Este post não é sobre a qualidade ou falta de qualidade da Escola da Ponte. É sobre o facto de a qualidade da Escola da Ponte se ter tornado num ideia credível na opinião pública portuguesa apesar da falta de provas. Não se tornou numa ideia credível por causa de dados independentes e objectivos. Esses, caso existam, não são do conhecimento da generalidade dos que consideram a Escola da Ponte um exemplo de excelência. Tornou-se numa ideia credível porque os responsáveis pela escola da Ponte e determinados jornalistas bem intencionados martelaram essa ideia durante anos. O post é sobre a credulidade de uma opinião pública sempre disposta a aderir acriticamente a contos de fadas (como a comuna de Tatchai). O post tem comentários muito bons de pessoas procuraram fontes de informação independentes dos responsáveis da escola ou de pessoas que apresentaram informações que resultaram da sua própria experiência pessoal. Mas também tem comentários de pessoas que, ou reafirmam a sua fé na escola da Ponte atacando-me a despropósito, ou insistem em confirmar o mito da escola da Ponte através de informações publicadas na Wikipedia ou no próprio site da Escola da Ponte. Estes últimos comentários só serviram para confirmar a ideia principal defendida no post.
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18 Comentários
Mais um a comparar crianças com cavalos
Deve ser a tal coisa da domesticaçao vs educaçao
A escola da Ponte funciona do modo que considera mais adequado. Ora é exactamente essa autonomia que defendo: que as escolas escolham os seus modelos de funcionamento. O que implica que as famílias podem colocar ou transferir os seus filhos de escola porque não concordam com esse modelo de funcionamento.
Vai ser difícil fazer um post: “A maravilhosa escola da Ponte III”, sobre os comentários ao post “A maravilhosa escola da Ponte II”, que é um comentário aos comentários do post “A maravilhosa escola da Ponte”
“” Helena Matos Diz:
2 Abril, 2008 às 12:52 pm
A escola da Ponte funciona do modo que considera mais adequado. Ora é exactamente essa autonomia que defendo: que as escolas escolham os seus modelos de funcionamento. O que implica que as famílias podem colocar ou transferir os seus filhos de escola porque não concordam com esse modelo de funcionamento.”"
Completamente de acordo, sem tirar nem pôr.
Eu continuo estupefacto com o João Miranda. Hoje, passou-se. Ó JM, eu aconselhava-o a fazer queixa àquela instituição do Estado que trata da publicidade enganosa.
Mas porque raio não se há-de aplicar a lei da oferta no mercado das ideias? O João Miranda ainda não aprendeu que o mercado tem sempre razão? Se o mercado tem a ideia que a escola da ponte é boa então é por que é mesmo boa. É assim tão dificil de perceber!
João Miranda,
Os pais, ao que parece, estão satisfeitos com o projecto. Isso não conta não é critério de avaliação da escola?
Depreendo que, pelo mercado, a procura de que é alvo uma determinada escola conta para a sua avaliação. Ou não?
#Não se tornou numa ideia credível por causa de dados independentes e objectivos.”
Penso que muitos dos artigos publicados a defender a escola da ponte referem o relatório feito em 2002/2003. Logo, podemos afirmar que a opinião positiva de muita gente se baseará, directa ou indirectamente, em “dados independentes e objectivos”.
Já agora, João Miranda:
Que indicadores queria ter para validar a qualidade da Escola da Ponte (para além dos que existem, claro)? Será que os tem para qualquer outra instituição? Onde?
Ao ler os comentários do post linkado pelo João Miranda, fiquei com a impressão de que a Escola da Ponte é um projecto eminentemente “comunitarista”.
Sinto que estes projectos são eficazes, pois quase se fundem com a comunidade local,e isso é muito mais do que contar com um apoio esmagador entre os locais. No entanto, em tais contextos, a dissidência não é tolerada.
Bem, mas isto é só uma impressão. Ou a minha forma de temperar as apregoadas virtudes do “localismo”.
Mitologias. O que está em causa no post de JM é claramente a nossa capacidade de produção de mitologias. O problema primeiro não é se a escola da Ponte é boa ou má, mas por que motivo está a ser sacralizada. Tendo conquistado auréola e devoção a pergunta racional é a seguinte: o que a faz boa? Uma resposta é: porque as famílias de quem lá estuda e quem lá estuda gostam da escola. Uma avaliação do mercado: mas esta avaliação apenas nos diz o seguinte: os «clientes» gostam do produto. É uma avaliação da subjectividade dos consumidores. Mas haverá, para além dos gostos subjectivos, critérios objectivos que nos digam da bondade de uma instituição? Há, claro. Por exemplo, os resultados nas avaliações externas e a sua comparação real com realidades comparáveis.
O problema, porém, não estará nas famílias que lá têm os filhos. O problema está naqueles que não conhecem a escola da Ponte e acreditam nela. É a fé que opera esse milagre da elevação de uma realidade a modelo de salvação da educação pátria. Esta mitologização é idêntica àquela que se faz sobre a putativa qualidade superior do ensino privado ou a não menos putativa qualidade inferior ou superior do ensino público. O problema é que estas realidades não são transcendentes e não têm uma qualidade numinosa como a divindade. Existem prosaicamente e podem ser avaliadas segundo critérios objectivos, embora eu conheça escolas de excelência, segundo certas avaliações «objectivas», cujas médias de exame não passam do 10,3 ou 10,4. Isto remete para a discussão dos critérios que permitem classificar como bom aquilo que achamos ser bom. Aqui entramos na discussão racional e abandonamos o terreno da mitologia e da fé. Ámen
E a mitologia de desacreditar tudo? A mitologia do bota-abaixo? Essa é que é fantástica. Mesmo sem se conhecer.
Para o comentário 13: as mitologias servem para os dois lados. Tomar partido pela escola da ponta ou contra a escola da ponte sem tentar conhecer a realidade é a mesma coisa. Há mitologias positivas, mas também há as negativas. Veja lá o que aconteceu ao anjo caído. Não foi demonizado? Há quem demonize a escola da ponte com tão pouco conhecimento de causa como certos devotos da escola. A mitologização é uma coisaóptima, dispensa-nos de pensar. Basta crer.
Depois de assistir ao último Prós e Contras e de ouvir os pais de alunos da Escola da Fonte a falar, eu daria o conselho a toda a gente: ponham os vossos filhos na Escola da Fonte do Saber. A questão é que, na Finlândia, as pontes perduram porque são sólidas, já aqui, não se pode dizer o mesmo…Não creio em autonomia colectiva no seio de um povo que nem tem a noção individual do conceito…E todos os povos com esta característica têm de ser educados de foram mais maquiavélixca: com mais temor do que amor.
Pedido de informação:
Porque baniram ou retiraram os comentários neste sitio?
Já estou esclarecido.
Obrigado na mesma.
Amigos,
Terei muito gosto em facultar cópias de um documneto a todos os que mostrarem interesse.
Nome do documento: Avaliação Externa da Escola Ponte 2007/2008 de 30 de Novembro de 2007.
Amigo administrador, terei muito gosto em entregar-lhe este documento pessoalmente.
Por favor se estiver interessado enviem-me um mail para teodoro.domingos@gmail.com.
Pois assim ficará devidamente informado sobre a avaliação da Escola.
Obrigado pela atenção