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uma inabalável fé na democracia representativa

18 Junho, 2015
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O ministro grego que está a «conduzir» as negociações em Bruxelas, admite eleições antecipadas na Grécia, caso não haja acordo com os credores. Diz ele que o Syriza não está mandatado para «abandonar o euro». Pois não. O mandato que os gregos lhes deram foi para acabar com a austeridade sem sair do euro, nem ceder aos credores. Para repor as situações anteriores a todas as ligeiras reformas iniciadas pelo governo anterior, depois de ter sido perdoada quase metade da dívida do seu país. Foi, portanto, um mandato muito claro, que não carece de esclarecimentos. Façam, então o favor de cumprir o que prometeram. Eles e, daqui por algum tempo, o Dr. Costa, se alguma vez chegar ao governo e se insistir neste mesmo caminho que tanto o tem entusiasmado.

21 comentários leave one →
  1. carlos reis's avatar
    carlos reis permalink
    18 Junho, 2015 15:29

    Essa coisa de cumprir o prometido não se pode estender também ao dr, Passos?

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  2. LTR's avatar
    LTR permalink
    18 Junho, 2015 15:57

    Ainda vamos ver o Varoufakis e o Tsipras exilados no Estoril ou em Moscovo 🙂

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    • Aryan's avatar
      19 Junho, 2015 00:12

      No Estoril não porque pode ser envenenado pelos ares do Espírito Santo ali à Quinta da Marinha.

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  3. Bigdog's avatar
    Bigdog permalink
    18 Junho, 2015 16:15

    Complicado! O problema de quem se endivida é que passa a ter despesas mensais fixas… que não dão espaço de manobra para grande coisa.

    Não conhecendo a Grécia vejo MUITAS semelhanças com Portugal. Dá-me a ideia que para lá caminhamos a “cantar de galo”… o que ainda é mais grave pois deveríamos ser capazes de antecipar…

    Que eu saiba a dívida portuguesa lá vai alegremente aumentando todos os santos anos.

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    • beirão's avatar
      beirão permalink
      18 Junho, 2015 18:40

      O que é que o cu tem a ver com as calças…!? Em 2011, na bancarrota do Sócrates, com os juros a 10 e upa… upa… por cento, é que era bom, não era? Ele há gajos que não querem mesmo ver a ponta dum corno…

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    • Tiradentes's avatar
      Tiradentes permalink
      18 Junho, 2015 19:50

      Enquanto tiver défices a divida vai alegremente aumentando quer queira quer não. Se não quer austeridade quer défice e se quer défice a dívida também a quer.
      Não confundir com o aumento brutal da dívida por termos tido debaixo do tapete, nos anos Socráticos a dívida das empresas públicas e a das PPPs rodoviárias.
      Os gregos até tinham escondido debaixo do tapete o orçamento da defesa.
      Era como se todas as FA não existissem como despesa.

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  4. Luís's avatar
    Luís permalink
    18 Junho, 2015 19:14

    A dívida portuguesa está altíssima mas já foi mais insustentável.

    Se o próximo Governo PSD/CDS conseguir trazer o défice para próximo de 0, com crescimento em torno de 1% a dívida cairá paulatinamente nas próximas décadas. Recordo que entre a bancarrota parcial de 1892 e Salazar decorreram quase 40 anos. Espero que desta vez corra tudo melhor.

    Com uma Reforma do Estado tudo seria muito mais rápido e seguro mas como disse a Ministra das Finanças há uns tempos o Estado não pode despedir.

    Há muita coisa que parou com este Governo e isso já é de louvar, embora seja tudo claramente insuficiente.

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    • Luís's avatar
      Luís permalink
      18 Junho, 2015 19:16

      Caso algo corra mal o Estado ainda tem muita margem para cortar na despesa, e há activos para vender em última necessidade como a RTP ou a CGD.

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  5. Turista de Alforge's avatar
    Turista de Alforge permalink
    18 Junho, 2015 19:20

    Pois… pois…
    Ninguém se meta com caloteiros e charlatões de feira.
    Aldrabões desses também por cá temos

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  6. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    18 Junho, 2015 19:45

    BigDog : “Que eu saiba a dívida portuguesa lá vai alegremente aumentando todos os santos anos.”

    Com déficits orçamentais tinha mesmo de aumentar … é aritmética !
    Com os déficits de 10% do governo Socrates teria aumentado muitissimo mais.
    Ou melhor, não teria aumentado porque o pais teria entrado em bancarrota e deixaria de ter crédito.
    Para aumentar menos teria de ter déficits menores. Ou seja, ainda mais austeridade !
    Para diminuir teria de ser saldos orçamentais positivos. Ou seja, muito mais austeridade !
    Mesmo assim …
    Uma parte do aumento da divida não resultou sequer dos déficits anuais mas deveu-se à inclusão na divida de rubricas que anteriormente, sobretudo nos governos socraticos, ficavam de fora (desorçamentadas).
    Os déficits e a divida podiam ser hoje ainda maiores se os respectivos juros médios não tivessem sido contidos e até diminuidos. Isto conseguiu-se sobretudo graças aos resultados do programa da Troika e da politica de austeridade e ajustamento. O argumento de que a descida dos juros se deve apenas a factores externos, ao crescimento noutros paises, à politica montetaria expansionista do BCE, à baixa do Euro, não serve. Claro que esses factores são favoraveis. Mas não são suficientes. Se Portugal não tivesse vindo a fazer o que fez e a ganhar credibilidade não estaria sequer em condições de tirar partido destes factores. Veja-se o caso da Grécia.
    Uma parte da divida actual é artificial, corresponde a uma “almofada financeira” muito significativa, de 17 mil milhões de Euros, que o governo português teem para poder ter uma gestão mais flexivel do stock da divida (o que explica em parte a baixa dos juros médios) e poder fazer face a eventuais situações de maior tensão e instabilidade nos mercados, nomeadamente no caso de uma eventual bancarrota da Grécia.

