Amadorismo (2)
3 Julho, 2008
Por muito que possa custar a uma certa direita, mais clubística que ideológica, o calendário das entrevistas correu mal a Ferreira Leite: a comparação da sua prestação com a de José Sócrates é inevitável e não a favorece. Quer se goste ou não, a verdade é que o primeiro-ministro esteve muito melhor do que a líder da oposição.
Estava bem preparado ao contrário de Ferreira Leite (que teve alguns momentos quase pungentes). Mostrou-se mais seguro em todas as matérias. O tom propositadamente preocupado, quase humilde, foi o adequado para o momento de crise. E aproveitou bem a vantagem de falar no dia seguinte a Ferreira Leite, desmontando implacavelmente os poucos argumentos que esta tinha aduzido na TVI.
Acho que vale a pena pensar nisto.
91 comentários
leave one →

Uma coisa é ser entrevistado por um jornalista outra é ser entrevistado por um pau mandado…
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A MFL não controla o calendário: a entrevista do Sócrates foi marcada quando?… Pois.
Isto não invalida que a MFL teve um desempenho geral muito fraquito (mas teve uma entrevistadora agressiva o que não teve o Pinto Sousa na televisão do governo)
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…Outra é ser premiado com uma hora (ou +) de tempo de antena para espalhar a propaganda do costume. Crise, naaaa “vamos” só passar tempos difíceis.
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Está na hora de um frente a frente nas televisóes privadas.
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para se divertirem: http://www.zonafixe.com/games/1583/benfica-na-liga-dos-campees.html
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MFL leite parece necessitar de outros assessores… A máquina sousiana é ultra-profissional.
Viva Ingrid! Não é convidando os sequestradores para festas que se libertam as vítimas.
http://criticademusica.blogspot.com/
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A verdade, a triste verdade, é que as elites ainda são piores que as bases. Tanto criticaram Menezes e vai-se a ver…..é uma pobreza franciscana.
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Mais uma vez não vi a entrevista. Mas que disse José Sócrates sobre o endividamento do país para se ir construir o TGV do qual não precisamos? E porque é que a dívida é só para pagar em 2014, espera-se que por qualquer acção milagrosa nessa altura já haja dinheiro? Eu, que sempre fui uma “socranete”, gostaria de saber a resposta.
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Na forma e no conteúdo correspondeu ao que diz o CAA. Tudo perfeito. A embalagem é de facto boa, só que lá dentro só há farinha e teatro (e a tal humildade). Sócrates é humilde, e calmo, diz a embalagem. Basta ler, e se está lá escrito que é, é. Pena foi na embalagem não estar escrito o preço, essa coisa tão simples que gostamos de saber antes de a levar para pagamento. Na verdade, Sócrates até poderia ter gravado ontem todas as entrevistas a transmitir pela RTP até às eleições, sem o perigo de alguma delas não estar em sincronismo com a realidade virtual à data ou de qualquer coisa correr mal, porque com a música de fundo dada pelo ressonar daqueles entrevistadores qualquer um dá grandes entrevistas ao mesmo tempo que conduz o programa com doçura, principalmente se conseguir omitir o descalabro dos números e todos os temas escaldantes que ficaram de fora ou souber de antemão que estes nem sequer vão ser abordados. Se fizer de conta que vai comer o Lobo Mau das autarquias que roubam no IMI (aliás, um dos temas que MFL disse logo que teria de ser corrigido, na sua primeira entrevista), então está nas núvens. Não se lembrou foi dos 10% do imposto sucessório. He’s the man, que no dialeto independente se diz “he’s the moina”. Afinal de contas, ele conseguiu a proeza de convencer um país inteiro que o único grande critério da união é o défice e por acaso até escolheu logo o critério que lhe está a correr bem (terá sido por sorteio em conselho de ministros?), embora o método da extorsão não dure sempre (mas ele não sabe, mesmo). É obra! Isto é OBRA! Parabéns sinceros (sem ironia ou sarcasmo), porque ele de facto é um mestre nisto. Se juntarmos esta embalagem à que pouco depois foi vendida por Medina Carreira na SICN (há um silêncio muito grande quanto à palavra deste senhor), percebemos que há qualquer coisa que não bate certo e a culpa só pode ser do aumento global da temperatura média ou de Santana Lopes. Curiosamente, Medina Carreira alinha com MFL: mostrem os números. O estranho é que certas pessoas querem todas as soluções de MFL e nenhuma do PM. E corre um Rio que passa e depois inunda.
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Por mais que goste de Sócrates, vejo que lhe falta imaginação para pôr o país a crescer. Agarra-se às receitas de sempre, obras públicas que fazem a economia crescer apenas temporariamente e, quando isto acaba, só nos sobra a dívida. MFL não será mais imaginativa mas pelo menos não gastaria tanto.
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Quanto à entrevista do Sócrates:
Gostei particularmente de como ele respondeu à pergunta sobre os investimentos públicos…
…falando em barragens, por investimento privado
Ah e tem que se fazer o TGV, ora, porque já vinha de trás.
Já parece a OTA que durante meses e meses…tinha que se fazer porque em 99 decidiu-se que era lá e pronto e restava decidido e bora para a frente.
Ah e “porque queremos estar integrados na rede europeia de AV”. Isto parece a decisão de querer ir ao baile da aldeia ou não querer ir ao baile. Eu quero, eu vou, não sei se posso, mas vou.
E temos que fazer a AE para Bragança ora porque temos, porque é um distrito sem 1km de AE. Não interessa se depois vai lá passar um carro, 2, milhares ou milhões, tem de se fazer e pronto, porque todos têm que ter AEs. Betão solidário.
A lógica que enfiou este país com politécnicos e pseudouniversidades, muitos deles completamente inúteis, em toda a cidadezinha de província porque “todas tinham de ter e ter de tudo um pouco, ter um menu completo”. Uma questão de honra regional!
Este país continua a ter PMs fazerem política de feira. Muito bem.
E a crise é internacional, “totalmente alheia a Portugal”. Mas em 2003 com recessão económica na Zona Euro (coisa que ainda não se está a verificar agora), não era
E quanto ele sofreu, que conjuntura ele teve desde que é PM. Meu Deus, que mártir está ali. Economia mundial a crescer a 4-5%. Zona Euro a crescer a 2-3% mas que mártir por conseguir crescer 1 e pouco%!
Racionalmente a argumentação numa série de questões teve ao nível de zero.
O homem pareceu-me em baixo. A entrevista não lhe correu nada bem, tendo corrido melhor a 2ª parte do que a 1ª.
No código de trabalho e nas manifs explicou-se bem, nada a dizer.
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Ao 11:
«E a crise é internacional, “totalmente alheia a Portugal”. Mas em 2003 com recessão económica na Zona Euro (coisa que ainda não se está a verificar agora), não era»
Exactamente!!!!!!!!!!!!!! E durante o ano mais quente dos últimos 500 anos (quinhentos) disseram que a culpa do aumento dos incêndios era do PSD. Depois ganharam as eleições, compraram aviões e esqueceram-se dos pilotos. O PS é um partido que nos dá muitas alegrias.
Não é que o PSD seja grande coisa, mas o PS por vezes faz um bocadinho melhor, só que desta vez exagerou.
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Quando estamos em guerra apoiamos quem nos defende e nem mesmo as noivas quebram os votos com quem está na frente! Sócrates tem os nossos votos!
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Todos os investimentos têm um període de carência: faz todo sentido diferir os pagamentos por forma a que se alcance a velociade de cruzeiro. Já era assum no tempo da Manuela F.L.. A iddae já lhe atraiçoa a memória. Melhor seria se tratasse do netinho.
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Comparar José Sócrates com Manuela Ferreira Leite é como comparar o Continente com a Feira do Relógio!
Gostei desta apreciação. Concordo!
