Como é óbvio
Henrique Monteiro: Um ‘Charlie’ medroso, a fingir que não é.Passa amanhã um ano sobre o dia em que todo o mundo foi ‘Charlie’. Para comemorar essa ocasião o jornal faz um número especial que tem na capa um deus de metralhadora às costas e sangue nas mãos, em fuga, a quem chama assassino. Não me indigno com a imagem de deus assim representada. Apenas me entristeço pela falta de coragem e de conhecimento daquela equipa que gosta de ser tida por iconoclasta. A falsa rebeldia está em colocar um deus – que é obviamente o judaico-cristão, já que o muçulmano jamais é representado –, como fautor dos assassínios. Essa pretensa rebeldia é velha como o mundo e costuma dar em cérebros anquilosados. Não é possível fazer equivaler, salvo com má-fé, o deus de madre Teresa ao deus que manda decapitar infiéis; ou o deus do Papa Francisco ao deus de um irado Ayatollah iraniano ou de um dirigente waabita. Os nossos colegas pós-modernos, pensando-se a si mesmo como vanguarda, gostam de tratar tudo por igual.

Cobardia e hipocrisia acanalhadas ,na tentativa de fazer dos outros (todos nós) parvos.
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Primeiro, eu, em momento algum, me considerei Charlie e disso dei notícia, justificando, no momento oportuno.
Depois, pelas mesmas razões então invocadas, não acompanho a Helena em tamanha indignação.
De facto, o deus de Madre Teresa e do Papa Francisco não é o deus do EI.
Mas o deus das Cruzadas, o deus do Colombo, o deus dos invasores do Iraque, da Líbia… são!
Talvez tenham estilos diferentes.
Mas disputam o mesmo poder destruidor e assassino.
Indignação?
Sim! Total!
Mas para todos os deuses sanguinários.
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O que é que tem o Deus das Cruzadas, do Colombo ou da invasão do Iraque?
Se libertar um país da ditadura é mau porque é que não estás por exemplo contra o Deus da descolonização que matou mais de 1 milhão só na descolonização portuguesa?
PS: não houve alguma invasão da Líbia mas temos o habitual cuidado…
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Passados só 12 meses da chacina na redacção do Charlie Hebdo –e tudo o que isso implica, certamente ainda com tremendas ressonâncias nas vidas dos redactores e cartoonistas– compreendo essa capa porque não foi, não é um mar de rosas a vida daquela gente dentro e fora da redacção.
Há que saber “ler” essa capa e não disparar como fazem os jornalistas HMonteiro, HMatos e certamente outros mais.
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Pois .. por isso vamos atacar os outros que não nos agrediram.
Patético.
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Acresce, se luck quiser, isto nada patético, muito recente e que provavelmente também esteve ou não, no subconsciente da redacção do CHebdo: a matança em Novembro, “em nome de Deus”.
Deus — há quem O questione e há quem, nada puro e seu servo ou bispo ou Papa o tenha prejudicado. Quer exemplos desde por exemplo o Séc. XVI ? Ou antes até à actualidade ?
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Se você dá valor ao que aconteceu no Séc XVI para hoje então devemos declarar guerra à França pelo que nos fez no Séc XIX?
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Há várias formas de fazer Hara Kiri.
O Charlie optou por esta caricatura miserável.
Um deus carniceiro, uma figura a projetar credos intimamente ligados à Europa e à sua estrutura básica, o cristianismo.
O medo dos islamistas faz com que gestos aviltantes dêem abortos como este à luz.
Pensam eles que de gente civilizada não há que recear.
São gestos deste calibre que despertam surpresas.
A anarquia em todo o seu esplendor.
Stalin, pol pot, o doidinho do Kim Jong-un, bem se satisfariam com a edição.
A imagem é o instrumento mais notável e o mais eficaz.
A sua percepção é imediata e não exige esforço. Acompanhada de legenda resume a um tipo de propaganda aparentemente satírica, ao mesmo tempo brutal e subtil.
Esta propaganda é criminosa. Os fins não estão expressos, estão encobertos.
Primeira pergunta: a quem benificia? Vamos refletir até encontrar respostas.
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Um ‘Charlie’ medroso, a fingir que não é, e merdoso, como sempre!
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O grupo jihadista Daesh ameaçou a Grã-Bretanha num novo vídeo mostrando a execução de cinco “espiões”. O vídeo, exibido domingo em sites jihadistas e relatado por os EUA central de monitoramento de sites islamistas SITE, começa com uma “confissão” diante da camera de cinco homens que afirmam ter origem Raqqa, a fortaleza de Daesh Síria. São designados num discurso jihadista em Inglês como “espiões”.
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O que está em causa, acima de tudo, é o ódio a tudo o que seja cristão, a tudo o que represente os valores resultantes da Antiguidade clássica e do cristianismo, construídos ao longo de mais de 2000 anos, forjados com guerras, olvidados e redescobertos diversas vezes ao longo dos séculos. É o desejo de destruir tudo isto, para criar um «homem novo», que não resulta da Tradição mas que é forjado pelos arquitectos sociais socialistas, é o desejo de negar a Natureza e a suas leis para demonstrar que o Homem novo está acima dessas mesmas regras, e que nessa negação está a felicidade, pela satisfação eterna dos prazeres dos egos individuais. Por outras palavras, é a negação total de Deus. Ora os mitos de diversas culturas, os mitos bíblicos, os mitos gregos, toda essa sabedoria diz-nos o que sucede quando se seguem estes caminhos.
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2015 Je suis Charlie
2016 Vous etes des Lâches
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os judeus cagaram-se nas cuecas
agora usam fraldas de incontinente
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luck, 08:56,
O que tem a França-país democrático a ver com terroristas nele operando ocasionalmente ?
Depois do que aconteceu em Janeiro de 2015 na redacção do CHebdo, vc. espera parcimónia, rezas, alheamento, falta de crítica e de criatividade dos redactores e cartoonistas ?
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Umas Bestas!
Não fui nem nunca serei Charlie.
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Defender o Charlie e a corja islâmica é a mesma coisa.
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