elaborou a proposta de lei.

        O perfil das nossas empresas não pode acomodar certo tipo de licenciados. Talvez devam ocorrer mudanças no tipo de cursos que as Universidades oferecem. Um exemplo. Formamos o dobro dos Médicos Dentistas que precisamos. O dobro. Também formamos um número excessivo de enfermeiros. Há uma concentração de cérebros na área da Saúde. E faltam cérebros noutros cursos (Economia, Física, Química, Engenharias) que são desviados para a área da Saúde, especialmente para Medicina. Isto altera-se mudando o Regime de acesso (exames de acesso ao Superior em vez de exames mais média de Secundário). O sector da educação deveria captar mais cérebros. Para isso é necessário mudar as regras do jogo na contratação do professores, e nas suas remunerações. Bons professores devem ser bem pagos. Maus professores devem receber menos.

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  16. Procópio's avatar
  17. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    29 Janeiro, 2015 15:15

    E eu que estava a pensar ir passar férias à Grécia porque lá estavam à rasca de euros.
    Afinal concluí que o nível de vida lá é mais alto que o de cá (veja-se o salário mínimo)
    Afinal vou passar férias no Algarve.

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  18. PSC's avatar
    PSC permalink
    29 Janeiro, 2015 15:24

    Há mais de dois mil anos que os Romanos já diziam e incluíam no seu Código de Direito Civil: “Pacta sunt servanda!” Quem não cumprisse…

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  19. Eleutério Viegas's avatar
    Eleutério Viegas permalink
    29 Janeiro, 2015 15:30

    Obviamente, NÃO. Rua com estes trambiqueiros gulosos e ladrões.

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  20. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    29 Janeiro, 2015 15:52

    Pois, mas não se esqueça do que TS Elliot escreveu sobre T. Gautier. Ajuda a compor a coisa

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  21. manuel's avatar
    manuel permalink
    29 Janeiro, 2015 16:05

    Luís, infelizmente também sei e sinto essas desgraças.

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  22. basto_eu's avatar
    basto_eu permalink
    29 Janeiro, 2015 16:38

    Mais dois xis nos quadradinhos do não, meu e da minha sapatilha….

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  23. Zegna's avatar
    Zegna permalink
    29 Janeiro, 2015 20:52

    Mas ainda existe crentes que a Grécia irá pagar ó que deve ? A correr bem vai pagar como quiser e lhe apetecer ……os gajos eurogrupo vão começar é a fazer contas e a correr bem vão mandar uma máquina de fazer notas para Atenas e eles imprimem conforme precisam.

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  24. Jhonny M.'s avatar
    30 Janeiro, 2015 12:19

    Mais um “Não” por aqui!

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