    A divida portuguesa, apesar de ser hoje maior do que era em 2011, é de longe muito mais sustentavel !

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    • Manolo Heredia's avatar
      Manolo Heredia permalink
      18 Junho, 2015 20:32

      Até parece que os “mercados” sabem o que é Portugal… Muitos nem sabem aonde fica. Jogam de olhos fechados considerando somente a opinião das empresas de rating.

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      • Luís's avatar
        Luís permalink
        18 Junho, 2015 20:37

        O caro não sabe certamente do que fala.

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      • Luís's avatar
        Luís permalink
        18 Junho, 2015 20:38

        Sabem e bem e conhecem melhor o país do que o caro julga.

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  7. Manolo Heredia's avatar
    Manolo Heredia permalink
    18 Junho, 2015 20:28

    O que os homens pedem não é nada demais. Querem que a dívida não seja paga pelos reformados, isto é, pela parte mais fraca…
    Já que têm que entrar em incumprimento então que seja não pagando aos credores estrangeiros em vez de não pagarem aos credores nacionais…
    Ao menos são patriotas.

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    • Luís's avatar
      Luís permalink
      18 Junho, 2015 20:40

      Aqueles que auferem reformas que o país não pode pagar devem ser certamente a parte mais fraca.

      Os reformados tiveram toda uma vida para se organizar. Então e os jovens? Metade não tem emprego por causa da corrupção, compadrio, falta de liberdade e de concorrência, proteccionismo corporativo ou por causa do elevado valor do salário mínimo. Repito, e os jovens?

      A Grécia em percentagem do PIB gasta muito acima da média da UE. Os reformados que por lá ganham 350 euros dizem que não têm para viver, deveriam então vir a Portugal e ver como há quem sobreviva com a reforma mínima.

      Os seus comentários são ridículos.

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      • Ai coisas mai lindas de suas mães's avatar
        Ai coisas mai lindas de suas mães permalink
        19 Junho, 2015 10:02

        E em Portugal, deviam ver como se vive em Cabo Verde. E em Cabo Verde como se vive em Angola ; e em Angola etc., etc. Em suma, a Humanidade é toda ela uma cambada de queixinhas, excepto quem por aqui faz este tipo de comentários. O resto da humanidade sabe lá o que é viver estoicamente com 1 euro mensal.

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Junho, 2015 22:53

      Ninguém pede cortes nas reformas mais baixas.
      Trata-se sim de moderar as reformas acima de um determinado valor, sobretudo as mais altas. Nos anos passados foram generosamente atribuidas inumeras reformas com valores elevados.
      Trata-se ainda de manter a suspenção das reformas antecipadas.
      Muitos destes “baby pensionistas”, ja beneficiarios ou à espera de o ser, são uma parcela importante do eleitorado actual do Syriza.
      Para defender este tipo de priveligiados o Syriza põe em risco todas as pensões e todos os vencimentos.
      Não se perca de vista que a hostilidade à austeridade vem sobretudo das classes urbanas médias e médias altas gregas.
      O Syriza é um partido de “ricos” e para “ricos”. Tsypras e Varoufakis são bons exemplos.
      A historia dos “pobres” é conversa fiada !

      Se a Grécia entrar em “default” com os credores estrangeiros vai pagar (se pagar) aos credores nacionais com dracmas desvalorizados… Muito “patriotico” !!

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  8. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    18 Junho, 2015 20:39

    A melhor foi dita pela Lagarde.
    Para haver resoluções tem de haver adultos na sala.

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  9. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    18 Junho, 2015 20:41

    Não sei o que o Costa pensa se ganhasse as eleições.
    Mas seria bom levar a canalhada que aparece na televisão

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  10. Aryan's avatar
    19 Junho, 2015 00:08

    Realmente se isto é “democracia” em que se usa a arrogância da Gucci para denegrir um Estado, goste-se ou não dele e se uns quantos países Europeus pressionam economicamente outros tantos de modo a que vivam ad eternum em austeridade, então que se saia imediatamente do Euro e desta maldita União Europeia com todos os sacrifícios que possam daí advir para nós Portugueses.
    Antes confrontar-mo-nos com nações consideradas (??) incompatíveis com o nosso modo ou sistema de vida, do que sermos atraiçoados por estes “amigos” que nos vão aos poucos sugando, asfixiando, empobrecendo e finalmente eliminar-nos como País independente.

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  11. rhianor's avatar
    19 Junho, 2015 09:04

    “Se a escolha é entre austeridade dentro do euro ou sair do euro, o povo grego é que tem de dar a sua opinião.”

    Isto não são eleições, mas sim um referendo.

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