A prioridade das prioridades
Paulo Tunhas: nesta última semana antes das eleições, a Cultura voltou a atacar. (…) É que ela, a Cultura, não se contenta com aquilo que António Costa, com a sua actual vulcânica generosidade, que faz de qualquer intervenção sua uma lava de promessas, se encontra generosamente disposto a conceder-lhe: um ministério, nada menos do que um ministério. A direita, mesquinha, dá-lhe só uma secretaria de Estado. A esquerda fá-la voar em direcção a mais elevadas paragens e a uma dignidade transcendente que ela por inteiro merece e profunda e incondicionalmente deseja.
Mas um ministério não basta. Quem o disse, num almoço ou jantar que reuniu vários representantes das artes com António Costa num restaurante de Lisboa, foi a artista plástica Joana Vasconcelos. Joana Vasconcelos não quer só um ministério. Quer que a Cultura seja a “prioridade das prioridades” do próximo Governo. (…)
Estas delirantes pretensões dos nossos locais apóstolos da arte e cultores do espírito não mereceriam qualquer atenção neste mundo feito de muita loucura, não fossem elas revelarem um fenómeno assaz singular: a total incapacidade da gente da auto-designada Cultura de pensar com o mínimo de isenção – quer dizer: com o mínimo de pertinência – a coisa política.

“Quando me falam de cultura, escondo logo a carteira.” lol
Cultura é isto e dedicado ao Parodiante de Lisboa:
“Minha Culpa
Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou?! Um fogo-fátuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém…
Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem Sou?! Sei lá! Sou a roupagem
Dum doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!…
Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estátua truncada de alabastro…
Uma chaga sangrenta do Senhor…
Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de vaidades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador… ”
Não digo de quem é, senão ainda me vão à carteira. Os da coltura saberão de quem é este soneto. 🙂
Quando os “cultos” se transformam em sanguessugas do Povo…
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Não duvido minimamente que a Cultura e o Património Cultural merecem e tem de ter um ministério.
JVasconcelos disse nada de novo mas PEDIU MUITO. Move-se como quer no P”S”, nos governos (qualquer que seja) e zela pelos seus interesses — até na “escolha” da JV o AC/DC teve azar (mas ele não se importa) porque não representa a Cultura e não é caso desinteressado no que o Estado tem para DAR.
Muita gente importante da Cultura tuga não está com o AC/DC.
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Gostaram tanto do quadro… lol
“Já foi roubado um dos quadros expostos na rua
Dois dias depois de o Museu Nacional de Arte Antiga ter colocado na Baixa de Lisboa 31 quadros, a Rua da Rosa já ficou sem o seu “Inferno”, do século XVI.”
in http://tinyurl.com/pa9mrby
Estavam à espera de quê? 🙂
O ladrão era mesmo um fervoroso amante da cultura e apaixonou-se pela obra.
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CalmeX, carago ! Vc. está mal informado e parece irremediavelmente zangado com tudo o que acontece em Lisboa…
1 . Obviamente são excelentes reproduções (e não originais) de pinturas do MNAA.
2 . Objectivos: chamar a atenção para o MNAA; criar mais uma dinâmica cultural; proporcionar a usufruição de obras de arte; “embelezar” aquelas zonas, o que conseguiram, também pelo inesperado encontro com.
3 . Parabéns ao MNAA e à autarquia.
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Mal informado, não. Mas era natural os roubos. 😉
E logo em Lisboa. ehehehehe
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É só colocar lá um cartaz do Costa/PS e fica o Inferno reposto.
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lol
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OK ! Roubos…só em Lisboa.
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ehhehehe
Vc. não tem sentido de humor. 😉
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Tenho-o, mais do que o caro anti presume. Só que não o quero exibir aqui.
(No final da tarde há sondagem).
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A leninha qual Goebbels português quando ouve falar em cultura, saca logo do revólver.
Assim está a direita portuguesa, cada vez mais fedendo a fascismo!
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A HMatos por mais de uma vez indiciou aqui que tem uma tendência crescente para controleira com o lápis azul…
Leia-se mais este exemplo: o post hoje colocado sob o título “Alvíssaras”.
Há dias, noutro post, assegurou que o Público via sondagem a editar nesta semana, daria vitória folgada ao ACosta. Afinal…
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A Silva, ToinoS.
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Gastar o dinheiro dos contribuintes em desvarios artísticos, resultantes da sua diarreia mental, para satisfação própria e dos comparsas do grupelho armados em elite intelectual, alienando o povinho, não é cultura!
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