Estamos falidos, mandem mais bitcoins
3 Julho, 2015
Parece* que há um relatório do FMI que diz que a dívida grega não é sustentável e que a Grécia precisa de mais 50 mil milhões. A ser verdade, não percebo bem o entusiasmo do campo anti-austeritário. Se de facto a dívida grega é insustentável, parece-me evidente que eles têm um problema. Parece-me que tão cedo não têm crédito e que vão ter austeridade por um tempo muito, muito longo. Se precisam de 50 mil milhões e a dívida actual é insustentável, então têm um problema muito sério. Deve ser difícil dizer a um credor: “olhe, não lhe posso pagar, mas preciso que me empreste mais”. Acho que o credor não vai ficar entusiasmado.
*(isto é, dou de barato que não há de novo uma tresleitura engajada por parte dos jornalistas)
53 comentários
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Pois, a questão é mesmo essa. O relatório não diz apenas isso.
Não acham estranho a Cs e a esquerda achar um relatório do FMI credível?
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Não. A imprensa Portuguesa é controlada a partir do Largo do Rato e do Berloque de Esquerda. São unha com carne. Basta ver as tristes figuras dos jornalistas nos últimos dias.
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mas se o syriza não for governo, tudo muda não é?
a grécia continuará falida mas as “instituições” providenciam os “bitcoins”…
bitcoins está muito bem achado… face à perspectiva de o € desaparecer…
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Insider, empreste-me mil euros, se faz favor. 🙂
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Se o ciriza for para o galheiro, claro que a situação muda. Ninguém quer esta ralé burberry e caviar a armar aos cucos.
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Muda pouco: com syriza ou nova democracia o novo pacote andará pelos 50000 milhões e reestruturação da dívida. Sem custo para a europa só se a Grécia for para o nível da Albânia ou Roménia.
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João: sabe muito bem que as dívidas têm de ser reestruturadas e isto é extensivo a Portugal. A Grécia recusa-se a fazer as reformas necessárias e penso que no euro, já não existem condições para as fazer. Mesmo fora do euro e com reestruturação da dívida vai ser necessário um grande pacote financeiro para que a saída do euro seja controlada. Penso que fica mal apoucar a miséria dos outros quando a nossa vem a caminho, ou acredita que foi a “reforma do estado” do sr Portas que tornou o nosso país viável no euro? Acredita que o PS é capaz de fazer alguma reforma do nosso estado? Olhe que serão poder em breve.
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“João: sabe muito bem que as dívidas têm de ser reestruturadas e isto é extensivo a Portugal. ”
Se Vc. repetir um milhão de vezes até é capaz de convencer o seu próprio espelho.
Mas parece que os investidores não acreditam nas suas ideias. 😉
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1 – A UE deveria organizar, da melhor forma possível, o GREXIT.
Seria o melhor para eles (no medio-longo prazo) e o melhor para nós.
Os tratados da Zona Euro deveriam ser revistos e prever a saída (de livre vontade ou por não cumprir certas normas) de qualquer Estado da Zona Euro.
2- Não há tresleitura. Acumulam-se as provas. Até a Moody’s o diz claramente: a Grécia está, completa e irremediavelmente….FALIDA.
3 – Mesmo que façam todas as reformas e mais um par de botas: game over.
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Totalmente de acordo.
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Foi isso que eu vi e coloquei ontem online no outro post do VC
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“. Sem custo para a europa só se a Grécia for para o nível da Albânia ou Roménia.”
Azar o deles. Porquê que os outros são obrigados a sustentar o nível de vida grego?
Mas já é uma evolução. Diziam para aí que a europa inha medo que a Grécia fora do euro poderia ser um sucesso e por isso a queria salvar mesmo contra a votade deles. lol
Mas já é uma evolução. Mais dinheiro para a Grécia? Assim, não. Eles que imprimam uma nova moeda se habituem a viver com aquilo que são capazes de produzir. Produzem pouco? Problema deles. Não enchessem o Estado de boys e aposentados da função público abaixo dos 55 anos. Quem quer luxos, paga-os.
