uma lição moral
O grande trunfo que o Ministério Público utilizou, durante o longo tempo que levou a investigação da Operação Marquês, foi nunca ter deixado antever as suas suspeitas sobre o motivo do crime de corrupção do ex-primeiro-ministro e a identidade do corruptor. Estas eram, de resto, as principais «fragilidades» que a defesa apontava à investigação e que ficam, agora, muito claras: a utilização da «golden share» para impedir a OPA da SONAE à PT e Ricardo Salgado. Trata-se de um verdadeiro «ovo de Colombo», porque a importância estratégica, para Salgado e para o Grupo Espírito Santo, de manter o controlo da PT era evidente e mereceria bem os milhões do alegado suborno. Mas, até há poucos dias, até à constituição de Salgado, Granadeiro e de Bava como arguidos no processo, esta hipótese nunca tinha sido levantada. Num processo em que todos se queixam das constantes «fugas de informaçã0», este é um facto assinalável.
Mas, seja verdadeira ou falsa a tese da acusação, há aqui uma ilação inevitável, para a qual esta conclusão nos remete com violência: depois das trágicas consequências da sua decisão «patriótica» de manter a PT longe do mercado e das mãos de Belmiro de Azevedo, nunca José Sócrates foi questionado sobre a desgraça que aconteceu à PT em Portugal e no Brasil (donde, de resto, o «merceeiro do Norte» a queria, muito sensatamente, retirar), e que acabou com a venda da empresa, por um preço irrisório, a uma concorrente francesa de segunda categoria.
A lição moral a retirar disto é, por si, evidente: as empresas são coisas para o mercado e os empresários e não para os políticos.

Especialmente para politicos corruptos como foi o caso. E ainda no activo, infelizmente, como bem sabemos.
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a merceeiro deve estar a divertir-se de ver os inimigos ‘encornados’
quem ri no fim, ri melhor
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O CC do bdp está a mais, querem o homem na rua e depressa.
Porque será?
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Uma autêntica corrupção global: só a esquerda consegue.
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Há muitas lições a tirar disto e do que se segue.
A primeira é que o sítio é distanta da Islândia…
A segunda é que Kim Jong-nam foi eliminado em minutos com vx, nós estamos a ser há anos intoxicados pelos merdia, não somos eliminados, somos adormecidos…
A terceira passa-se no tribunal. O juiz pergunta aos meliantes:
“Espoliados bancos e empresas a eito, ainda usam os impostos para sacar os bens”?
Resposta pronta do dono daquilo tudo:
“O sr. juiz bem sabe, só o dinheiro não dá felicidade”.
Acabaram todos libertos por prescrição de prazos.
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Tempo de poemas épicos
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
Liuz Vaz sem tostões e sua trupe estropiada
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Épico!
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O eleitorado em Portugal prefere os comunistas no poder … Gostos.
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O herança de prejuízos deixado pelo sócrates ao país deveria ser um case study nos cursos de psiquiatria.
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Só uma coisa – pelo que me lembro, a golden share não foi usada para impedir a OPA (o voto associado à golden share foi uma abstenção, acho); o voto estatal em questão foram as ações detidas pela CGD, que, essas sim, votaram contra a OPA.
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É um belo esforço para abafar a cena dos 10.000.000 nos offshores.
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E que cena é essa ao certo?
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Piscoiso, eu compreendo que tenhas de fazer o teu trabalho diário, que é andar pelos blogs fascizantes e de direita pafienta e etc. e tal, a dizer asneiras. Mas ao menos escreve as asneiras como deve ser – são 10 000 000 000.
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Cortaram-me três zeros!
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Não escreva asneiras ABC. Além do lapso “pafienta”, deveria ter escrito “devem ser” em vez de “deve ser”, as asneiras.
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Nem português sabes. Pensava que na Patrice Lumumba eram competentes. Eu explico:
Daaah muahh baaa faaahhh. Daaaah faaaah daaaahh muahhh bãã.
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Vá tratar por “tu” os da sua laia e fala.
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Se não gostas da maneira como és tratado, ou dos da minha laia, e aqui há muitos, tens bom remédio, vai-te embora.
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Não vejo outra lógica na negação mediática e permanente do envolvimento pelos advogados do marquês senão a de ele contar com a destruição física deste processo como aconteceu com o Aveiro, caso contrário, a posterior divulgação produzirá efeitos muito nefastos a que não escapará num tribunal. Aliás, de cada vez que o sujeito fala, enterra-se cada vez mais, como fez com as explicações sobre o empréstimo obtido na CGD.
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Este deve ser declarado o Roque Santeiro da Tuga Pátria.
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Dois comentários: a PT foi vendida por 7,6 mil milhões de euros a Altice. Isso da algo como 7x o EBITDA da empresa, não me parece ser um preço irrisório, sobretudo tendo em conta que a Oi não tinha unhas para tocar esta guitarra e que tinha também urgência em vender o activo – sendo que estava em plena época de sacar a massa da PT para tentar socorrer a Oi. Depois, dizer que a Altice e uma empresa de segunda categoria, embora entenda o argumento, não posso deixar de assinalar que neste momento é um dos principais players de telecoms no mundo inteiro. Mas entendo que para o Rui isso não chegue como pedigree, teria mesmo que ter sido vendida a SONAE para hoje ser outra coisa qualquer.
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Ser outra coisa qualquer? Uma empresa francesa, por exemplo?
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