Milagres socialistas
10 Fevereiro, 2009
No site do BCP, na biografia do diligente Vice-Presidente Armando Vara, ressalta esta magnífica circunstância curricular:
No site do BCP, na biografia do diligente Vice-Presidente Armando Vara, ressalta esta magnífica circunstância curricular:
Formação e experiência Académica:
é o chamado «salto à Vara»
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Em que a base são as nossas costas, para dizer o mínimo.
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Cada cavadela, …
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Terá sido mesmo no ISCTE, ou na feira de Espinho?
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A licenciatura foi por correspondência e a pós-graduação foi por fax. Logo, a primeira demorou mais tempo a chegar.
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Há mais pós-graduações no ISCTE. Mestrados de prestígio, segundo um catedrátido de Direito da nossa praça: Freitas do Amaral.
O mesmo que escreveu num manual de Direito Administrativo que as decisões de um governo de gestão, devem ser bom contadas.
COmo as do Freeport que o mesmo considerou legalmente inatacáveis.
A espinha das pessoas por vezes não tem problemas de elos gastos. Tem gelatina a mais.
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O que espanta é estas pessoas não terem vergonha mínima na cara, para aparecerem a mandar em indivíduos que deviam ter vergonha deles.
Mas não têm. O Gago até ri com ar de quem gosta de estar ali, todo prazenteiro.
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Cada tiro… cada melro….. hehehe
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Eh pá nao acredito. Entao o gajo acaba a licenciatura em 2005 e em 2009 é presidente da CGD!! Fantástico.
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Asneirada da grossa. De acordo com Bolonha, é possível fazer uma pós-graduação não sendo licenciado. Logo, o percurso descrito é verosímil.
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LR
asneira da grossa certamente. Bolonha, em 2004?
«O ISCTE decidiu iniciar já no próximo ano lectivo, de 2006-2007, a adequação dos seus cursos às regras estabelecidas no Acordo de Bolonha.»
http://iscte.pt/bolonha.jsp
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LR, 10:
“é possível fazer uma pós-graduação não sendo licenciado”
E mais anedotas, sabes?
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Citando o mestre Bruno Aleixo, “irra c’a burro!”
Até um mestrado ou, pelo menos teoricamente, um doutoramento.
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#10
Então é uma pré-graduação de licenciatura futura!
E quem fez essa lei?
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Em 2004, Bolonha era uma realidade, cá pela terrinha…não era?
Sobre o tal Vara:
o percurso do tipo dava um filme sobre o que somos, como portugueses.
Não, não tem a ver especialmente com o tipo que nem conheço. Tem a ver com a personagem. Mas ele não sabe ver a diferença, por isso, acautelo já: tem a ver com as figuras públicas.
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Tivéssemos nós um Jorge Amado e figuras como o Vara dava em telenovela.
Tipo Mundinho, da Gabriela.
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O socialismo real vai ser assim: uma cidadã do mundo que nos escolher vem cá com 9 meses ter o seu rebento que é logo PORTUGUESÍSSIMO.Na hora ser-lhe-á dado um diploma UNI e uma PÓS GRADUAÇÃO ISCTE
Ferramentas para entrar numa das muitas delegações dos bancos públicos quando tiver a idade.Passado pouco tempo e depois de militar na JS estará na gerência…
PS
O resultado é o menos.Corre sempre tudo bem… pelo menos segundo a propaganda.
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É por causa disso que não tenho conta no BCP.
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Parece que o problema está mais naqueles que não tiraram o curso por correspondencia e mesmo assim não toparam nada da fraude do bpn ou do bpp ou outros. Uns grandes economistas de carreira.
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Em 2004 já havia pós-graduações a aceitar não-licenciados.
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Portanto, para terminar:
Mais uma aldrabice, como já é costume.
Tem piada que vi esta história num comentário num blog qualquer.
Quel foi a fonte, CAA?
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Eu gosto muito do sucesso e da competência.
por isso o Vara, o Morais, o Sócrates, a Edite Estrela são os meus ídolos para a próxima encarnação…
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O que é uma pós-graduação tipo ISCTE?
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A pessoa que está a falar hoje na AR sobre o bpn deve estar a deixar todos extasiados. É cada noticia. Pena não estar a transmitir no canal parlamento.
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José
Julgo que é daquelas que decorre enquanto a malta toma um cházinho a discutir uns lugares para si e para os conhecidos, mesmo que seja preciso remover uns gajos da oposição…
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O “sítio” só “lá vai” com Vitalino Canas como Presidente da República !