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Publicado por CAA em 3 Julho, 2008
“a verdade é que o primeiro-ministro esteve muito melhor do que a líder da oposição.”
A verdade é que a líder da oposição teve uma jornalista à frente que, de tão agressiva, quase nem deixava a entrevistada falar.
O Sr Engº teve à sua frente 2 “jornalistas” que entre lá estarem ou terem lá 2 perfis de cartão a fazer as vezes deles não se daria pela diferença.
[video src="http://videos.sic.pt/CONTEUDOS/sicweb/20080702_NegSemana_37200822143_web.flv" /]
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E MFL não deixa de ter razão quanto à obra social que é necessária. Como é que podemos estar a investir em meios de transporte de luxo quando ainda há tanta habitação precária entre os pobres? Além disso, se o governo estivesse disposto a subsidiar os inquilinos, talvez com rendas justas os proprietários estivessem dispostos a reabilitar a habitação. Porque não gastar antes esses milhões de euros em reabilitação urbana que é tão necessária, prédios a cairem de podre nas cidades, bairros da lata nos subúrbios, para construir uma coisa que não é precisa?
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tina Diz:
“Mais uma vez não vi a entrevista. Mas que disse José Sócrates sobre o endividamento do país para se ir construir o TGV do qual não precisamos?”
Disse o habitual. Que a culpa foi do Barroso por ter feito um calendário com datas e tudo.
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Mr. CAA,
A propósito deste seu post, João Gonçalves escreve no blog “Portugal dos Pequeninos”:
“Está encontrado o Luís Delgado da RTP. Parabéns CARLOS”.
De facto, por vezes não o compreendo, Mr. CAA.
Não quer comparar uma entrevistadora como Constança Cunha e Sá com a Judite de Sousa e o seu colega cujo nome não me recordo… Ou seja, a acutilância e o servilismo. Lembra-se da entrevista a Sócrates na RTP, a propósito da sua licenciatura ? Que perguntas inoportunas lhe fizeram ontem ?
E porquê esta entrevista logo após a de MFLeite ? — como Vc. sabe, qualquer PM, PR, ou por exemplo presidente de grande clube, é só pedir…e tem entrevista quando quiser…
Aguarde por MFLeite. Não a crucifique já. Excepto se está visceralmente contra ela…
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Vamos com calma. Isto é só o CAA a preparar o terreno para votar outra vez no PS. Típico menezismo!
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“Disse o habitual. Que a culpa foi do Barroso por ter feito um calendário com datas e tudo.” – Doe
Acha então Sócrates que isso é suficiente para gastar tanto dinheiro desnecessariamente? É o tal despesismo socialista outra vez em acção. JPP mais uma vez tinha razão quando dizia que Socrates vinha do governo Guterres e haveria o perigo de isto acontecer.
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” … a líder da oposição.”
Eu bem desconfiava que ela liderava vários partidos ao mesmo tempo.
Eis a confirmação! Agora só falta o PS.
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Caro CAA,
tenho lido com muita atençãoo que tem vindo a escrever, principalmente nos ultimos 12 meses. Admiro a sua franqueza e as posições, algumas delas politicamente incorrectas que tem defendido sobre diversas matérias de indole nacional e municipal.
Concordo inteiramente com a sua análise a ambas as entrevistas. MFL fraca demais para ser verdade e JS mais preparado e, pelo menos, com ideias para falar, concordemos ou não com elas.
O facto é que MFL está a cair naquilo que muitos acusaram o ex-presidente do PSD de ter caído: nas mãos dos spin doctors. No caso de Menezes o António Cunha Vaz, mas MFL também tem o seu, que é José Pacheco Pereira.
A tactica está dada, silêncio, ar pesaroso a falar dos problemas do país, criticas QB mas sem ideias para contrapôr, mas acima de tudo silêncio, silêncio, silêncio.
Mas não vai ser facil ganhar em 2009 a JS sem propostas concretas e um silêncio estudado que se prolongará por mais de 15 meses.
Peço que continue a escrever com a frontalidade que tem tido, às bocas idiotas que tem recebido. O problema é que neste país parece crime criticar MFL. Ela tem virtudes, mas tem também muitos defeitos, falta de ideias, falta de carisma e acima de tudo falta de capacidade de dar esperança a um país que, apesar de ser quase heresia dizer tal coisa, também ela teve responsabilidade de o deixar no estado actual
um abraço,
LVL
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A MFL tem a obrigação de fazer um pouco de teatro e manter a fisionomia da frente.Na realidade o Bloco Central governa e daí não aparecerem propostas “fracturantes” de MFL que deveria PARTIR TUDO para ganhar a tal CREDIBILIDADE…
Sistema político?Nacionalidade e imigração?Objectivos nacionais?
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“E porque é que a dívida é só para pagar em 2014, espera-se que por qualquer acção milagrosa nessa altura já haja dinheiro?”
Eu sei lá… talvez com mais um fenomenal evento desportivo, tipo mundial de futebol… deve ser porreiro pá.
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Este post é uma vergonha.
Revela uma malformação congénita do seu autor.
Oxalá não resista à cura socrática.
Bem pode juntar-se a esse farol de inteligência para os negócios que dá pelo nome de Dias Loureiro.
Dixi – e mais não digo.
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Como diria La Palice, «só se pode comparar o que é comparável».
Neste caso, seria preciso que Sócrates tivesse sido entrevistado por Constança Cunha e Sá – ou por alguém com os mesmos conhecimentos, distanciação e estilo.
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Existem aqui mts críticos do sistema que vivem com os nossos impostos. O Sócrates tem um excelente desempenho diminuiu os funcionários públicos. terá o meu voto.
A Manuela Ferreira Leite cada vez que fala estraga a imagem que tinha, melhor seria que tratasse do netinho, como fez durante a “crise dos camionistas”. O Rui Rio teria sido bem melhor, para o PSD e para o país. Se quer melhorar o desempenho devria ler os estudos – são mts páginas é certo – mas não diria tanto disparate!
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Coitado do CAA, o seu mais-que-tudo despediu-se, o novato de que não me recorda o nome e que casou com uma Doce não foi eleito o seu FCP é enxovalhado pelo Platini e ele queria ser o intelectual da moda do Norte mas não dá.
E assim vai perdendo o pé,
Comparar as duas entrevistas merece uma resposta que o
Anónimo Diz:
3 Julho, 2008 às 1:28 pm
já deu exemplarmente.
CAA fazia-nos um grande favor se pedisse a alguém que lhe explicasse e ele depois nos traduzisse com pronúncia do Norte onde é que está o dinheiro para, por exemplo, o TGV.
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Concordo com o essencial do que está escrito o comentário nº 9.
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Ena!
O Grande Timoneiro já arranjou outro caixote de ressonância para a caixa de comentários.
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LVL,
Muito obrigado.
Normalmente, julgo-me imune a apreciações positivas ou negativas. No entanto, ultimamente os esforços de enxovalho têm sido tão numerosos e variados que – confesso – soube-me bem ler o que escreveu. Sobretudo porque o senti sincero.
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MJRB,
Aceito que tem razão neste ponto: a boa comparação teria de ser feita entre duas entrevistas feitas pelos mesmos entrevistadores.
E concedo que a entrevistadora da TVI este muito melhor do que os da RTP (apesar de me parecer, a certo passo, que até se conteve um pouco, por pena, quando MFL se embaralhou com as datas e os projectos).
Mas não foi assim que aconteceu. Donde, só podemos comparar aquilo que temos e a tal não devemos escapar dada a proximidade das datas das entrevistas.
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Caro LVL a CAA,
Concordo inteiramente convosco quanto á análise que fazem a MFL.
Concordo quando dizem que é “quase heresia” criticá-la pela sua falta de ideias e incongruências como a que se tem verificado na questão dos investimentos públicos e contas públicas.
