Condições económicas: a explicação para tudo e mais alguma coisas
27 Março, 2015
A sério que estas pessoas não vão para casa por não terem condições económicas? Se for uma questão de falta de “condições económicas” então entregue-se às famílias o dinheiro que vão custar as vagas nos lares.
22 comentários
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os velhos são tão maltratados em casa como nos lares
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Os velhos já não prestam e a prova disso é que, nem aos domingos, os familiares os vão visitar aos asilos. Às vezes, vemos filhos e noras nessa missão. Mas os netos não são para aí encaminhados. Criámos essa estrada, e se não for asfaltada com uma camada de piso diferente, o desencanto e a tragédia totais serão encontrados. A escola, a família, as relações sociais deviam ter em conta o valor dos mais velhos. Esta civilização está a chegar ao fim.
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È verdade. Há uns anos estava a leste deste problema. Actualmente estou a par e o que tenho visto, contado nem se acredita.
Mas, também tenho amigo de infância na Suécia que me conta que por lá já vão muito mais adiantados- nem chegam aos lares- eutanizam-se num instante.
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É mentira. Eles despejam-nos em casa para morrerem.
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Mas, posso assegurar, que mesmo deixados a morrer nos hospitais, sedados até á morte nos lares, ou abandonados em casa, ainda há demasiada gente a ganhar dinheiro à custa disso.
É um dos grandes negócios modernos- a tal da boa da solidariedade que substituiu a fascista da caridadezinha.
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Quando tive um familiar próximo hospitalizado e disse que não vivia na área a pergunta veio logo: seria mais um? obviamente que não era e cuidei deste meu familiar com todas as forças até ele morrer.
No início ao ouvir falar deste tipo de situações tinha a mesma reacção: abandono de idosos. Hoje interrogo-me se será assim, se será sempre assim ou se não haverá situações de desespero em que a família não tem meios humanos – económicos, de tempo e de condições – para tratar em casa o doente. Estou a pensar por exemplo nos casos de Alzheimer. Tive familiares nessa situação e é um horror de anos, psíquico e físico.
Para um doente acamado os lares – se aceitarem tais doentes – pedem milhares de euros por mês e muitos não podem. Nos lares sociais as vagas escasseiam. Se quer que lhe diga pode ser uma maneira de pessoas aflitas encostarem os serviços sociais à parede. Antes de tirarem conclusões talvez fosse melhor fazer uma análise sociológica e estatística.
Da minha parte, da experiência de então, negra negra, só não me queixo dos assistentes sociais. Foram eles que me telefonaram a perguntar se precisava de alguma coisa, foram eles que me aranjaram uma cadeira de rodas. De médidos e sobretudo de enfermeiros, e pessoal auxiliar, a conversa é outra e o sentimento é de profundo rancor.
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Pois é. O problema é mesmo esse- alzheimarados e acamados são para abate.
Eu tomo conta de uma tia com 95 anos que tem alzheimer e posso garantir que o início, sim, sem informação e até com médicas imbecis a negarem, é coisa tramada.
Mas depois não. Ficam em total estado de inocência. Desde que bem cuidados não tem nada de pesado. Antes pelo contrário.
Ou então sou eu que sempre gostei de maluquinhos e da única loucura que fujo é da racional.
Mas ela tem a loucura ao natural. Não toma absolutamente nada e dorme 14 horas seguidas.
É muitíssimo saudável, fora o “kuru”- que aquilo há-de vir daí
“:OP
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Zazie, pode só confirmar-me se recebe notificacoes dos comentários/resposta? Pretendo responder-lhe mas se nao souber que o estou a fazer estarei a escrever para o boneco.
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recebi mas nem conhecia isto
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Mas o problema é mesmo onde deixar ou arranjar alguém para substituir de forma a ter-se umas férias.
A maior parte das pessoas tem medo de malucos porque há-de ter medo de se ver ao espelho.
Levam a mal aquela agressividade deles por pura estupidez.
