o seu a seu dono
Se a direita inviabilizar um governo da frente de esquerda, pressionando o Presidente da República para o não empossar, pagará por isso em próximas eleições, que serão tão próximas quanto a Constituição o permitir, porque não terá descanso para governar.
Em contrapartida, se António Costa e o PS assumirem a responsabilidade pela brincadeira em que, por puro despeito e mesquinhez pessoal, se meteram e nos estão a meter a todos, levando um partido comunista e outro de extrema-esquerda para o governo de um país do euro e da União Europeia, as consequências políticas do que acontecer serão inteiramente suas.
Infelizmente, as consequências não serão somente políticas e não recairão apenas sobre os protagonistas políticos, mas também sobre os portugueses. Pode ser que, assim, estes aprendam de vez e façam ao PS aquilo que ele merecerá depois disto, num espaço de tempo que também será fatalmente muito curto. Mas se não for desta que aprendem, também nunca mais aprenderão. E, nesse caso, nada do que lhes aconteça será de mais.

Se Costa formar governo, Passos e Portas devem demitir-se de imediato para que alguém mais credível prepare os partidos para uma nova governação. Lamento que a apetência pelo “pote” não deixe que os partidos tenham a noção de quanto os líderes estão queimados! A perda à volta de 700000 votos é irrelevante? Com estes líderes a direita será sempre a descer, o PP já deve ser irrelevante e o PSD para lá caminha.
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Exactamente como fez o Costa, depois de ter perdido as eleições.
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Não devemos cometer os mesmos erros. Concordo consigo que a previsível governação de Costa será um descalabro e depois que alternativa resta: Passos e Portas? Não, os partidos devem renovar-se e apresentarem-se às eleições como novas caras e novas políticas.
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Se nao fosses estupido , gostavas de ter sido o que ? Parvo apenas ?
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Não é por aí, Repare: Costa e Passos representam duas alternativas políticas e só uma formará governo. A que ficar de fora dirá sempre que poderia ter feito melhor, mas que não a deixaram. Assim, haverá sempre legitimidade para que quem fique de fora continue no comando da alternativa que ainda não foi testada. E, não esqueça, Passos e Portas alegam que governaram sempre condicionados, sob o directório da troika que o PS mandou chamar.
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Seria como diz, se Passos e Portas tivessem algum programa estratégico, nem um programa de governo apresentaram e o seu contorcionismo para manter o “pote” explica a cedência que estão a fazer ao PS, podendo chegar no limite, ao cúmulo de governar com o programa do PS, então que convicção e alternativa era a do PAF? Tal como critico o contorcionismo do PS e Bloco, só isso permitirá que Costa seja empossado como 1º Ministro julgando que vai governar o país como governou Lisboa, lançando taxas(turística e a sísmica que está a chegar no correio) e recebendo as centenas de milhões pela venda dos terrenos do aeroporto. Reitero que a nossa situação económico-financeira é periclitante, só de juros e PPP pagaremos qualquer coisa como 100000 (dez mil) milhões de euros /ano, e o rolar da dívida implica um recurso ao mercado entre 20 a 40 milhões/ano de nova dívida, como qualquer leigo entende, qualquer subida das taxas de juro implicará novo resgate. Por tudo isto, a política e a governação da coligação nunca me convenceram e ao escamotear a situação em prol da propaganda eleitoral e ao aceitar ceder ao PS, não são solução para o buraco em que estamos e não acrescentarão nada a um hipotético governo de Costa.
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Manuel,
A nossa situação économico-financeira permanece delicada.
Apenas 4 anos são insuficientes para recuperar um pais enferrujado e que esteve às portas da bancarrota.
Mas a situação é hoje bem melhor do que era em 2011.
E isto deve-se ao governo Passos Coelho e à actual coligação PSD/CDS.
O que é encorajador é que quase 40% dos votantes, a maior parcela, o tenha reconhecido.
Infelizmente não foi suficiente para dar uma maioria absoluta ao governo cessante para este poder continuar o trabalho e evitar assim o regresso do PS e das irresponsabilidades do passado.
O PR cometeu um erro politico por ter optado por não indigitar logo para PM o leader da força politica mais votada, o PàF.
Este compasso de espera abriu a porta às manobras do PS e dos outros partidos de esquerda para pressionar o PR a aceitar um governo PS apoiado pelos BE e PCP.