Concordo também com o perfil que traçam de MFL, um perfil “pesaroso”, críticas populistas(contra o investimento público) e vagas, ar austero (défice de 6,8% do PIB)e gestora de silêncios tão de agrado do povo português como se verifica no caso de sucesso eleitoral do Presidente da República Cavaco Silva.
Concordo também quando dizem que JS desmontou implacavelmente os argumentos débeis de MFL quanto ás obras públicas.
Noto pois que é incrível a proteção mediática óbvia que MFL tem em relação a JS: durante cerca de 15 dias, o País andou a discutir a questão dos investimentos públicos (lembro,discussão lançada por MFL),a entrevista de MFL na terça-feira incidiu maioritáriamente sobre esta questão ao qual JS na entrevista á RTP em poucos minutos e com grande simplicidade desmontou e explicou os factos bem á vista de todos: barragens pagas por entidades privadas, auto-estradas para o interior imprescindíveis para o desenvolvimento do interior e para a igualdade e coesão nacional, compromisso TGV co-financiado pela UE que já vinha do governo anterior e com o respectiva análise obrigatória custo/benefício positiva (disponível publicamente) e até a terceira via da A1 que a Brisa terá de pagar e efectuar por obrigação contratual! Depois desta cabal explicação dada por JS que põe em causa a estratégia e as ideias “inovadoras” de MFL não sei se alguém reparou que a televisão SIC e SIC notícias não passaram nos seus noticiários um só segundo ou excerto desta parte da entrevista a JS?Estranho…
Uma pessoa que somente veja os noticiários da SIC com que ideia ficará da entrevista de JS?e acerca da questão das obras públicas?
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Fado Alexandrino Diz:
3 Julho, 2008 às 3:40 pm
“… o seu FCP é enxovalhado pelo Platini…”
Essa, no mínimo, é uma leitura à la PCP!
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tavas a ber o pito do costa
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“compromisso TGV co-financiado pela UE que já vinha do governo anterior e com o respectiva análise obrigatória custo/benefício positiva (disponível publicamente)”
Quanto é que o Estado vai empatar, 3 mil milhões de euros não é? E vai endividar o país ainda mais. Num investimento que não é preciso. O que interessa o custo/benefício quando há outras coisas que são mesmo necessárias? Vá lá falar a um pobre a viver em bairros da lata o que é que ele acha do seu custo/benefício.
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Há, pelo menos, um aspecto que parece consensual: é bem diferente ser entrevistado por uma gata assanhada do que por dois lulus amestrados!
A Vóvó Donalda não esteve bem. E o Grande Timoneiro esteve?
Na continuação da entrevista da “licenciatura”, quase no ínicio teve uma saída que quase batia a frase da década (P. Por que mudou para a UIn?): R.”Porque ficava mais perto do ISEL”. Disse mais ou menos isto: “Ninguém esperava este impacto do subprime”. Se ao menos tivesse lido os comentários do Anti-Comuna…
Para além do que aqui já foi dito, não se tocou, por exemplo, no desemprego, no Simplex (uma grandessíssima tanga!), no Plano tecnológico (outra!), na redução do défice (à custa do aumento da carga fiscal), no escandaloso estado do ensino, no SNS, na Justiça, na segurança.
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Mr. CAA,
Sócrates está há três anos como PM. Domina, conhece, manipula todos os assuntos “de Estado”. Está rotinado. E, nota-se, reage maquinalmente, porque aconselhado por “pauta/s”, a quaisquer questões. As suas entrevistas (tal como as de outras personalidades, que basta telefonar para terem entrevista “na hora”), são combinadas e se colocadas algumas intransigências dos entrevistadores, são negociadas ! Vc. sabe que é assim.
MFLeite não é PM. Não precisa de “pautas”. Concedo que CCSá tenha “cedido” parcimoniosamente, mas a acutilância esteve nos estúdios da TVI e não “na mesa” da RTP.
Aconselho-o/s a lerem o interessante artigo do Nuno Pacheco, e a crónica de Constança C.eSá no Público de hoje.
Mr. CAA,
…”aquele” post de João Gonçalves no “Portugal dos Pequeninos” é grave, porque de facto o meu amigo de vez em quando surpreende-nos pelo visceral ataque a MFL e pela indiciada saudade de LFMenezes.
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36 postas de uma quase unanimidade sobre o JS ter “desmontado” as afirmações de MFL.
Aqui na minha TV ouvi ele dizer que a MFL tinha estado no governo que tinha aprovado o TGV em conselho de ministros com datas e tudo. E acrescentou ainda as óptimas percentagens da UE e dos privados. Até aqui tudo muito bem.
No entanto faltou-lhe dizer onde está a folga orçamental portuguesa para a “prestação” do Estado, já dando de barato que estas previsões sejam escrupulosamente cumpridas, o que a acontecer seria a 1ª vez, tanto quanto me lembro, numa obra publica portuguesa, seja ela pequena, grande ou faraónica.
Pareceu-me ter ouvido MFL no dia anterior a ser bem clara neste ponto. Se não há dinheiro para a parte que cabe ao Estado de onde virá ele? Mais divida? Mais impostos? Um crédito pessoal ao consumo em nome do Sr. 1º ministro? Magia?
Mas afinal JS “desmontou” o quê?
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A Tina (37) já decidiu.
O TGV é um investimento que não é preciso.
O Sócrates é parvo e não a ouve.
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Doe, J,
Certeiro !
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Em relação a isto disse o Grande Timoneiro que não sabia qual o alcance de mais esta medida da treta:
Imposto é pago sempre relativamente ao ano precedente
Eventual descida da taxa do IMI só terá efeitos em 2009, explica fiscalista
03.07.2008 – 15h17 Lusa
Uma eventual descida das taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), anunciada ontem pelo primeiro-ministro, José Sócrates, só terá efeitos práticos em 2009, altura em que os proprietários pagam o imposto relativo a 2008, segundo o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro.
O fiscalista explicou que os portugueses estão este ano a pagar o IMI relativo a 2007, pelo que uma possível alteração das taxas de IMI, “se entrar em vigor antes do final de 2008, consegue alterar os pagamentos que serão efectuados em 2009.” Por isso, em princípio, o segundo pagamento do IMI de 2008 ainda não sentirá qualquer alteração, mesmo que o governo altere as taxas de imposto, acrescentou Caiado Guerreiro. O IMI é pago normalmente em duas prestações por ano e a segunda deste ano ainda não foi paga.
A um ano das eleições legislativas, autárquicas e europeias, em entrevista à RTP, o primeiro-ministro anunciou que irá adoptar medidas para travar o aumento do IMI. “É absolutamente inadmissível que, numa altura com as consequências que são conhecidas com as despesas com a habitação, haja aumentos de 15 por cento. Por isso, vamos mudar essa regra, alterando os limites máximos do IMI, por forma a reduzir o encargo fiscal dos proprietários de casas”, adiantou.
Caiado Guerreiro diz que desde 2003 que os portugueses passaram a pagar “centenas de milhões de euros a mais pelo IMI”, numa altura em que há cada vez mais penhoras sobre quem não consegue cumprir com esta obrigação, um facto que pode causar “tumultos sociais a sério.”
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1334355&idCanal=12
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Mialgia De Esforço,
Não duvido que se a vida das pessoas não melhorar e a carga fiscal continuar a massacrar a classe média e média-baixa, estamos na antecâmara de “tumultos sociais a sério”. E os políticos do governo e da oposição sabem-no !
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Mialgia de Esforço Diz:
“Em relação a isto disse o Grande Timoneiro que não sabia qual o alcance de mais esta medida da treta:”
Atenção que o que ele disse foi que iria baixar o IMI ás famílias mais pobres.
