doidos à solta
Alexis Tsipras e o seu mediático ministro das finanças Varoufakis declararam que assumirão a responsabilidade de «dar o grande não» aos negociadores internacionais, de quem esperam não se percebe exactamente o quê. A heroica proclamação vale o que vale, ou seja, não vale nada. Porque, uma coisa é assumir a responsabilidade de romper negociações e inviabilizar acordos, coisa diferente será assumir as responsabilidades pelo estoiro que a Grécia vai dar a seguir, se estes dois destemperados governantes cumprirem a sua promessa. Aí, as «responsabilidades» recairão sobre o povo grego, principalmente sobre as pessoas mais frágeis e desprotegidas, desde logo, os pensionistas que eles dizem querer preservar. E não se antevê que nenhum destes dois cavalheiros esteja disposto a vender o que é seu para pagar – nessa altura, certamente já em dracmas – as pensões dos infelizes que se preparam para desgraçar.

Mas entre “trair” o povo que os elegeu ou manter-se firme nas decisões é preferível ficar firme e manter a honra perante os seus, ou deve ser melhor cortar nas pensões e ficar com armas?
Se em ambos os casos as pensões serão afectadas, mais vale que sejam afectadas porque os seus governantes ficaram firmes nas decisões e respeitaram a decisão do povo, ao contrário do que se sucedeu por cá e irá suceder em Outubro, uma “Chapelada”!
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Bem, experimente cair de uns quantos degraus de uma escada , e cair de uma varanda do 5º andar. Tenho a certeza que será “afectado” da mesma maneira…
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A questão é que as pensões não irão ser afectadas, mas ..sim.. não PAGAS!
! Quem não tem dinheiro, não tem vícios”
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Estamos perante um jogo que mete teatro à mistura.
O varoufakis é reconhecido especialista em teoria de jogos, entusiasmou o tsipras.
Este faz de agente principal. Pensam que não têm nada a perder, o povo grego tem.
O comportamento de auto-sacrifício no palco aumenta a coesão moral do grupo de idiotas de esquerda e direita que os rodeia. São encorajados a cooperar.
Vejamos o jogo das Instituições versus os actores. É o cenário do dilema do prisioneiro. Ambos percebem que têm duas opções: ou incrementar o conflito, ou chegar a um acordo para o reduzir. Nenhum pode estar seguro de que o outro acatará o acordo. Os actores têm dado sobejas provas disso, propositadamente. A mentira para eles não é obstáculo.
Nas tintas para o povo, inclinam-se para o conflito. As instituições brandem os números e acabam por tirar a conclusão óbvia, racional, de que a corda vai partir.
O resultado é mau para ambos os lados, irracional para quem está de fora.
Há imbróglios que começaram assim e não se sabe como acabam.
Para os actores está a correr é o melhor possível. Por isso gozam que se fartam.
Estão plenamente convencidos do “fuck the world as it is”. Têm os seus seguidores, sabem tirar proveito de uma situação internacional instável.
Mais inocentes a sofrer, com jogo ou sem jogo. No fim, os bolsos vazios, não dão de comer.
Aos actores não vai faltar nada, há muita gente a alimentar espectáculos.
Ainda que tropecem, outra possibilidade, na sua “inocência”, podem chegar a mártires.
Querem melhor?
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O papa é um perigoso radical de extrema esquerda.
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mas o Papa não é o chefe daquela organização religiosa conservadora reaccionária, obscurantista e hipócrita cheia de pedófilos?
ahhhh…então está certo
o Tsipras um dia é nomeado Papa de Klash do Tche na mão.
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O actual Governo grego nem vai ter papel para imprimir os “novos dracmas”, pelo que a futura moeda será só virtual, ou seja, os depósitos que por lá ficarem nos Bancos em euros irão ser transformados eu “novos dracmas” e, por uns tantos “novos dracmas virtuais”, os gregos poderão levantar uns quantos euros. O mesmo é dizer que os gregos que não puderem levantar os seus euros nos Bancos gregos, só poderão “levantar” dracmas virtuais, que lhes vão servir para muito pouco. Irão servir, isso sim, para pagar salários à função pública e para pagar as pensões aos reformados, por exemplo, mas não vão servir para importar petróleo e coisas assim.
