Não são fake news… aconteceu mesmo
23 Outubro, 2018
Eleições regionais em Itália: Liga vence e M5S sai derrotado
Ps. Fazer de conta que não aconteceu não resolve o caso
17 comentários
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Eleições regionais em Itália: Liga vence e M5S sai derrotado
Ps. Fazer de conta que não aconteceu não resolve o caso
Aconteceu, mas não devia ter acontecido. Que falta lhes faz o kosta para equilibrarem a economia e fazer os italianos felizes! Olha-se para o mundo e treme-se. É o populismo a espalhar-se por todo o lado e os ismos dos dias seguintes a esmorecer.
O Pedrito n.s. e o galamba deviam avançar, pelo menos para a europa e pôr isto nos eixos.
O moscovici está à espera deles, a merkel saudosa do 44, o dinheiro do soros ao alcance.
Já não digo irem até ao Brasil onde a coisa está feia.
Já nem os supermen vão poder usar a cuequinha vermelha.
Felizmente o haddad vai ganhar as eleições. Saudemos os manifestantes que no cá sítio lhe deram o seu incondicional apoio. A história faz-se na rua principalmente enquando não chove.
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já tinha lido no público e outros jornais sobre m55 e como eram assustadores por serem, umas vezes extrema esquerda, outras extrema direita, dependendo do dia e hora e do humor do jornaleiro, suponho. m55 qualificados de moderados é a 1ª vez. grande avanço 🙂
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Vinha dizer exactamente o mesmo.
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“Não são fake news… aconteceu mesmo” no manicómio Italiano? … e?
Certamente culpa do Soros! (ou do dinheiro do Soros) e de Bruxelas.
Há sempre culpados exteriores para as consequências da alienação colectiva no “dolce fare niente” do “sole mio” agora perturbado com multidões de migrantes africanos … as costuras já antes estavam a rebentar, agora falta pouco e até já têm os convenientes culpados! Avance-se com a chantagem …
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O Plano de recuperação feito pelo governo italiano tem o apoio de vários prémios Nobel da economia, simpatizantes de esquerda e de direita. Os fundamentos do orçamento apresentado são perfeitamente compreensíveis. Resultam de estudos de economistas italianos de reconhecida experiência internacional. Só os técnicos da Europa se atrevem a afirmar, como acabo de ouvir, que a redução do défice é necessária para reduzir a dívida. Senão, veja-se o que aconteceu em Portugal: de uma divida de cerca de 100% no inicio da intervenção da troika passou-se a 130% em fins de 2015.
A posição negocial da Italia é diferente da da Grecia: A Italia é um contribuinte líquido da UE e, segundo afirmam os economistas ligados ao governo, se o BCE lhes cortar o fornecimento de dinheiro fisico para o funcionamento dos bancos e das caixas multibanco, como fizeram à Grécia, eles já estão prevenidos para ultrapassar esse problema.
Por outro lado, também a Alemanha quando precisou de suportar os custos com a integração da Alemanha de leste não cumpriu os tratados e a França, desde 2002, que não cumpre os limites da dívida ou nem os do défice, sendo este, há já uns anos, superior ao da Italia.
O problema é fundamentalmente politico. Entre economistas, desde Milton Friedman a Stiglitz, é aceite que o funcionamento da Zona Euro é tecnicamente incorrecto, favorecendo os países mais ricos e dificultando o crescimento dos países mais atrasados. O que está comprovado em todos os estudos desenvolvidos sobre essa matéria. A Italia vem levantar esse problema e pretende que ele seja debatido e a situação alterada. Todos os países do sul da Europa ganharão se tal alteração fôr conseguida.
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Cara Isabel,
Tenho que lhe confessar que sou muito preguiçoso.
Confissão esta para justificar esta resposta, isto porque a sua equivale a um tiro de caçadeira, espalhamento com fartura mas nada que faça mossa séria mas a precisar de correcção o que me obrigaria a abusar dos poucos neurónios ainda em funções.
