O início da era pós-impostos
José António Abreu: Há um momento na descida para a paralisia económica em que ao Estado já não basta cobrar impostos. A solução? Colocar empresas privadas a garantir o pagamento de benefícios sociais. Como a mentalidade da «verdadeira esquerda» (Bloco, PCP, actual PS) exclui o conceito de relação causa-efeito, fazê-lo não implica obrigar essas empresas a distribuir os custos da medida por todos os seus clientes ainda não suficientemente pobres para terem eles mesmos direito aos benefícios mas apenas diminuir-lhes o nível «obsceno» de lucros (é sabido: para a esquerda, uma empresa privada ou tem lucros obscenos ou gestão criminosa). Começa-se pela EDP, entidade fornecedora de um bem que muitos, consciente ou inconscientemente, acham que devia ser gratuito (ei, a electricidade é uma espécie de download, certo?) e que todos apreciam odiar. E abre-se caminho para ir mais longe. Para, sei lá, tornar obrigação do Continente, do Pingo Doce e do Lidl a distribuição mensal de cento e tal mil cabazes de compras; para tornar obrigação da Galp, da BP e da Repsol a oferta mensal do combustível correspondente a cento e tal mil depósitos; para tornar obrigação da McDonald’s, da Pizza Hut e da H3 a entrega mensal de dez (ou talvez quinze) vezes cento e tal mil menus; para tornar obrigação da Fidelidade, da Tranquilidade e da Allianz a subscrição anual de cento e tal mil apólices de seguro; para tornar obrigação da MEO, da NOS e da Vodafone a disponibilização de cento e tal mil pacotes de telemóvel, televisão e internet (sem período de fidelização); para tornar obrigação da Zara, da Cortefiel e da H&M o fornecimento de cento e tal mil vales de trezentos euros em roupa e calçado (bastará por estação, que os beneficiários da medida não pertencem à esquerda-caviar); para tornar obrigação da Mota-Engil, da Teixeira Duarte e da Soares da Costa a construção e oferta de cento e tal mil habitações (mantenhamos os pés na terra e digamos em cinco anos). Ou, melhor ainda, por que não obrigar que todas as empresas privadas desviem cinco (e, mais tarde, dez) por cento da facturação para apoios que o Estado, gordo e deficitário (pudera), será cada vez mais incapaz de providenciar?

A esquerda radical quer capturar a economia e já está a conseguir.
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os socialismos ‘tocaram a saque e a degola’
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Se dúvidas haviam de que Portugal está em plena deriva proto-comunista elas ficam assim dissolvidas.
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Recorde-se que estas criaturas acabaram com o aluguer dos contadores da água, a que no mês seguinte as empresas transformaram o nome, passando a ser um taxa de prestação de serviço. É a mesma coisa que se está a passar hoje – sobe-se e faz-se um discurso a anunciar que se está a descer. E repete-se para consolidar, até um ponto em que os próprios acreditam que fizeram mesmo aquilo e já fazem discursos convencidos disso mesmo. Não tarda e teremos o futuro e a desgraça que merecemos.
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A TAP nunca mais há-de recuperar . Nem a TAP nem outra empresa estrutural que tenha potencial económico . E a razão , qual é ? A CRP – esse cânone sindical – o Estado Social – amparo da incompetência – e a Corrupção sistémica .
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Este post devia ser imediatamente apagado.
É que, embora alguns andem iludidos, o actual Governo não é assim tão esperto.
E dar-lhes ideias, e especialmente estas, sobre como sacar mais dinheiro, é perigoso.
Quem vos avisa, vosso amigo é.
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hehehe
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A EDP e a REN (empresas estratégicas e monopolistas) foram oferecidas aos chineses pelo bando de ladrões que governou o país durante 4 anos, em troca de uns cargos bem remunerados para alguns elemento do bando.
O PS faz a mesma coisa? Talvez, mas sempre dá umas migalhas a quem está de tanga!
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Podes ter alguma razão na forma como as privatizações foram feitas, mas o nosso problema não são as empresas (privadas e públicas), o nosso problema e´que não temos economia para o estado gastar o previsto para 2016: 85 733 milhões de euros, mais ou menos metade do PIB(riqueza criada num ano)-dados do caderno de economia do expresso. Como não se reduz o estado, aumentam-se os impostos. A despesa do estado devia ser à volta de 70000 milhões, como tal, com Passos ou Costa, resta-nos andar de bancarrota em bancarrota até à bancarrota final.
