Análise ao Chega
Alguns excertos provocatórios que servem de “teaser” para leitura de ensaio de Patrícia Fernandes e André Azevedo Alves no Observador.
Os documentos fundadores do Chega destacam o mau funcionamento do regime sem colocar em causa os seus valores fundamentais: o sistema democrático de cariz representativo, o Estado de Direito, o princípio da separação de poderes ou as liberdades básicas de expressão, manifestação e associação.
São estes textos que reproduzem de forma consistente e fundamentada os ideais desta nova direita, neste caso portuguesa.
A proposta liberal do Chega recupera a tradição do liberalismo clássico, passando pela defesa de “uma visão do mundo e da vida assente nos valores da Liberdade e da Democracia representativa
A tensão ideológica reside no facto de esta aproximação ao liberalismo entrar em contradição com a herança da Nova Direita.
Para se compreender o argumento dos autores e a densidade do ensaio, será necessário ler a versão completa aqui.

Oh… e quem paga?
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O Costa é o campeão do “parece que é”
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Estava exactamente a pensar escrever um artigo para te enviar, com destino para onde sabes, sobre este assunto, sendo que tenho uma posição completamente diferente da do André. Isto não tem nada a ver com liberalismo clássico, e até seria estranho que uma direita mais extremada entroncasse numa tradição que nunca existiu em Portugal, mas com o conservadorismo ultramontano português do século XIX. Há, de facto, um ponto de alguma conexão com o liberalismo clássico no pensamento jurídico do António Sardinha, que é o grande teorizador tardio desta tradição – já no século XX, quando a origem disto é o miguelismo do século anterior – a respeito da natureza ordinalista que o direito deve ter. Mas, uma vez aqui chegados, tudo os separou, nesse preciso instante: os seguidores disto queria o regresso a um medievalismo constitucional inexistente, enquanto que os liberais queriam o estado de direito e a constituição garantidora de direitos fundamentais e limitadora do poder soberano. Esta tradição é “reaccionária”, no sentido de que não gosta do mundo moderno trazido precisamente pelo liberalismo das grandes revoluções atlânticas (inglesa, americana e francesa), como hoje contesta o regime democrático, que nunca a entusiasmou. São duas coisas muito diferentes, portanto: o liberalismo e o tradicionalismo. Infelizmente, há muitos conservadores aue confundem estas coisas, sendo, actualmente, o caso mais flagrante do de HHH, que, de resto, manifesta, também, um ódio vesgo à democracia liberal. Abraço!
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Caro rui a.!
Eu compreendo tudo o que você escreveu, tudo.
Mas o povo pergunta-se, como vamos resolver os nossos problemas mais agudos. E quem é que o vai fazer?
Porque as nossas elites podres e decadentes, já não se interessam um corno para o povo, que diziam até ontem, que ordenava.
Uns não compreendem o outro.
O liberalismo clássico náo existe, nunca existiu, é só uma projecção linda e “sexy”, nas mentes de pessoas eruditas.
Esta UE adora o culto da morte e está a fazer tudo, a muito níveis, para arruinar a todos. Decarbonização cretina e mortífera, combate de asnos ao clima, convites aos nossos piores inimigos.
O liberalismo clássico só vai piorar tudo.
Uma teoria não é nada real, só existe na mente.
A realidade, com ordenados baixos, insegurança a subir, um estado infiel e traidor. etc.
O estado forte está cada vez mais longe. E onde está o tal pessoal para garantir um estado forte? Com quais valores?
A fábrica que produziu professores excelentes e inteligentes como o Salazar está praticamente fechada. As pessoas já não querem a excelência, por enquanto.
Etc.
No lugar de combater fortemente a esquerda com a sua linguagem enganadora e mentirosa, repetem todos os dias, as tontarias da mesma.
A esquerda deu à mentira o nome do politicamente correcto. No lugar de chamamos claramente mentiroso ao esquerdista, muitos engoliram a armadilha, caíram nela.
A linguagem é muito importante. E a arma principal da esquerda é até hoje a mentira e a muitos conseguiram iludir, que a mentira já não existe.
A esquerda é burra, foi sempre assim. E quem levar a esquerda a sério, não pode ser melhor. Porque para enganar é sempre preciso um que quer enganar e outro que quer se deixar também enganar.
Porque é que a esquerda conseguiu isso?
O Chega é sempre melhor, por enquanto.
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‘costa- a reuni~so do governo será no C. Pequeno
ministro x- não cabemos’
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Seria interessante que muito proximamente (por exemplo dez, quinze dias) um programa radiofónico ou televisivo entrevistasse durante 50 minutos (sem perguntas combinadas e sem rede a apará-lo), o comentador de futebol, ex-militante e bajulador do PSD, e renunciado vereador camarário sobre política, estrutura e teoria política, o que pensa do país.
Muito mais facilmente o político-flop comentador-sabe-de-tudo apalhaçado (vidé alguns programas na CMTV) responderia sobre pindéricos e popularuchos casos do futebol e crimes de faca e alguidar.
