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devem os deputados exercer os seus cargos em exclusividade?

18 Fevereiro, 2015
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É o tema em debate, hoje, no Fórum TSF. Apenas uma achega, sobretudo remetida aos puristas da transparência política: impeçam os senhores deputados de ganhar uns dinheiros cá por fora e verão o que a maioria deles fará com o poder e a influência que o cargo lhes confere.

24 comentários leave one →
  1. Marquês Barão's avatar
    Marquês Barão permalink
    18 Fevereiro, 2015 12:24

    Exclusividade? Nunca jamais em tempo algum. Ganhar por fora passaria a ser um exclusivo da porta do cavalo. Uma nova lei eleitoral nunca será parida por esta partidocracia que trata dos próprios interesses. Somos uns povo de doutores e advogados?

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  2. LTR's avatar
    LTR permalink
    18 Fevereiro, 2015 12:36

    A massa neuronal não dá para mais. Não atinge.

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  3. MJRB's avatar
    18 Fevereiro, 2015 12:38

    Devem !
    Devem, porque é precisamente também isso que prometem aos eleitores aquando das campanhas eleitorais ! Ou não ? Os putativos votantes ouvem ou percebem deficientemente ? Algum candidato tem ousado anunciar emprego, tacho, seja o que for paralelo ?
    “Puristas da transparência política”, não são por certo a maioria dos assalariados na ARepública.
    O ordenado é pouco ? — exerçam outra profissão fora de S.Bento.
    Pode entender-se como “ameaça” se os deputados não ganharem “uns dinheiros cá por fora” ? Integram-se(!) em grupelhos, tríades, máfias, lobbys, oferecendo e alguns exercendo o seu “poder e influência” ? Isso é o que de facto acontece com muitos (basta ver as bancadas às quintas e sextas-feiras) que não respeitam quem os elegeu (e lhes paga) e a “casa” onde se anicham pelo tacho. Ora, por mim, praticamente todos estão referenciados e banidos. Oxalá outros eleitores fizessem algo idêntico…
    E nem quero referir algumas leis que aprovam para benefício próprio ou as regalias que usufruem dentro e fora de S.Bento…
    Por que hei-de eu respeitar um político traidor e/ou incompetente ?

    Rui A.
    esqueceu-se dos deputados nos Açores e Madeira. Com ordenados, regalias, “influências”, idênticas às do “contenente”.

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  4. Kattuxa's avatar
    Kattuxa permalink
    18 Fevereiro, 2015 12:40

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  5. Bolota's avatar
    18 Fevereiro, 2015 12:43

    Eu começava pelo principais orgãos de suberania. Porque são reformados, Cavaco e Conseição Esteves iam para o olho da rua.
    Salvo as baixas reformas, quem ganasse acima de um determinado valor ia tudoooooooooo par ao olho da rua, se está reformado é porque não pode trabalhar por isso…

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    • cepatorta's avatar
      cepatorta permalink
      18 Fevereiro, 2015 14:48

      Eu, que nunca estou de acordo com este tipo, desta vez apoio totalmente!

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      • Bolota's avatar
        18 Fevereiro, 2015 18:47

        cepatorta ,

        Estivesses mai satento e concordarias mais vezes.
        Sem grande rigores tenta encontrar casos parecidos com so de CAvaco e Assunção Esteves.
        Exemplos, Duarte Lima, que obteve uma rerforma aos 37 anos. Eduardo Catroga, que tem não sei quantas e continua no activo. Mira Amaral que só numa são 18.000€ e não sei quanto e continua ai. Dá uma volta por ai e vais ver que encontras muitas maissssssssssssssssssssssss e está atento

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  6. Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
    18 Fevereiro, 2015 12:46

    Não percam tanto tempo com canhenhos, estatísticas, regras, contratos e olhem com mais atenção para as pessoas e, depois, vejam o que será melhor para elas, mas sempre para as servir, e não para estas se encaixarem a qualquer preço em formatos que não desejam nem merecem.

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  7. Pedro S's avatar
    18 Fevereiro, 2015 13:31

    Nao vejo necessidade de exclusividade. Mas ser advogado e legislador é incompativel.

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    • MJRB's avatar
      18 Fevereiro, 2015 13:38

      Há caval(h)eiros deputados que exercem e ganham massaroca da boa fora da ARepública noutras áreas não só e, para além da advocacia.

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  8. manuel's avatar
    manuel permalink
    18 Fevereiro, 2015 13:58

    Os deputados devem estar em exclusividade, ganhar o dobro e serem reduzidos para metade. E acabar com os assessores e outros ajudantes dos deputados os quais servem para substituir as antigas dactilografas, sim, os deputados não podem escrever!?

