Será melhor ler primeiro os papelinhos, ver a fundamentação e verificar se houve abuso de algum lado.
Dum caso, contado pelo próprio, emigrante, foi-me dito que no país onde vivia – que está a milhas e milhas de civilização relativamente a este subúrbio periférico – que lá tinha incapacidade superior a sessenta por cento. Cá, nesta coisa que vive das sobras dos outros, davam-lhe trinta por cento. Julgava eu que o critério era técnico. Hoje não estou tão certo.
Lembra-se da professora cancerosa obrigada a trabalhar quase até ao dia do funeral?
A sequela mais frequente e grave da operação a um tumor benigno da próstata é a impotência sexual. Não estou a ver bem em que circunstâncias é que isso possa impedir as funções inerentes a um agente da PSP, incluindo operacionais (a não ser que a opercionalidade da PSP transcenda largamente as minhas expectativas). A segunda sequela, bastante menos frequente, é a incontinência urinária, que também não parece impeditiva de muitas das funções.
Para uma pessoa se pronunciar sobre sequelas de doenças graves, convêm ter passado pelas mesmas agruras e sentir na pele.
Caso contrário podem dizer-se e escrever muitas palermices.
1- Um tumor benigno da próstata não é grave
2- Os factos clinicos que eu citei são reais, e eu não disse que não pudessem haver outros. Apenas que os mais frequnetes são esses, o que vai (ou irá) ao encontro da decisão da junta.
3- Não é preciso ter passado pelas mesmas agruras (a junta médica é constituida por doentes da próstata ou dpor médicos?), mas convém saber do que se fala, o que é o meu caso, dado ser médico com especialização em urologia.
4- Opinar sobre opiniões sem saber a informação do opinante, pode levar a escreve-se muitas palermices….
Se o senhor Doutor acha que um polícia com incontinência urinária pode continuar muito útil ao serviço, quem sou eu para contrariar tão douta opinião.
Realmente as Juntas Médica não têm lá doentes cancerosos, nem incontinentes, nem tuberculosos nem doentes de coisas nenhuma.
São constituída por burocratas que ocasionalmente são médicos e das quais é quase impossível recorrer das decisões.
A incontinência urinária tem diversos graus, e não é incompativel com muitas profissões e funções, nomeadamente de secretaria, administração, logistica, etc…Até medicina. Existem diversos mecanismos para obviar a essa disfunção, que aliás é mais simples de minimizar nos homens.
Já em relação à sua descarga emocional sobre as juntas médicas (neste caso até houve recurso…), é o tipo de resposta de quem não tem nada para argumentar. Você às vezes até diz uma coisas acertadas, mas hoje deve estar em mau dia.
.
Creio que a opinião das juntas médicas depende dos momentos politicos. Por exemplo quando era preciso ‘gado’ para a guerra colonial marchava tudo, gajos com 10 diopterias, cochos, marrecos, magricelas etct etc.
.
Portanto no caso vertente usando humor, o homem sempre pode usar o bastão para substituir o falo como o colega durante o ensaio geral de “guerrilheiros de rua” que me fizeram ocorrer os policias que faziam de ‘inimigos ou os maus da fita’ nalguns documentários sobre os treinos anti-manifestações que as televisões divulgaram há uns tempos.
.
O problema aqui é o habitual nas nossas noticias, agarram-se as coisas pela rama e vai de tirar conclusões a torto e a direito.
Do assunto em questão, a passagem ou não à reforma por incapacidade, faltam imensos dados para avaliar em condições. É para isso que há juntas médicas e não o médico da aldeia de antes, que passava um papel por simpatia.
Ainda hoje o José do Portadaloja desanca no Expesso, que faz parangonas com a insinuação de crimes que não existem.
A Dra. helena meteu os pés. No exemplo referido, existe um conflito entre duas juntas e em assunto tão melindroso não se podem tirar conclusões tão definitivas e o fado retrata bem a situação.
“Ó sr. Guarda, acuda, estou a assaltar-me a casa!”
“Ó sr, dr. espere aí um bocadinho que estou a mijar-me nas calças!”