Ou seja, e traduzindo em “autarquêz” corrente, quem comprou a barraca mais pequena lá no guetho local terá um ligeiro desagravamento. As barracas com avançado e mais de 2 vasos de flores à entrada já pertencem aos privilegiados e por isso pagarão mais qualquer coisa, a bem da justiça “xuxial”. 😉
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“Se não há dinheiro para a parte que cabe ao Estado de onde virá ele? Mais divida?..” – Doe
Pois é, até agora estava convencida que eram os “privados” que pagavam quase tudo, o governo sempre deu a ideia de ser tudo muito fácil. Só com MFL é que se começa a perceber que se vai endividar mais o país. Porque é que o governo não explica exactamente como vai fazer, donde vai tirar o dinheiro?
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Doe, J Diz:
3 Julho, 2008 às 5:12 pm
Ou seja, e traduzindo em “autarquêz” corrente, quem comprou a barraca mais pequena lá no guetho local terá um ligeiro desagravamento. As barracas com avançado e mais de 2 vasos de flores à entrada já pertencem aos privilegiados e por isso pagarão mais qualquer coisa, a bem da justiça “xuxial”. 😉
E eu a pensar que ainda era capaz de poupar 2 aériozitos!
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MJRB Diz:
3 Julho, 2008 às 5:11 pm
Não duvido que se a vida das pessoas não melhorar e a carga fiscal continuar a massacrar a classe média e média-baixa, estamos na antecâmara de “tumultos sociais a sério”. E os políticos do governo e da oposição sabem-no !
Saber, sabem. Mas ó pra eles tão preocupados!
Ontem, o Grande Timoneiro com o seu ar circunspecto já convenceu mais uns quantos.
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O CAA parece aqueles benfiquistas que sonham com a Liga dos Campeões.
Se fosse dos entrevistadores não faria pior…
O PM esteve bem? Bolas, os mapas espanhóis mostram-nos que não haverá TGV até Badajoz, mas o infalível-aionda-que-mais-humilde Sótraques acredita que sim, o Rosé Luís garante-lhe e decerto não é mais mentiroso do que ele, o nosso primeiro…
Com estas crenças, Fátima faz-nos falta, mesmo que CAA o negue.
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Mialgia de Esforço Diz:
“E eu a pensar que ainda era capaz de poupar 2 aériozitos!”
Puxe lá os 2 vasos de flores para dentro e talvez já não seja acusado de exibir sinais exteriores de riqueza. Ou faça como eu, que substituí os canteiros da salsa por uma plantação de urtigas. 😉
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Cara Tina,
A própria noção de análise custo/benefício positiva tem implícita muito simplesmente que no final do projecto os benefícios/lucros são maiores do que os custos incorridos. Passo a explicar: do investimento previsto para o TGV de 9,4 mil milhões de euros, 19% são financiados pela UE (1,79 mil milhões de euros), 45% são financiados pelos cash flows operacionais (receitas operacionais)(4,23 mil milhões de euros) e 36% (3,38 mil milhões de euros) serão financiados pelo Estado.Isto é o custo. Os benefícios serão a criação de 36.000 empregos permanentes (fora o nº de trabalhadores necessários para a construção do emmpreendimento e os outros empregos criados por actividades paralelas), contribuirá para o aumento do PIB de 99 mil milhões de euros, com uma receita fiscal decorrente disso de 21 mil milhões de euros (não porque haja aumento de impostos, mas sim por se verificar a geração de receitas), irá gerar investimento privado paralelo de 76 mil milhões de euros. Conclusão:os benefícios são bem maiores que os custos do projecto.
Há outras vantagens: maiores padrões de mobilidade competitivos em relação aos países europeus (face a Portugal que é um país periférico), ganhos ambientais a longo prazo com cerca de ganhos de 245 mil milhões de euros anuais a partir de 2025, (ex: só com a retirada de cerca de 3,5 milhões de passageiros das estradas isto irá promover uma diminuição de acidentes cujos custos foram avaliados em mais de 150 milhões de euros), redução de poluição atmosférica, aumento da qualidade do ar que trará benefícios económicos de 145 milhões de euros, desempedimento da via de caminhos de ferro para o transporte de mercadorias (como se viu na crise dos camionistas a falta que fazem), entre mais outras vantagens que não faz sentido continuar a enumerar.
Ao longo da História as obras públicas sempre serviram para impulsionar a economia e criar emprego, isto é um dado adquirido (veja o caso dos EUA nos anos 30, Alemanha nos anos 30, etc).
Muitas vezes é fácil dizer que em vez dos 9,4 mil milhões em vez de irem para o TGV deveriam ser para redistribuir por todos nós:acha isso viável?acha que os resultados seriam benéficos para todos a longo prazo?
Se o pobre que vive no bairro da lata lhe oferecerem um emprego relacionado com a construção do TGV, como acha que ele e a sua família irão reagir?
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MJRB,
«… de facto o meu amigo de vez em quando surpreende-nos pelo visceral ataque a MFL…»
A mediocridade sempre me mexeu com os nervos.
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Mr. CAA,
“Olhe que não, olhe que não !…”
MFLeite não disse algo medíocre, não o é como pessoa, nem como político e economista, e, meu caro CAA, talvez nos surpreenda pela positiva.
Estarei muito atento a mim mesmo na apreciação a políticos (como habitualmente, “frio”), e fica desde já o compromisso: se MFL me desapontar, eu aqui, me “penitenciarei”.
Aguardemos.
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Errr Caro Marco Alves,
Isso é tudo muito bonito, mas explique-me algumas coisas:
1) Quantas pessoas vão andar de TGV?
2) A que preço?
3) Qual o custo por passageiro?
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A líder do maior partido da oposição de um país europeu chamou aldrabão ao governador do BdP acusando-o de um embuste na determinação (ele chama-lhe “cálculo”) do défice, Medina Carreira chamou aldrabões a todos aqueles que nos têm governado, e tudo isto entrou pelas televisões dentro, enquanto há uma certa felicidade geral por reféns das FARC serem libertados e ao mesmo tempo se fica a saber que os mesmos terão um agência aberta na Festa do Avante. Naturalmente, hoje deveria haver um terramoto, dois tsunamis, porrada da forte e tiros de arma de calibre militar contra tudo o que são pavilhões desportivos por esse país fora, que é o mínimo que se poderia esperar de uma actividade política racional, para além do golpe de estado, se não for pedir muito. Mas não. Deu apenas sol e vento.
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Uma vez, num debate, um fulano da RAVE (deve ler-se râve) garantiu que os estudos certificavam que a linha Lisboa-Porto terá 4 milhões de passageiros / ano. Eu respondi que acreditaria nesse douto estudo quando Portugal tivesse 30 milhões de pessoas…
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O comentário nº 56 pretendia responder à questão do Carlos Duarte:
«1) Quantas pessoas vão andar de TGV?»
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Respostas:
1) Quantas pessoas vão andar de TGV? menos que as necessária para dar resultado zero.
2) A que preço? uma viagem Espinho-Gaia custa 1,3 euros em comboio regular (+/- 15km).
3) Qual o custo por passageiro? não queira saber, mas nunca será calculado antes de haver TGV.
O governo não tem estudo de viabilidade, já percebemos todos.
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Caro Carlos Duarte,
Respostas:
1)Os estudos apontam para o transporte de 7,1 milhões de passageiros em tráfego intermédio e 5,1 milhões em tráfego de longo curso, isto é 12 milhões. Isto corresponderá a um aumento da quota de mercado actual do caminho-de-ferro de 4% para 36% (em trágego intermédio).Irão-se transferir do rodoviário para o ferroviário 3,5 milhões de passageiros até 2030.
2)Já referi os custos no meu post anterior
3)Lisboa/Porto tarifário médio entre os 36 e os 42,9 euros.
Lisboa/Madrid preços médios de 100€.
Estes preços podem ser mais baixos ou altos do que estes valores médios.Os preços serão afixados de acordo com a mesma ideia das companhias de low cost em que o preço varia de acordo com a procura, compra via net, promoções em horários com menor tráfego.Preve-se que uma redução de trafego rodoviário dos actuais 80% para 61%, e retira á quota aérea 40% da actual. Para Madrid retira ao rodoviário particular 27%, autocarro 23% e modo aéreo 30%.
