Afinal é fácil de resolver
Freitas do Amaral diz que “pagar tudo” é a solução para papel comercial no BES
Vou resumir o problema do papel comercial:
1. Clientes do BES compraram papel comercial de empresas do GES.
2. O GES faliu, pelo que não pode pagar o papel comercial.
3. O BES faliu,pelo que não pode pagar o papel comercial.
4. O Novo Banco é do Fundo de Resolução (que indirectamente é detido pelos bancos nacionais).
5. Se, por milagre, o Novo Banco for vendido acima do valor nele injectado pelo Fundo de Resolução, o lucro reverte para os credores e accionistas do BES.
6. Se o Novo Banco pagar o papel comercial (não sendo essa a sua obrigação, é uma obrigação do GES) os accionistas do fundo de resolução têm todo o direito de exigir uma compensação. A quem a exigem? Ao contribuinte? Ao Freitas do Amaral?
7. Se o Novo Banco pagar o papel comercial e se isso prejudicar a mais valia a que o BES tem direito, os accionistas do fundo de resolução, os credores do BES e os accionistas do GES (incluindo o Ricardo Salgado) podem exigir uma compensação. A quem a devem pedir? Talvez ao Freitas do Amaral.

O FA é professor de direito não tem vocação para resolver o que quer que seja . Temos que ter paciência com os ditames do homem
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Vamos aguardar pela morte deste socialista de segunda e deixemos aos arqueólogos a tarefa de analisar a sua obra insigne.
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Democrata-Cristão dos fundadores do CDS, morto
de cujos restos fúnebres foram reciclados em inteiro Socialista . . .
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o bes e o salgado tem direito a mais valia?
e os investidores não-qualificados não merecem um módico de respeito? nem receberem as poupanças que confiaram aos burlões?
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É muito improvável, porque 1º estão os obrigacionistas. Mas em teoria não é impossível.
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Os lesados de papel comercial são credores comuns do BES. Logo estão antes dos obrigacionistas que refere. Além do mais, sendo credores comuns, decorre da resolução que sejam transferidos para o NB. Se tal não acontecer, aí sim, pagaremos todos daqui a uns anos com juros e indemnizações a palhaçada montada desde Dezembro de 2013 pelo Banco de Portugal.
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Miguel,
Os chamados “lesados” do papel comercial são investidores em papel comercial de empresas do GES. Como tal são credores dessas empresas. Essas empresas faliram. Foi um mau investimento. Azar. Ninguém mais tem que assumir essa perda.
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Duas questões prévias: O banco de Portugal não tinha impedido o BES de vender papel comercial ao balcão? O banco de Portugal não mandou fazer uma provisão para este montante de vendas?
No meu entendimento, deve ser feita numa análise(caso a caso) dos 2500 investidores e mesmo nos 78, que investiram 1 milhão de euros, existem casos de pessoas sem qualquer literacia financeira e que fizeram o seu pé de meia, no estrangeiro ou no país, durante 30, 40 e 50 anos, a fazer o que só Deus sabe. Retirando os investidores institucionalizados, os restantes devem ser indemnizados e os vigaristas já deviam estar na prisão há muito tempo. Essa conversa de colaterais quero vê-la relativamente à Venezuela, Nova Zelândia, etc. que já recomeçaram a pedir indemnizações e respostas do governo português, presumo que a tarefa vai ser para o próximo governo do Sr. Costa.
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Após as Novas Oportunidades ainda há quem invoque a falta de literacia financeira, misturada com asneiras avulso.
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Podemos assistir ao insólito de pagarmos à Venezuela (300 milhões) e deixarmos os nossos a arder com 500 milhões, pois, nessa altura este governo já estará na sua zona de conforto, quem for poder, que resolva o assunto!
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Manuel,
A Venezuela não tem direito a nada. Se algum governo pagar é porque há negociata.
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Até parece haver haver “imunidade” para a fraude bancária.
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Claro que há. A banca de um modo geral trabalha toda da mesma forma e será por acaso que as falências são em série(BPN; BPP e BES)?
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Falta um ponto intermédio. O BES faliu porque foi obrigado a fazer provisões para tudo e mais alguma coisa, incluindo as obrigações do GES. Foram essas provisões e o escagacéu folclórico do jornal Expresso a assustar os depositantes e a Bolsa que destruiram o balanço do BES. Supervisores, jornalistas e indiferença do governo transformaram uma situação complicada em buraco definitivo e litígio irresolúvel.
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Lucas,
Provisões que são insuficientes. Se fossem suficientes os accionistas ainda recuperavam algum.
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João Miranda, as provisões em excesso foram suficientes para derrubar o balanço do banco. Se não tivessem sido ordenadas, com a abundância de liquidez que por aí vai, às tantas o banco ainda estava a funcionar (em melhor condição do que outros que sobrevivem) e vários (dezenas?) milhares de milhões de euros não se teriam evaporado. Vá lá interromper, à martelada, a rolagem de dívida a uma qualquer empresa, banco, ou país a ver o que lhe acontece.
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só não entendo porque é que no BPN pagaram o papel comercial vendido nas mesmas circunstancias e agora no BES já não se pode fazer o mesmo. Se calhar no BPN como era estado a arcar com o prejuízo não houve problema mas aqui como são os acionistas do fundo de resolução (bancos) a sofrer os prejuízos, alto lá e para o baile
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Lica,
Porque no BPN foi o contribuinte que pagou. Quer que o contribuinte volte a pagar? Eu não.
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A única forma de o contribuinte não pagar é mesmo ser o NB. De outra forma vai nos sair do pelo.
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pois foi precisamente isso que eu disse. Nós podemos pagar mas os trutas já é mais complicado
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J.Miranda: tal como Angola deixou cair a garantia bancária, a Venezuela vai retaliar sobre as nossas empresas que estão a construir na Venezuela, tais como o grupo lena e outras e o nosso governo(este ou o próximo) vão ceder. Um país de cócoras sujeita-se a tudo.
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Manuel,
As empresas não são nossas, pelo menos minhas não são. A Venezuela pode retaliar, mas o nosso governo tem a responsabilidade de não ceder para salvar o grupo Lena. Problema é do grupo Lena, não é do contribuinte.
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Claro, A Lena e os seus trabalhadores não são contribuintes. E as exportações que equilibram a importação de Mercedes e BMW são coisas que caiem do céu.
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Isto do papel comercial nao foi outra coisa Q 1 conto do vigario 🙂 o Burlão e o Otário
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Seja lá o que for. Andaram aqueles macacos numa comissão de inquérito inútil meses a fio e milhares de papéis arquivados. Preparam-se processos judiciais que vão fazer do caso da caixa económica micaelense um processo sumário resolvido num domingo, mas não, em treze linhas o mui ilustre juiz conselheiro João Miranda lavrou sentença. Isto sim é celeridade na justiça.
Apenas um senão: os emigras que tenham sido burlados com o último aumento de capital talvez tenham que engolir o que lhes derem – nada, provavelmente. Já o fundo de pensões da Nova Zelândia, o Goldman Sachs e outros passarões palpita-me que vão precisar de uma linha adicional, a décima quarta, a dizer: pague-se.
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pois clarinho como a água
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