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quando a direita tinha candidatos

12 Janeiro, 2016
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Ramalho Eanes (1976): entusiasticamente apoiado por PSD e CDS, fez-lhes a vida negra nos governos da AD e, mais tarde, chegou mesmo a estar na origem de uma cisão no grupo parlamentar do PSD, para ancorar o lançamento do seu próprio partido.

Soares Carneiro (1981): perdeu as eleições.

Freitas do Amaral (1986): embora sempre tenha avisado o bom povo português que não era de direita (“r-i-g-o-r-o-s-a-m-e-n-t-e a-o c-e-n-t-r-o”), o Prof. Freitas foi lançado e apoiado às presidenciais de 1986 por outro líder direitista, o recém triunfador da Figueira, Professor Aníbal Cavaco Silva. Freitas perderia a eleição por uma unha negra e, anos mais tarde, acabou ministro do PS e apoiante das causas do Bloco. Nesta eleição só não está ao lado de Sampaio da Nóvoa por razões que ele muito bem sabe…

Basílio Horta (1991): finalmente, a direita teve um candidato seu, próprio, exclusivo, “um homem às direitas”, conforme o desenharam o Dr. Portas, ao tempo ainda um noviço nas aventuras partidárias, e o jornal O Independente. Teve um fantástico score eleitoral de 14%, o que lhe permitiu não cortar relações com o Dr. Mário Soares, cujos préstimos lhe seriam muito úteis para, mais tarde, aderir ao PS. Hoje é presidente da Câmara de Sintra por esse mesmo partido democrata-cristão.

Cavaco Silva I (1996): ainda encostadinho ao PSD e ao CDS, vindo de dois governos seus de maioria absoluta, coisa nunca antes vista no regime democrático, Cavaco perdeu por 46,09% contra um esmagador Jorge Sampaio, de carisma inatingível.

Joaquim Ferreira do Amaral (2001): por que é que a direita apoiou este candidato é mistério ainda sem solução. Mas apoiou e perdeu. Contra Sampaio, mais uma vez. Cavaco, pelo sim, pelo não, escusou-se a ir a jogo…

Cavaco II e III (2006 e 2011): Apesar de querer distância dos dois partidos da direita, estes consideraram como o seu candidato este velho político social-democrata, típico keynesiano de centro-esquerda, a quem o estado português muitos favores e benesses ficou a dever. Ganhou as duas eleições e prepara-se, agora, para entrar na sua mais do que merecida reforma política, durante a qual nos brindará com as suas memórias, onde certamente não deixará de dizer aquilo que pensa de muitos dos que o apoiaram.

13 comentários leave one →
  1. procópio's avatar
    procópio permalink
    12 Janeiro, 2016 19:56

    Um protetorado assim não pode ser de direita. “Les jeux sont faits”

    Click to access Better%20Life%20Initiative%20country%20note%20Portugal.pdf

    Será sempre de esquerda, estará na mão dos que se dizem ser de esquerda.
    Em breve será demonstrado: não são de coisa nenhuma. Uma cambada de patifes da mais variada estirpe. Qualquer partido lhes serve, desde que consigam encher os bolsos.

    O ciclo vicioso:
    ileteracia – insegurança – propaganda – escravidão – roubalheira – iliteracia…….. está aí.
    O xuxialismo é a forma mais expedita de conseguir manter o ciclo sem grandes sobressaltos. Em Telfs-Buchen, Junho deste ano, na Austria, falou-se abertamente nisso.

    http://www.bilderbergmeetings.org/participants2015.html

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  2. procópio's avatar
  3. zazie's avatar
    zazie permalink
    12 Janeiro, 2016 20:49

    eheheheh

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  4. zazie's avatar
    zazie permalink
    12 Janeiro, 2016 20:50

    Conclusão- a Direita tem os candidatos que merece e são tão de esquerda quanto a dita cuja

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  5. Artista Português's avatar
    Artista Português permalink
    12 Janeiro, 2016 21:38

    Estou solidário com o Presidente da nossa AR por lhe ter sido vedada a possibilidade de exercer o seu direito “honoris causa” de reagir ao comentário que Gabriel Silva escreveu antes deste, até porque a dita reacção se destinava reiterar posições assumidas em tempos idos quanto ao segredo de justiça. Isso não se faz! Sobretudo num país dito livre…

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  6. Ali Kath's avatar
    Ali Kath permalink
    12 Janeiro, 2016 21:45

    diz-se da esquerda
    um general de aviário, 2 advogados chicaneiros

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  7. MJRB's avatar
    12 Janeiro, 2016 22:26

    Inevitavelmente o tédio tuga entranha-se cada vez mais também na “classe” política. Quem vence umas legislativas ou presidenciais não combate, antes precisa desse tédio na populaça-NADA. É facílimo manobrar e governar o maralhal, desde que de quando em quando lhe atirem umas migalhas e entretenham com festanças.
    Os candidatos nestas presidenciais estão ao nível do país e parece que o país não se importa por serem nada motivantes, intelectual e politicamente fraquíssimos ou só assim-assim-e-basta, inseguros, aquém das exigências duma presidência, e potenciais geradores de desestabilizações.
    Portugal precisa “ir à bruxa”.

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  8. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    12 Janeiro, 2016 23:12

    cavaco social-democrata…um émulo de willy brandt, de harold Wilson, um mitterrandista, um discípulo de olaf palme. ah…e keynesiano, coisa tenebrosa, socratista, despesista. veja lá não o mande para o comité central do pcp. se calhar aceitavam-no…

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  9. Ali Kath's avatar
    Ali Kath permalink
    13 Janeiro, 2016 00:02

    blog Imprensa falsa
    ‘São tantos candidatos presidenciais que o arranque da campanha parece a Volta a Portugal em bicicleta’

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  10. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    13 Janeiro, 2016 11:25

    Uma lista de pindéricos.

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  11. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    13 Janeiro, 2016 11:34

    Foram todos construídos pelo eleitorado?

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    • rui a.'s avatar
      rui a. permalink
      13 Janeiro, 2016 14:40

      Claro. Nenhum era de direita, porque a maioria do eleitorado português também nunca o foi. É assim que funciona o mercado: satisfaz as preferências dos clientes. Por que não há mercado eleitoral expressivo à direita, em Portugal, é outra conversa.

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