Certo tipo de políticos, que se ponham a pau com VCanas PR !
Proporia a revisão da Constituição, de modo a termos um regime presidencialista.
Quanto a AVara: por um triz (quase-quase, por forcing em 2001), não colocaria no CVitae, “Administrador da Benfica,SAD”…
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A propósito de universidades, que universidades temos, leiam o post de MVale Almeida no blog “Jugular”.
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um homem adiantado no seu tempo
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CAA,
a referência ao blogue Fiel Inimigo por ter divulgado (primeiro) esta informação seria apreciada e elegante.
http://fiel-inimigo.blogspot.com/2009/02/vara-fazer-por-si.html
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Em 2000, já a Diana Andringa, por exemplo, tinha terminado uma pós-graduação no ISCTE, sem ser licenciada.
O Vara já mau por si mesmo; não é preciso inventar.
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Tudo normal. No passa nada. Deixem-se de campanhas negras.
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Isto está de tal maneira que até as palavras perdem o significado, uma pós graduação ANTES da licenciatura…
Bem vindos à terra do lá-lá.
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É o nosso Benjamin Button!!
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O estranho é na sua experiência profissional não surgir o seu primeiro cargo na CGD.
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A senhora que faz a limpeza (e uns deliciosos cozinhados) em minha casa costuma dizer: (…)”as pessoas que aparecem nas televisões e nas revistas, é porque têm valor”.
Logo, quando AVara & friends surgem, é porque “têm valor”.
(VCanas PR !)
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LR,
«Asneirada da grossa. De acordo com Bolonha, é possível fazer uma pós-graduação não sendo licenciado. Logo, o percurso descrito é verosímil.»
Não é. Em 2004 a UNI não tinha aplicado Bolonha.
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Tarzan,
Não vi no seu blogue. Recebi a informação por email.
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Tarzan,
Não vi no seu blogue, logo não o citei. Recebi a informação por email.
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José,
A fonte indirecta é o site do BCP – penso que é fidedigna…
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Mr. António Carlos,
Acredite que estive quase a colocar esse emprego, em Vinhais e depois em Bragança.
E se repararmos nas datas em que ocupou cargos, entrou e saíu com uma ligeireza e velocidade tais, que de facto não pode ter um CVitae menos extenso…
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Mr. CAA,
Como neste país a culpa é sempre do parceiro/a do lado, essa data foi colocada pela secretária…
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CAA,
Volto a repetir: em 2004, já havia pós-graduações no ISCTE a aceitar não licenciados. Se a UNI aplicava ou não Bolonha na altura é irrelevante.
E a declaração de Bolonha foi assinada em 1999, implicando uma gradual mudança de processos; não uma mudança brusca de um dia para o outro.
Mas é inútil: o pessoal vai continuar a comentar com indignação, convencido de que se trata mesmo de uma anomalia.
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Bem, se o homem terminou a pós-graduação em 2004 e a licenciatura em 2005, fez as duas coisas ao mesmo tempo. Tou a imaginar os colegas de governo a perguntar: óh armandinho em que ano andas pa? responde o sr dr: “ando no primeiro da pós graduação e no terceiro da licenciatura!”
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Mas é inútil: o pessoal vai continuar a comentar com indignação, convencido de que se trata mesmo de uma anomalia.
Pelos vistos no ISCTE não é anomalia mas para o resto do mundo deve ser…
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É ver a lista dos signatários da Declaração de Bolonha. São uns quantos…
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E que tal uas sindicância a esse alfobre de incompetências que dá pelo nome de ISCTE?
Quanto à pós-graduada e não licenciada Diana Andringa, acho que é a melhor anedota da tarde…
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Estes sujeitos e sujeitas vão deixar um rasto de seguidores e malhadores nas escolas e nas empresas, cultivando o oculto e cagando em tudo o que apareça à frente, seja o segredo de justiça, a usurpação ou outra coisa qualquer. É o exemplo que vem muito de cima.
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ZÉZITOS,VARAS,FÁTINHAS & CA. – continuemos, caridodamente a votar nesta canalha…
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Um portento, o Vara, qual colectivo, também nos cursos.
E ai como há-de ser inteligente, além de espertta criatura!
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Os ilustres leitores deste blog gostam é de novelas.
Tipico dos portugueses frustados, com dor de cotovelo e inveja de tudo e de todos.
Tristes….