O AVentura sem o SLBenfica, a CMTV e sem os seus “conselheiros” e obscuros apoiante$… Já li desde 07 de Outubro muitas opiniões relevando a sua “grande inteligência”, “destacado prof. universitário”, etc. É essa inteligência, tão grande tão grande, que mais uma vez pensou na noite das eleições que todos somos parvos ao garantir que o Chega “daqui a oito anos será o maior partido português” — fiquei mais uma vez esclarecido sobre a parvoíce do debutante salvador da pátria.
Certa “direita”, carenciada de protagonismo e de resultados, revê-se no Ventura — fraca ambição, fraca ambição…
Nisto, apoio o Ventura: muitos ciganos vivem e abusam à custa do que se sabe.
E espero do justiceiro Ventura isto: na ARepública ou noutro local denuncie COM NOMES os bandidos de colarinho branco que têm fodido Portugal e os tugas, uns quantos seus amigos e conhecidos — não denuncias, pá !… Tens compromissos e medo. Tá caladinho, pá !
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Então e porquê só ao actor do Chega? Que conceito de justiça é esse? A todos! A todos. E depois vai ver que o seu PSD é também a coisa mais podre sobre esta terra.
a. Você deixa-se enganar pela esquerda totalitária e cai nas mentiras dela! Em relação Trump, pelo menos. A esquerda mente todos os dias, e o Trump é um “génio” em saber dar respostas à tal esquerda, que elas não sabem como sair dessas. Trump dá as tal respostas que a esquerda não aguenta e não sabe ripostar. Ficam boca aberta. Os macacos na selva também se riem todos sobre a esquerda.
b. Você critica, mas não tem ninguém no palco, para resolver os seus problemas.
E esta?
Criticar é uma coisa. Resolver os problemas outra. O abismo é enorme.
Tome nota, por favor. Na Alemanha, a esquerda totalitária e porca fez tudo, mesmo tudo, para destruir o exército alemão. Se quiser dados, pormenores, artigos, informações, é só pedir.
E o que é que a mesma esquerda adora? Criticar a aqueles, que tem exército. Mas não só. Querem mandar neles. E sobretudo no Trump.
Eles não pagam a quota, que eles prometeram pagar, para alimentar um bom exército. O exército alemão não está operacional. Longe disso. Mas arrogam-se sempre em dar lições aos EUA. Quem de bom senso, deixa-se dar lições por um país palhaço, que destruiu o próprio exército e instalou como ministros da defesa um mulher parva, que nada percebe da matéria?
As perguntas inteligentes têm que ser feitas também ao “PSD”.
Mas isso é impossível neste Portugal corrupto e incompetente, que nada sabe, mas quer mandar e governar.
O Portugal do 25 de Abril levou a escravidão. Metade do país está entregue à benevolência de Bruxelas (Berlim, Paris). A verdade nua e crua é esta. Nós já pouco podemos fazer, a não ser que queremos sair deste abismo, em que Portugal está.
E agora vem a outra vertente: o tal Boris Johnson, que alguns adoram criticar aqui e afirmar que ele é uma grande vergonha e não pode ser bom.
Mas, outra vez, é não saber ser justo. O Boris foi um excelente “governador” de Londres. Pelo menso em relação ao que lá está agora, que transformou o mesmo Londres na capital das facadas. Porque não perdem aqui nenhuma palavra sobre isto? O gatuno que lá está, não pode ser criticado, por ser um traidor e racista muçulmano?
Se Boris conseguir retirar o Reino Unido desta UE podre, faz mais para Portugal, do que toda a esquerda e muitos jornalistas, que desconhecem a realidade e vivem no seu palacete de marfim.
É o povo que paga os impostos e compra os jornais. Mas o povo já não compreende o resto. Pelo menos o povo que mantem o país em funcionamento, apesar de tantos camelos tentarem o contrário, destruir e roubar tudo o que puderem, quase todos os dias.
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Jornaleca, acalme-se.
Vc. tem direito a apoiar os seus heróis na política actual tuga e internacional; eu não tenho nenhum, simplesmente (ainda) quero votar. E fique claro, não milito em nenhum partido.
Mal de mim se me deixasse “encantar” por um político com o nível do Ventura ou do Bolsonaro.
Jornaleca, de certeza dormiu bem, tapado com o lençol que escreveu acima…
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Mais duas inteligentes muletas para o habilidoso AC-DC: O hipnotizador MCThomaz não comenta 70 membros do governo, quer estabilidade governativa (e presidencial), que a legislatura chegue ao fim; e o Ferro, tudo indica, controlará novamente a ARepública.
Tudo conforme combinado, “estamos no bom caminho”.
