Ficou no banco mau
2014 será um ano de excedente comercial, em que as exportações de bens e serviços superam as importações. O défice comercial era de 10% há uns anos atrás e agora existe um superavit de 1% ou 2%.
Note-se que foi também um ano em que houve crescimento económico.
Foi ainda um ano em que a economia não necessitou de recorrer a endividamento adicional para crescer.
Para isto acontecer não foi necessário que a Alemanha se tornasse deficitária, como sugere Vitor Bento. Pelo contrário, o superavit comercial da Alemanha tem vindo a reforçar-se.
Outro dado: o superavit alemão é graças ao comércio com o exterior da zona euro. Dentro da zona euro as contas da Alemanha estão próximas do equilíbrio.
A tese de que a Alemanha devia ser mais deficitária para Portugal poder exportar mais tem sérios problemas. Primeiro, não foi necessário. Segundo, Alemanha tem muitos parceiros económica, muitos dos quais fora da zona euro. Terceiro, o que é que Portugal iria exportar mais para a Alemanha?
Se o problema é o efeito que a Alemanha tem no valor do euro, reforçando o seu valor por ser muito competitiva, bem, o valor do euro passou em nos últimos anos de 1.6 dólares para 1.12 dólares, com o superavit da Alemanha cada vez mais elevado.

Não percebo nada disto, o maior exportador português é Alemão e culpamos a Alemanha de quê?
Falta o verbo pensar, pensem, adequem-se e tirem (governos) a pata da eonomia.
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O problema do Vitor Bento (e tantos outros) é não gostar do Euro que o obriga a ser competitivo (trabalhar mais e melhor, inovar, vender, diversificar, etc. mas também ser esperto e cauteloso a negociar) com todos os outros países que partilham a mesma moeda.
Prefere ficar parado e ir iludindo o povo com notas de escudos com muitos zeros.
Provavelmente também é contra exames de matemática.
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Na mouche!
E acrescento, imaginem-se fora do euro com o nosso escudo a desvalorizar constantemente.
O que é que isso dá? …
Petróleo mais caro, tecnologia mais cara (pois, os smartphones de que tanto gostamos!, LCD’s-ou LSD’s como diria o Paes Mamede, automóveis) e por aí fora.
Exportações mais vantajosas? Pois, isso é bom para quem gosta de que o país seja uma espécie de “loja dos trezentos”.
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Superavit? Mas que superavit? O último boletim do INE aponta para um défice de 10,5 mil milhões de Euros em 2014.
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É ler com atenção.
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Ou mudar as lentes dos óculos; sexta-feira há mais notícias.
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“Em 2014 o défice da balança comercial aumentou 925,8 milhões de euros relativamente ao ano anterior, tendo atingido 10 565,3 milhões de euros. A taxa de cobertura situou-se nos 82,0%, correspondente a um decréscimo de 1,1 p.p. relativamente a 2013.”
In “Estatísticas do Comércio Internacional Dezembro 2014”, do INE, publicado em 9 de Fevereiro de 2015.
Repito, não há nem houve superavit comercial.
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Caro Carlos Duarte,
Essa notícia está errada.
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Carlos Duarte,
Esse é o déficit da BC … apenas de bens … sem os serviços, incluindo o turismo.
Como ja foi anunciado pelo Ministro da Economia, a Balança Comercial de Bens e Serviços é positiva pelo 3° ano consecutivo e com um valor proximo do de 2013 (numeros do INE na 6a feira).
De qualquer modo, à medida que o peso das exportações no Pib for aumentando estruturalmente, e à medida que a economia for retomando um crescimento sustentado, é até possivel e provavel que a BC possa ser deficitaria em anos de maior crescimento do investimento (matérias primas, bens de equipamento, etc) e do consumo (puxado pelo crescimento e não o inverso). O importante é que exista uma tendencia estrutural para o equilibrio (no longo prazo).
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Se Portugal deixar de exportar os VW (alemaes) e os produtos derivados do petroleo, fica muito longe de poder pagar o que importa. As tradicionais exportacoes (cortica, vinhos, texteis, calcado, moveis, moldes, e o turismo). Os outros paises nao estiveram a dormir e ja teem esses productos e de muita qualidade. Por exemplo: A Africa do sul ja produz vinhos de boa qualidade e ate vinhos tipo “Porto” que, segundo entendidos, nao se diferencia grandemente do produzido no Douro. Portugal tera que ter gente (no governo) que saiba o que esta a fazer, criar um sistema de justica em condicoes, simplificar toda a burocracia, criar um sistema de educacao capaz de criar os quadros necessarios: da agricultura, florestas, pescas, etc. etc.Que se deixe de pensar que em Portugal todos teem que ser doutores porque ha gente que nao pode ou nao quer quer ser doutor. Ha quem prefira (e seja inteligente) ter a sua propria empresa, trabalhar duro e desenvolve-la criando riqueza e mais postos de trabalho, seja na agricultura ou qualquer outro ramo.