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Na Grécia, em democracia e sem guerras civis ou “primaveras árabes” a transição para um país viável(no euro ou fora do euro) começa a ter uma margem muito estreita, ora, se já temos a guerra na Ucrânia, outras convulsões no flanco sul, comprometem qualquer crescimento e o que vai aumentar e rapidamente são os orçamentos de defesa.
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Bom, isso é tudo muito lindo. Mas é a Grécia que depende militarmente do Ocidente e não o seu contrário. Não confunda as coisas. Se hoje a Grécia ainda é Independente muito o deve aos demais europeus. Não a eles próprios.
Já agora, tome nota deste video:
http://tinyurl.com/qbg6acg
Atente-se bem ao que é dito no video. Fora do euro é o total colapso da economia grega. Fora da UE a Grécia arrisca-se a tornar-se, de novo, uma mera provincia turca.
Esta gente que tentou chantagear a Europa pensa que andam todos a dormir como a imprensa, mas não. Nunca se chantageia quem nos ampara e garante a segurança externa. Nunca se insulta quem nos ajuda a pagar as nossas contas ao fim do mês.
Se a Grécia sair do euro vai ser a maior lição de vida para muitos que tanto criticam a UE e o Euro. Ai vai, vai. Os gregos vão ser os porquinhos-da-india do laboratório europeu. 😉
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“Fora do euro é o total colapso da economia grega. ”
Seria o melhor para eles. Começar do zero.
No médio-longo prazo recuperariam.
Terão um impacto brutal no curto prazo mas em alguns anos ficam bem.
Ás vezes é preciso passar por dificuldades para se aprenderem lições.
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“Seria o melhor para eles. Começar do zero.”
Como na Venezuela? Vc. não sabe o que diz. Desculpe mas, como dizia a minha falecida mãe, “pimenta no cú dos outros para mim é refresco”. 😉
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Mesmo para sair do euro é necessário um pacote de ajuda, se calhar, a fundo perdido.
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Caríssimo anti-comuna….trata-se de puro pragmatismo. Posso parecer frio e quase “desumano” mas, por vezes, há que fazer escolhas difíceis.
Há uns bons anos eu era contra a entrada no Euro :pela forma como estava a ser estruturada a Zona Euro e pela “contabilidade criativa” que nos colocou dentro do € e porque defendi que deveríamos ter seguido o caminho da Dinamarca, do UK e da Suécia.
Chamaram-me profeta da desgraça, antiquado e miserabilista.
Quando disse que o acesso a um “cartão de crédito Platina” nos iria, cedo ou tarde, colocar em dificuldades….chamaram-me passadista.
Algumas dessas pessoas que me apodaram de tudo isso, estão hoje em situação difícil ou emigraram.
A Moeda Única foi mal concebida tecnicamente e nós não deveríamos ter entrado (pelo menos não no início) mas, admito, que sair agora do € não seria um retorno e 31 de Dezembro de 2001.
Mas que muita gente chora baba e ranho pelos tempos do Escudo ai isso chora.
Na Alemanha, país que conheço muito bem, ainda hoje adorariam voltar ao Marco. Se lhes fizessem um referendo mandavam o Euro às malvas num ápice.
O único país do Sul da Europa que teria capacidade e menos efeitos negativos de retornar à sua moeda seria a Itália: poruqe é um país fortemente exportador e porque a grande maioria da dívida pública italiana está nas mãos de….italianos
Infelizmente vivemos num mundo de Fiat Currency (printed out of nothing, backed by nothing)…….
Deu nisto.
E quanto (inevitavelmente) estourar nos EUA e na China a situação da Grécia vai parecer uma bombinha de Carnaval. 🙂
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Escrevi isto literalmente ontem à noite, no posto do Vitor.
Também me lembrei de querer saber esse pequeno detalhe aritmético. A Moody diz que é falência.
Supostamente não é a Mooddy que está a fazer bluff.
Portanto, temos mesmo um problema e está tudo a encobri-lo.
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E o título do post devia ser outro porque a mentira é colectiva.
Fazemso parte de uma união monetária há 14 anos e estamos falidos.
A UE promete emprestar mais para a falência, mas nós impomos outras condições para podermso falir com mais empréstimo comum.
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Como é evidente estamos a entrar em rodopio permanente. Empresto para que me paguem as dívidas, mas o que é isto?
