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Crianças como instrumentos de agendas políticas.

18 Fevereiro, 2026

O enorme escândalo que abalou o Reino Unido a propósito da prescrição rotineira de bloqueadores da puberdade a menores de idade para suposto tratamento hormonal de jovens com incongruência dita de género, continua a inquietar a sociedade inglesa. Apesar do SNS inglês ter proibido desde 2024 a continuação destas práticas, o tema continua hoje a ter desenvolvimentos que lembram as mais desumanas e grotescas experiências da Alemanhã nazi com crianças.

No final do ano passado, depois do NHS anunciar um ensaio clínico financiado em 10,7 milhões libras, para estudar os efeitos dos bloqueadores da puberdade e corrigir erros do sistema nacional de saúde identificados em relatórios anteriores, é notícia de que os cientistas se preparam efectivamente para fazer testes em crianças que se identificam como transgénero, sendo que os investigadores pretendem recrutar 226 crianças para este efeito e as acompanharão até ao início da sua idade adulta.

Ora este chamado ensaio clínico não é prudência científica e muito menos um avanço médico. É um sinal de falência moral, porque há coisas que uma civilização não deve experimentar, precisamente para não perder a sua humanidade. A superstição moderna de que todos os problemas humanos se resolvem com protocolos científicos é perigosíssima.

Uma criança não é um rato de laboratório e as suas angústias identitárias não devem ser tratadas como uma infecção bacteriana que se combate com um antibiótico. Aliás, uma criança não pode dar consentimento informado para algo que não compreende, cujas consequências são potencialmente irreversíveis, e cuja própria necessidade é profundamente contestada.

Os Pais não podem autorizar experiências médicas invasivas para uma condição que não é fatal para os seus filhos, não é clinicamente bem definida, e que em muitos casos se resolve espontaneamente.

Mas o fenómeno de crianças com incongruência de género continua a crescer, não devido a uma mutação genética súbita, mas sobretudo por contágio psicossocial, delírios colectivos progressistas e activismos ideológicos de adultos alienados.

Uma sociedade que aceita transformar crianças em instrumentos de agendas políticas e de poder não está apenas em decadência, encontra-se a um pequeno passo da barbárie.

A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:

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