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    • MJRB's avatar
      18 Fevereiro, 2015 14:15

      “ganhar o dobro” só porque obrigatoriamente em exclusividade ? Homessa !
      De acordo: reduzir a quantidade. A maioria é absolutamente dispensável. E podem retirar-lhes os computadores.
      (Exemplo, entre muitos: há uma deputada que quando a vejo numa TV está sempre cabeça baixa a sorrir e a “trabalhar” no telemóvel).

      Eu até proponho isto: dado que elevada quantidade dos ditos cujos não valem um chavo, mas têm tanto apego ao “serviço público”, podem integrar já na próxima legislatura os gabinetes partidários na qualidade de dactilógrafos, ajudantes para qualquer coisinha, ou paquetes de recados.

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      • manuel's avatar
        manuel permalink
        18 Fevereiro, 2015 18:07

        Penso que tudo o que for público deve ser do melhor e bem pago. Não quero um estado fraco incapaz de negociar PPP, Rendas, Privatizações e relativamente aos deputados devíamos acabar com a acumulação com atividade privada e os conflitos de interesse. Estão no parlamento como “facilitadores” .

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  9. MJRB's avatar
    18 Fevereiro, 2015 14:27

    Porra, um gajo passa pelo SAPO e apanha mais uma vez Pedro Adão e Silva (o tal que escreveu o guião do governo Sócrates) a comentar tudo: política, futebol, música, notícias… Um tudólogo que, dizem-me, omnipresente (e bem pago) em bastantes tvs, rádios e jornais. Desta vez, comenta na RRenascença uma afirmação do Papa.
    (Portugal já não vive sem este Adão)

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  10. PGL's avatar
    PGL permalink
    18 Fevereiro, 2015 16:31

    Concordo que devem ser deputados em exclusividade. Deve-se garantir que o conflito de interesses não é quebrado durante e após o cumprimento do cargo de deputado. Todos sabemos que há profissões que são naturalmente incompatíveis. As de advogado ou administrador de empresas e deputado são exemplos óbvios.
    Todas as iniciativas que vão no sentido da separação dos poderes económico e politico são fundamentais para uma maior justiça e desenvolvimento da democracia e resultam necessariamente no aumento do desenvolvimento económico.

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      18 Fevereiro, 2015 18:09

      Totalmente de acordo. Verá que nunca será votado esse regime, até o PCP começa a fazer parte da nomenclatura instalada no estado.

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  11. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    18 Fevereiro, 2015 19:30

    E que tal legalizar o lobbying? Fama de casa de negócios é o que aquilo tem. Nunca se sabe se é o deputado da nação ou o contratado quem vota num ou noutro sentido.

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  12. BELIAL's avatar
    18 Fevereiro, 2015 21:20

    Marquês Barão – tem TODA a razão.

    Foi ao osso…

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  13. JS's avatar
    18 Fevereiro, 2015 23:19

    O problema não é esclusividade, sim ou não. Poeira para enganar, para baralhar.
    Poeira para os olhos do eleitorado.
    Só haverá deputados responsáveis, a sério, quando forem nominalmente eleitos.
    Até lá são “paus mandados” dos partidos.

    Deputados eleitos nominalmente (com ou sem esclusividade é secundário) seriam re-leitos ou corridos nas eleições seguintes pelos seus eleitores conforme desempenhassem o seu mandato. Democracia.
    Ps. A TSF é conivente nesta fantochada. Tristeza.

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  14. Marquês Barão's avatar
    Marquês Barão permalink
    19 Fevereiro, 2015 02:27

