Foi um azar do caraças
Provável subida de taxas do BCE surge na pior altura para Portugal
Este título é extraordinário. Desde que Portugal entrou no Euro que se sabia que o país não poderia usar a inflação para cobrar impostos extra ou para corrigir o aumento descontrolado da despesa pública. Sabia-se, mas o país continuou durante anos a viver como se nada fosse. A despesa pública disparou, o sector privado dependente das exportações não aguentou, o desemprego aumentou etc. Entretanto não foi feita nenhuma reforma significativa. Guterres gastou, Durão Barroso nem sequer tentou mudar a situação e as tentativas do Engº Sócrates ficaram todas pelo caminho. E de repente descobre-se que uma pequena subida de taxas do BCE surge na pior altura para Portugal. Foi um azar do caraças. Mais 3 meses e tínhamos conseguido fazer as reformas que não fizemos em 15 anos.

Excelente post. Plenamente de acordo. Mas veja isto pelo lado positivo: como uma comédia. Dá saúde e alegria às nossas vidas.
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Alegria! As eleições estão a caminho. Resta escolher o próximo entertainer profissional. As diferenças são dramáticas.
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Lê-se, no post:
«Guterres (…)Engº Sócrates»
O assunto não é muito importante, mas tem graça, pois é mais um exemplo do ‘mundo de pernas para o ar’:
António Guterres, que se licenciou no IST, em 1971, é aqui referido como “Guterres”.
José Sócrates, que tirou um curso-da-treta em [alguém sabe quando?], é aqui referido como “Engº Sócrates”…
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“António Guterres, que se licenciou no IST, em 1971, é aqui referido como “Guterres”.”
Está bem visto sim senhor.
E licenciou-se com 19 valores (se a Wikipédia não está errada), o que no Técnico é obra.
O que quer dizer, que se calhar se perdeu um grande Engenheiro, para se obter um politico da treta…
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Belo post, sim senhor!
No entanto, o problema de à 15 anos mantém-se, e vai-se manter ainda mais uns quantos: como “emagrecer” um Estado que emprega uma fatia tão grande da população activa? Sim, pelo (pouco) que percebo disto tudo, um dos maiores gastos do Estado é justamente com os recursos humanos (presentes, passados ou futuros).
Ou seja, como é que se transita um número tão grande de pessoas do sector público para o privado? Pois, a resposta devia ser “lentamente”, mas pelos vistos, o tempo do “lentamente” já passou, 15 anos, a meu ver, teriam chegado perfeitamente…
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É indiferente se os funcionários “públicos” são “públicos” ou “privados”.
O seu salário é suportado na mesma pelo orçamento do estado ou seja, por mim e vocês. Isto porque o estado continuará a assegurar os serviços necessários, seja por protocolos com privados seja directamente. É apenas uma forma de mudar o nome no papel mas, para efeitos de orçamento.
Reforma da administração pública não é isso. É sentarem-se a uma secretária e desenharem, DE RAÍZ, a estrutura necessária. Depois é implementar isso: montam-se os novos serviços e depois fecham-se os velhos. O custo de estruturação deverá equivaler a 1/5 da linha Lisboa-Porto em TGV.
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… 19 valores?!… é nota excessiva, para quem não consegue multiplicar 6 x 3… eheheheh!
Claro, claro, mas provou ser bom estratega “noutros assuntos”… não há nada como ter um bom “Malícias” por patrono…
Tudo gente muito “piedosa”… como convém.
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contestatario (7):
Pois, mas o problema original mantém-se: faz-se o quê com todos os funcionários públicos? Deita-se fora os antigos, juntamente com a estrutura antiga, e recruta-se “miudagem” nova para a estrutura de raíz? Ou aproveita-se uma percentagem dos antigos?
Pois é, na teoria o seu plano é mesmo o que há a fazer, mas o “bottom line” é o que fazer às pessoas que existem a mais no Estado…
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Os mecanismos de saida temporaria ou defenitiva do euro estão previstos é só utiliza-los.
O melhor que poderia acontecer a portugal era sair do euro.
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“Se cá nevasse, fazia-se cá ski”.
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