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“O ISCTE foi criado pelo governo português em 1972. Fundado no quadro de uma inovação universitária, apresentava-se como a primeira unidade de uma nova universidade em Lisboa. Por circunstâncias conjunturais, advindas da situação política e social em 1974, o ISCTE passa a manter-se na direta dependência da Direção-Geral do Ensino Superior, do então designado Ministério da Educação Nacional (atualmente Ministério da Ciência e do Ensino Superior).” – FONTE….. http://www.gestao.iscte.org/cursos/mestrados/eg/brasil/iscte/
Terminar a licenciatura (já com uma pós-graduação é certo) e 4 anos depois…….. TCHAN TCHAN TCHAN TCHAN!!!!!! Pres da CGD!!!!!!!! O Armando vara é um fenómeno financeiro tipo… ahhh… hummm… É o maior!! É-O-M-A-I-O-R!!!!!!!!
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Como em Portugal não há forma de punir um traste destes, a única coisa que podemos fazer é desejar que ele morra como os grilos.
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Se um burro carregado de livros já pode ser um doutor?
Porque é que um Vara com cartão rosa não pode ser um gestor pós graduado?
Aliás com a experiência de vida que é a militância no partido das rosas até podia ser reitor!
Já agora um conselho a todos os doutores: transportem sempre uma boa quantidade de livros porque não é desgraça ser BURRO! No fundo todos o somos, quando carregamos estas varas espertas no dorso.
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DSC,
Que grande confusão que para aí vai com as datas e com o cargo do homem na CGD. Mas repare que em 2004 o ministro da Educação não era do PS.
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Mr. LR, 55
…E um político profissionalão, com aquele CVitae até 2004, com o á-vontade com que se moveu (e move) nos corredores do poder, hábil nas insinuações e se necessário usando amizades, não consegue especial favor dum (influenciável) detentor de poder (universitário ou outro) do partido opositor ao “requerente”, ao “necessitado” ?
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Pós-graduação, neste caso, deve ser um grau académico obtido com pós de perlim-pim-pim.
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“Mas repare que em 2004 o ministro da Educação não era do PS”, diz o impagável LR, descobridor da legimitidade das pós-graduações ex-ante.
Pelos vistos, o ministro da Educação é simultaneamente chefe da secretaria-geral do ISCTE…
Não há vergonha que chegue a estes socretinos.
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LR, e então? você por acaso ascendeu ao mais alto posto na sua profissão ao fim de pouco tempo de completar a sua formação? E na função pública? Se sim deve ter cartão rosinha…ou laranja.. ou vermelho (perdão – encarnado), verde etc…
Poupe-me, a mim, aos outros e a si! não mama tudo da mesma tetina não? lol! até eu mamo se me derem um úbere.
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O sr Vara é uma ilustre figura da colecção de cromos
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Por uma luta dos outros, na pele do CAA
O factor Vara, por Miguel Sousa Tavares, no Expresso
Ultimamente tenho sido industriado num conceito novo sobre a vida que é também uma filosofia de vida: ser “leve”. Ser “leve” é o contrário de ser “pesado”, é, parece, a capacidade de levar as coisas sempre de uma forma ligeira, de não se preocupar demasiadamente com nada nem dar demasiada importância a coisa alguma. Aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, as pessoas “leves” levam tudo na despreocupada: nada deve ser suficientemente grave ou importante para que deixem de rir e de sorrir todo o tempo e em todas as circunstâncias. Trata-se de um conceito moderno e urbano, que a mim me deixa um pouco baralhado, até porque nos últimos anos tenho aprendido a preferir cada vez mais a chuva no campo do que os dias cinzentos na cidade. É verdade que os portugueses sorriem pouco e que sorrir faz bem à saúde e torna as pessoas mais bonitas. Mas lembro-me de a minha mãe dizer que os que vivem eternamente felizes e despreocupados, sempre a rir ou a sorrir, ou são parvos ou são inconscientes. Sim, porque é difícil distinguir onde acabam as virtudes de ser “leve” e começa a estupidez de ser leviano. A fronteira não é clara e há-de ser estreita.
Mas de uma coisa estou certo: só se pode levar as coisas numa “leve” quando se tem condições para tal. Quem vive em quadros de miséria e carência, quem tem da vida urbana uma paisagem de subúrbios desumanizados, quem tem problemas sérios de saúde, quem viu morrer um filho ou alguém muito próximo e amado, quem viu morrer uma após outra todas as ilusões, ou não é “leve” ou anda a Prozac. Poder ser “leve” é um privilégio, não toca a todos.