Vamos ver o que o PR vai fazer agora.
Se porventura indigitar Costa para PM o pais vai certamente entrar numa zona de turbulencia.
Como refere um outro comentador algures aqui no Blasfémias, o mais provavel é que daqui a uns tempos Passos regresse “em ombros”. Através de novas eleições, claro.
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Porque é que Costa deveria formar governo se perdeu as eleições ?
Porque é que Passos e Portas se deveriam demitir se gaharam as eleições ?
Se, apesar de tudo, o PR indigitar Costa para governar com o apoio do BE e do PCP, o mais certo é o pais caminhar rapidamente para mais uma crise economico-financeira e para uma desintegração da “maioria de esquerda”.
Novas eleições serão então inevitaveis.
Passos e Portas devem estar prontos para voltar a propor aos portugueses a alternativa de governo que ja deu provas de ser a unica capaz de por o pais no bom trilho.
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Estão queimados e devem dar lugar a caras novas e a governação de Passos e Portas não resolveu nada, estamos pouco melhor que em 2011 aquando da vinda da troika. Só as manas Mortágua valem mais que o PP, e o PSD definhará cada vez mais. Costa pode levar o país a novo resgate, mas eu e tal como eu muitos, não daremos 2ª oportunidade a Passos e Portas.
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Manuel,
Como “estão queimados” ??!…
Então, depois de terem aplicado uma politica de austeridade bastante dura, conseguem ganhar as eleições com quase 40% dos votos !…
De resto, tal não passou despercebido aos observadores e comentadores internacionais que assinalaram o facto como o do primeiro governo que passou por um resgate a ganhar eleições.
Daqui para a frente a coligação PàF tem tudo para continuar a aumentar ainda mais o apoio na opinião e no eleitorado.
Aconteça o que acontecer.
Quer continue a governar quer vá para a oposição.
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Qualquer partido que, quando está no governo, leve o país à bancarrota deve ser ilegalizado e os seus dirigentes privados de direitos políticos durante um tempo prolongado, até a situação ficar normalizada. A Constituição deve prever isso.
Enquanto tal não acontecer não porei mais os pés em actos eleitorais porque considero que são um embuste.
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Concordo consigo: tal e qual como sucede na banca. Agora, não voltar a votar pressupõe que vc. se considera mesmo representado pessoalmente pelo seu voto e que está desiludido com o que têm feito com ele. Não é para isso que votar serve.
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Eu nunca voto para me representarem. Tenho votado para evitar que os piores ocupem o poder e me tiranizem. Mas se esses continuam a ir para o poder, então não vale a pena votar.
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Concordo na ilegalização, mas temos de votar e assumir a nossa responsabilidade.
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A “ilegalização” criaria mais problemas do que resolveria.
De qualquer modo, no contexto actual, de uma democracia na UE, é uma hipotese impraticavel.
De resto, mesmo no plano juridico-constitucional, seria extremamente dificil definir o que é uma “bancarrota” e quem são os responsaveis, directos e indirectos, individuais e colectivos, etc.
Repare-se que, técnicamente, graças ao resgate financeiro, o nosso pais não chegou à verdadeira “bancarrota” (falta de dinheiro para satisfazer compromissos financeiros).
Numa democracia, em matéria de governação, as sansões devem ser politicas, através de eleições.
A “ilegalização” de partidos politicos é um método das ditaduras.
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Aceita, então, um partido nazi.
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O PS, que eu sempre combati e combato, é muita coisa de criticavel mas não é um partido nazi…
Mas, já agora, se a democracia aceita partidos comunistas e de extrema esquerda porque é que não haveria de aceitar um partido de extrema-direita ??
Desde que, naturalmente, estes partidos não adoptem as práticas violentas e ilegais que as suas ideologias extremistas normalmente acomodam.
Se for o caso, cabe à justiça intervir e sancionar, inclusivé pela ilegalização da organização criminosa.
Não misture o que se situa em planos claramente distintos !…
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Fernando S
Não me entendeu. Eu não me estava a referir ao PS. Estava apenas a tirar ilação da sua ideia quando diz: ” A “ilegalização” de partidos politicos é um método das ditaduras.” Só isso, não misturei nada.