Os gregos, de uma maneira geral, já entesouraram muitos euros – os colchões devem estar bem forrados -, e vão viver dessas “economias” e das moedas que os turistas por lá vão deixar, e que serão muitas. Os gregos ricos continuarão a viver na mesma; os gregos pobres vão viver muito pior; a classe média vai emigrar e vai encolher até quase desaparecer; os nossos esquerdistas tontos continuarão a torcer para se acabar com a austeridade e a chamar criminosos ao FMI, ao BCE, à Comissão e a todos os que os contrariarem, mas não deixarão de ir lá passar umas férias ou arrecadar uma massas, como vai fazer o Louçã.
O mundo não pára e quem tem que resolver o problema são os gregos, os que elegeram este governo e os que não elegeram (a maioria) mas que consentiram. E lá diz o povo, tão ladrão é o que rouba, como o que consente…
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Não sei se o turismo terá um futuro tão radioso.
Especulo que a instabilidade e as restrições lançadas pelo Syriza irão desencorajar o investimento estrangeiro e desviá-lo para Itália, França ou Portugal.
Já não temos a concorrência do Norte de África e do Médio Oriente, agora se calhar ficaremos também sem a concorrência dos gregos.
Será de aproveitar ao máximo pois os espanhóis também estão atentos.
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Concordo quanto ao investimento, mas penso que o turismo continuará a ser uma grande indústria na Grécia. Admito que poderá não ser assim se a segurança piorar muito.
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Pois, não sei qual será o impacto final se houver um desvio de maciço de clientes feito pelas agências, cadeias hoteleiras, como houve no mundo árabe.
O Álvaro Cunhal detestava as empresas turísticas do malvado capital inglês, americano ou alemão que investiam no Algarve. Que pensará a comunada do Syriza?
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o turismo pode explodir na Grécia com o novo dracma…..basta que ele valha uma fracção miserável do euro. O problema é dos gregos que para comprar qualquer coisa fora do país com aquela porcaria de moeda vão ter de imprimir notas de 100.000.000.000 para pagar 5 euros. Ou então fazem como na famosa ilha do socialismo um dracma convertível
Em ambos os casos, as batatas não chegam às panelas
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Ora cá fica uma medida muito digna “cortes nos complementos de solidariedade das reformas mais baixas”!
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O João está a falar sozinho? Onde viu esses “cortes nos complementos de solidariedade das reformas mais baixas”? Sonhou?
Em Portugal os complementos de solidariedade para idosos são pagos exactamente aos reformados com pensões mais baixas e são cortados sempre que as autoridades verificam que estão a ser pagos indevidamente, ou seja, sempre que esses reformados dispõe de outros rendimentos que, somados, ultrapassam o valor de pensão mínima.
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Leia o paragrafo Bruxelas à espera
“Estamos prontos para discutir outras medidas que as autoridades gregas indiquem”, disse esta quarta-feira o vice-presidente da Comissão Valdis Dombrovskis, referindo-se a medidas alternativas ao aumento do IVA na eletricidade ou aos cortes nos complementos de solidariedade das reformas mais baixas, tal como tem rejeitado o governo grego.
http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-06-17-Nervosismo-Tsipras-assume-a-responsabilidade-de-dar-o-grande-nao-Bruxelas-aguarda
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E digo mais, a direita radical portuguesa afirma que Portugal não cai, mas pelo contrário um país que apesar de não fazer parte da moeda única tem receio de ser afectado, e não estamos a falar de um qualquer, mas por cá só se lê impressa nacional, ligada a partidos! http://www.dailymail.co.uk/news/article-3128202/Greek-exit-Euro-economic-risk-Britain-Cameron-admits-fears-bailout-crisis-mount.html?ITO=1490&ns_mchannel=rss&ns_campaign=1490
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João Costa,
De cada vez que escrever “direita radical” faça favor de assinar com “esquerdista cretino”.
É que é perfeitamente óbvio que o “radical” não deriva de qualquer avaliação racional das posições dessa “direita” mas de, por não ter argumentos válidos a apresentar, querer menorizar aqueles de quem não concorda através de adjectivos negativos e sem qualquer fundamento. Por outras palavras, está apenas a ser um “esquedista cretino”, daqueles para quem qualquer um que não seja de extrema-esquerda é um “radical alucinado da extrema-direita”.
