Foi um azar do caraças

Provável subida de taxas do BCE surge na pior altura para Portugal

Este título é extraordinário. Desde que Portugal entrou no Euro que se sabia que o país não poderia usar a inflação para cobrar impostos extra ou para corrigir o aumento descontrolado da despesa pública. Sabia-se, mas o país continuou durante anos a viver como se nada fosse. A despesa pública disparou, o sector privado dependente das exportações não aguentou, o desemprego aumentou etc. Entretanto não foi feita nenhuma reforma significativa. Guterres gastou, Durão Barroso nem sequer tentou mudar a situação e as tentativas do Engº Sócrates ficaram todas pelo caminho. E de repente descobre-se que uma pequena subida de taxas do BCE surge na pior altura para Portugal. Foi um azar do caraças. Mais 3 meses e tínhamos conseguido fazer as reformas que não fizemos em 15 anos.

10 Comentários

  1. Anónimo
    Posted 3 Julho, 2008 at 13:43 | Permalink

    Excelente post. Plenamente de acordo. Mas veja isto pelo lado positivo: como uma comédia. Dá saúde e alegria às nossas vidas.

  2. contestatario
    Posted 3 Julho, 2008 at 14:22 | Permalink

    Alegria! As eleições estão a caminho. Resta escolher o próximo entertainer profissional. As diferenças são dramáticas.

  3. Posted 3 Julho, 2008 at 15:28 | Permalink

    Lê-se, no post:

    «Guterres (…)Engº Sócrates»

    O assunto não é muito importante, mas tem graça, pois é mais um exemplo do ‘mundo de pernas para o ar’:

    António Guterres, que se licenciou no IST, em 1971, é aqui referido como “Guterres”.
    José Sócrates, que tirou um curso-da-treta em [alguém sabe quando?], é aqui referido como “Engº Sócrates”…

  4. Posted 3 Julho, 2008 at 16:02 | Permalink

    “António Guterres, que se licenciou no IST, em 1971, é aqui referido como “Guterres”.”

    Está bem visto sim senhor.
    E licenciou-se com 19 valores (se a Wikipédia não está errada), o que no Técnico é obra.
    O que quer dizer, que se calhar se perdeu um grande Engenheiro, para se obter um politico da treta…
    .

  5. X-Tremis
    Posted 3 Julho, 2008 at 17:42 | Permalink

    Belo post, sim senhor!

    No entanto, o problema de à 15 anos mantém-se, e vai-se manter ainda mais uns quantos: como “emagrecer” um Estado que emprega uma fatia tão grande da população activa? Sim, pelo (pouco) que percebo disto tudo, um dos maiores gastos do Estado é justamente com os recursos humanos (presentes, passados ou futuros).

    Ou seja, como é que se transita um número tão grande de pessoas do sector público para o privado? Pois, a resposta devia ser “lentamente”, mas pelos vistos, o tempo do “lentamente” já passou, 15 anos, a meu ver, teriam chegado perfeitamente…

  6. contestatario
    Posted 3 Julho, 2008 at 18:25 | Permalink

    É indiferente se os funcionários “públicos” são “públicos” ou “privados”.
    O seu salário é suportado na mesma pelo orçamento do estado ou seja, por mim e vocês. Isto porque o estado continuará a assegurar os serviços necessários, seja por protocolos com privados seja directamente. É apenas uma forma de mudar o nome no papel mas, para efeitos de orçamento.
    Reforma da administração pública não é isso. É sentarem-se a uma secretária e desenharem, DE RAÍZ, a estrutura necessária. Depois é implementar isso: montam-se os novos serviços e depois fecham-se os velhos. O custo de estruturação deverá equivaler a 1/5 da linha Lisboa-Porto em TGV.

  7. Sá Cristão
    Posted 3 Julho, 2008 at 19:25 | Permalink

    … 19 valores?!… é nota excessiva, para quem não consegue multiplicar 6 x 3… eheheheh!
    Claro, claro, mas provou ser bom estratega “noutros assuntos”… não há nada como ter um bom “Malícias” por patrono…
    Tudo gente muito “piedosa”… como convém.

  8. xtremis
    Posted 3 Julho, 2008 at 20:34 | Permalink

    contestatario (7):

    Pois, mas o problema original mantém-se: faz-se o quê com todos os funcionários públicos? Deita-se fora os antigos, juntamente com a estrutura antiga, e recruta-se “miudagem” nova para a estrutura de raíz? Ou aproveita-se uma percentagem dos antigos?

    Pois é, na teoria o seu plano é mesmo o que há a fazer, mas o “bottom line” é o que fazer às pessoas que existem a mais no Estado…

  9. Posted 3 Julho, 2008 at 21:03 | Permalink

    Os mecanismos de saida temporaria ou defenitiva do euro estão previstos é só utiliza-los.
    O melhor que poderia acontecer a portugal era sair do euro.

  10. Shrek
    Posted 4 Julho, 2008 at 08:54 | Permalink

    “Se cá nevasse, fazia-se cá ski”.


Um Trackback

  1. [...] Internacional, Política, Portugal, União Europeia — André Azevedo Alves @ 3:48 pm Foi um azar do caraças. Por João Miranda. Guterres gastou, Durão Barroso nem sequer tentou mudar a situação e as [...]

Afixar um Comentário

Os campos necessários estão marcados com *

*
*

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 22.203 other followers