quando a direita tinha candidatos
Ramalho Eanes (1976): entusiasticamente apoiado por PSD e CDS, fez-lhes a vida negra nos governos da AD e, mais tarde, chegou mesmo a estar na origem de uma cisão no grupo parlamentar do PSD, para ancorar o lançamento do seu próprio partido.
Soares Carneiro (1981): perdeu as eleições.
Freitas do Amaral (1986): embora sempre tenha avisado o bom povo português que não era de direita (“r-i-g-o-r-o-s-a-m-e-n-t-e a-o c-e-n-t-r-o”), o Prof. Freitas foi lançado e apoiado às presidenciais de 1986 por outro líder direitista, o recém triunfador da Figueira, Professor Aníbal Cavaco Silva. Freitas perderia a eleição por uma unha negra e, anos mais tarde, acabou ministro do PS e apoiante das causas do Bloco. Nesta eleição só não está ao lado de Sampaio da Nóvoa por razões que ele muito bem sabe…
Basílio Horta (1991): finalmente, a direita teve um candidato seu, próprio, exclusivo, “um homem às direitas”, conforme o desenharam o Dr. Portas, ao tempo ainda um noviço nas aventuras partidárias, e o jornal O Independente. Teve um fantástico score eleitoral de 14%, o que lhe permitiu não cortar relações com o Dr. Mário Soares, cujos préstimos lhe seriam muito úteis para, mais tarde, aderir ao PS. Hoje é presidente da Câmara de Sintra por esse mesmo partido democrata-cristão.
Cavaco Silva I (1996): ainda encostadinho ao PSD e ao CDS, vindo de dois governos seus de maioria absoluta, coisa nunca antes vista no regime democrático, Cavaco perdeu por 46,09% contra um esmagador Jorge Sampaio, de carisma inatingível.
Joaquim Ferreira do Amaral (2001): por que é que a direita apoiou este candidato é mistério ainda sem solução. Mas apoiou e perdeu. Contra Sampaio, mais uma vez. Cavaco, pelo sim, pelo não, escusou-se a ir a jogo…
Cavaco II e III (2006 e 2011): Apesar de querer distância dos dois partidos da direita, estes consideraram como o seu candidato este velho político social-democrata, típico keynesiano de centro-esquerda, a quem o estado português muitos favores e benesses ficou a dever. Ganhou as duas eleições e prepara-se, agora, para entrar na sua mais do que merecida reforma política, durante a qual nos brindará com as suas memórias, onde certamente não deixará de dizer aquilo que pensa de muitos dos que o apoiaram.

Um protetorado assim não pode ser de direita. “Les jeux sont faits”
Click to access Better%20Life%20Initiative%20country%20note%20Portugal.pdf
Será sempre de esquerda, estará na mão dos que se dizem ser de esquerda.
Em breve será demonstrado: não são de coisa nenhuma. Uma cambada de patifes da mais variada estirpe. Qualquer partido lhes serve, desde que consigam encher os bolsos.
O ciclo vicioso:
ileteracia – insegurança – propaganda – escravidão – roubalheira – iliteracia…….. está aí.
O xuxialismo é a forma mais expedita de conseguir manter o ciclo sem grandes sobressaltos. Em Telfs-Buchen, Junho deste ano, na Austria, falou-se abertamente nisso.
http://www.bilderbergmeetings.org/participants2015.html
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Tudo se cruza.
http://sol.pt/noticia/492832/Operacao-Marqu-s-cruza-se-com-investigacao-a-Salgado
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eheheheh
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Conclusão- a Direita tem os candidatos que merece e são tão de esquerda quanto a dita cuja
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Estou solidário com o Presidente da nossa AR por lhe ter sido vedada a possibilidade de exercer o seu direito “honoris causa” de reagir ao comentário que Gabriel Silva escreveu antes deste, até porque a dita reacção se destinava reiterar posições assumidas em tempos idos quanto ao segredo de justiça. Isso não se faz! Sobretudo num país dito livre…
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diz-se da esquerda
um general de aviário, 2 advogados chicaneiros
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Inevitavelmente o tédio tuga entranha-se cada vez mais também na “classe” política. Quem vence umas legislativas ou presidenciais não combate, antes precisa desse tédio na populaça-NADA. É facílimo manobrar e governar o maralhal, desde que de quando em quando lhe atirem umas migalhas e entretenham com festanças.
Os candidatos nestas presidenciais estão ao nível do país e parece que o país não se importa por serem nada motivantes, intelectual e politicamente fraquíssimos ou só assim-assim-e-basta, inseguros, aquém das exigências duma presidência, e potenciais geradores de desestabilizações.
Portugal precisa “ir à bruxa”.
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“A tolerância e a apatia são as últimas virtudes duma sociedade moribunda.” Aristóteles
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cavaco social-democrata…um émulo de willy brandt, de harold Wilson, um mitterrandista, um discípulo de olaf palme. ah…e keynesiano, coisa tenebrosa, socratista, despesista. veja lá não o mande para o comité central do pcp. se calhar aceitavam-no…
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blog Imprensa falsa
‘São tantos candidatos presidenciais que o arranque da campanha parece a Volta a Portugal em bicicleta’
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Uma lista de pindéricos.
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Foram todos construídos pelo eleitorado?
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Claro. Nenhum era de direita, porque a maioria do eleitorado português também nunca o foi. É assim que funciona o mercado: satisfaz as preferências dos clientes. Por que não há mercado eleitoral expressivo à direita, em Portugal, é outra conversa.
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