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a. A dívida do estado português é a prova que o 25 de Abril fracassou completamente. No lugar de combater o analfabetismo económico e financeiro, atiram-se sobre um rapaz corajoso.
b. A esquerda nem sequer compreende o significado da dívida. A doença da esquerda é a inveja ao próximo. No lugar de combater a inveja, atiram-se sobre um rapaz corajoso.
c. Portugal tem até agora ainda, sobretudo, uma das socieades mais homogéneas em Europa, sem conflitos internos graves. Esta esquerda podre e corrupta e cega e falsa está a tentar mesmo destruir, de propósito ou sem, a nossa nação. No lugar de condenar este crime, atiram-se sobre um rapaz, que entrou no palco e as serpentes começam a ficar nervosas.
d. A esquerda faz tudo para destruir a família. No lugar de compreender a gravidade disto, a qual devemos os planos da migração ilegal, que traz para aqui o nosso pior inimigo, atiram-se sobre um rapaz, que entrou de novo non palco, onde já estão as serpentes.
e. A esquerda não conseguiu criar nenhuma riqueza relevante. Tudo foi pago com o esforço do estrangeiro (a tal dívida, que porcos como o Sócrates e o idiota e incompetente Galamba) não querem pagar para trás. Os ordenados continuam baixos. Metade da população não paga IRS. No lugar de condenar a esquerda por isto, atiram-se sobre um rapaz, que entrou no palco, onde as serpentes estão a ficar muito nervosas.
f. A Europa está por um caminho nefasto, de-industrialização, combate ao clima, etc. Nu lugar de compreender a gravidade deste problema, com os muitos efeitos negativos nefastos, atiram-se sobre um rapaz, que com o modo dele, seria e é capaz de inverter este caminho.
O problema não é o Chega. O problema é o 25 de Abril e a fábrica que produziu os asnos que nos estão a governar.
Esses mesmos asnos estão a tentar destabilizar o Chile por exemplo. A Alemanha na mesma. E aqui, não se apercebem disto. Os que deviam.
O Chega não é o problema. O problema são aqueles, que pensam poder proibir à liberdade exprimir-se como quer. O problema são aqueles, que não sabem trabalhar e criar riqueza, mas querem ser alimentados de borla, por os poucos que ainda o sabem.
Etc.
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Jornaleca subscrevo na íntegra os 3 posts.
Assumo-me sem qualquer complexo, um homem de direita, que, longe de mim , pensar em explorar o meu semelhante.
Vivo num país onde a palavra comunismo literalmente não existe, ou não tem seguidores. A palavra socialista também não é audível.
Apenas se conhece com maior enfase ” Liberal” e ” Labor”. Greens e One Nation and so on são “gramas” politicas.
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O Jornaleca é coerente com pessoas que eu conheci toda a vida, nos cafés da minha terra. Não têm qualquer interesse nessa parte do programa do Chega, como o Jornaleca disse e muito bem. Se o Chega falar muito nesses coisas, arrisca a tal “descaracterização” para que a Cristina Miranda alerta.
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O problema é que não é o seu programa que o Chega! apregoa na prática, nem é por esse programa que as pessoas votam nele.
O Chega! até pode ter no seu programa que é liberal clássico, mas ninguém o identifica como tal, nem ninguém vota nele por ele o ser.
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Quase toda a história da constituição do Chega está envolta em trafulhices (identificação de proponentes recusados duas vezes pelo Tribunal Constitucional, algumas “ideias” iguais às do IL, etc.).
É um partido de bitaites, filosófica e politicamente desestruturado, liderado por um bitaites.
Por exemplo em 5 milhões de votantes em partidos, quantos leram minimamente os programas eleitorais ? Quantos votantes no Ventura-do-Benfica (o SLBenfica continua a amamentar muita gente fora do desporto…) leram o programa do Chega ? Votaram por justicialismo e pelo, repito, Ventura-do-Benfica.
Há anos o Fernando Seara candidato autárquico também teve o abuso, o desplante de oportunisticamente apelar ao voto “no careca do Benfica”…
Mas claro está, nas próximas eleições terá mais apoiantes. Daí até ser ser, conforme o patetico Ventura garantiu, “daqui a oito anos o maior partido em Portugal”…
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Irónico como descreve isso tudo como “trafulhices”. Trafulhice é o Tribunal Constitucional e as barreiras impostas que coloca a novos partidos. Trafulhice é dizer que ter ideias em comum com outros partidos é uma trafulhice. Trafulhice é dar o bitaite de que o eleitorado do Chega não leu o programa eleitoral, e que só votou por “justicialismo” e “Benfica”. Qual é mesmo a fonte disso? Qual a percentagem do eleitorado de cada partido que leu o respectivo programa eleitoral e votou de acordo? Onde e como é que o Chega difere dos restantes?
Parece-me que escreveu um comentário “de bitaites, filosófica e politicamente desestruturado, liderado por um bitaites.”
Sim, é bem capaz de ter mais apoiantes nas próximas eleições. Esse tipo de comentários condescendentes, algo em comum com grande parte do espectro político e mediático português, só lhes irá dar alento. E é muito bem feito. Já vem tarde.
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Cristóvão,
o justiceiro Chega do Ventura e o Ventura justiceiro do Chega vai ser “forte com os fracos e fraco com os fortes”. Não pode nem deve ser doutra maneira.
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O Manuel Monteiro recebeu pelos direitos do “programa eleitoral” do Chega?
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