Mas tenho andado a pensar seriamente no assunto – tentando, claro, pensar de uma forma “leve”, para que faça sentido. Muita gente, e leitores meus, acham que eu me indigno vezes de mais com coisas de mais. Não valeria a pena. Há um tipo que escreve sobre mim num blogue e que se irrita sobremaneira com o que ele acha ser a minha indignação permanente e traça de mim um retrato, até físico, que me deixa abalado. Preocupam-me, então, duas coisas: a minha recorrente indignação, tal como ele a descreve, e o facto de a minha indignação acarretar a indignação dele. Vou tentar mudar, a bem dos dois.
Em vez de dizer que as coisas me indignam ou revoltam, vou passar a dizer suavemente que elas me deprimem. Por exemplo: a história de Armando Vara, promovido ao nível máximo de vencimento na Caixa Geral de Depósitos e para efeitos de reforma futura, depois de já estar há dois meses a trabalhar na concorrência do BCP, é uma história que me deprime. Não, não, acreditem que, apesar de isto envolver o dinheiro que pago em impostos, esta história não me revolta nem me indigna, apenas me deprime. E de forma leve. Eu explico.
Toda a ‘carreira’, se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna – em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de “tachos” a distribuir pela “gente de bem” do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou – “voluntariamente”, como diz o próprio – a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da “segurança”. E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do “canudo”, o agora dr. Armado Vara viu-se promovido – por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente – ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de “sucesso”. A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom “leve”.
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da “instituição” ao jornal “Público”, é prática comum do “grupo” promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores – mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o ‘factor Vara’ deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.
P.S. – Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250.000 euros de indemnização por “ofensas ao seu bom nome”. Porque, algures, eu disse o seguinte: “Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico”. Aparentemente, o queixoso pensa que por “passado político” eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado “bom nome” lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série – ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do “bom nome” do sr. Armando Vara. Era o que faltava!
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“A Sovenco, criada em 1990, era uma sociedade de venda de combustíveis.
Os sócios: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates e Virgílio de Sousa.
Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez. E porque se tenta ele esquecer?
Porque: Armando Vara – condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entanto recebeu o prémio do amigo José Sócrates e foi ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.
Fátima Felgueiras – andou foragida da Justiça no Brasil dois anos; FOI ELEITA PRESIDENTE DE CAMARA DE FELGUEIRAS e teve imunidade
parlamentar.
Virgílio de Sousa – condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.
Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar. Que ‘ricos’ amigos, hein?…”
Será verdade?!
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62,
Em 1990, Sócrates creio que era deputado. Pelo menos, já transitava e bem pelos corredores da política e do poder. Estava muito longe de imaginar que 14 anos mais tarde Durão Barroso renunciaria ao cargo de PM e JSampaio destituiria Santana Lopes, e lhe entregaria entregaria S.Bento.
Em 1990, nada de suspeito havia ou se sabia, sobre Vara, Felgueiras, Virgílio. Teve todo o direito em, alegadamente, se associar com estes, nessa empresa.
Contudo, passado todos esses anos, talvez JS e se efectivamente sócio ou ex-sócio, não queira que lhe lembrem tão mediáticos consócios…
N: não sei se é verdade, essa associação.
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Independentemente de tudo, deve ser aceite que o lugar de administração de um banco como BCP só deve ter profissionais que têm competências técnicas para tal, sejam estas consubstanciadas num percurso académico com qualidade e/ou num percurso profissional sólido em que progressivamente alguém deu provas de conhecimentos e de capacidade de resolução de problemas financeiros complexos. A escolha de um politico da área do governo para a a administração do BCP só veio trair os próprios clientes do banco já fustigados com histórias novelescas, pois deixaram de ver nesse banco uma instituição bancária com alguma independência do estado e com um padrão de serviço de bom nível. Não se pode mudar a cultura de uma instituição de tal modo, penso mesmo que o desbaratar de alguns intangíveis do BCP não foram ainda bem ponderados. A cultura da CGD não pode ser transplantada para um banco como o BCP é que não existe compatibilidade possível entre esses tecidos.O BCP acabou digam o que disserem.
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“anónimo convicto disse
10 Fevereiro, 2009 às 10:28 pm
Corrijam-me se estiver errado: o gajo-quase-engenheiro está a mangar connosco quando nos adianta (manda barro à parede) que os ricos serão aqueles que ganham (casal) mais de €40000/ano. Ora bem, catalogar um casal que ganha 40000 euros por anos é um casal de classe média, nem sequer é de classe média alta. É mais uma pulhice socrática para tentar ganhar o voto dos pobrezinhos. Vivemos num país de tristes, governado por um homem sem escrúpulos.”