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São más notícias para o Faruvakis e seu amigo Tripas.
Finalmente vão deixar de andar a passear pela europa e vão ter de trabalhar.
O Vakafaris vai dar aulas para os States para ensinar como a teoria dos jogos não funciona na Grécia (deve ser por causa do vinho grego).
O Tripas vai finalmente comprar uma gravata (primeira medida governamental a tomar com o funcionamento da nova dracma).
O povo grego que deu liberdade ao Sirtiza para estourar com a Grécia vai ter finalmente um abaixamento nos impostos, no IVA, etc.
That’s all folks.
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O Syriza é um partido comunista. Os comunistas não respondem perante a Nação, mas sim perante um movimento que é Internacionalista. As tácticas usadas pelos extremistas para chegar ao poder podem passar pelo gradualismo, ou pela destruição seguida da revolução.
Neste caso, o Syriza pretende lá no fundo lançar o caos na economia grega culpando a UE para depois apresentar a sua solução milagrosa e radiosa, o comunismo moderno.
Comunismo, fascismo, nazismo, tudo resquícios de outros tempos da Humanidade em que a tribo era governada autoritariamente pelo chefe escolhido pela graça dos deuses. Agora se por um lado os povos têm outra instrução e se graças a milhares de anos de evolução acabámos por reconhecer a importância da liberdade individual, por outro as técnicas de doutrinação de massas desenvolveram-se imenso, há a tecnologia, o controlo individual dos cidadãos não tem paralelo na História. Desta vez o resultado será diferente, e mais perverso.
A Europa falhou na Grécia quando aceitou a entrada no euro e na UE de um país de cultura Ortodoxa numa união de Católicos e Protestantes. Isto faz toda a diferença e lamento que em Portugal ninguém perceba o problema e o atraso cultural e social do mundo Ortodoxo em relação ao Ocidente.
No mundo Ortodoxo, e no mundo árabe, grosso modo, há mais de mil anos que as revoluções culturais e sociais do Ocidente não entram nas elites e no povo. No mundo Católico, em algumas regiões europeias (como a Península Ibérica) as revoluções que ocorreram a partir do Renascimento têm entrado com alguma dificuldade no povo, mas as elites vão tentando seguir o que se passa mais a Norte. O mundo Protestante teve a Revolução Científica e a Revolução Industrial em pleno.
Esta Grécia que hoje conhecemos ficou para trás há mais de mil anos. É outro mundo, o mundo da ortodoxia, é outra sociedade, outra cultura, que está mais próxima do Oriente que do Ocidente.
Por que motivo ninguém diz estas coisas em Portugal, nos jornais ou nas TVs? Só me recordo de três pessoas terem escrito bons artigos sobre os gregos: Rui Ramos, Vasco Pulido Valente e José Manuel Fernandes.
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o povo grego assim que virem a moeda desvalorizada 70%, os bancos sem dinheiro para levantarem e as pensões em atraso, dará ao Syriza o que eles tanto gostam de apregoar…guardemos que já não falta muito
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Os gregos preferem a austeridade em último caso a sair do euro.
O Syriza já está cego, são piores que o nosso BE ou PCP. Estão cegos com o poder e vem aí a revolução comunista se a Grécia sair do euro.
O Fidel também entrou de mansinho nos primeiros tempos.
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Parabéns aos gregos!
Dada a inaceitável pressão a que têm sido sujeitos, temi que não fossem até ao fim.
Neste momento, eles são uma das principais frentes contra o capitalismo selvagem e parasita.
Muito para além do euro e da UE.
O seu contributo será decisivo, para que se não chegue a cumprir o desígnio do texto que se segue e que já postei em qualquer lado:
– “Às vezes é preferível perceber pouco de árvores, mas sobrevoar a floresta, do que o contrário.
Assim, o sentido de orientação é mais fácil, porque se veem os horizontes.
Não sou economista, mas intuo que a economia do mundo ocidental ou ocidentalizado, tem um rumo bem definido.
