É tudo muito bonito
22 Junho, 2015
O Dia do Yoga foi pretexto para a publicação das habituais fotos mais ou menos acrobáticas e para a relação entre a posição de lotus, o espírito da paz e a maravilhosa espiritualidade da Índia. Confesso que para lá de um exercício para os músculos a parte espiritual do yoga me escapa. Pelo menos na Índia um país onde se mantém um ostracizante sistema de castas, inúmeras mulheres são violadas por umas hordas bestializadas para lá doutros costumes nada pacíficos. Qua as pessoas se sintam bem é uma coisa mas entre o sentirem-se bem e fazerem o bem vai uma enorme diferença.
7 comentários
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A parte espiritual é a indiferença.
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Sem esquecer o respeito sagrado por vacas…
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Um dos maiores actos de propaganda mundial alguma vez feito por um estado.
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Escapa-lhe mas olhe que se fizer um pouco de esforço verá que a parte mais importante está precisamente na mente – do praticante consigo próprio claro. Nada com espirito superior universal ou tretas de paz mundial.
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“entre o sentirem-se bem e fazerem o bem vai uma enorme diferença”: há quem se sinta bem a fazer o Mal. 😦
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Concordo com a observação, no sentido de contrariar o esquerdismo primário, que atribui uma falsa superioridade moral a tudo o que não é ocidental.
Mas para não cair no primarismo contrário, convém lembrar que:
– Os membros das hordas de violadores não serão propriamente mestres de yoga.
– Uma espiritualidade elevada não significa necessariamente fazer o bem. Por exemplo, santo Agostinho tinha, sem dúvida, uma espiritualidade muito elevada, mas defendeu o uso do terror para destruir a heresia destruindo os hereges no processo. São coisas diferentes, que nem sempre coincidem. Um boçal sem nenhuma espiritualidade para além da que encontra num garrafão de vinho, pode ser uma pessoa extremamente boa.
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Um boçal sem cedilha . . .
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