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Marco Alves Diz:
“(…) 45% são financiados pelos cash flows operacionais (receitas operacionais)(4,23 mil milhões de euros) e 36% (3,38 mil milhões de euros) serão financiados pelo Estado.”
E a haver “escorregadela” (vade retro que isso cá não pega!) nas receitas operacionais, que presumo ser a *famosa* fatia do investimento “privado”, quem paga a diferença?
Nota mental: Rever “rants” generalizados acerca dos contratos do estado (estado) com a Lusoponte (privado) 😐
“Isto é o custo. Os benefícios serão a criação de 36.000 empregos permanentes(…)”
Tudo isso? Optaram pela “energia positiva” como motorização ou estão a pensar em 30 mil administradores, 5750 administrativos e 250 operacionais? 🙂
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http://www.cp.pt/cp/displayPage.do?vgnextoid=2a2a5c47b95a6110VgnVCM1000007b01a8c0RCRD
“Com cerca de 4.200 trabalhadores, mais de 133 milhões de passageiros e 10 milhões de toneladas de mercadorias transportadas por ano, fazem da CP uma das mais representativas empresas portuguesas e a maior empresa de transportes terrestres a operar em Portugal.”
Se calhar já era boa ideia fazer um estudo ao Estudo… Digo eu! 😉
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Não há nada como ir á fonte para se informarem melhor do que falam:
http://www.moptc.pt/cs2.asp?idcat=941#1960
Isso de dizer que o TGV é mau e não serve só porque não vou andar nele e que os empregos criados são só tachos para alguns é uma visão limitada, pouco séria, desinformativa e nunca levou a lado nenhum…digam me qual o País ou empresa que tenha se desenvolvido sem investir (seja em obras públicas, educação ou inovação tecnológica),arriscar ou dar um passo em frente?
Se alguém souber que me dê um exemplo
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Mr. CAA,
Boa resposta deu Vc. ao seu oponente sobre o (desnecessário) TGV !
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Caro Marco Alves,
Esses 13,2 milhões de passageiros são em que período de tempo? Por ano? 36 164 passageiros por dia?
Quanto para quem vai o dinheiro, vai para o costume: tudo o que tem valor acrescentado significativo fica lá fora (alemães ou franceses), nós cá ficamos com a “construção civil” que gera ZERO de riqueza. Mas sempre dá para pagar uns favores…
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Marco Alves Diz:
“Não há nada como ir á fonte para se informarem melhor do que falam:”
E basta estar num PDF para ser uma verdade incontestável?
Quantos estudos asseguraram que a OTA era a maravilha até ao dia em que já não era? Quantos estudos nos garantiram que o Euro 2004 ia aumentar o PIB em já não sei qts %? E quantos estudos acerca das SCUTS a jurar pela sua viabilidade? Ou do metro Sul do Tejo? Ou da Expo a garantir que depois seria um paraiso maravilhoso cheio de arvores e passarinhos e com uma marina fabulosa? etc. etc.
Volto a perguntar, a quem saiba responder, porque não sou especialista. Como é que uma linha (ou duas ou mesmo três) de um comboio de luxo assegura umas dezenas de milhares de empregos especializados porque, por muito que me esforce, não o consigo perceber. 🙂
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Os estudos apontam para o transporte de 7,1 milhões de passageiros em tráfego intermédio e 5,1 milhões em tráfego de longo curso, isto é 12 milhões.
Há milhares de estudos a garantir que a Portela estava esgotada em 1980.
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Caríssimos,
Desde quando a construção civil gera zero de riqueza? Caso não saiba, a Espanha teve até ao ano passado o invejável crescimento económico que teve derivado do sector da construção civil…também deve saber o quanto pesa o sector da construção civil no PIB portugês e os empregos existentes no sector. Se acha que isso é zero…
Nenhum PDF tem a verdade incontestável (como é óbvio, senão chamavam-no de bola de cristal), mas está a tentar convencer-me que os estudos de viabilidade económico-financeira realizados quer por Estados, quer por empresas não têm valor nenhum e não servem para nada?Se considera que sim, nada mais tenho a dizer.
Tem é de avisar as faculdades de economia de todo o Mundo e todos os que economistas, gestores e decisores que andaram enganados este tempo todo…
E acha mesmo que a Expo98 e Euro 2004 (que caso também não saiba, basta se informar,deu lucro e não prejuízo)nunca se deveriam ter realizado?
A construção do TGV vai criar emprego porque alguèm tem de o construir,certo?Se empresa de construção civil, por exemplo,tem um volume de trabalho de X e com a construção do TGV passa a ter X+Y tem de contratar mais operários, técnicos e engenheiros para trabahar e produzir o Y.Por outro lado, esta grande empresa que ajudará a construir o TGV irá deixar outras obras mais pequenas para outros a fazerem, uma vez que se irá direccionar e concentrar no TGV.Assim, cria espaço para novas empresas formarem-se, contratando mais operários, técnicos, engenheiros, etc, etc. É a chamada economia.
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Marcos Alves,
Obrigada por uma resposta tão completa. Os estádios que foram construídos para o Euro, estão sempre vazios ou meio cheios. Aposto que também tinham estudos a mostrar o contrário. Se não fosse assim, nunca teriam avançado com esses projectos. Os estudos que fizeram para a OTA, não contavam com o que a Portela perdia como foi aqui apontado no Blasfémias. Provavelmente, estes estudos do TGV também não contam com a perda de passageiros e lucros das vias existentes. Por isso parecem tão lucrativos. E não é verdade que as grandes obras públicas sempre serviram para impulsionar a economia. Nós temos exemplos de elefantes brancos que, para além de terem gasto muito capital de investimento, ainda obrigaram o estado a gastar em subsídios para serem competitivos. Países ricos podem correr riscos desses. Países pobres como o nosso, em que ainda há tantas obras básicas por fazer, nunca deveriam arriscar o bem imediato das pessoas por potenciais futuros benefícios. A única certeza que temos até agora é que estamos endividados e essa obra vai-nos obrigar a endividar ainda mais.
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Cara Tina,
Em relação ao Euro 2004 e á quantidade dos estádios construidos que estão sempre vazios, penso na verdade que poderiam-se ter feito menos. Mas isso não invalida que não tenham dado lucro e não se tenha gerado riqueza ao construi-los. Se um dia se quiser realizar outro Euro ou Mundial, as infra-estruturas já estão feitas, logo o retorno será exponencialmente maior. Eu sou de Coimbra e quem o for pode comprovar, tenho um bom exemplo de como uma infra-estrutura social e desportiva desse género pode ser bem aproveitada (Estádio Cidade de Coimbra).
Podia se ter construido outra infra-estrutura?Se calhar sim, (se os fundos comunitários o permitissem)mas o que existe e está construido deu lucro e gera riqueza.
Quanto á qualidade dos estudos técnicos custa-me colocá-los em causa(como no referido caso da Ota, que desconheço), eles não são feitos por nenhuns “sapateiros”, perdoe-me a expressão, são fiscalizados na Assembleia da Républica, Tribunal de Contas, Comunidade Europeia e são auditados.Os resultados estão á vista e são públicos.
O futuro depende do que se planta hoje, como é o exemplo das barragens (paga por privados)que vão reduzir a nossa dependência energética, diminuir o nosso consumo de petróleo que é a grande crise do momento.Isso tem medidas imediatas?não, mas irão dar frutos no futuros,não tenho dúvidas disso.