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A questão não é essa. Empresta-se com determinados juros, o que ainda se pode receber e o que ainda se pode endireitar.
Das duas uma: ou ainda estão em situação de poder receber empréstimos para se endireitarem (depois de 14 anos a viver de uma mentira comum) ou não estão.
No primeiro caso- a resposta é que se estão, este governo é besta e andou a fazer fitinhas e a aumentar a dívida e os custos a todos.
Se não estão, é mentira tanto do governo grego como da UE e FMI.
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E, se é mentira de todos e os responsáveis sabem que não há empréstimo que sirva para nada nem retorno algum dessa suposta ajuda, então a questão é meramente política- geo-estratégica.
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E sim, emprestam para se pagar dívidas porque os juros rendem.
Foi isto que se andou a fazer em todo o lado.
Mas há limites para esse jogo. Quando pagar juros implica falência, só um idiota empresta e nem um falido pede.
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Anti-comuna: a Grécia ocupa o flanco sul, se entrar em convulsão, tipo Líbia, criará um vazio na península helénica e sul dos Balcãs (sempre instáveis) e isso abrirá outra brecha nesta europa indecisa e periclitante.
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Daí a mentira comum e todos querem que permaneça na UE.
Se assim for, se chegou mesmo à falência e foi bluff de todos estas negociações, então aposto que a dívida vai ser perdoada e o resultado do referendo é apenas fachada para se colocar o povo como actor e vítima.
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A Turquia ocupará, com agrado, esse vazio. Só Vc. é que ainda não descobriu. Mas olhe que na Grécia eles sabem isso. De tal forma que o Tripas não quer cortar nos gastos militares.
Nunca a Grécia deixará vazio nenhum (em termos militares contam pouco para a zona) como nem a Rússia terá capacidade para se intrometer na Grécia. Isso era o que faria os gajos do Pentagono felizes da vida. Ter a Rússia a querer intrmeter-se na Grécia. Mas parece que a diplomacia Russa não caiu na armadilha e já disse que nada tinha a ver com a Grécia. 😉
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Zazie: acompanho o seu raciocínio muito lógico.
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Estas coisas costumam fazer-se em casa quando o fisco vem cobrar o que se não pode pagar.
O truque é simples- pega-se fogo à casa e o seguro paga.
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O MEC fez isso há uns anos. Ficou tudo a arder.
ehehe
Só não chega a calamidade nacional porque aí tínhamos colecta humanitária
“:O)))))))
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Quando se faz este truque até se costuma publicar no jornal a tragédia do azar do incêndio que aconteceu ou do roubo.
Para que seja tudo legal
eheheheh
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“Mesmo para sair do euro é necessário um pacote de ajuda, se calhar, a fundo perdido.”
E quem será o pato? Vc.? Eu? Parece que os demais europeus não estão para isso.
Os únicos que mostram alguma boa vontade mesmo foram os… Chineses. Mas querem contrapartidas, naturalmente. O Porto do Pireu e se calhar mais coisas. Que os Chineses podem ter olhos em bico mas não parecem pais de pançudos. 😉
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“Just another wonderful day in paradise
Tourists in Corfu seem completely unaware that anything unusual is happening in Greece. And why would they as the restaurants and bars are open and doing business as normal, as are the petrol stations and supermarkets which remain fully stocked with nobody panic buying. The ATMs are all working normally with no sign of any queues anywhere. The only place you see large gatherings of people are on the beaches, such as those in Ipsos which I visited today, and they are clearly not there for any political reason.”
🙂
Não é o fim do mundo.
Já agora tenho amigos e amigas na Grécia. Segundo eles há alguns problemas mas, tirando algumas filas nos ATM’s a situação pode ser descrita como calma.
Estamos mais stressados do que eles! 🙂
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“Estamos mais stressados do que eles! ”
Do que os turistas? lol
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Ah….o link:
http://www.theguardian.com/business/live/2015/jul/03/greek-debt-crisis-council-of-state-to-rule-on-referendum-live
NOTA: Varoufakis diz que as negociações têm continuado ….. ao contrário do noticiado.
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Quantas vezes é que as pessoas conseguem ser enganadas pelo Varoufakis? Ainda não o toparam?
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Ele gosta de protagonismo. Narcisista puro.
