CE

Confesso não entender porque o fim da proibição de financiamento federal, nos EUA, para investigação com células embrionárias que implicassem a destruição de embriões tenha sido saudado por muita gente como o fim de um qualquer «obscurantismo».  Pelos vistos preferem antes a  desumanidade e a barbárie.

23 Comentários

  1. Posted 13 Março, 2009 at 10:48 | Permalink

    Então o Gabriel não sabe que não há qualquer problema ético nas investigações em embriões humanos, porque toda a investigação é feita em “embriões não fertilizados”?

  2. Posted 13 Março, 2009 at 10:53 | Permalink

    Estas declarações vêm trazer um novo significado à expressão “guerras culturais” e ajudam a compreender a intenção do Presidente Obama quando disse pretender separar a política da ciência.

  3. JCP
    Posted 13 Março, 2009 at 11:16 | Permalink

    Perfeitamente de acordo LC! Mas não é totalmente verdade que a investigação se faça exclusivamente em embriões não fertilizados!

  4. Posted 13 Março, 2009 at 11:17 | Permalink

    Caro Luis Cardoso,

    Das duas uma ou está a ser irónico ou então não sabe que um embrião é por definição fertilizado (a divisão celular já começou).

    Cumprimentos,
    Paulo

  5. PKS
    Posted 13 Março, 2009 at 11:35 | Permalink

    O conceito de embrião não fertilizado é uma aberração.

    O mal não é a ignorância. O mal é sempre os ignorantes que pensam saber.

  6. José Rocha
    Posted 13 Março, 2009 at 11:50 | Permalink

    E investigação em cadáveres? Só no final da idade média é que foi permitido abrir o corpo e nessa altura era bem obscuro. Abrir o corpo dos mortos, que horros, que falta de respeito pela vida da pessoa… bla bla
    Esta questão é extremamente complexa, não pode haver lugar a julgamentos morais fáceis. Para isso há a ética e seus especialista que pode, e deve, ser aberta. Mas seguramente é ignorância fazer julgamentos simplistas.

  7. JCP
    Posted 13 Março, 2009 at 11:51 | Permalink

    se calha foi por causa disso que o LC os colocou entre aspas…

  8. JCP
    Posted 13 Março, 2009 at 11:55 | Permalink

    Para além disso existem células estaminais embrionárias nos cordões umbilicais (que vão normalmente parar ao caixote do lixo). será que não poderão ser utilizadas para fins científicos?

  9. Anónimo
    Posted 13 Março, 2009 at 11:59 | Permalink

    Fale com pessoas cujo aparente desejo doentio de matar, como o seu colega de blog CAA, parecem ser uma pulsão.
    Aborto, eutanásia…

  10. Posted 13 Março, 2009 at 12:50 | Permalink

    Embriões não fertilizados????

    Alguém me pode explicar isso?

    É que eu sou biólogo e nunca ouvi falar de tal. O embrião evolui sempre do zigoto. O zigoto é a célula diploide acabada de ser fecundada. Logo isso de embriões fecundados ou não fecundados….

  11. Posted 13 Março, 2009 at 13:06 | Permalink

    Ó Ricardo,
    Pergunte ao Clinton – o qual, segundo consta, estudou aprofundadamente a matéria – e ao Gupta, que é médico.

  12. José Rocha
    Posted 13 Março, 2009 at 13:43 | Permalink

    Por falar em matar, quando é que vamos deixar de destroçar a vida dos biliões de animais que matamos por pura gula? Quando é que Roma eleva os padrões morais a este nível? É que estamos a falar de seres com inteligência, laços familiares e com cultura superior a uma elevada percentagem dos seres ditos humanos.

  13. Posted 13 Março, 2009 at 14:19 | Permalink

    Dois textos sobre a matéria, nos quais não se usam aberrações lógicas como “embriões não fertilizados” (Bill Clinton dixit):

    http://townhall.com/columnists/SteveChapman/2009/03/12/stem_cells_are_not_just_about_science

    http://townhall.com/columnists/MichaelReagan/2009/03/11/obamas_embryonic_stem_cell_ok_can_kill

  14. Posted 13 Março, 2009 at 15:29 | Permalink

    Luís Cardoso.

    Não vou perguntar nada ao Clinton porque ele de certeza que não me vai responder.

    Só gostava de saber qual a definição de embrião não fertilizado para os cientistas especialistas em tudo e mais alguma coisa aqui do blasfémias.

  15. Posted 13 Março, 2009 at 16:05 | Permalink

    Você é Ricardo Ferreira ou alguém a fazer-se passar por Ricardo Ferreira?

  16. JCP
    Posted 13 Março, 2009 at 17:37 | Permalink

    LC, acho melhor explicar ao RF que se vir o vídeo com a entrevista ao Clínton vai perceber rapidamente a “charge” dos “embriões não fertilizados”. Fiat lux?

  17. Draguinho
    Posted 13 Março, 2009 at 20:49 | Permalink

    Saberá o Gabriel que muitos dos avanços da medicina de agora beneficia foram feitos à custa de excomunhões e vítimas das fogueiras inquisitórias?