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dá uma migalhas ? ou uns milhões aos amigos que mandam no PS. Foi Sócrates, foi Armando Vara, José Penedos, a Ministra da Educação e todos os amigalhaços que estiveram no sitio certo no partido certo e engordar à custa de todos nós. Corruptos maiores nunca se viu por cá.
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não te esqueças quem começou com os cortes nos vencimentos com o PEC 1,2, 3 etc fruto da bancarrota socialista. À seguir à distribuição da migalhas para alguns ( e milhões para os muitos boys do PS ) vem a fatura para todos os portuguese pagarem. Se não percebes isto vives iludido ou tb és um boy do PS.
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Outro que nunca ouviu falar no BPN, SLM, BPP, BES, GES, BANIF, etc.!
Pelos vistos os gestores que estavam à frente destas empresas eram todos perigosos comunistas!
Comparado com eles os gajos do PS são meninos de coro…
É assim que pensa quem emprenha de ouvido com CM, TVI, etc. os média ao serviço da lavagem de crimes contra o erário público.
Vê-se bem a quem doi quando o pote muda de nome…
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O que é que isto tem de novo? Nas “TARIFAS E PREÇOS PARA A ENERGIA ELÉTRICA E OUTROS SERVIÇOS EM 2016” publicada pela ERSE, em dez_2015, na página 135, já está previsto que este ano o numero de aderentes a regime social deva atingir 500.000, com um custo de 30 Mi€… de novo só se for a adesão automática….
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Penso que vai ter um critério mais abrangente e incluirá uma previsão de 1 milhão de famílias. Resta saber quem paga?
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Eu acho que toda a gente devia poder aderir. Tinha é que abdicar das máquinas de lavar, pois a potência instalada nestes fornecimentos não dá sequer para uma máquina trabalhar…
Cambada de invejosos.
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Não é bem assim: a potencia pode ir até 6,9KVA e ser normal bi ou tri horária. não posso afirmar, mas deve servir mais de 80% do consumo domestico instalado.
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Concordo com o Fado Alexandrino, estão a arranjar lenha para nos queimar
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Há sempre diversas maneiras de interpretar as coisas.
Eu, por exemplo (se calhar mau), acho muito bem que os acionistas das empresas citadas abdiquem de algum dos muitos milhões de lucro a favor dos mais desfavorecidos.
Já sei que me vão dizer que, assim, os investidores ou não vêm ou vão-se embora.
Pois, mas o mal é isso mesmo – é ser possível a uns poucos, que têm muitos milhões, exigirem sucessivamente mais milhões de lucro e porem-se a andar, quando se lhes pede que contribuam com uma pequena parte para amenizar a pobreza de muitos outros que, apesar de contribuírem, esses sim, para os referidos lucros fabulosos, pelo seu trabalho ou pelo seu consumo, não conseguem o mínimo para uma vida digna.
Só pode estar errado o sistema que tal permite.
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Os tipos que ganham o dinheiro não o irão, sei lá!, gastar? É que, não sei se sabe, quem ganha dinheiro não o guarda debaixo de um colchão.
Quer ajudar desfavorecidos? Não tome o dinheiro às famílias, que elas, mais favorecidas, gastarão no que querem, levando a aparecer produtores de bens e de serviços que ficarão menos desfavorecidos.
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No tempo do Passos é que era bom! Até inventavam matéria colectável! Ó vocês, passem a vossa cabecinha por água fresca….isso passa depressa.
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João de Brito,
«Eu, por exemplo (se calhar mau), acho muito bem que os acionistas das empresas citadas abdiquem de algum dos muitos milhões de lucro a favor dos mais desfavorecidos.»
Podem até chegar a abdicar de todos os lucros, fechando as empresas e mandando-as para lugar onde não os obriguem a abdicar dos lucros.
Não sei qual é a sua formação. Deve no entanto ter ouvido dizer que o zero é o elemento absorvente da multiplicação.
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Não sabe qual é a formação do Brito? Não tem. Enfiaram-lhe a cartilha na mona à martelada, que por isso deixou de funcionar. É um idiota da esquerda. O indigente acredita que o computador que usa foi inventado na Koreia do Norte e a internet em Cuba. Como dizia um professor que tive em Coimbra que por sinal era comunista, há gente tão estúpida que só devia ter direito a meio voto.
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