Para isso e preciso educar os jovens que queiram seguir outras carreiras, dar-lhe as ferramentas para poderem montar o seu negocio e singrar na vida.
Com empresas (?) tuc-tuc nao vamos a lado nemhum!
Mas isto sou eu a sonhar.
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Tenha juizo. Se os alemaes deixarem de exportar automoveis e quimicos tb deixam de poder pagar o que importam. E depois? Arranja-se outra coisa para exportar, como ja antes fizemos. Alem disso, esta a ignorar que tb cairiam as importacoes…
Ou acha que so com um superavit de 20% estamos bem, nao va fechar uma fabrica ou refinaria?
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Vitor Bento foi aquele economista que em 2010 e 2011 escreveu uns livritos a explicar, e muito bem, com muitos quadros e pouca conversa, que o desequilibrio das finanças publicas, no contexto do Euro (crédito barato e abundante) contribuiu fortemente para o desequilibrio da economia (transaccionaveis X não transacionaveis, exportações X importações, consumo X investimento, etc).
Já na altura não dizia claramente o que é que era preciso fazer para reequilibrar.
Mas deduzia-se facilmente que era preciso começar por corrigir o desequilibrio das finanças publicas e que, com algumas reformas de mercados, o reequilibrio da economia viria por inerencia.
Ou seja, austeridade e ajustamento.
As finanças publicas estão hoje mais controladas (saldo primario positivo, taxas de juro da divida historicamente baixas, etc), a balança comercial de bens e serviços é excedentaria, o investimento é que puxa o consumo e não o inverso, etc.
Mas que mosca é que mordeu Vitor Bento para vir agora dizer que a austeridade interna não serviu e que a solução tem apenas de vir de fora, da maior procura da Europa “excedentaria”, uma variavel externa que o pais não controla ??
Não gostou do modo como foi tratado pelo governo actual na questão do BES ?
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Vamos ler e aprender com Pedro Ivo Carvalho
Em 2014, a Alemanha foi o país que desviou mais crescimento à economia portuguesa. De acordo com o INE, foi (também) graças a Portugal que os germânicos conseguiram alcançar o maior excedente comercial de sempre.
O que quer isto dizer, afinal? Uma coisa simples: Berlim fez-nos recuar a 2008, quando importávamos mais do que exportávamos; e, em contraponto, podemos conformar-nos com a circunstância de Portugal ter ajudado a Alemanha a intensificar uma estratégia económica predadora na Zona Euro. Em que aposta pouco no investimento e no consumo (e aqui poderiam entrar as exportações portuguesas) e em que aposta muito nas exportações de mercadorias (e aqui entram os 1137 Mercedes vendidos em Portugal em janeiro, um aumento de 33% em relação ao ano passado, tornando-nos no segundo melhor mercado mundial).
A solução, digo eu, é parar com a vinda dos Mercedes e passar a fabricar um carro lusitano.
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«A solução, digo eu, é parar com a vinda dos Mercedes e passar a fabricar um carro lusitano.»
Nem os nossos recursos conseguimos explorar…
O capital português prefere brincar às casinhas, às auto-estradas, aos super e hipermercados e aos centros comerciais. Com a capa protectora do Estado, claro está.
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“Em 2014, a Alemanha foi o país que desviou mais crescimento à economia portuguesa.”
Mas 2014 foi precisamente o ano inteiro em que a economia portuguesa voltou a ter um crescimento positivo !…
De resto, é por estar a crescer que as importações teem vindo a crescer igualmente. Cresce naturalmente o consumo e com ele as importações de viaturas. Mas cresce também o investimento e com ele as importações de bens e serviços de investimento. Sendo a Alemanha produtora destes bens é natural que os importemos da Alemanha …
O mais importante é que tenhamos os meios para pagar essas importações e tall consegue-se sobretudo exportando. Acontece que as nossas exportações teem vindo a crescer sem interrupção e, depois de terem descido a pouco mais de 25% do Pib em 2008, representam hoje perto de 40% do Pib. Ou seja, a nossa economia está hoje muito mais equilibrada : a nossa Balança Comercial passou a ser excendentaria (deficitaria de mais de 10% antes do ajustamento dos ultimos anos).
A direcção é boa e a Alemanha não foi nenhum obstaculo. Antes pelo contrario, continua a ser um dos nossos principais parceiros comerciais. De resto, como todos sabemos, varias das nossas empresas exportadoras e substituidoras de importações são … de capital alemão. O caso da Auto Europa é exemplar. Investindo em Portugal, a Alemanha “canaliza” crescimento para a nossa economia. Exactamente : os excedentes comerciais da Alemanha também servem para a Alemanha investir mais no exterior contribuindo assim não apenas para o dinamismo da sua economia mas também para a modernização e o crescimento dos paises onde investe.
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Claro que para o dr António Costa, nada disto é relevante…
É um individuo com este carácter que querem para 1.º Ministro??!!
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