Os cortes nas pensões já foram decididos
27 Junho, 2015
O Estudo ( Avaliação Actuarial do Sistema Previdêncial da Segurança Social) mostra que o sistema previdêncial de segurança social não é financeiramente sustentável no longo prazo. A dívida implícita calculada avalia a dimensão da ruptura do sistema, evidencia que as receitas projectadas não são suficientes para financiar as despesas com as prestações sociais projectadas, incluindo as pensões, tendo em conta as condições de atribuição e as regras de cálculo em vigor.
A existência de défices ao longo do período do Estudo – 2013 a 2060 – corresponde a dívida explícita futura, cuja resolução passará sempre pelos rendimentos das gerações futuras, seja pelo aumento de contribuições e impostos e/ou redução de benefícios, seja pelo aumento de dívida pública para financiar aqueles défices. Este desequilíbrio financeiro coloca obviamente problemas de equidade intergeracional, porque serão, justamente, as gerações futuras que pagarão a factura.
O Estudo mostra qual teria que ser o aumento da taxa contributiva geral (TSU) para assegurar o equilíbrio financeiro de longo prazo, ou seja, para eliminar os défices projectados.
a) As estimativas da dívida implícita oscilam entre 293.295 milhões €, que correspondem a 172,7% do PIB, e 130.767 milhões €, que correspondem a 77,0% (dependendo das taxas de desconto utilizadas, no primeiro caso 3% e no segundo caso 5%).
b) As estimativas apontam para uma taxa contributiva geral de equilíbrio de 42,41%, ou seja, mais 8,43% que a actual taxa contributiva (TSU, excluindo a parcela da administração que vale 0,77%).
c) O Estudo apresenta outros resultados muito importantes para um debate que leve a mudanças em particular no sistema de pensões. A evolução da taxa de substituição global irá sofrer uma significativa redução: evoluirá de cerca de 60% em 2014 para cerca de 45% em 2060, de acordo com a aplicação das condições e regras de cálculo das pensões em vigor.
13 comentários
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Vejam lá que já nos estão a falar de 2060! Quem sabe que,antes,possa haver um cataclismo,o diabo seja surdo,e lá vai tudo por água abaixo.Já o outro nos dizia que o aeroporto da portela estaria superlotado em 2017!
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O Vieira da Silva garante por 40 anos. Temos que fazer romaria a casa de mais este Tsipras do PS.
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Até que enfim que cita alguém que sabe. É possível reformar o estado, mas tem de ser por quem tem pensamento estruturado e não pelas “elites” formadas nas universidades de verão ou nos cursos martelados da Lusófona.
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estudos, existem para todos os gostos…
ainda me recordo quando a propaganda dos antecessores do tipo da lambreta apregoava a privatização das pensões como solução para todos os problemas…
e por falar nisso: quantos milhões é que a segurança social desbaratou em “jogos” financeiros e nomeadamente no bes?
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É inevitável uma reforma profunda do sistema de segurança social e das funções do estado, gastamos 10000 milhões a mais em relação ao que a economia produz, ou assumimos ou dentro de 6 meses estamos como os Gregos. Se quisermos manter saúde e educação como está, teremos de cortar no resto e o corte andará pelos 20% da despesa para haver margem para descer impostos e esperar um crescimento que devolva a riqueza num horizonte de 30 a 40 anos, caso contrário, caminharemos para um estado falhado.
