Vanity projects
Nos Globos de Ouro da SIC/Caras, Diogo Infante, ao receber o objecto dourado, tentou uma piada sobre a inexistência de um Ministério da Cultura. Aparentemente, esta lacuna ministerial prejudica severamente este e outros actores que, mesmo assim, recebem prémios dourados (com ministério até iam à lua).
Ontem, na RTP1, passaram uma gala da SPA que consistia em autores a premiarem outros autores. Estes elaboravam sobre a miséria que é o desinvestimento em cultura, mesmo após a aprovação da enaltecida Taxa Barreto Xavier sobre silício, o 2º elemento mais abundante no planeta Terra logo a seguir ao oxigénio (este ainda não taxado).
Em Cannes, Miguel Gomes apresentava o seu filme de 6 horas, “As Mil e Uma Noites”, sobre a austeridade em Portugal imposta pela Troika, aparentemente sem perceber nem fazer perceber ao público a ironia que é a produção de um filme de 6 horas sobre austeridade.
O que todos estes têm em comum* é a falta de vergonha. A república popular portuguesa, com contribuintes que além de suportarem pensões, rendas, salários, empresas falidas, abortos gratuitos no SNS – só para mencionar as pacíficas -, têm também que suportar estes negociantes da indignação cujo lucro deriva da crítica institucionalizada ao culto da mula de carga que são os contribuintes privados no país dos tolos.
António Costa devia endereçar já estas preocupações e assegurar que não faltarão fundos para a elite autoral poder assegurar a continuidade do trabalho endógamo de autores para o público de autores.
* Não vi o filme do Miguel Gomes, posso estar a ser injusto ao colocá-lo de antemão no rol de hipócritas que obtêm receitas no negócio da crítica da austeridade.

Num país que navega no mar da pouca vergonha, todas as diatribes e insultos à inteligência têm aconchego. Já não há cidadãos. Há, apenas contribuintes. A taxa sobre as cópias, ultimamente aprovada, é um roubo inexplicável. Podiam ter aproveitado o novo AO para retirar palavras, tais como, inteligência, honestidade, honra, etc. e assim as coisas ficavam mais conforme.
GostarGostar
Há apenas contribuintes, que nem sequer têm nome próprio. Têm apenas NIB e não se podem esquecer de pedir fa(c)tura.
GostarGostar
NIF
GostarGostar
Isso mesmo, NIF. Obrigado.
GostarGostar
Em breve, o Estado vai querer o NIB para fazer débitos dire(c)tos e sacar pontualmente para os seus festins…
GostarGostar
Todos refilam mas todos mamam
são actores (ou será atores?) a atarem num choro desalmado porque querem ainda mais subsídios
São estagiários que querem ser eternamente estagiários
São bolseiros que querem continuar bolseiros até à reforma
São produtores que vivem toda a vida sentados à manjedoura
São artistas da rádio, TV, que querem boas reformas depois de se terem “esquecido” de descontar para elas
etc. etc. etc.
Em resumo, uma cambada de parasitas que querem viver à custa dos trabalhadores e que muito justamente se dizem esquerdistas eu diria mais, canhotos, é o que eles são
Defendidos pelos syrisas cá do sítio
GostarGostar
Como tenho de controlar as contas, vejo minuciosamente os pormenores de tudo e particularmente nas taxas é uma coisa tenebrosa, ao melhor de Kafka. Acredito mesmo que se as pessoas perdessem tempo a conferira-las entrariam em depressão. Interessante que todos os partidos( do CDS ao PCP) por via do poder autárquico também praticam a boa arte de sacar o seu. Tenho faturas em que as taxas são superiores ao custo do consumo e tenho outras, em que sem consumo, tenho taxas, neste caso a água da EPAL. Como fugir disto?
GostarGostar
Imigre, emigre ou migre!
GostarGostar
Victor Cunha,
Sobre o pateta do Infante com saudades do seu PS no governo (aliás perfilou-se logo no apoio a António Costa aquando das primárias, juntamente com o Represas e uns realizadores de cinema e maltinha da cóltura costumeiros do subsidio) acha que disse uma piadinha com muita graça, mas pelo que vi, a sala nem reagiu assim tão entusiasmada. Ainda não perceberam que a maioria já os topou. E pelo que vejo neste link http://dioguinho.pt/globos-de-ouro-filipe-faisca-melhor-estilista-gerou-revolta-nas-redes-sociais/, alguns indignaram-se com o discurso de Filipe Faisca, que , imagine-se, até enalteceu o crescimento da indústria textil e portanto o sucesso da economia do País, e que portanto chocou com o discurso dos subsidio dependentes que andam a vender um País miserável como fez o Miguel qualquer coisa em Cannes. Veja o Trailerl.
