Boa sorte
A Grécia tem neste momento 2 problemas: 1. como financiar a sua actividade normal; 2. como meter a economia a funcionar. Para qualquer um destes problemas o Syriza constitui neste momento o principal obstáculo. Para se financiar, o Estado grego precisa de um empréstimo da União Europeia, mas não está disposto a dar as contrapartidas que a UE exige. Na verdade, é cada vez mais evidente que o Syriza não pretende cumprir nenhum compromisso que venha a assinar, e os credores já perceberm isso. Para que a economia grega funcione, os gregos precisam de mais capitalismo. Mais capital estrangeiro, mais liberdade no mercado laboral, menos recursos alocados ao Estado, mais financiamento bancário mais confiança nas contas públicas. O programa do Syriza aponta na direcção contrária. Mais restrições laborais, nacionalizações, mais despesa pública, mais funcionários públicos. Um programa que intimida o investimento estrangeiro e seca o crédito. O principal indicador de que as coisas estão a correr muito mal na Grécia é o contraste entre o apoio à estratégia do Syriza (mais de 80% em algumas sondagens) e a fuga dos depósitos bancários (mais de 20 mil milhões em 2 meses). Os gregos acreditam na estratégia do Syriza de sacar dinheiro à União Europeia, mas não apostam o próprio dinheiro no futuro da Grécia.

Ai acreditam, acreditam…, por isso é que os que podem estão a sacar a massa de lá!
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Mutatis mutandis-
O mesmo se diga para os portugueses.
Muito embora os portugueses actuais nada tenham a ver nem com lusitanos e muito menos com os navegadores dos séc. XV e XVI. Destes, já cá não há nenhum. Também estes gregos nada têm a ver com os helenos quanto mais com os atenienses do séc. V a.C.
Se Péricles cá voltasse cobria o rosto de vergonha.
O que eles precisavam era de um novo Sócrates, o filósofo governado por Xantipa, a mulher dele que o classificava como o rei dos mandriões pois só sabia fazer perguntas e dizia aos amigos “conhece-te a ti mesmo” quando o importante é conhecer os salafrários que andam por aí a corromper os outros
Parece que já nasceu na Covilhã um movimento para pedir a transferência do 44 para Atenas.
Esperemos que o SEF não se oponha.
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A Grécia não tem apenas 2 problemas. A Grécia, porque está na Europa, tem todos os problemas que à Europa dizem respeito, da mesma forma que os problemas da Grécia são europeus. A Ucrânia, também é um problema grego, português, europeu e mundial. O olhar para o lado não resolve as urgências que estão no terreno. É altura de acordarmos todos e deixarmos de tontices.
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