pais maus e perversos
12 Junho, 2015
Estes que querem reduzir o tempo das férias escolares dos seus filhos. Certamente foram vítimas de escolas tirânicas e castradoras, que os complexaram e os levam agora a tentar infligir aos seus filhos os castigos e penas porque eles em tempos passaram. Felizmente, ainda há pedagogos e cientistas sociais no Ministério da Educação para contrabalançar as coisas e proporem exactamente o oposto: que as férias aumentem! Esperemos que o bom senso triunfe e que os nossos bons-selvagens não sejam castrados no seu quase ilimitado direito natural ao repouso…
19 comentários
leave one →

O que parece é que todos se querem livrar dos putos.
Os pais querem-os mais tempo na escola e os profs querem-os mais tempo em casa.
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Picoiso, é verdade.
Dá mais horas para empregar mais professores.
Agora noutro tom, esta sexta-feira, 12 de Junho, na conferência Admirável Mundo Novo, organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, Tyler Cowen referiu que ter um curso superior é menos importante no emprego do futuro, salientando que “temos que aprender coisas por nós” e que todo este processo será avaliado constantemente e com menos tolerância para erros.
O senhor é catedrático Holbert C. Harris de Economia na Universidade George Mason e écoautor, com Alex Tabarrok do popular blog Marginal Revolution.
Quanto mais horas nas escolas públicas menos se aprende. Acreditem.
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Aina nao falando da teoria de gênero 🙂
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Caricato! Quem dá estes bitaites todos, ocupam todos os lugares bons, passaram pela mesma instrução, então, funcionou bem ou mal?
Eu levei algumas reguadas e ai se me queixasse ao meu Pai. Foram-me úteis até hoje.
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Maria, se tivesse levado mais reguadas, mais úteis seriam.
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Maria Ferreira, tudo mudou nos últimos 30 anos, na paróquia para melhor apenas em casos excepcionais. Se algum professor se arriscasse a dar um simples puxão de orelhas a um aluno, de qualquer grupo etário, seria provavelmente preso.
Informe-se do que se passa na maioria das salas de aula em escolas públicas, do que passam os docentes sem nada poder fazer.
Hoje só “chega lá” quem vive em ambiente protegido. A desigualdade é avassaladora.
Só com muita guita, dedicação e influência se consegue apoiar as novas gerações.
No dia em que meu pai me mandou para o Liceu éramos todos bons rapazes, muitos até queriam aprender. Rapazes e raparigas “remediados” chegaram longe. Hoje as palavraa igualdade, democracia, só tem sentido para quem quer enganar o outro.
Deviam queimar os lábios.
Outro pormenor. Na conferência a que aludi em post anterior, Tyler Cowen referiu que ter um curso superior é menos importante no emprego do futuro, salientando que “temos que aprender coisas por nós” e que todo este processo será avaliado constantemente e com menos tolerância para erros. “Vamos todos ser candidatos políticos no futuro”.
“Será um futuro mais comunista, por meios capitalistas. Será melhor. Mas vai ser um caminho muito sinuoso”, alertou Tyler Cowen, salientando ainda que cada vez mais pessoas irão ficar sem emprego e terão que procurar “sentido” em outras coisas.
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Acho bem que passem menos tempo na escola. Não passa de basicamente uma endoutrinação para o socialismo e marxismo.
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É so ler um pouquito o Olavo 🙂
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Ainda bem que escapou da escola, lucklucky, e isso nota-se bem. Parabéns. Espero que tenha dado em bom futebolista.
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Obrigado deveria ter saído mais cedo.
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No Observador o Paulo Ferreira diz:
“Quero tudo, quero já e quero de borla”
Eu também quero reduzir o tempo das férias escolares dos meus filhos e uma psicóloga de borla para os acompanhar durante esse tempo.
Há muitas desempregadas e os miúdos são uns alarves, como a maioria dos colegas, precisam de muita, muita compreensão.
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Tinha férias que começavam no dia 11 de Junho e acabavam no dia 1 de Outubro.
E era muiiito bom.
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Não faço ideia se o autor deste post tem filhos. Eu nunca chamaria selvagens aos meus (há aqui comentadores que lhes chamam de alarves). Estive na escola no tempo da outra senhora. Tive filhos na escola depois disso. Tive muito mais tempo livre que os meus filhos alguma vez tiveram. É sabido que somos o país com maior carga horária.
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É uma reminiscência rousseauniana, a remeter para as leituras apressadas do Emílio, onde muitas destas ideias se fundamentam, e que não tem qualquer sentido pejorativo. E sim, também tenho filhos pequenos…
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Concordo plenamente.Haja também mais tempo de ferias para os pais,com o mesmo salario.Promovo o ócio, como uma necessidade humana e não apenas para os mais pequenos.
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& o patrao Q se f…a
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Dependerá das idades, mas as férias são importantes. Nem que mais não seja para se conseguir sentir saudades de regressar à escola.
Dá-me a ideia que os país não precisam propriamente da escola, necessitam mais de um armazém onde possam guardar as criancinhas. Realmente isso poderia funcionar 365 dias.
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Apoiado.
Os putos devem esforçar-se duramente, se necessário não descansar nem brincar, como os grandes empreendedores e políticos de direita, como o Relvas, que deve ter perdido mais de dez minutos IN-TEI-RI-NHOS com a sua brilhante vida académica.
E teve excelentes notas !
Mas porque é que os putos não seguem estes exemplos ?
Calões.
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Permita que pergunte: a que “escola britânica” é que o rui a. se está a referir? Pergunta retórica, assumo, já que isso é mentira. Não só o ano lectivo sempre esteve mais bem organizado nessas escolas, como o tempo de paragem é maior. O que não faz sentido em Inglaterra, é concentrar o período de férias no verão… por motivos óbvios.
Agora, falemos a sério: só defende um absurdo destes, num país onde as crianças estão institucionalizadas (sim, refiro-me ao tempo que passam na escola em Portugal) como em nenhum outro da UE, quem quer esconder que a escola está a ser usada para disfarçar problemas vários (sociais, de desordenamento do território, de absurda organização dos horários de trabalho) e não percebe o impacto que os horários escolares tem noutras actividades, como a indústria hoteleira. Ou então… quem se quer ver livre dos filhos.
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