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carlos,
nao ligues às bojardas do joao gonçalves, o que ele quer é palha ou seja o tacho que ninguém lhe dá, apesar da alta consideração que tem de si próprio, mas que ninguém reconhece a começar pelas tv(s), daí que nao saia da cepa torta e anda para a mandar uma bocas e a ver passar os comboios.
abraço
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Para além de analfabeto ortográfico (e é de Coimbra, diz!), o Marco Alves é míope, o que não o habilita especialmente para as funções, que pelos vistos desempenha, de assessor socratista, mas enfim…
E se metesse a viola no saco?
Quanto ao CAA, acho que a comparação do JG é certeira. Só um clone do Luís Delgado (esse talento!) poderia ver na entrevista do Sócrates o que ele viu.
Há cada cromo neste país…
Dasse!!!
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Em relação ao Euro 2004 e á quantidade dos estádios construidos que estão sempre vazios, penso na verdade que poderiam-se ter feito menos.
Não percebo nada.
Então não havia milhares de estudos a dizer que eram absolutamente necessários?
Ou afinal foi feito a olho.
Já agora sabe que a Académica quer deixar de jogar nesse maravilhso estádio?
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“Mas isso não invalida que não tenham dado lucro e não se tenha gerado riqueza ao construi-los.”
Marco, vá lá acima ver o vídeo de Medina Carreira, aquela parte quase ao princípio em que ele fala em como os juros que estamos a pagar pelos estádios e outros investimentos já desiquilibram tanto a nossa balança de pagamentos.
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“O futuro depende do que se planta hoje, como é o exemplo das barragens (paga por privados)que vão reduzir a nossa dependência energética,..”
Claro, mas isto é importantissimo do ponto de vista estratégico além de que outros factores. Por exemplo, até o aeroporto de Alcochete pode ser necessário, muitos assim o defendem. Quanto ao TGV, nunca vi ninguém a defender que era necessário.
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Caro Marco Alves,
A construção civil pode, eventualmente, gerar riqueza se for efectuada FORA do país. Dentro do país, é transferência de dinheiro de um lado para o outro. Não gera nada. O que acontece nas nossas “grandes obras” é que importamos “coisas” (material, projectos, etc). Isto não seria problemático se, por um lado, se criasse “escola” que permitisse no futuro reduzir ao mínimo essas importações e se, por outro lado, a própria obra desse retorno.
Quanto a criar escola, criou um pouco mas nada de especial. O grosso da engenharia pesada é contratado lá fora. O que nos “dedicamos” a fazer é pouco mais que engenharia leve. Ainda admitiria dizer se vai aplicar os conhecimentos no exterior (estilo Angola), mas pelo que vejo e sei, Angola vai ser outro buraco… porque o dinheiro não vai vir para cá.
Quanto ao retorno, qual foi o retorno dos Estádios? Qual será o retorno do TGV? De Alcochete? A mim não me interessam os estudos. Apesar da deriva que este blogue tem tido nos últimos tempos – devido ao ódio cego à MFL -, ainda me lembra da altura em que o JM dizia (e bem) que se o Estado acha que deve existir outro aeroporto, que diga que vai licenciar outro aeroporto e abra concurso. Concurso sem restrições nem benefícios, em que quem quiser concorre, constrói e opera como bem quiser EM CONCORRÊNCIA com os restantes (que deveriam ser vendidos separados e, se possível, a empresas diferentes). O mesmo se aplica ao TGV: se este dá dinheiro, então alguém (que não o Estado) que o construa e o opere. Ambas as obras são perfeitamente superfluas e não-estruturantes.
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Marco Alves Diz:
3 Julho, 2008 às 5:59 pm
“Os benefícios serão a criação de 36.000 empregos permanentes (fora o nº de trabalhadores necessários para a construção do emmpreendimento e os outros empregos criados por actividades paralelas)”
Marco Alves Diz:
3 Julho, 2008 às 8:52 pm
“A construção do TGV vai criar emprego porque alguèm tem de o construir,certo?”
…
Say again!? 🙂
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O que MFL disse, ao que lhe foi perguntado (tratava-se de uma entrevista), foi:
1. Portugal não tem dinheiro;
2. As obras representam mais endividamento;
3. O facto de ser diferido o seu pagamento para 2014 vai aumentar o seu custo pelos encargos bancários;
4. O governo vai transferir, irresponsavelmente, sacrifícios para as gerações seguintes;
5. Ainda não explicou como tenciona pagar as obras;
6. Ainda não demonstrou qual o peso desta dívida nos orçamentos seguintes a 2014 e até quando este pagamento se vai arrastar e
7. A pressão social obriga a tomar medidas de apoio a certas franjas carentes da população, que têm vindo a aumentar dramaticamente com este governo.
Sócrates clarificou alguma destas questões? quem é que se impressiona ainda com palavreado oco e acha que este governo vai ser reeleito? até que ponto vai o masoquismo dos portugueses?
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Cara Tina:
«Quanto ao TGV, nunca vi ninguém a defender que era necessário.»
MFL quando era Ministra das Finanças e numa altura em que nos dizia que o País estava de tanga.
Tire as suas conclusões.
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Sócrates clarificou alguma destas questões?
Para CAA e JoãoMiranda sim.
Pena que depois eles próprios não nos consigam explicar o pensamento do Grande Timoneiro.
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Caro CAA
A não perder
“PARA MAIS TARDE RECORDAR”
Entrevista do Dr. Medina Carreira no programa “NEGÓCIOS DA SEMANA” do passado dia 2 do corrente mês,disponível em:
“www.atlantico.blogs.sapo.pt”
Com os cumprimentos.
(a) Almeidinha
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Almeidinha,
ver: https://blasfemias.net/2008/07/03/a-ver-2/
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Aqui está o alcance de uma das medidas da treta. Por isso, ele disse que não sabia quantas famílias iriam ser abrangidas. Afinal, ainda há ali uma réstia de pudor.
Promessas fiscais de José Sócrates para as famílias terão efeitos marginais
04.07.2008 – 08h40 Rosa Soares, Luísa Pinto, Catarina Gomes, Vítor Costa
As promessas do primeiro-ministro de aumentar as deduções fiscais relativas a despesas com habitação e de reduzir as taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverão ter um resultado nulo ou pouco significativo nos bolsos dos contribuintes.
Na entrevista dada à RTP na quarta-feira, José Sócrates fez declarações vagas sobre as medidas prometidas e ontem o seu gabinete insistia que os detalhes das propostas só seriam apresentados no próximo dia 10 durante o debate do Estado da Nação no Parlamento. Sócrates insistiu ainda que quer que estas medidas se façam sentir em 2008, algo que só é possível se a legislação for alterada de forma a entrar em vigor ainda este ano.
Nas respostas dadas, o primeiro-ministro acentuou ainda, em diversos momentos, que em relação ao aumento das deduções com os encargos com a habitação pretende beneficiar os “escalões mais baixos” e “as famílias mais carenciadas”, garantindo que o actual limite máximo de dedução, que é de 30 por cento das despesas suportadas, com o limite máximo de 586 euros, até agora igual para todos os escalões, se vai manter inalterado para os agregados com rendimentos mais elevados.
Deduções sem impacto
A consulta das estatísticas de IRS de 2006 e a forma como está redigida a lei fiscal permitem verificar, no entanto, que o aumento que vier a ser concretizado não terá resultados práticos significativos. Por um lado porque, segundo as estatísticas de IRS, em média, as famílias com rendimentos anuais brutos mais baixos já não pagam IRS. Os dados deste imposto referentes a 2006 (os últimos disponíveis) mostram que uma família com rendimento bruto até 5.000 euros (pouco mais de 357 euros mensais considerando 14 salários) pagou pouco mais de 15 euros de imposto. Ou seja, mesmo que o aumento das deduções venha a fazer-se sentir nestas famílias, a poupança nunca ultrapassará este valor anual. No escalão seguinte (entre 5.000 e 10.000 euros) a poupança seria de apenas 49 euros. E mesmo no terceiro escalão, que vai até aos 13.500 euros (pouco mais de 964 euros mensais de salário bruto) a poupança apenas seria 176,34 euros anuais, cerca de 14 euros por mês.