O colega aborrecido:
“Ó Chico tens que ir a pé, a carrinha da polícia cheira a mijo que tresanda!”
O chefe desorientado:
“Ó Chico faça isso lá fora, aqui na esquadra já não se pode!
Vem cá o costa fazer uma visita para nos aumentar os ordenados.
O que é que vai pensar?
Que estamos a mijar para ele!”
O Chico mija-se, mas não é parvo:
“Ó chefe, desde que a junta me achou mesmo apto para o seviço em 2010, é que estou mesmo!”
falta saber qual das “juntas” é composta por imbecis incompetentes ou se ambas o são…
e também se existiu outro conjunto de imbecis que definiu as normas para a avaliação…
a) Basta entrar numa esquadra para constatar que dezenas de polícias estão afectos a serviços de secretaria para os quais não se exige a mesma condição dísica que para estar nas ruas;
b) admitindo que uma das sequelas da doença referida na notícia seja a incontinência urinária convém recordar que o mesmo problema afecta milhares de pessoas que estão a trabalhar e que obviamente sabem adequar o seu quotidiano a esse problema
c) não basta ter cancro para se ser considerado inválido. Há paessoas para as quais infelizmente o cancro é uma doença fatal e para outras muito incapacitantes. Felizmente para muitas outras o cancro é uma doença que uma vez ultrapassada lhes permite levar a sua vida profissional e social . Ter cancro em 2015 não é o mesmo que em 1915 ou em 1965.
d) a questão das juntas médicas vaii muito além das percentagens de incapacidade que atribuem. Por exemplo quem as compõe?
Reforço o ponto de que a notícia menciona expressamente tratar-se de um tumor BENIGNO. Portanto o alarme do cancro, sempre muito mediático, aqui não cola.
Em casos de prostata, tumor benigno é quase sempre aquilo a que se chama HBP (hipertrofia benigna da próstata). O tratamento normal é a cirurgia apenas porque há tendência para retenção urinária e aumento de infeções da bexiga. Na sequencia da cirurgia acontece por vezes (sequela de longe mais frequente) impotencia funcional, e (bastante menos frequente) incontinência urinária, que nos homens não é grave e pode ser obviada de várias maneiras.
Claro que podem sempre haver sequelas muito mais graves, mas são raríssimas, e o facto de ter havido uma junta a desautorizar a primeira indicia que se tratava provavelmente de uma sequela “benigna”.
A mentalidade nacional gosta de calimerices e desgraças mais sulfurosas, mas, felizmente, o normal é o menos grave.
Não contesto nada do que diz e a sua exposição até é reconfortante para todos nós, que eventualmente podemos no futuro ser contemplados com essa realidade. Mas, só lendo os relatórios das juntas, ouvindo a pessoa e, eventualmente, pedindo nova junta poderemos ser conclusivos e tão assertivos como foi a autora, só isto. Obrigado por trazer cultura científica ao blog.
Senhor Manuel, como um comentário com links nunca é aprovado, porque Helena Matos não volta a ler os post e eu não sabia disso, digo-lhe que o senhor também pode ser um reputado urologista, desde que não precise de por em prática os conhecimentos.
Faça uma pesquisa no Google e escolha dez ou vinte dos cem mil sites que lhe ensinam tudo.
Boa sorte.
Não estou a ver o problema. Já me fartei de ver polícias que não batem bem da carola a enfardar pessoal até dizer chega.
Não compreendo como esses chamados polícias deficientes não poderão atirar pedras ou mesmo palavrões a pessoas não confiáveis, vulgo civis.
Num passado bastante distante era comum haver muitas pessoas perfeitamente válidas serem “reformadas por invalidez”. Bastava dar uns dinheiros às pessoas certas e faziam a vida profissional normal, iam à caça, etc.
Agora passou-se do “oitenta para o oito”. O que se passa parece-me uma pouca vergonha e um desrespeito pelas pessoas que estão realmente incapacitadas.
Será melhor ler primeiro os papelinhos, ver a fundamentação e verificar se houve abuso de algum lado.