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PiErre,
A ilegalização de partidos politicos que respeitam as regras da Democracia e o Estado de Direito com o argumento, sempre discutivel e manipulavel, de que as suas politicas ou falharam ou vão falhar … é um método das ditaduras.
O PS, ou qualquer partido nestas mesmas circunstancias, não deve nem pode ser ilegalizado.
Este é um primeiro plano.
Numa democracia um partido politico pode ser ilegalizado apenas se utiliza meios violentos e anti-democraticos para tentar impos as suas teses.
Pode ser e é por vezes o caso de organizações extremistas, de esquerda ou de direita.
É verdade que nas democracias modernas o grau de exigencia e de sansão é normalmente maior com organizações de extrema-direita do que com partidos de extrema-esquerda.
Não deveria ser assim. Um partido não deve ser discriminado ou ilegalizado apenas porque tem uma ideologia comunista. O mesmo se deveria aplicar a um partido de ideologia nazi mas que não tem comportamentos violentos.
Este é um segundo plano.
Eu não acho que seja correcto confundir estes dois planos.
O primeiro comentario do PiErre dizia respeito ao primeiro plano. O partido mais responsavél pela quase bancarrota de Portugal foi claramente o PS. O PiErre propunha que partidos nesta situação fossem ilegalizados.
O meu comentario seguinte dizia igualmente respeito a este primeiro plano. Não penso que deva ser assim nem me parece sequer algo de execuivel no quadro de uma democracia no seio da UE.
O seu comentario seguinte interpelava-me sobre o primeiro plano invocando uma situação relativa ao segundo plano.
Quando lhe respondi dizendo que o PS não é um partido nazi foi precisamente no sentido de distinguir os dois planos.
Na altura pareceu-me suficientemente claro que quando disse que “a ilegalização de partidos politicos é um método das ditaduras” me estava a referir apenas à matéria do primeiro plano.
Espero que seja agora mais claro.
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Caro amigo Fernando S. não sei o que terá acontecido no blog oinsurgente mas não consigo publicar lá nada. se um dia destes a situação se normalizar, voltarei para falar consigo. Abraço
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Entendido, caro amigo Rui Pereira.
Um abraço.
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Caro «ruipereira»,
não sabe o que terá acontecido no blog oinsurgente a respeito dos seus comentários»
Simples, provavelmente CENSURA!
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Só o facto de PPC não ter proposto essa alteração á constituição ao PS, mostra que é um frouxo que não merece grande consideração pelos portugueses, mais depressa eles apreciam um vígaro que lhes apareça pela frente.
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O melhor cenário foi mesmo este. Pôr Costa a rastejar criando-lhe a ilusão de voar.
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Haja o que houver, parece-me que quando tivermos que ir buscar outra vez o Passos, o homem vai vir em ombros.
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Os comunas chegando ao poder nunca mais de lá saiem.
Vocês acham que os Portugueses são pessoas muito sábias, mas eu não vejo evidências disso em lado nenhum. Tiveram o exemplo do Sócrates, o exemplo grego, o exemplo Francês, o exemplo Venezuelano e mesmo assim, muitos Portugueses acreditam que solução é o pcp e o bloco chegarem ao poder e que a solução passa por aumentos de salários, pensões e aumento do peso do estado quando é mais que óbvio que isso não pode acontecer.
Pensam vocês que com o descalabro de um governo de esquerda, a população aprenderia a lição. Ainda não conhecem a esquerda e ainda não conhecem Portugal.
Quando as coisas começarem a correr mal, a culpa deixará de ser de Passos e passará a ser dos Alemães, e depois caberá ao bloco e ao pcp o papel de salvadores patriotas.
E é bastante provável que tanto bloco como pcp ocupem o vazio deixado pelo ps.
O psd/cds dificilmente volta a ter maioria nos próximos anos, e isso é o suficiente para a comunada se agarrar ao poder. Um grupo grande da população Portuguesa não aceitará a verdade de forma alguma. Vai arranjar sempre maneira de deturpar os factos de forma a confirmarem a sua razão. Veremos o que decide Costa e o que decide Cavaco.
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Bom, uma sondagem feita a este respeito mostra que apenas 32,5% dos sondados deseja um governo do PS com o apoio ou a participação do BE e do PCP enquanto que 52,5% deseja uma solução com o PàF no governo.
O PS que pondere bem !…
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