E os cortes no privado o que justificam?
Os mais questionáveis comportamentos dos funcionários do Estado são invariavelmente explicados com os cortes. Agora temos o caso do procurador Orlando Ribeiro a ser explicado como uma consequência dos cortes: “Mais do que questionar as funções que o procurador assumiu, devia era existir um regime remuneratório de carreira para manter os magistrados. No ano em que o procurador em causa pediu licença, houve mais procuradores e juízes a fazê-lo por causa dos cortes salariais”, diz, por seu lado, António Ventinhas, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.
Está-se mesmo a ver não está; “Mais do que questionar as funções que o procurador assumiu,” Vamos lá questionar que um procurador vá trabalhar para os seus ex investigados?!!! Está claro que não questionamos ” as funções que o procurador assumiu,” Nem deste procurador nem de qualquer outro.Vamos é pagar-lhes mais para que não tenham essa ideia por assi dizer embaraçosa. Proponho até que essa ideia seja aplicada ao sector privado. Mais impostos? Mais taxas? Fuga de clientes? Vamos por exemplo trabalhar para a economia paralela. E nada de questionar isso. Têm é de nos pagar para não termos esse ímpeto.

Tem muita razão o Tó Ventinhas.
Só acho estranho que os seus colegas ainda não lhe tivessem dado com um pano encharcado nas ventas.
Justificar a honestidade de uma pessoa por mais pataca menos pataca é descer ao mundo do miserabilismo e do materialismo.
Que se justifique o roubo de um paposseco, de um pacote de leite para um pai desempregado para matar a fome ao filho ainda se compreende.
Agora justificar comportamentos criminosos porque o salário e os benefícios milionários foram cortados !!! Ó senhor Ventinhas !!! é tão vergonhoso para quem os pratica como para quem defende esses comportamentos. …. E ainda por cima este Ventinhas finge não saber que os actos começaram a ser praticados muito antes dos cortes que pelos vistos também o incomodam.
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De facto a credibilidade de certa justiça e de certos protagonistas surge ao cidadão como uma roleta russa.
Essa, do aumento salarial não resolve nada ! Um corrupto é um corrupto é um corrupto.
É a mesma falsa justificação para os erros dos árbitros de futebol — dar-lhes mais massaroca não faz dum corruptível um gajo sério.
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o estado MONSTRO engorda
o sector privado ‘LEVA NAS VENTINHAS’
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Se ele ganhasse mais não era por isso que não roubaria, apenas o preço do suborno seria mais elevado.
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Excelente comentário.
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Este argumentário ventoso não é novo.
Há uns anos os deputados defendiam um aumento dos seus ordenados “para dignificar a função”…
Para estas Elites a dignidade nada tem a haver com ser-se Digno – mas sim com ter-se direito a ganhar muito – com o dinheiro dos outros…
Já no Século XIX adoravam formar filas para serem – Barões, Viscondes e Condes…
De tal forma que o Povo motejava…:
– Foge cão, que te fazem Barão
– Mas para onde, se me fazem Visconde!…
Nada de novo no Reino da Dinamarca…
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Nada de novo na Agenda dos Coitadinhos numa esquerdalhada corrupta até ao osso e que sempre colocam todo mal no facto de haver ricos capazes de subornar os coitadinhos dos proletários.
Grandes palhaços!!!!
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A indignação da Helena é a minha indignação.
E acrescento:
– Se os magistrados ganham mal, então há muita e boa gente neste país que trabalha e não ganha nada…
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