Dum caso, contado pelo próprio, emigrante, foi-me dito que no país onde vivia – que está a milhas e milhas de civilização relativamente a este subúrbio periférico – que lá tinha incapacidade superior a sessenta por cento. Cá, nesta coisa que vive das sobras dos outros, davam-lhe trinta por cento. Julgava eu que o critério era técnico. Hoje não estou tão certo.
Lembra-se da professora cancerosa obrigada a trabalhar quase até ao dia do funeral?
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A sequela mais frequente e grave da operação a um tumor benigno da próstata é a impotência sexual. Não estou a ver bem em que circunstâncias é que isso possa impedir as funções inerentes a um agente da PSP, incluindo operacionais (a não ser que a opercionalidade da PSP transcenda largamente as minhas expectativas). A segunda sequela, bastante menos frequente, é a incontinência urinária, que também não parece impeditiva de muitas das funções.
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Para uma pessoa se pronunciar sobre sequelas de doenças graves, convêm ter passado pelas mesmas agruras e sentir na pele.
Caso contrário podem dizer-se e escrever muitas palermices.
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1- Um tumor benigno da próstata não é grave
2- Os factos clinicos que eu citei são reais, e eu não disse que não pudessem haver outros. Apenas que os mais frequnetes são esses, o que vai (ou irá) ao encontro da decisão da junta.
3- Não é preciso ter passado pelas mesmas agruras (a junta médica é constituida por doentes da próstata ou dpor médicos?), mas convém saber do que se fala, o que é o meu caso, dado ser médico com especialização em urologia.
4- Opinar sobre opiniões sem saber a informação do opinante, pode levar a escreve-se muitas palermices….
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Senhor Doutor Urologista FGCosta:
Se o senhor Doutor acha que um polícia com incontinência urinária pode continuar muito útil ao serviço, quem sou eu para contrariar tão douta opinião.
Realmente as Juntas Médica não têm lá doentes cancerosos, nem incontinentes, nem tuberculosos nem doentes de coisas nenhuma.
São constituída por burocratas que ocasionalmente são médicos e das quais é quase impossível recorrer das decisões.
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A incontinência urinária tem diversos graus, e não é incompativel com muitas profissões e funções, nomeadamente de secretaria, administração, logistica, etc…Até medicina. Existem diversos mecanismos para obviar a essa disfunção, que aliás é mais simples de minimizar nos homens.
Já em relação à sua descarga emocional sobre as juntas médicas (neste caso até houve recurso…), é o tipo de resposta de quem não tem nada para argumentar. Você às vezes até diz uma coisas acertadas, mas hoje deve estar em mau dia.
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Creio que a opinião das juntas médicas depende dos momentos politicos. Por exemplo quando era preciso ‘gado’ para a guerra colonial marchava tudo, gajos com 10 diopterias, cochos, marrecos, magricelas etct etc.
.
Portanto no caso vertente usando humor, o homem sempre pode usar o bastão para substituir o falo como o colega durante o ensaio geral de “guerrilheiros de rua” que me fizeram ocorrer os policias que faziam de ‘inimigos ou os maus da fita’ nalguns documentários sobre os treinos anti-manifestações que as televisões divulgaram há uns tempos.
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O problema aqui é o habitual nas nossas noticias, agarram-se as coisas pela rama e vai de tirar conclusões a torto e a direito.
Do assunto em questão, a passagem ou não à reforma por incapacidade, faltam imensos dados para avaliar em condições. É para isso que há juntas médicas e não o médico da aldeia de antes, que passava um papel por simpatia.
Ainda hoje o José do Portadaloja desanca no Expesso, que faz parangonas com a insinuação de crimes que não existem.
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A Dra. helena meteu os pés. No exemplo referido, existe um conflito entre duas juntas e em assunto tão melindroso não se podem tirar conclusões tão definitivas e o fado retrata bem a situação.
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“Ó sr. Guarda, acuda, estou a assaltar-me a casa!”
“Ó sr, dr. espere aí um bocadinho que estou a mijar-me nas calças!”