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É vergonhoso! Que caraças percebe o gajo de banca!?
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66,
Parece que este governo VAI CONSIDERAR “RICAS”, AS PESSOAS QUE AUFEREM 1900 EUROS MENSALMENTE.
(Assim comerá os tolinhos votantes em JS e que auferem muito menos do que 1900/mês. Assim escaparão, uma vez mais, os verdadeiramente ricos).
Este país está cada vez mais impróprio e indecente para nele viver !
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Milagre Milagre! Sou RICO !!
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anonimo disse
10 Fevereiro, 2009 às 10:26 pm
É mesmo verdade essa coisa da Sovenco? O BE não diz nada sobre isso?
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O rui pereira que é marido da fernanda palma que vai investigar a investigação que não houve no fripór. Certo?
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E porque será que o curriculum vitae termina em 1987? Ser contínuo na Caixa e caixa da Caixa é assim tão desonrroso?!!!
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Toupeira,
Questões psicológicas. Traumas de infância e de juventude. Progressão (branqueada) na carreira com “sucesso”.
Nem todos os filhos de sapateiros ou já adolescentes pica-bilhetes na Carris, admitem quando no poder, esse passado. Freud explica.
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Vitalino Canas à Presidência da República !
Ah, como Portugal teria outro futuro !
“Outro galo cantaria” !
Os portugueses nem sabem o que perdem…
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…E Margarida Moreira como ministra da educação !
Isso, sim ! Teríamos um Portugal progressivo e com futuro risonho !
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NOW !
Vejam na RTP2, uma extraordinária Portuguesa, Maria de Sousa, no programa “Câmara Clara”.
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É da minha vista ou alguém me chamou “socretino” porque demonstrei que não houve nada de errado com essa pós-graduação? É como diz o povo: quem procura porcos, até as moitas lhe roncam…
É mesmo isso: sou um grande defensor do Sócrates. Claro, claro…
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Mr. LR,
Eu, não o tenho como tal, sómente lhe coloquei uma questão no comentário 56, sobre o seu comentário precedente.
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Projectos na Guarda: Vereadores do PSD contestam relatório da Câmara
Casas de Sócrates na Judiciária
Os polémicos projectos assinados por José Sócrates no concelho da Guarda nos anos oitenta vão ser investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária.
Conheça todos os pormenores na edição de quarta-feira do jornal ‘Correio da Manhã’.
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=E411EEC7-6B15-434A-B28F-E3948F3933F5
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Será mais provável desfazer o concelho da Guarda, reestruturar a PJ e o MP, tapar as casas com tapumes, do que qualquer resultado penalizante para quem assinou tais e apelativos projectos.
Para quem futuramente viria a ser ministro do ambiente, ter assinado “isso”… Estamos conversados e mais do que esclarecidos. Por causa destes cavalheiros, é que parte significativa da paisagem urbana está destruída, adulterada e indecente.
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Esse miguel sousa tavares deixa lá que tambem me saiu uma bela peça, saiu saiu.
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CAA,
não terá sido o e-mail que enviei para o Blasfémias com o link do Fiel Inimigo?
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http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2009/02/linda-ministra.html
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Maria de Lurdes Rodrigues, actual responsável pelo sector da Educação, foi, durante vários anos, professora do Ensino Básico, à data designado de Ensino Primário. De tal forma terá sido uma experiência traumática, que no seu currículo oficial, publicitado no site do ME, (a sua única mais-valia para o desempenho de titular da Pasta governativa), tal experiência profissional não consta.
FRAUDE!!!
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Só uma breve nota: esqueçam lá a pós-graduação. Preocupem-se antes em investigar a licenciatura de Vara. Sei de fonte segura (um indivíduo que era da suposta turma e ano de Vara) que fê-la em cerca de 4 meses, sem pôr os pés nas aulas. E mais não digo.
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84 e todos,
Voçeses pensem que podim esquerever aqui o que les apetesse?
Vôu pôr um prosseço a cada um, como puz ó Meguel S. Tavares, que até se licham.
Dice.
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Meus senhores, que o ISCTE aceite não liceinciados em «pós-graduações», o problema é do ISCTE (embora creia que essas «pós-graduações» sejam muito direccionadas a certas actividades e exijam prática e carteira profissional). Agora o que não devia era chamar-lhes «pós-graduações», porque em bom português a pós-graduação vem depois da graduação. Ora como se aceitam pessoas sem graduação, têm que arranjar-lhe outro nome.
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Foi tirado na independente? tudo pode acontecer!
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