  18. Posted 13 Março, 2009 at 22:57 | Permalink

    Draguinho,
    O que é que acha disto?
    «Just because research may be useful in combating disease doesn’t mean it’s ethically acceptable. The infamous Tuskegee syphilis experiment – in which the federal Public Health Service secretly withheld treatment from infected black men to learn more about the disease – might have yielded valuable data. But no scientific discovery could possibly have justified it.»
    [http://townhall.com/columnists/SteveChapman/2009/03/12/stem_cells_are_not_just_about_science]
    [http://en.wikipedia.org/wiki/Tuskegee_Study_of_Untreated_Syphilis_in_the_Negro_Male#Ethical_implications]
    Estaria disposto a aceitar uma experiência destas?
    Qual é a diferença essencial – ou seja, relativa à essência, a despeito da idade, cor, origem, religião – entre um homem adulto e um embrião humano?

  19. Posted 14 Março, 2009 at 03:42 | Permalink

    Luis Cardoso, sempre a fugir à pergunta.

    Vê-se que não percebe muito do assunto.

  20. Posted 14 Março, 2009 at 16:01 | Permalink

    Ó Ricardo, vamos lá a ver se esclarecemos isto, porque você é uma pessoa de má índole – se for o mesmo Ricardo Ferreira que se apropria da identidade de outros bloggers; se não for, peço desculpa – e, por isso, não quero confusões nem mal-entendidos consigo: quem inventou o conceito “embriões não-fertilizados” foi o Bill Clinton na entrevista cujo link colei no primeiro comentário a este postal. (Acho, a propósito, extraordinário que você esteja a trocar mensagens comigo sem prestar atenção ao que eu disse nos outros comentários).
    A entrevista tem um interesse particular neste momento porque se seguiu ao levantamento de algumas restrições à atribuição de fundos federais à investigação em células estaminais de embriões humanos, restrições aplicadas por G. W. Bush e agora levantadas por Obama, num gesto que supostamente pretendia libertar a ciência de constrangimentos éticos espúrios impostos pelos políticos – isto na obaminável perspectiva progressista.
    O video vem mostrar a ignorância de uma alta figura do partido Democrata e da esquerda progressista americana, que já foi presidente, uma ignorância indesculpável, contumaz, até soberba.
    Como é que um político com as responsabilidades que Clinton teve e tem é tão ignorante em matérias desta natureza? Como é que a esquerda que arroga ter a ciência a suportar as suas posições nestas matérias revela tamanha ignorância?
    Mais importante: como é que se pode confiar em políticos que fundamentam as suas posições na ignorância e ainda se proclamam esclarecidos, em oposição ao obscurantismo dos conservadores?
    Isto sim, é separar a ciência da política: um político mostra que as suas decisões são completamente ideológicas ao demonstrar que não há qualquer base científica válida que as fundamente.
    Por isso é que eu lhe disse para ir perguntar ao Clinton, o autor desta aberração conceptual, à qual fiz referência por ironia.

    Em suma: atrevo-me a fazer-lhe algumas recomendações, apesar de ter razões para temer que você, pela pouca seriedade que demonstra nesta caixa de comentários e noutras, não lhes venha a ligar: leia os postais com atenção; se não sabe do que é que se está a falar, informe-se; basta fazer alguns clics e ler alguns textos. Depois: se quer discutir com alguém, leia os comentários com atenção e os links que são apontados.
    Se a sua intenção é envolver-se em trocas de comentários estéreis, não conte comigo.

    Esta resposta é a variante longa e específica de uma outra mais genérica e sintética, a qual me parece mais indicada para si, mas que tento adiar. É a variante usada pelo Olavo de Carvalho quando se depara com interlocutores pouco sérios e com má-fé. Fica para a próxima.

  21. Posted 14 Março, 2009 at 16:05 | Permalink

    Ricardo,
    Numa coisa você acertou, devo reconhecer: eu não percebo muito do assunto. É pena não ser o único e nisso estar acompanhado, e mal, por tanta gente com graves responsabilidades.

  22. Posted 14 Março, 2009 at 17:33 | Permalink

    Luis Cardoso, má indole deve ter a sua Tia. Eu apropriei-me de um nick que reguarlemente recorria ao insulto, unicamente à minha pessoa. Mas nunca vi ninguém a emitir juízoa desses insultos, portanto a má índole pode ficar por aqui…

    Falemos de coisas sérias. Pouco me interessa que Clinton ou Obama pouco percebam desse assunto.

    O que me interessa é que em certos blogues, este e o insurgente, os colaboradores surgem como transportadores da verdade e quando alguém contrapoe as suas ideias, estes colaboradores recorrem à desqualificação científica, como se fossem grandes transportadores de conhecimentos científicos.

    Quando, num blogue destes vejo conceitos como embrião não fertilizado, sobretudo na minha área de formação, questiono estes grandes portadores do conhecimento científico único de modo a explicarem esta falácia. Se o Luis Cardoso se coloca em solidariedade com esses transportadores da verdade científica, então recebe as mesmas perguntas.

    E volto a repetir. Pouco me interessa o que diz Clinton sobre isto.

    Só queria saber qual o conceito de embrião não fertilizado inventado pelas grandes cabeças do blasfémias. E digo-lhe quando vou obter a resposta: nunca.

    Vão esuqecer este assunto como não se tratasse de nada… é díficil admitir os erros.

  23. Posted 14 Março, 2009 at 17:36 | Permalink

    Quanto á usurpação da sua identidade esteja descanso, enquanto não recorrer a insultos…


Um Trackback

  1. [...] com destruição de embriões humanos desnecessária como economicamente pouco apelativa; e sem levantar qualquer reserva ética. As razões de Obama para ir por este caminho prendem-se apenas com a sua incapacidade de decisão [...]

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