Abstenção boa e abstenção má
Durante mais de uma década as nossas ditas elites mostraram-se preocupadíssimas com o grave risco para a Democracia dos elevados níveis de abstenção, assim como com o alheamento dos jovens da política.
Não me recordo de algum dirigente partidário ou fazedor de opinião que não tenha escrito rios de tinta com apelos ao voto e à mobilização da juventude para a causa pública. Sempre consideraram que votar é um dever cívico e que a abstenção representava uma demissão da responsabilidade de fazer escolhas e uma forma de deixar aos outros decidir o nosso destino colectivo.
Não houve um político no activo ou na reserva que deixasse de registar como extremamente negativo o afastamento dos partidos das camadas mais novas da população. Desenharam-se campanhas e definiram-se estratégias para motivar a juventude a ir às urnas.
Ora, no Domingo passado o nível de abstenção baixou muito significativamente, tendo o Chega sido o principal responsável por fazer dos abstencionistas novos votantes. Aliás, não é à toa que o Chega teve um milhão e cem mil votos. Registo também que mais de 300 mil eleitores do partido de André Ventura e Rita Matias são pessoas com menos de 35 anos.
Aparentemente estes dois factos iriam precisamente ao encontro do grande desígnio nacional de baixar a abstenção e atrair os jovens. A menos que essas bandeiras fossem apenas hipocrisia e cinismo de quem afinal acha que a Democracia deve ser apenas para alguns, os da casta certa.
No final da minha crónica-vídeo disponível aqui, breves excertos da emissão especial da Sic-N de Domingo passado.

O problema maior reside no facto de as formações partidárias colocarem o interesse de seita acima das medidas que o país reclama.
Regra geral estão notoriamente calçadas pela comunicação social com exércitos de comentadores sempre diligentes em acertar o passo pela onda que corre.
Ainda a agravante de termos um presidente que sendo constitucionalista, e tendo o principal dever de ser o garante do cumprimento da Constituição, é useiro e vezeiro em decisões que a deturpam escandalosamente.
Depois de Sua Excelência ter considerado (noticia publicada antes do ato eleitoral não desmentida) que tudo faria para que um determinado partido não chegasse ao governo, o que mais será necessário para atingir o cume do descrédito.
Quanto à consideração por uma verdadeira abstenção para quando um campo no boletim para o efeito, de modo a ser considerado voto validamente expresso.
O resto são cantigas de rua à desgarrada, sendo que se afigura abusivo considerar como abstenção todas as ausências das urnas por um rol de razões indeterminadas.
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Ora bolas! Disseram que era um dever cívico e que devia ser obrigatório votar. Afinal depende da intenção de quem vota.
Que bando de vigaristas! Espero que o Chega não apoie o governo, para no Outono chegar à vitória e acabar com este bando de aldrabões que fizeram do país uma quinta e dos eleitores um rebanho.
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Os votos vão deixar de ser secretos e só valem os que forem aprovados pelo Sr. Serrão.
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Os comentadores que por aí pululam são uns pulhas
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Esta eloquente votação no Chega – mais de 1 milhão de votos – é ainda mais extraordinária e épica por ela ter ocorrido numa circunstância adversa e discriminatória, montada pela revanche esquerdista, que está em total desespero, e insuflada vergonhosamente pela comunicação social, que está falida e desacreditada.
Todos nós nos recordamos, diariamente e a toda a hora, das perseguições ferozes, dos ataques soezes, das ofensas e provocações gratuitas, das cercas e linhas vermelhas decretadas, das mentiras e insinuações constantes, ao Chega e a André Ventura, num ritmo e cadência quase doentios, matraquilhados aos ouvidos e consciências dos cidadãos, que alguém achava, ainda que por exaustão, poderia manipular e influenciar.
Como eu havia previsto aqui, ainda antes do acto eleitoral e do apuramento dos seus resultados, que estes imbecis e lambe-botas do regime, marravam tantas vezes no Chega e no André Ventura que haviam de ficar com uma enorme e violenta dor de chifres, pois não vale tudo, só se for na democracia deles, sobretudo quando a ética e a moral perdem para a indecência e má conduta.
Este status quo, promíscuo e impune, dos tachos e interesses instalados, está felizmente a cair de podre, porque o sábio povo sabe que quando os socialistas chegam ao poder deixam o estado todo partido e o partido todo no estado, deixando para os outros cidadãos que trabalham desalmadamente e pagam os impostos devidos, apenas as migalhas do empobrecimento e da desilusão.
O Chega tem, como já está a acontecer um pouco por toda a Europa, uma voz e um papel importantes nesta mudança radical de paradigma, que não se faz com meias tibiezas ou hesitações, para isso temos a direita fofinha, mas com a firmeza e a coragem de princípios e valores, insubstituíveis numa sociedade mais arejada e num país mais moderno e profícuo.
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Grande confusão.
Quem proporciona uma festa como esta da democracia. Deve ser alguém com conhecimentos políticos. Mesmo que não tenha estudos superiores na área da política.
talvez alguém que goste de protagonismo e poder.
Talvez o presidente Marcelo. Tem saboreado o protagonismo mas muito pouco o poder.
Com GOVERNO PRESIDENCIAL nos próximos dois anos ele pode arranjar um meio de se candidatar a primeiro-ministro.
Consegue mandar em Portugal mais doze anos até. Até 2038.
O Putin usou a mesma técnica e está a correr bem.
O perigo é a extrema direita aproveitar uma falha no plano e chegar ao poder.
Mas não há perigo. Não estou a ver O André Ventura chegar ao poder e nos meses seguintes invadir a Galiza ou a Estremadura espanhola.
Não será um “faxismo” com mamas como na Itália. No entanto haverá muitos beijinhos e abraços.
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“Talvez o presidente Marcelo. Tem saboreado o protagonismo mas muito pouco o poder”
Precisamente
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O presidente não quer certamente o poder de algo que o deixe ficar mal, por isso ela aceitará ser fazedor de reis mas não o rei.
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