E está confirmada a presença do casal Varoufakis em Portugal, na Bienal de Cerveira onde a mulher dele é uma das artistas convidadas.
Finalmente vão contribuir (extravagantes como são) para o nosso PIB! 🙂
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http://pt.webcams.travel/webcam/fullscreen/1296823073-Weather-Acropolis-from-the-Hotel-Grande-Bretagne,-Athens,-Greece-Athens
No pasa nada!
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Tem razão. Eu até diria que o meu amigo é o conselheiro político do Parodiante de Lisboa. Até temos inveja dos gregos! 🙂
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O que digo é que, segundo fontes locais minhas conhecidas, a situação não é agradável mas está longe de ser catastrófica. Alguns, em conversa por chat, até apostam em qual será o dia em que os ATM’s vão dar…..Dracmas!
🙂
Estão resignados porque, one way or the other…..they are stuffed!
PS (salvo seja) – Não sou conselheiro desse sujeito. 🙂
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“Finalmente vão contribuir (extravagantes como são) para o nosso PIB! ”
Deus lhe oiça. 🙂
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Comida da boa e da melhor, vinhos do melhorio, roupas janotas…….venham eles!
Não viu a entrevista intimista da Paris Match a Varoufakis? 🙂
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Não. Mas a mulher já esteve em Cerveira, aqui há dias. Ou do Virafakas ou do Tripas, que eu já nem sei. Mas uma delas até já andou a perorar sobre “coltura” pelo Alto Minho. 😉
É bom que eles gastem os seus eurinhos em Portugal. 🙂
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É a do Varoufakis (senhora de boa aparência e de uma das mais ricas famílias gregas).
Ninguém os vai segurar. As lojas mais “in” da Avenida da Liberdade vão todas a eito…e o caviar vai esgotar 🙂
Na entrevista de Varoufakis, penso que à Bloomberg, perfuntou-lhe o entrevistador porque é que não tinha sido avistado nas filas para os ATM’s.
Respondeu que não deveríamos personalizar as coisas e que ele e a mulher levam uma vida muito frugal…….LMFAO 🙂
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“O que digo é que, segundo fontes locais minhas conhecidas, a situação não é agradável mas está longe de ser catastrófica. Alguns, em conversa por chat, até apostam em qual será o dia em que os ATM’s vão dar…..Dracmas!
Mas até os turistas terão que ir embora. E há menos turistas a viajarem para as ilhas. (A minha mulher proibiu-me de comprar viagens para la, pois eu queria aproveitar as férias para ver com os meus olhos, um acontecimento histórico. 😉 )
Quando voltarem ao dracma não terão recursos para alimentarem a população a custo baixo e o turismo deverá cair bastante.
De que vão viver? Dirá, mas voltam ao zero e podem começar de novo. Mas isso é que fizeram na Venezuela. Sim, estão a ir para o zero, mas adeus ó liberdade. E em vez e recomeçarem do zero, ficam-se pelo zero. E nem é preciso ir mais longe. Basta ver a Argentina também. Continuam desgraçados.
E, ao contrário de si, eu penso que qualquer país pode ser exportador. Basta fazerem por isso. E qual o pior que pode aconecer a um país que deseja exportar? Desvalorizações competitiivas. Há dúvidas? É ver o que se está a passar no Japão. Só em Maio houve uma queda nas suas exportações de carros na casa dos 10%.
Mas uma mentira propagada mil vezes passa a verdade no espirito de alguns. Pensam que desvalorizar a moeda ajuda. O problema dessa gente, a maioria delas, é que nunca trabalhou mesmo numa exportadora e não sabem mesmo o que custa tentar exportar com os custos de produção a subiem bem acima dos nossos concorrentes, apesar da nossa moeda em quebra. Não sabem. São teóricos que não sabem o quanto custa querer acabar encomendas a tempo de enviar para um cliente, com um dado custo calculado na altura da encomenda, e depois os nossos custos serem muito mais altos do que pensamos na altura da própria encomenda.
Sabe, é uma chatice, isto de se falar de cor e salteado. É só o que me apraz dizer. E coitados dos que caem nas vozes das sereias que falam demasiado porque apenas lêm alguns livros. Gulp
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Como destino turístico ou como local de investimento, de um ponto de vista estritamente teórico, seriam muito competitivos com uma moeda ajustada à sua sociedade (ainda altamente entre o “arcaico” e o oligárquico) e economia.