Lá do alto da minha ignorância, vejo, com a nitidez suficiente, que ela caminha, decidida, no sentido da concentração do dinheiro.
Na minha aldeia (…mas o Thames River e o Hudson River não são mais belos que o rio da minha aldeia…), até meados do século passado, o pouco dinheiro que havia circulava entre particulares.
Depois, vieram os bancos que faziam de placa giratória entre os particulares, as empresas e, mais tarde, o consumo.
A seguir vieram os mercados globalizados.
E sabem o que eu estou a ver neste momento?
Que o dinheiro já não é um assunto entre pessoas, entre empresas, entre bancos…
Tradicionalmente indexado ao património e à confiança pessoal, exige agora a soberania dos estados.
Ou seja, o dinheiro, que já nos tinha levado a carteira, exige-nos agora a alma!
Costumo chamar a isto liberalismo selvagem.
Muitos dizem-me que não é.
Mas seja lá o que for, é a isto a que me refiro quando falo no rumo à escravidão global.
Em que o dinheiro será o único patrão, o único legislador e o único juiz!”
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Caro João Brito (desculpe tirar-lhe o “de”).
Concordo plenamente consigo, se andasse com chapéu também lho tirava.
Os gregos mostram ao mundo que o facto de mentirem à UE aquando da sua entrada e chantagearem a entrada de Portugal e Espanha na UE valeu a pena.
Não esquecendo o perdão da dívida passado e a corrupção mais que divulgada e, não contando com o teatro dos incompetentes di Syriza…
Eles tem razão.
Fora da UE
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João de Brito,
“Neste momento, eles são uma das principais frentes contra o capitalismo selvagem e parasita.”
Novolíngua: os gregos querem viver à custa dos outros países e esses países é que são parasitas.
Tinha feito melhor figura se se tivesse limitado a escrever “Lá do alto da minha ignorância” seguido de “vou deixar de escrever disparates e esforçar-me por aprender alguma coisa e perceber o que se passa à minha volta”.
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Islândia
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A Islândia tem cerca de 360 mil almas.
A Grécia tem mais de 10 milhões.
Percebe a diferença?
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Ate lá a Grecia fará das Tripas coração!
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notável… esta preocupação com os gregos…
quem está nervoso, quem é?
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A diferença entre grecia e portugal é apenas conjuntoral . Os problemas são os mesmos . Gregos e Portugueses são violentamente obrigados a trabalhar para pagar as asneiras de politicos criminosos.
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Não percebo porque é que os gregos não saiem do euro pelo seu próprio pé. Não ganham nada em ficar.
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Os gregos querem ser expulsos para se fazerem de vítimas.
Lembra aqueles casais em que a mulher quer acabar a relação mas não quer ficar vista como a causa do fim. Então faz vida negra ao marido até que ele perca a paciência e saia de casa.
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todos os dias , praticamente , oiço dizer q ando a descontar para uma virtual pensao , q patati , pensao nepia. e nao se ouve q vamos sair do euro e tal.
essa preocupaçao vossa com a pensao dos gregos mata me 🙂
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Há quase 101 anos começou a 1.ª Guerra Mundial…
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o Manolo Heredia PERMALINK
15 Junho, 2015 20:19
E os vencedores de 18 toleraram todos os desmandos hitler quanto ao cumprimento do tratado de versailles, na esperança que este acabasse com os bolcheviques. Pensaram que isso seria bestial, e que o general inverno tinha ido de férias… depois o coitado passou de bestial a besta.
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licas PERMALINK
15 Junho, 2015 22:48
Eu sou fraco cavaleiro
Mas bem bom a “desmontar”
A verdade está primeiro:
Manolo ficou “sem ar” . . .
_________
Deste Manolo saiu-me um espalhador de merda.
O meu poste acima foi antecedido por 3
em que eu:
___O Pacto Hitler-Stalin antecedeu a invasão da Polónia, depois da URSS
___Armas Americanas em grande quantidade foram fornecidas aos Russos
___para combater os Nazis.
Pois julgam que o “cavalheiro” respondeu aos meus reparos?
Calou-se cobardemente e veio poluir mais além.
PORTANTO CUIDADO COM ELE!!!
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