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Esta rapaziada dos ‘altos estudos’ é engraçada, roda roda roda e não sai novo salvo a garantia de que quem dizem defender
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(manutenção do valor de pensões derivadas do contrato social que cumpriram descontas tanto dar-te-emos tanto, nas empresas está a solução para o desemprego mas bota mais impostos para cima, o serviço nacional de saude não é um direito civilizacional mas um vamos-nos amanhar pela porta do cavalo tal direito que se lixe, talvez igual na Educação que há muito para contar … etc etc)
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anda esta gente com centenas de livralhadas a que chamam ‘programas eleitorais’, julgar-se-ia que seriam propostas do contrato de se proporiam cumprir com o eleitorado segundo signatário desse contrato pelo simples voto neles (entristece-me ser uma extrema esquerda grega a respeitar a Democracia a 100%, o tal referendo se é o povo que vai pagar então é ele que decide como; nada a ver com a folclorica nacional mais novo-riquismo envergonhado extensivel aos montados nos pobres para serem os novos ricos mas sem vergarem a mola etc etc etc)
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quando uma folha A4 dá a volta e resolve este País duma ponta à outra (repito-me porque sei perfeitamente que eles não querem nem gostam mas não têm alternativa, vão vorar a casaca no meior gozo de pensamento que haverá memoria). Eis senão que é por aqui que safarão as penõezinhas, a criação de riqueza sustenada, o investimento a bandeiras desfraldadas em Portugal etc num como essa gente com tanta solução mete àgua até dizer chega por falta de distanciamento que desta ‘provincia’ quer da ‘notazita imediata ao fim do mês a vende tretas e ‘prudentemente’ o ‘prudentissimo’ depois se verá, este mês este já cá canta;
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então lá vai paa o Senhor Coelho, o Senhor Costa, o Senhor Portas, o Senhor e mais os Senhores, obviamente sem esquecer as Senhoras com os mesmos direitos que os Senhores pelo menos da porta de casa para fora; como ia dizendo lá vao a tal folhita A4:
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As 9 REFORMAS pacificamente “revolucionárias” MAIS 3 ADICIONAIS para instaurar o LIBERALISMO AVANÇADO (ou se preferirem o “Socialismo de rosto humano, ou de veludo”) com sustentação dos DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSÍVEIS DOS PORTUGUESES (universalidade da Educação, Saúde, Pensões, Idade de Reforma razoável e Solidariedade com os Desempregados) para se RESOLVER PORTUGAL:
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É um Programa tão simples do CAPITALISMO para aplicar em pacote duma vez só na acanhada Democracia Portuguesa e atrapalhada elite que surgem desorientadas e inseguras perdidas em divagações academico-catedráticas.
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-APROVAÇÃO PELA AR e EVENTUAL INCLUSÃO POSTERIOR NA CONSTITUIÇÃO (embora não necessária):
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1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal.
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2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*)
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(*) Provocadora da Reforma séria da estrutura de Governança, da Burocracia Publica e do Orçamento Geral do Estado. Eventualmente permitir caso a caso a ultrapassagem destes racios mediante aprovação por maiorias de 2/3 ou ¾ de votos na Assembleia da Republica.
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.-BANCA EM PORTUGAL e GARANTIA DOS DINHEIRO DOS DEPOSITANTES:
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3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas nomeadamente Sociedades de Investimentos Financeiros ou Hedge Funds, para protecção absoluta das Poupanças e Dinheiro dos Depositantes para regresso da confiança nos Bancos.
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4) TAXA PARA GARANTIAS BANCÁRIAS calculada sobre todos os negócios e receitas da Banca robustecendo financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias para devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que ficou inviabilizado, faliu ou fechou.
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-IMPOSTOS E FISCALIDADE:
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5) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os por um único: INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
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(**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
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6) AMNISTIA Fiscal para estancar o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
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-SEGURANÇA SOCIAL:
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7) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo IUSS – Imposto Único de Segurança Social colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
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(***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
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8) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 2 ou 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses (****)
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9) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor incerto a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
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(****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social
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-MEDIDAS ADICIONAIS PARA REFORÇO DA SUSTENTAÇÂO DOS DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS DOS PORTUGUESES na Civilização Europeia avançada no Mundo:
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a) BAIXAR A IDADE DE REFORMA PARA cerca de 55 ANOS para desempastelar POSTOS DE TRABALHO PARA OS JOVENS, NOVOS LICENCEADOSe DESEMPREGADOS: admissão obrigatória de jovens ou desempregados até ao limite do ordenado que o reformado auferia.
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b) Libertar os Encarregados de Educação, CHEQUE-EDUCAÇÃO de valor fixo e único como instrumento de racionalização da Despesa Publica para o Estado: cada um endossa-o depois à Escola com vagas que LIVREMENTE escolha para os filhos seja publica, privada ou cooperativa, naturalmente blindando legislativamente para evitar o abuso da privatização da Escola.
