Um partido que já foi Democrata
Na madrugada da próxima quarta-feira existe em Portugal a probabilidade, quiçá superior a 50%, de se dar um colapso nervoso e uma derrocada psicológica por parte da esmagadora maioria dos comentadores e analistas políticos com acesso ao espaço público.
É que Donald Trump poderá mesmo ganhar as eleições presidenciais nos Estados Unidos e para a nossa parola classe bem-pensante isso será uma tragédia apocalíptica e um regresso à era do Paleolítico Inferior.
Tão empenhados que estão em sinalizar a sua ficcionada virtude que ocupam por inteiro as suas cabecinhas a regurgitar delirantes soundbytes que nas suas bolhas urbanas privilegiadas são tidos como as opiniões que convém ter a quem quer ser socialmente aceite nos corredores do lupanar e da ramboia de Cascais a Campo de Ourique, da Comporta à Foz do Douro.
Não é de estranhar. Cerca de 60 milhões de americanos não vão nas cantigas da adversária de Donald Trump e, por isso, ao tomar consciência de que metade do eleitorado tem um QI superior ao seu, até Kamala Harris veio dizer que Trump é o novo Hitler. Inquirida posteriormente sobre se era mesmo essa a comparação que queria fazer, dona Kamala, idolatrada em Portugal, confirmou: sim, Trump é Hitler.
O partido de Kamala está tão radicalizado que já nem se importam das desumanas e grotescas amoralidades do seu discurso, nem de demonstrar a sua profunda e perigosa ignorância da história mundial.
Se a escolha livre e consciente dos americanos levar Trump a ganhar as eleições, espero que reste alguém no actual partido extremista de Kamala que pelo menos se lembre que um dia esta força política chegou a ser conhecida por “Partido Democrata”.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:

Na verdade, se a vitória de Trump vier a acontecer, a esmagadora maioria dos comentadores e analistas políticos, pertencentes à nova escola do idiotismo e seguidismo, vão certamente ficar de cara à banda e sem bússola para saírem da sua desorientação, sobretudo aqueles deslumbrados que polvilham diariamente a SIC-gay, o tal canal, em que a promiscuidade do debate e do alinhamento dominante, jogam em perfeição com aquilo que nos querem impingir.
Se na verdade a vitória de Trump vier a acontecer, o fracasso editorial dos dias seguintes será retumbante, podem até sugerir mais uma petição com não sei quantas assinaturas em solidariedade com a negrinha Kamala, por quem tanto se arrepelavam para ver na Casa Branca, para alimentar mais serões televisivos e páginas de pasquins, já de si desacreditados e falidos, só porque o farol da América os atraiçoou, mais uma vez, ofuscando as suas propagandas e banhas-da-cobra com que já se preparavam para nos vender sem receita nem contraditório.
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Durante três milissegundos. Tipo o rasgar de vestes do Esteves Cardoso em 2016, não tenho paciência para o ir desenterrar.
Depois, como bons drogados, voltam ao mesmo.
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Os googles encontram fácil:
https://www.publico.pt/2016/11/09/mundo/opiniao/e-amarga-mas-justa-a-licao-que-donald-trump-acabou-de-nos-dar-1750513
“Segundo as histórias que nós contámos aos leitores e uns aos outros o que acaba de acontecer era impossível.”
“Donald Trump foi sujeito à maior e mais violenta campanha de ataques pessoais que alguma vez vi na minha vida.”
“E os media? Que vamos nós fazer? Continuar em campanha? Continuar a enganarmo-nos e a enganar quem nos lê?”
Claro que sim, MEC, claro que sim …
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A Kamala fez a sua campanha a rir.
Agora está de trombas.
Pois é, o último a rir é o que ri melhor, diz a sabedoria.
Mas o Trump como é homenzinho nem se ficou a rir.
Entretanto os EEUU ficam com o Trump e a esquerdalhada globalizada multicultural fica na trampa.
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A diferença entre Kamala e JD Vance não é significativa. Qualquer um pode governar a América nos próximos anos.
Mas isto é esquisito. Há eleições no inferno capitalista.
Toda a impresa apoia a diaba boa, todos ficam com medo do diabo mau.
Mas a boa diaba boa está à direita do PSD.
E o diabo não tem sexo. Não existem diabas, pode ser uma diaba biada.
Neste caso temos um diabo que pode ser biado.
De qualquer maneira o inferno continuará capitalista.
Ps não se pode adivinhar os resultados. A ÚNICA certeza é que o Trump está incrito na procissão dos mortos de 2025.
Vai atravessar na barca do inferno, O RIO DE CHAMAS. Também já está a dever uns anos ao diabo.
Não é bem uma barca. PARECE MAIS UM BATELÃO.
É uma carrada de prepotentes. O Pinto da Costa também vai na mesma viagem.
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“Mas a boa diaba boa está à direita do PSD.”
Não tem mesmo a noção de quem é a Kamala. Ela está na zona PS-BE. E é fundamentalmente totalitária.
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Isto dos partidos nos EUA tem de ser tomado ‘cum grano salis’. As próprias más línguas americanas, por exemplo o falecido Gore Vidal, não se coíbem de chamar-lhes as duas alas do partido único.
O Gore Vidal, como até foi candidato democrata em eleições, dizia “duas alas do partido dos proprietários”. Ele lá sabia, era neto de um senador e visita da Casa Branca do Kennedy.
E, como se viu no Trump e agora no Biden, hoje em dia quem é presidente (ou se está sequer consciente) tem um efeito mínimo na condução do estado. O mais que se arranja é alguma latitude naquilo que é tolerável.
(O barulho todo nos media? Essencialmente intoxicação do pouco público que acredita neles, e “rage-bait” dos que não.)
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Há por aí uns idiotas que acreditam que aos políticos não há que requerer qualidades humanas.
Trump é uma besta e sê-lo-á sempre.
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Talvez convenha você ouvir, ler sobre qualidade humanas da Kamala. Pode começar pelas palavras da própria.
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Da minha parte só uma discordância/correcção: são muito, muito mais de 60 milhões. De resto, subscrevo totalmente.
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