A revolta dos indignados, que acham que os portugueses não enxergam a realidade e acham que temos todos que ver a miséria que eles, a par de comentadores de serviço andam a vender ao País.
De facto, nada melhor do que os portugueses ouvirem estas coisas por quem trabalha num dos sectores com muito sucesso neste momento em Portugal.
E se lá estivessem outros representantes de outros sectores, diriam o mesmo.
Ora aqui está a razão pela qual António Costa, o PS, e os comentadores ditos da direita à esquerda queriam eleiçoes antecipadas.
GostarGostar
“António Costa devia endereçar já estas preocupações e assegurar que não faltarão fundos para a elite autoral poder assegurar a continuidade do trabalho endógamo de autores para o público de autores.”
Sai mais uma promessa eleitoral para o “pugrama” do ACosta.
GostarGostar
o diogo e derivados não são nada, comparados com a maioria e a sua taxinha da cópia…
GostarGostar
Os chulos defendem sempre os chulos.
GostarGostar
Diogo é uma personagem que pouco interessa.
Casou, teve um filho e se houver um Ministério da Cultura terá mais dinheiro (é para isso que servem os ministérios) para comprar leite Nido para a criança.
Para ele é natural tem vivido toda a vida através de subsídios.
O filme das seis horas isso sim interessa.
Não vi e não vi nem verei porque:
Recebido em Cannes com uma onda de entusiasmo que se propagou pelo festival, o filme em três partes de Miguel Gomes vale seguramente menos por aquela sensação do que pelos problemas teóricos, complexos, por vezes apaixonantes, que levanta ao próprio cinema.
E também porque:
Miguel Gomes não escolheu, de todo, o caminho mais fácil para um ‘jovem cineasta europeu já reconhecido internacionalmente quando se lançou nesta empreitada de monta com nome de conto oriental, dividida em três partes, “loucura” nunca vista (e foi o cineasta que, por mais do que uma vez, chamou pela palavra). Falámos nestas crónicas, incessantemente, de um cinema de autor em Cannes tão abençoado pela corrida à Palma de Ouro como refugiado no seu próprio casulo artístico.
Sem esquecer
Em resumo, a consanguinidade é total entre ficção e documentário, entre a ideia preconcebida que nós próprios temos de um filme e o seu making of, num gesto em que o que parece arbitrário não deixa de ser calculado e testado e em que a perfeição e a mestria são trocados pela fusão de géneros e pelas emoções que dali brotam.
GostarGostar
ou seja, uma boa merda a evitar….
GostarGostar
Por que é que os críticos de arte utilizam sempre uma linguagem ininteligível? Mania de superioridade intelectual…
GostarGostar
Se eles dissessem que o “filme” era uma merda, o jornal não lhe comprava as crónicas, e ainda se arriscavam a levar um par de lambadas que foi o que aconteceu a este “critico”.
Assim dizem o mesmo por outras palavras como bem notou o anónimo.
GostarGostar
Meu caro Vítor Cunha, o António Costa não precisa de prometer, já prometeu. Diz assim o programa: «O PS entende como essencial a prossecução de políticas que valorizem e dignifiquem autores e artistas e melhorem as condições inerentes ao exercício da sua atividade profissional através de melhor proteção dos seus direitos, melhor acesso a apoios e financiamento e menor instabilidade laboral. A valorização dos criadores nacionais exige igualmente a sua divulgação em Portugal e no estrangeiro o que implicará, por um lado, um novo impulso às redes de difusão cultural nacional que contribuem para facilitar o acesso à cultura em todo o território nacional e, por outro lado, esforços concertados de promoção externa de forma a potenciar a internacionalização cultural e artística».
É claro que talvez isto também não seja a Bíblia, e ainda a proposta possa ser contrariada por um conselho de néscios, e depois confirmada por uma facção do partido, e depois condicionada pelo próprio Costa a factores meteorológicos ou outros
GostarGostar
Os governos P”S” na área da cultura sempre foram “mãos largas” para os seus militantes, apoiantes e amigos. E se em ano de eleições…
Portanto, não se espere (concedo qb a dúvida porque não sei quem será o titular da “pasta” governamental e da outra…) que a qualidade seja favorecida em detrimento do facilitismo e da vulgaridade.