Nestes três escalões, ainda segundo as mesmas estatísticas, encontram-se 2,5 milhões de agregados (ou famílias) de um total de pouco mais de 4,3 milhões de agregados que entregaram a sua declaração de rendimentos naquele ano. Acontece que, ainda segundo as mesmas estatísticas, apenas pouco mais de um milhão de famílias utilizou esta dedução em 2006, tendo deduzido um montante de 447 milhões de euros. Ou seja, mesmo que este milhão de famílias estivesse dentro destes três escalões, a poupança que obteria com o aumento das deduções nunca ultrapassaria os 14 euros mensais.
Mas não são apenas as estatísticas que indiciam que o aumento das deduções terá pouco efeito prático, especialmente sobre os contribuintes de menores rendimentos. A forma como a lei fiscal está feita permite que sejam as famílias de maiores rendimentos a poderem deduzir mais despesas ao seu rendimento bruto. Isto porque a lógica da dedução é a de que o contribuinte vá deduzindo ao seu rendimento bruto várias despesas até ao momento em que já não tenha imposto a pagar ao Estado.
Acontece que no Código do IRS estão previstas nove categorias de despesa que podem ser deduzidas e se, por exemplo, se chegar à terceira categoria e já não haja imposto a pagar, então, as restantes já não se deduzem. Ora, as despesas com encargos com a habitação, são a quinta categoria a deduzir, ficando atrás das despesas de saúde, de educação, entre outras. Ou seja, o aumento desta parcela pouco efeito terá para os contribuintes de menor rendimento.
Quem ganha com o IMI
A segunda promessa feita por José Sócrates, a descida das taxas de IMI, também tem a forte possibilidade de vir a beneficiar poucos contribuintes.
Actualmente existem duas bandas de taxas de IMI. Uma que varia entre 0,2 e 0,5 por cento e que se aplica aos prédios novos ou aos que foram transaccionados a partir de 2003; e outra que varia entre 0,4 e 0,8 por cento e que se aplica aos restantes prédios. Dentro destas bandas cabe a cada município definir qual a taxa a aplicar.
A promessa do primeiro-ministro é de que irá reduzir estas taxas, mas, mais uma vez, a medida poderá não ter grandes efeitos. Primeiro, porque actualmente a lei fiscal isenta do pagamento deste imposto todos as famílias que preencham duas condições: que tenham um rendimento anual inferior a cerca de 10 mil euros e cuja casa não tenha um valor patrimonial superior a cerca de 50 mil euros. Ou seja, por mais mexidas que se faça nas taxas, estes contribuintes não irão sentir qualquer diferença.
Depois, a lei fiscal permite ainda uma outra isenção. As casas cujo valor patrimonial seja inferior a 157.500 euros estão isentas por seis anos e as casas que tenham um valor entre 157.500 e 236.250 euros estão isentas por um período de três anos. Mas estas isenções apenas vigoram desde 2003, ano em que foi introduzida a reforma da tributação do património pela então equipa liderada pela ministra das Finanças Manuela Ferreira leite. Antes disso as isenções (então de Contribuição Autárquica e não de IMI) chegavam aos dez anos para as casas cujo valor não ultrapassasse os 113.492 euros.
Por lógica, os contribuintes de mais baixos rendimentos compram casas de valor mais reduzido pelo que, a grande maioria deles gozam actualmente de isenção de imposto, logo, não sentirão, no imediato, uma redução de taxas.
Assim, apenas beneficiarão de uma redução de taxas os contribuintes que tendo comprado uma casa de baixo valor já saíram do período de isenção e todos os que compraram casas de valor mais elevado e, como tal, não tiveram direito a isenção. Refira-se que, segundo números publicados pelo Jornal de Negócios, 70 por cento das casas transaccionados entre 2004 e Janeiro de 2006 não pagavam IMI, beneficiando de uma qualquer das isenções.
Mas mesmo os contribuintes sem qualquer isenção poderão não sentir qualquer alteração no imposto a pagar, a menos que a redução de taxas seja muito significativa. Isto porque como são as Câmaras Municipais a fixar as taxas, muitas delas já aplicam valores que não são o limite máximo. E analisando os 10 concelhos mais populosos do país, verifica-se que apenas três – Vila Nova de Gaia; Porto e Cascais – aplicam as duas taxas máximas (0,8 e 0,5 por cento). Lisboa, por exemplo, aplica uma taxa de 0,7 e 0,4 por cento. Logo, se o Governo vier a descer os limites máximos para 0,7 e 0,4 por cento, os munícipes de Lisboa não notarão qualquer alteração.
Autarcas reagem
As promessas de José Sócrates criaram ainda uma série de reacções dos mais variados quadrantes. A começar pelo presidente da Associação nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas.
O primeiro-ministro confessou que não tinha conversado com Ruas antes do anúncio da descida do IMI. O presidente dos autarcas reagiu prontamente ao que chamou “fazer caridade com receita alheia”. Em declarações ao PÚBLICO, Ruas disse desconhecer “por completo” como é que tal medida poderá ser aplicada, e desmentiu categoricamente o facto de ter havido um aumento de imposto na ordem dos 15 por cento. E a haver aumento de receitas, foi pelas “novas casas que entraram no sistema”.
Também a vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Isabel Damasceno, disse ontem que “os municípios portugueses têm noção das dificuldades dos portugueses” e “estão receptivos a partilhar responsabilidades” mas que estas não serão resolvidas com a redução do IMI numa dimensão que ainda não foi definida.
A também presidente da câmara municipal de Leiria disse no final da apresentação do pacote Simplex autárquico (em Cascais), que “a medida não tem impacto, talvez fosse preferível mexer noutros impostos”, até porque a descida só poderá ser feita em Abril, e “os portugueses sofrem já hoje com o aumento do custo de vida”, por isso julga uma medida com mais impacto o aumento das deduções fiscais da habitação para famílias carenciadas. A responsável lamentou o facto de não terem sido consultados ou sequer informados pelo primeiro-ministro. “Fomos apanhados de surpresa”. Quanto ao aumento de 15 por cento no IMI referido por Sócrates, explica que não se trata de uma subida no valor que as pessoas passaram a pagar mas sim no aumento de cobrança de novas habitações que passaram a pagar o imposto.
O presidente da câmara municipal de Cascais, António Capucho, referiu que no caso do seu município o IMI representa 18,9 por cento das receitas (em 2007), face a 16,4 por cento em 2006. Ainda assim reconhece que “há situações injustiça social” na sua aplicação, por isso, concorda que se mexa no IMI desde que não seja “uma medida cega” e que tenha em conta “uma atenuação consoante a riqueza relativa das pessoas”. “Se a legislação for bem-feita não me repugna a descida”.
Em reacção à posição da Associação de Municípios portugueses, o ministro da presidência, Pereira da Silva, disse que “todos temos que contribuir alguma coisa, também é necessário o contributo da administração local e não só da central”.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1334427&idCanal=12
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Caro Gabriel Silva
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Já tinha lido.
Um obrigado.
O Dr. Medina Carreira diz o que pensa.
Não tem medo, e é frontal.
Com os cumprimentos.
(a) Almeidinha
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Não consigo compreender a veneração que têm pelo Dr. Medina Carreira, o profeta da desgraça. Faz carreira na TV a dizer mal de tudo e todos, como é bem do agrado de algum povo português…O homem que precisou de ir ao programa Prós e Contras para se aperceber e aprender que Portugal é actualmente um dos líderes mundiais em energia eólica…
Como diria o Dr. António Lobo Antunes: ” o pessimismo, até do exclusivo prisma clínico, é um mal que se concretiza no momento em que se acredite nele.”
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Marco Alves Diz:
“Não consigo compreender a veneração que têm pelo Dr. Medina Carreira, o profeta da desgraça.”