O colega aborrecido:
“Ó Chico tens que ir a pé, a carrinha da polícia cheira a mijo que tresanda!”
O chefe desorientado:
“Ó Chico faça isso lá fora, aqui na esquadra já não se pode!
Vem cá o costa fazer uma visita para nos aumentar os ordenados.
O que é que vai pensar?
Que estamos a mijar para ele!”
O Chico mija-se, mas não é parvo:
“Ó chefe, desde que a junta me achou mesmo apto para o seviço em 2010, é que estou mesmo!”
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falta saber qual das “juntas” é composta por imbecis incompetentes ou se ambas o são…
e também se existiu outro conjunto de imbecis que definiu as normas para a avaliação…
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a) Basta entrar numa esquadra para constatar que dezenas de polícias estão afectos a serviços de secretaria para os quais não se exige a mesma condição dísica que para estar nas ruas;
b) admitindo que uma das sequelas da doença referida na notícia seja a incontinência urinária convém recordar que o mesmo problema afecta milhares de pessoas que estão a trabalhar e que obviamente sabem adequar o seu quotidiano a esse problema
c) não basta ter cancro para se ser considerado inválido. Há paessoas para as quais infelizmente o cancro é uma doença fatal e para outras muito incapacitantes. Felizmente para muitas outras o cancro é uma doença que uma vez ultrapassada lhes permite levar a sua vida profissional e social . Ter cancro em 2015 não é o mesmo que em 1915 ou em 1965.
d) a questão das juntas médicas vaii muito além das percentagens de incapacidade que atribuem. Por exemplo quem as compõe?
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Reforço o ponto de que a notícia menciona expressamente tratar-se de um tumor BENIGNO. Portanto o alarme do cancro, sempre muito mediático, aqui não cola.
Em casos de prostata, tumor benigno é quase sempre aquilo a que se chama HBP (hipertrofia benigna da próstata). O tratamento normal é a cirurgia apenas porque há tendência para retenção urinária e aumento de infeções da bexiga. Na sequencia da cirurgia acontece por vezes (sequela de longe mais frequente) impotencia funcional, e (bastante menos frequente) incontinência urinária, que nos homens não é grave e pode ser obviada de várias maneiras.
Claro que podem sempre haver sequelas muito mais graves, mas são raríssimas, e o facto de ter havido uma junta a desautorizar a primeira indicia que se tratava provavelmente de uma sequela “benigna”.
A mentalidade nacional gosta de calimerices e desgraças mais sulfurosas, mas, felizmente, o normal é o menos grave.
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Não contesto nada do que diz e a sua exposição até é reconfortante para todos nós, que eventualmente podemos no futuro ser contemplados com essa realidade. Mas, só lendo os relatórios das juntas, ouvindo a pessoa e, eventualmente, pedindo nova junta poderemos ser conclusivos e tão assertivos como foi a autora, só isto. Obrigado por trazer cultura científica ao blog.
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Senhor Manuel, como um comentário com links nunca é aprovado, porque Helena Matos não volta a ler os post e eu não sabia disso, digo-lhe que o senhor também pode ser um reputado urologista, desde que não precise de por em prática os conhecimentos.
Faça uma pesquisa no Google e escolha dez ou vinte dos cem mil sites que lhe ensinam tudo.
Boa sorte.
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Não estou a ver o problema. Já me fartei de ver polícias que não batem bem da carola a enfardar pessoal até dizer chega.
Não compreendo como esses chamados polícias deficientes não poderão atirar pedras ou mesmo palavrões a pessoas não confiáveis, vulgo civis.
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Acho que o Costa lhes arranja uma função qualquer.
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Que tal intocáveis?
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Num passado bastante distante era comum haver muitas pessoas perfeitamente válidas serem “reformadas por invalidez”. Bastava dar uns dinheiros às pessoas certas e faziam a vida profissional normal, iam à caça, etc.
Agora passou-se do “oitenta para o oito”. O que se passa parece-me uma pouca vergonha e um desrespeito pelas pessoas que estão realmente incapacitadas.
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