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Mas v. teve caso de queixa de médicos e enfermeiros por causa do alzheimer?
Eu não, porque nem sequer achei que valia a pena perder tempo com médicos para uma coisa que não tem cura.
Aliás, foi um neuro-cirurgião que recomendou não dar nenhum remédio. E o ortopedista qu operou quando fracturou o fémur disse o mesmo. Remédios rebentam os rins e apenas servem para alimentar farmacêuticas.
Fiquei com uma certa curiosidade acerca dos médicos porque tenho a ideia que a única associação que existe foi criada por uns para negócio.
Posso estar enganada mas achei aquilo mais folclore VIP que outra coisa.
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Tenha calma, nem tudo é como pintam. Se pudermos atenuar a doença, mesmo sem cura, é bom.
A vida e uma, sem sofrimento pessoal e a terceiros, deve-se viver.
Defendo a eutanasia, é uma atitude correta para quem já não quer sofrer mais.
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Se defendes, mata-te e deixa os outros em paz.
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O Alzheimer não se atenua com remédios, imbecil. O alzheimer atenua-se com banhos de sol, bananas e óleo de coco. O resto é qualidade de vida. Mais nada.
Aos 95 anos ninguém prolongar nada com remédios a um acamado, para daí a uns meses, ter-se um acamado a precisar de hemodiálise.
É por haver tantos imvecis com fezada nos remédios, que ainda dão cabo do que resta de vida a muitos velhos.
V.s são filhos da trampa das luzes. Passaram a ter o dogma da Ciência e rendem-lhe culto que nem primitivos.
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Atenuam doenças com sedativos e depois com a injecçãozinha para o outro mundo.
Foi esta a descoberta dos randianos vermelhos e às riscas. Ao menos nesta trampa de direitos de saída são gémeos.
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Podias também mostrar imagens de alzheimarados fechados em isolamento nos lares e sedados ao ponto de nem chegarem a acordar quando finalmente alguém tem medo que morra lá e os levam à pressa ao hospital.
É assim que os matam. Largam no hospital sedados até morrerem ou mandam para casa completamente inutilizados pelo bom do tratamento altamente científico com que os tratam.
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200 idosos com alta clínica continuavam internados em janeiro por não terem para onde ir…
nada como só ligar ao que não interessa…
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É a vida…
Os familiares que precisam (economicamente) dos idosos, não os abandonam…
Os idosos que são um estorvo… são abandonados!
É o deve e haver…
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Nem todos. Na família tenho um caso em que cuidaram do idoso com alzheimer, em casa, anos a fio. Da misericórdia da terra iam lá dar-lhe banho e outras ‘amenidades’ mas quem cuidava o dia inteiro era o outro cônjuge. Teve que sair da localidade onde vivia, no interior, onde não há nada, para poder ter pelo menos acesso aos cuidados da misericórdia. Nesse tipo se situações o cônjuge fica de facto em prisão domiciliária e pode rebentar, física ou psicologicamente. No caso concreto a reforma conjunta do casal rendaria os quinhentos euros. Não me parece que o descendente, que recebeu os pais em casa, tenha feito grande negócio.
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Estas notícias são recolhidas de forma superficial.
O que sucede em muitos casos é o idoso ter uma alta apressada e ser recambiado para casa ainda a necessitar de cuidados médicos ou de enfermagem.
Pior que o abandono a que alguns são votados pelas famílias é ver como os hospitais tratam estas pessoas na fase mais dramática e frágil das suas vidas.
Bem sei que não se pode generalizar sem cair nalgum grau de injustiça. O labéu não serve a todos. Mas, há alguma desumanidade que qualquer pessoa mais familiarizada com os serviços hospitalares pode constatar.
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No mês de Agosto os hospitais são invadidos de idosos acamados, eu não lho provo com links. Isso fica ao seu critério.
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Podes tirar fotos e botar também alguma para o National Geographic onde consigas captar um médico a passo de trote.
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