Eles & elas já estão na fila de espera, aos saltinhos… E ai de quem, nessa área de actividade diga mal do ACosta…
GostarGostar
Isto de haver certas profissões ( ou pessoas) que só sobrevivem à custa de subsídios…. E que não querem perder a esmola por nada…. Quem quer fazer cultura que ninguém vê, ou de utilidade relativa duvidosa, tem de se auto-financiar. Mas cada um lá saberá onde quer que o seu dinheiro seja enterrado!
GostarGostar
Não vi os Globos nem essa “gala”. Não me interesso por vaidades à dimensão do tuga contentinho-e-basta-assim. Há mais vida para além das televisões, de programas requentados e “provincianos” por tentarem imitar o que efectivamente de bom, justificável e no género acontece noutros países. Depois, parece que são sempre os mesmos, a mesmice tuga (público, nomeados, distinguidos) excitada com a coisa, fátua. Passem bem.
Mas não duvido que o país merece e tem de voltar a ter um Ministério da Cultura !, qualquer que seja o próximo governo e partido mandante.
E, não sugiro o impossível: um ministro capacitado, e nunca mais indigentes como FJViegas ou BXavier.
Quanto à cultura accionada pelo partido que estiver no governo, mais os esfomeados pela cunha, pelo subsídio, pelo favor conseguidos pelo amiguismo e/ou cartão partidário, sabe-se como é.
Os impostos, os apoios para a Cultura são absolutamente necessários. Com esta condição: criteriosamente aplicados, seja no património ou nos apoios pontuais a criadores. Se, durante X anos sobressair a qualidade, esta possuirá consistência suficiente para gerar receitas e “viver” com apoios de entidades particulares, que não estatal — o que não tem acontecido. Restaria ao Estado proteger e divulgar o que é inequivocamente excelente e marcante.
GostarGostar
Chamar indigentes a Francisco JoséViegas ou Barreto Xavier, sem incluir nessa indigência o Carrilho das torneiras douradas ou a Canavilhas, mostra bem que não está a ser imparcial!
GostarGostar
ManuelMCarrilho foi, desde 1974, o melhor Ministro da Cultura.
Mais não fez porque AGuterres não entendeu o que ele queria para o país.
GostarGostar
e às unhacas horrorosas há que acrescentar o caríssimo ccb – e o berardismo com a guerra intestina com o cavaco e aquele rapazola do qual não me lembro do nome mas que parece que era um “intlectual que “dirigia” a coisa – ou aquele mamarracho dos coches, ou as simonetas e as baldaque…
GostarGostar
Não o preocupa por –e tendo como exemplo os últimos 20 anos–, o dinheiro do Estado ter sido gasto (ainda hoje com consequências) mais no futebol do que na Cultura ?
Já sei: JSampaio, então PR, afirmou que o Euro 2004 era “um desígnio nacional”…
GostarGostar
e o 44 foi o grande “impulsionador” desse futebol…
e quem facturou, mais uma vez, foram os patos-bravos…
GostarGostar
E disse mais: que a tauromaquia também é cultura. De morte.
GostarGostar
A Ana Malhoa não me importava de subsidiar….
GostarGostar
só subsidiar ? Sem ver o produto subsidiado ?
GostarGostar
Click to access contentdoc2910.pdf
GostarGostar
Click to access contentdoc3106.pdf
(O que é o Apoio Automático ?)
GostarGostar
Apoiado. Mas não vejo melhor amigo das corporações e Brigada das Colheres do que o dao sebastiao costa.
GostarGostar
insider, 16:55
Exacto ! Esqueci-me do estratega-agente do governo de então (do AGuterres) para o Euro 2004: JSócrates.
NÃO MEXAM MAIS NO CASO construtoras-governo/membros de-clubes-construtoras se não quiserem ter outras surpresas desagradáveis…
GostarGostar
A droga chama-se “subsídio”, as pessoas são os drogados e o traficante é o PS.
GostarGostar
+ – isso !
GostarGostar
Mas esse infante não era o que saía de vez em quando do prédio do 44?
Está com saudades, dê um pulo a Évora.
GostarGostar
Como é que isto é possível?…
GostarGostar
“Ministério da Cultura” é coisa de arrogante pobre de espírito e medíocre que come da gamela do orçamento…
GostarGostar