Talvez essa veneração diminua um pouco no dia em que os nossos “Bachareis da Felicidade” consigam desmentir, com números correctos e certificados, os cálculos que são apresentados em TODAS as “profecias” do Dr Medina Carreira.
“Efectivamente, desde 1990 o nosso Estado arrecadou cerca de 160 000 milhões de euros (m€) – aproximadamente 820 m€/mês – de receitas não tributárias (3). Determinou ainda um grande aumento da carga fiscal, de 29% (1990) para 37% do Pib (2006): +8 pp., que não têm paralelo na Europa durante esse período.”
“Entre 1990 e 2006 são as seguintes as receitas a considerar: 17 000 m€ de privatizações; 51 000 m€ de fundos europeus; e 90 000 m€ de acréscimo da dívida pública.”
“entre 1990 e 2005 o produto português evoluiu à taxa anual de 2% e as despesas sociais (6) à de quase 6%; essas despesas absorviam 60% das contribuições sociais e dos impostos em 1990, 71% em 1995, 70% em 2000 e 84% em 2005.”
“Para se imaginar a influência do crescimento da economia sobre o poder de compra dir-se-á que, aos preços actuais, + 0,1% do Pib equivalem a cerca de 18 € por português e por ano, ou seja, um café tomado ao balcão, de 10 em 10 dias. E + 1% do Pib, 1 café por português e por dia!”
Citações desavergonhadamente surripiadas ao artigo postado na GLQL:
O ‘Circo Nosso de cada dia’ de Henrique Medina Carreira.
😉
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Medina Carreira, Profeta da desgraça!?
Está tudo tão bem cá pela Tugalândia, que não se percebe porque está sempre a criticar. Só por embirração!
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Quando se refere a profecias, refere-se a dados históricos de 1990 a 2006?Estamos em 2008. As despesas sociais aumentaram á taxa de 6% de 1990 a 2005 enquanto o crescimento do PIB aumentou 2%.Que objectivo têm as reformas impostas a partir de 2005?Portugal tem actualmente o menor défice público desde à 30 anos.Isto é um facto actual. O Dr. Medina Carreira tem efectivamente razão quando diz que a economia portuguesa evoluí paralelamente á evolução da economia da UE, devido as decisões macroeconómicas e monetárias vindas de Bruxelas a a outros factores como a subida do petróleo, etc.Tendo isto em conta façam uma análise séria das finanças e economia portuguesa e tirem as vossas conclusões.
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Assisti às 3 entrevistas: MFL, Socrates e Medina Carreira!
Provavelmente, nem todos os portugueses tiveram essa sorte!
Verificou-se, que pessoas com responssabilidade no país se comportaram de forma diferente:
MFL, teve uma entrevistadora agressiva, sem grande preparação
para fazer as preguntas, porque não dominava o assunto.
Manuela Ferreira foi clara não existe dinheiro no país para fazer aquelas obras, nem existe uma especificação de projecto,
custos, prazos e financiamentos e como liquidar os memsmos.
Na realidade o Jamais não explicou até hoje as fantochadas das primeiras pedras, que o Socrates coloca! Na situação aquela data MFL, pouco mais podia dizer. Ontem foi o primeiro dia que Rangel apareceu no parlamento, como chefe da bancada do PSD, sobrou para ele os louros de dar uma coça. no bloco, comunisytas e socialistas, meteram o rabo entre pernas!
Socrates, como de costume não tem a minima noção do que faz e diz: apresentou 2 medidas de possivel, alivio financeiro, não sabendo como são, a quem vão ser feitas e com a imcompetencia de primeiro ministro, que dis na televisão o que devia dizer no dia 10 de julho no parlamento! esta coisa è um primeiro ministro, com 3 anos? aldrabou, malcriadamente inerrompeu os jornalistas, amachucou-os com a força do logar, Gaguejou, fez-se acompanhar de um cenario, de estrela (quem pagou) para dizer vulgaridades!
Medina Carreira, teve um entrevistador, que sabe de finanças, as preguntas foram esse tema, como especialista, respondeu a todas com objectividade e clareza e demonstro, que Portugal está metido no saco de merda!
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Admito que ao ouvir Medina Carreira fui obrigado a concordar com algumas das suas afirmações, principalmente obre o (mau) papel desempenhado por alguns ministros deste Governo.
Também concordo no fundamental com a sua análise sobre a saúde, educação e Reforma do Estado.
Como socialista que sou custou-me a engolir algumas palavras proferidas, mas no principal tenho de concordar com o que disse, levando-me a equacionar o meu posicionamento sobre os grandes investimentos, TGV, Ota etc.
No entanto lembro aos entusiastas de Medina Carreira, que ele defende o despedimento dos funcionários públicos. Sim… Os que agora acenam cheios de fé nas palavras do analista, talvez se tenham esquecido deste pequeno pormenor. Reestruturar o Estado para MC é despedir de metade dos funcionários públicos, não é reformá-los, pois isso é transferir o custo de rubrica.
MC disse que a sua receita para ultrapassarmos esta crise era resolver o problema estrutural do Estado. Será que a oposição aplaude?
Uma coisa é certa… A desorientação é tão grande nas hostes contrárias a Sócrates que desesperam por uma figura credível que faça oposição ao governo. MFL começou mal e já os desiludiu.
Manuela fala em interromper os investimentos e logo os barões do PSD vêm a terreiro dizer que não pode ser, que assim é impossível sobreviver. Manuela fala no IMI e logo um Presidente de Câmara PSD vem dizer aqui del rei que lhe estão a ir ao bolso (o PCP não comenta para não por mais em causa a sua credibilidade). Aliás como pode um político que quer ser Primeiro Ministro afirmar só sabe é que os investimentos são maus. Mas propostas para dar a volta à situação, nada. Nem uma palavra. Temos de analisar, rever, reequacionar, reavaliar etc. Ideias? Sopa dos pobre e mais subsidios. Canalizar verbas de obras para o apoio social e para medidas sociais (alguém nota aqui um piscar de olhos ao eleitorado de esquerda?). Manuela segue simplesmente a mesma estratégia de Durão Barroso. Enquanto houver uma criança em lista de espera, não vamos fazer pontes. Depois a meio do mandato foi para a Europa. Deixou-nos em testamento o TGV, a OTA e um deficit de 6% e quando viu que era difícil fazer o que prometeu, pôs-se ao fresquinho. Ou seja já vi este filme. E a direita também… MFL já perdeu a credibilidade, logo já não pode ser oposição.
António Borges, não pode ser porque acha que em Portugal se paga mal aos políticos e mais do que uma vez concordou com as opções orçamentais deste governos (MFL também) chegando a aconselhar Marques Mendes a aprovar o Orçamento de 2006.
Quem resta? Já tentaram colar-se à CGTP e a Carvalho da Silva. Tentaram Menezes mas rapidamente o popularismo e a inconstância do líder os levou a mudarem de opinião. Jerónimo de Sousa é do PCP e por isso também não pode ser. Francisco Lousã não é carne nem é peixe. Rui Rio mandatou a manelinha e não se demonstrou disponível para abandonar para já a câmara do porto (aprendeu com os outros autarcas que se lixaram ao irem para o Governo). Ainda tentaram o Manuel Alegre, mas rapidamente desistiram pois perceberam que os portugueses não lhe entregariam o país para dirigir.
Da esquerda à direita não há ninguém que seja oposição credível a Sócrates e ninguém que a queira ser. Agora descobrem MC na Sic Notícias e começam a ver uma luz ao fundo do túnel. Se bem que lhes deve ter caído mal as palavras deste sobre Cavaco.
Acabo lembrando que estamos todos no mesmo barco.
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José Gil Diz:
“No entanto lembro aos entusiastas de Medina Carreira, que ele defende o despedimento dos funcionários públicos.”
E novidades, há?
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O grande problema é que Medina Carreira não é ministro nem está em vias de o ser.
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