A ler
*É curioso o que se passa relativamente a alguns escândalos políticos verificados recentemente em Portugal. Não colocando em causa o princípio da presunção da inocência, será que relativamente a algumas pessoas não havia já indícios mais do que suficientes de uma gestão da vida pessoal e profissional pouco clara e verdadeira? O que é mais estranho nestes casos, é a extraordinária tolerância que por vezes existe no seio dos partidos relativamente a esses casos, privilegiando-se o processo em detrimento da verdade.
*No que se refere à gestão empresarial, a realidade não é muito distinta. Num recente estudo promovido pelo Institute of Business Ethics, cerca de 77% dos inquiridos dizia que a empresa em que trabalha se pauta por padrões de honestidade. Aparentemente seria uma boa notícia. Mas será que se esse estudo tivesse sido levado a cabo no BES ou na PT há um ano atrás os resultados seriam diferentes? É pouco provável, porque não havia sinais claros de contestação interna. Os 77% representam provavelmente mais depressa um sentimento de pertença à organização do que uma convicção profunda de que a organização se pauta por comportamentos éticos. Na verdade, as pessoas tendem a ser tolerantes sempre que se encontram emocionalmente ligadas às organizações.

O problema com as organizações, é que o todo é diferente das partes.
Um funcionário de um qualquer banco falido recentemente, pode ter cumprido uma ordem de transferência de alguns milhões para uma conta de um político respeitável, com residência fixa para os lados de Évora, sem ter qualquer noção que estava a participar num esquema de corrupção. Claro que vai continuar a achar a sua organização honesta.
Quanto aos partidos políticos a coisa é bem diferente. Desculpam certos comportamentos porque usam palas. Relativizam princípios fundamentais como a verdade e a ética, só porque se trata de um camarada.
O comportamento de certos partidos políticos relativamente aos seus pares que têm comportamentos desonestos ou pouco éticos é inaceitável e deve ser fortemente penalizado nas urnas!
GostarGostar
tantos inocentes…
na pt estavam todos distraídos quando a rede de cobre lhe foi “dada”… ou aquando da atribuição do lindo serviço da tdt…
ou no bes, os funcionários que vigarizavam os clientes que compravam acções ao balcão…
e depois o constâncio que nunca soube de nada – a “crise” do bes começou há muitos anos – ou o costa que se desculpa com o facto de o salgado esconder os dados…
já agora, se tiverem oportunidade, peçam ao balsemão informações sobre o bes…
GostarGostar
Aplica-se como uma luva a muitos serviços públicos – a começar pelo fisco.
Já nos partidos políticos resta tão pouca gente decente que só podemos esperar o pior.
GostarGostar
Talvez a falta de eficiencia e de meios deixem andar sem se tomar conta. Ao inscrever-me para um seminario sobre apoio a descolonização, uns dos oradores tinha o apelido Horta e Costa e perante o meu espanto a recepcão disse: não é o corrupto é o outro; fiquei a saber que havia nos Horta e Costas um corrupto. Varios anos depois quando das investigações nos CTT percebi que as coisas ate se sabem; ser eficente e fazer alguma coisa é que só trazendo aí uns gestores alemaes durante uns anitos. Veja-se o que promete o indicado vencedor das proximas eleições e ficamos esclarecidos: vamos acabar com horrivel quebrar do “segredo de justiça”; eficiente a dao sebastiao luso.
GostarGostar
Já nada surpreende! Do programa do PS:
“O Projecto de Programa Eleitoral do PS, de 20-5-2015 (página 6), no
capítulo IV («Um Estado forte, inteligente e moderno»), ponto 1.5.
(«Melhorar a qualidade da democracia»), medida 1.5., que o Público
revelou, pode ler-se:
«o PS defende designadamente o seguinte:
(…) A garantia de protecção e defesa do titular de cargos políticos ou
públicos contra a utilização abusiva de meios judiciais e de
mecanismos de responsabilização como forma de pressão ou
condicionamento».”
GostarGostar