    JS tocou no ponto fulcral.
    Captado no DN on-line, autoria de comentador identificado como A raiz da partidocracia:
    -1) Desde a instauração da “democracia”, a qualidade dos partidos em Portugal tem caído constantemente, estando hoje ao nível do lixo. Os portugueses não têm controlo sobre os seus políticos. A “casa da democracia” é na realidade a casa da partidocracia. O chamado “julgamento nas urnas” é um logro, pois os candidatos das listas perdedoras têm garantia prévia de que se mantêm no parlamento, duma maneira que não tem relação com a vontade dos eleitores. Na verdade, os eleitores nem sequer têm oportunidade de se pronunciar sobre os candidatos. Podem ser agentes secretos, maçons ou outra coisa qualquer, não interessa: a ida para o parlamento não depende do seu voto. A causa profunda do problema é a ausência do voto nominal no sistema eleitoral.
    -2) Os portugueses têm menos direitos democráticos que os outros europeus. As chefias partidárias fazem listas cuja ordem é essencial, mas é imposta. As listas não figuram no boletim de voto e é impossível votar num membro da lista sem os anteriores terem sido já “eleitos”. Surgem os “lugares elegíveis”, que dão aos candidatos dos maiores partidos a GARANTIA de que vão ser deputados, independentemente dos votos. Em cada eleição, o cenário é sempre o mesmo: semanas antes de ser deitado o primeiro voto, parte do elenco parlamentar já está decidido. Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, os deputados NÃO representam os eleitores. Seguramente representam alguém, mas não é quem vota.
    -3) As consequências deste sistema são muitas e graves
    (A) Os barões dos principais partidos vivem na impunidade. Sabem que não podem ser desalojados do parlamento pela via dos votos. Mesmo com baixas intenções de voto, têm muitos “lugares elegíveis” para onde se refugiar. Isto influencia o seu comportamento de maneira decisiva.
    (B) Corrupção: os lóbis contornam o eleitorado e agem diretamente sobre os oligarcas do parlamento para fazer valer os seus interesses. Na prática, são os lóbis que têm representação no parlamento, não os eleitores.
    (C) Cria-se um “fosso” entre cidadãos e políticos e um (forte e crescente) sentimento de desprezo e ressentimento dos cidadãos para com os políticos portugueses.
    (D) A ausência de voto nominal bloqueia a renovação interna dos partidos. 4) 4)
    -4) “Renovação” é uns serem substituídos por outros. É o papel do eleitorado dizer quem vai e quem fica. A maneira natural e democrática de conduzir a renovação é os novos políticos que têm mais votos ascenderem gradualmente às chefias dos partidos. Porém, como o sistema eleitoral impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, o sistema está na realidade a impedir o eleitorado de exercer o seu papel na renovação partidária. Atualmente, as chefias partidárias eternizam-se e só os que têm o seu beneplácito sobem nas estruturas partidárias.
    -5) Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Livres do escrutínio democrático, os partidos foram todos tomados por oligarquias que detém o monopólio do poder político. Com o passar das décadas, essas oligarquias partidárias capturaram não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado. A maioria dos problemas de demagogia, corrupção e desgoverno vêm daí, direta ou indiretamente . A imunidade da classe política permite também explicar porque razão a denúncia de situações ou atos escandalosos é geralmente recebida pelos seus causadores com indiferença. Desde que mantenham uma boa posição no partido, o pior que lhes pode acontecer é passarem os anos seguintes no parlamento.
    -6) Se analisarmos como as votações funcionam, percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores são maus, ou maus a escolher. Os eleitores até são bastante exigentes: o problema é que não dispõe dos meios para impor os seus padrões de exigência na seleção dos políticos. A maioria das opções democráticas são-lhes negadas pelo sistema eleitoral. Não podem dar força eleitoral a quem o merece, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear uma iniciativa referendária, os ministros não têm de ser deputados, etc , etc .
    -7) Não é possível desbloquear a partidocracia portuguesa sem mudar o sistema eleitoral. Felizmente há uma maneira simples e que não altera o equilíbrio entre os partidos e sem círculos uninominais. É manter o atual sistema, mas dando aos eleitores a possibilidade de ordenar as listas através dum voto preferencial. As listas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato duma lista. Esse voto conta também como um voto na lista, de modo que o método de D’Hondt continua a poder ser usado exatamente como agora. O que muda é ordem de atribuição dos lugares de deputado, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito: passa a haver escrutínio.

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      19 Fevereiro, 2015 08:45

      Parece-me uma boa ideia, algo tem de ser feito, temos de continuar a pressionar e podemos castigar nas urnas os partidos instalados.

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      • Marquês Barão's avatar
        Marquês Barão permalink
        19 Fevereiro, 2015 10:07

        Mais uma nota sobre uma verdadeira fraude:
        É imperativo reformular o conceito de abstenção, não a confundindo com insondáveis razões de ausência nas urnas. Criar um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto. Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha não pode ser obrigada a ficar na rua em vala comum de incertos. Os nossos deputados, na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Quero lá uma cruzinha para me abster, querendo.

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  15. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    19 Fevereiro, 2015 10:29

    Parece-me uma medida bem intencionada que não terá qualquer resultado prático. Não é por estar em exclusividade durante 4 anos (e isso nem é obrigatório) que um deputado se torna invulnerável a pressões e interesses.

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  16. BELIAL's avatar
    19 Fevereiro, 2015 20:28

    Fui nomeado por 2 anos, tenho 2 anos para enriquecer.

    Assim discorria o governador grachus garovirus, em “astérix entre os helvécios”.

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