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c) SAÚDE, reactivação de todos os Postos de Saúde e Equipamentos abandonados, recrutamento médicos estrangeiros com novo contrato de trabalho diferente dos actuais, receituário obrigatório por principio activo, e se necessário eventual reactivação dos Laboratórios Farmacêuticos do Estado (exº antigos Laboratorios Militares), acabar com modelos de ‘capitalismo selvagem’ que ocasionalmente existam na carreira profissional publica da saúde ou compras hospitalares. . naturalmente blindando legislativamente para evitar o abuso da privatização da Saúde.
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Repito isto desde 2008 e não tenho qualquer duvida que o caminho de Portugal é por aqui, ancorado no universo planetario de lingua portuguesa que vai tão longe como o macaense chinês. O resto é-nos estranho, são mundos e interesses fanáticos doutros. Também temos direito ao nosso ‘fanatismo’ que lavrámos nos oceanos da nossa cultura e história.
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É a unica alternativa que temos para os nossos miudos (filhos, netos e bisnetos) no sec XXII ficarem libertados, serem livres, desta asneirada pegada que a equipe dos ‘velhadas e os novos-velhadas’ em poder andam para aí a parir cozidos às esquinas e vãos escondidoss e escondidos pelas veredas e quelhas abandonadas de Portugal.
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Não há outra alternativa. O 2015 em curso confirma que o dito em 2008 é o certo, sustentado, o ser qualquer coisa diferente do ser nada.
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Desculpem a extensão de texto. Mas a extensão do problema é ainda muito maior que este longo texto. Nunca meti a cabeça debaixo da areia, sempre rejeitei ser hipocrita, nunca hesitei dizer a verdade. E nunca perdi na vida por isso. Ao contrário dos contrarios ao que afirmo sem hesitação e para cumprir se a tal for, ou fosse, envolvido que digamos não me apetece muito tal qual o presente tal qual.
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BANCA EM PORTUGAL e GARANTIA DOS DINHEIRO DOS DEPOSITANTES:
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Este analfabeto estrutural ainda está convencido que pode haver lucro do tal “depósito” sem risco!
A garantia do Estado corresponde a, se houver falência do Banco, toda a população irá cobrir os prejuízos dos senhores “depositantes”.
E eu pergunto: com que direito?
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Assim é que eu gosto de ler um jornalista a sério. Não deixa de lhes dar erva(aos trolls) para se entreterem. mas apresenta dados e informação para se partir para uma discussão com seriedade. Venham aí mais que gostava de fazer uma ideia mais informada das medidas que vamos mesmo ter de tomar; (isto claro se todos os leitores votarem no Agir fica tudo gratuito- saude , educação justiça), convêm é cada um plantar já uma arvore das patacas no quintal (melhor encher o quintal de arvores porque há muita gente que não percebe nada de arvores das patacas.
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e o melhor governo do planeta continua a atacar:
no actual programa de Governo, já estava previsto um sistema de plafonamento voluntário com contribuições para o sistema público e o excedente para um regime privado ou mutualista, assente numa base de livre escolha
“Num debate neste sábado no Facebook, no qual a coligação Portugal À Frente”
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Eu concordo. Você presumo que não. Vivemos em democracia e eu não quero o sistema público para mim. E não quero pagá-lo. Mas sou forçado a tal, e com regras enviesadas e injustas.
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A Esquerda prefere o discurso da ilusão
Os portugueses são forçados a pagar o SNS mas sempre que podem optam pelo privado. Pagam portanto a saúde duas vezes.
São forçados a pagar a Escola pública mas sempre que podem enviam os filhos para um colégio privado e gastam fortunas em explicadores. Ou seja, pagam a educação duas vezes e isso é mais notório na explosão dos centros de estudos e do negócio das explicações.
Quanto às Reformas, nunca ninguém perguntou aos portugueses se queriam ter direito a escolher o que descontam e como descontam. É tudo imposto à força tipo sistema totalitário para haver dinheiro para as reformas «especiais» e inflacionadas da FP.
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portanto, segundo o brilhante raciocínio, se pagar aos privados – de qualquer sector – a coisa funciona…
se for no público… já está tudo tramado…
por onde é que fugirá o dinheiro?
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Você não me respondeu.
Por que motivo os portugueses preferem o privado quando podem optar (e têm recursos para pagar)?
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