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E Vc. ia investir em quê? Está a ver a coisa?
Imaginemos que o meu amigo iria investir numa unidade industrial. E os custos de produção? Desde electricidade a meros serviços de manutenção?
E isto tendo assente que o meu amigo iria investir os seus capitais na Grécia.
Agora ponha-se no lugar de um industrial grego. O que lhe cai em termos relativos nos seus custos. Apenas os salários. Tudo o resto sobe de preço. E, sobretudo, custa imenso até manter a tesouraria enxuta. Lembra-se quando os juros em Potugal andavam pelos 24%?
Depois o meu amigo tem um problema numa máquina. Tem que a substituir. A máquina ou a peça. Quanto não lhe vai custar mais para voltar a produzir?
Vc. investe no turismo. Ok. Onde é que Vc. arranja comida, bebida e luz a preços competitivos para garantir um minimo de atractabilidade dos seus clientes? E Vc. vai competir contra quem? A Tunisia? Só se for, por causa da insegurança nesses países. Porque, salários mais baixos não falta por esse mundo fora. Desde Cuba a Marrocos e até a própria Turquia.
O melhor seria, talvez, investir no imobiliário grego após o colapso. Para vender pasados uns anos. Aí sim. O resto… Duvido muito que valhe o risco de lá meter uns patacos.
Mas é a minha forma de ver as coisas. Posso estar enganado. Se o estiver, os factos poderão mostrar em breve. O futuro o dirá. 😉
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Lembro-me, inclusive, dos tempos em que se dizia “viver dos juros”. 🙂
Lembro-me de estarmos numa situação muito parecida com a da Grécia só qe……tínhamos o Escudo e o BDP desvalorizava e a austeridade acontecia não por cortes mas por inflação (que chegou a pontos terríveis no pós-PREC).
O que acontece é que, a situação na Grécia chegou a tal ponto que, com Euros ou com Dracmas……os gregos vão se ver gregos.
Relembro que os argumentos pró-Escudo e pró-Dracma são os mesmos: desvalorização leva a competitividade.
No caso português seria muita gente pensa que o Escudo voltaria à taxa de câmbio a que entrou no Euro (1€-200 ESC), mas não desvalorizaria tanto.
Na pior das hipóteses 30% em relação ao Euro, ou seja, o Novo Escudo seria mais valioso que o antigo.
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“Ninguém os vai segurar. As lojas mais “in” da Avenida da Liberdade vão todas a eito…e o caviar vai esgotar ”
Excelente! Mas que paguem a pronto ou com cartão de crédito fiável. Que isto não são tempos de fiado a… Gregos. 🙂
A gregos e a troianos. lol
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E quantos €€ custará manter aquela mota (muito boa) em constante andamento pelas ruas de Atenas ? 🙂
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Sim, mas o tempo tinha rendimentos de fora. Não é por aí. 😉
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“No caso português seria muita gente pensa que o Escudo voltaria à taxa de câmbio a que entrou no Euro (1€-200 ESC), mas não desvalorizaria tanto.
Na pior das hipóteses 30% em relação ao Euro, ou seja, o Novo Escudo seria mais valioso que o antigo.”
Agora? Agora não. Levavamos uma martelada no escudo que até fazia faísca. E não é por questões de fundamentais económicos mas medo dos riscos políticos. Que a Gr´cia é isso que está a sofrer sobretudo.
Nós para sairmos agora do euro, só o podemos com uma economia forte, forte estabilidade política, calma nos mercados financeiros internacionais e, sobretudo, sair a “bem”. Dito de outra forma, sairmos com um bom páraquedas e rezar para que os mercados internacionais acreditassem em nós. Ora, para isso, é preciso credibilidade. E isso demora a conquistar, depois três bancarrotas. Em cerca de 40 anos! Gulp
Nessas condições, se calhar, o escudo até se valorizava ainda mais contra o euro. Mas não temos condições para isso. Portanto, mais vale esquecer. E safarmo-nos desta. 😉
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Uma grande verdade. Estamos falidos. Portugal está falido. Mandem mais funny money!
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