Pensava eu: o problema é entre o Governo Italiano e a Comissão Europeia, os seus camaradas economistas não contam para este totobola (como eu gostei que referisse o Friedman e o Stiglitz), quando apareceu a resposta da Comissão à bravata Italiana.
Fui ler e enquanto o fazia uma vózinha saltava no barulho de fundo do caos na caixa das ideias. “aposto que a Isabel ia gostar de saber isto” dizia ela, quando acabei concordei e por isso aqui estou para lhe enviar o relevante link que espero que lhe seja útil para completar a percepção do problema italiano.
https://eco.pt/2018/10/23/bruxelas-chumba-orcamento-italiano-as-explicacoes-em-11-respostas/
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Compare o comparável. A dívida subiu em Passos Coelho por incorporação das dívidas escondidas das autarquias e das empresas públicas.
A posição de investimento (dívida externa líquida) manteve-se.
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https://m.youtube.com/watch?v=nilNrPpY1eI
São 2 exemplos de contraditório à posição da Europa, única referida no artigo do eco.
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O 1º esqueça, ministro dos assuntos europeus, é parte no diferendo e o Stiglitz há muito que não conta para o totobola fala fala fala e é só ar quente … é o que se pode dizer, com propriedade, um zero à esquerda. Se fosse o som original ainda tentava aguentar ouvir mas dobrado em italiano ainda pior.
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Ocorreu-me agora talvez o Stiglitz pudesse mostrar-se por exemplo a assessorar o Maduro …
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O que sei é que com os videos chutou para onde estava virada e foi bola fora e não se ficou a saber se leu a resposta da Comissão Europeia e se sim o que se lhe oferece agora no diferendo …
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Não me parece demasiadamente surpreendente que a (antigamente chamada) Liga Norte ganhe eleições no Norte de Itália.
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E isso é muito relevante, os resultados numa pequena província? Quando vi o post até pensei que fossem umas eleições regionais gerais – duvido que a imprensa internacional ligue também muito aos resultados das regionais açoreanas. E de qualquer maneira, na província do lado (o Tirol do Sul), que também teve eleições nesse dia, a Liga teve só 10% (e os votos que ganhou foram os perdidos pelo que é quase a secçao local do FPO austríaco – ou seja, houve apenas uma transferência da extrema-direita que fala alemão para a extrema-direita que fala italiano), e a grande subida foi dos dissidentes locais do M5S.
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Miguel Madeira
o Trentino-Alto Adige é exatamente a mesma coisa que o Tirol do Sul. Trentino-Alto Adige é o nome italiano, Tirol do Sul (Suedtirol) é o nome alemão (parte da região pertenceu no passado à Áustria e ficou para a Itália no final da 1ª Grande Guerra).
Ademais, não é uma “pequena região”, é uma região bem grande, e muito forte em termos económicos.
https://en.wikipedia.org/wiki/Trentino-Alto_Adige/S%C3%BCdtirol
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Eu penso que, para o que interessa (os resultados eleitorais) são como se fossem duas regiões – o Trentino (onde ganhou a Liga – era deste resultado que a Helena Matos estava a falar) e o Alto Adige/Suedtirol (onde ganhou o Südtiroler Volkspartei). E tendo cerca de um milhão de habitantes num país de 60 milhões, não é grande coisa (em Portugal, seria o equivalente a Oeiras, com 2% da população nacional)); se nos limitarmos a Trentino (já que, repito, foi esta província que a Helena Matos achou digna de fazer um post, como se a outra não existisse), com meio milhão de habitantes, seria para aí o equivalente ao município de Viseu (1% da população).
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Miguel Madeira, OK.
Na notícia que a Helena teve a gentileza de lincar sugere-se que os resultados em questão são os de toda a região Trentino-Alto Adige, e não apenas os da sua metade sul (o Trentino). Isso certamente induziu a Helena em erro, tal como a mim.
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Os independentistas/separatistas do Norte de Itália estão em alta.
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