Linhas de crédito II
Imagine-se uma empresa típica fora dos sectores protegidos ou com receitas estáveis. Ou seja, uma empresa vulnerável ao ciclo económico. Esta empresa típica tinha, no início de 2008, um determinado número de trabalhadores, capital e dívida adequados às receitas. No início de 2008, esta empresa poderia até estar a pensar em investir, o que implicaria o aumento do número de trabalhadores, do capital utilizável e eventualmente da dívida. Esta opção faria sentido se existisse a convicção de que as receitas futuras poderiam aumentar.
Com a crise as receitas caíram, o que implica que a tal empresa típica passou a ter excesso de trabalhadores, excesso de capital e excesso de dívida. Se as receitas caíram e não se sabe ao certo quando vão aumentar, o racional é proceder à redução de trabalhadores, de capital e de dívida. Não por acaso é isso que as empresas estão a fazer. Quem tem excesso de trabalhadores despede, quem tem excesso de capital vende instalações, quem tem excesso de dívida tenta renegociar ou fazer aumentos de capital para reduzir endividamento.
Como explicar então que o Estado se endivide e que procure estimular o endividamento?

Diga-me cá…
Não foi isso que o governo fez durante a guerra colonial ?
É só para saber …!
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É por essas e por outras que sou a favor de aulas sobre empreendorismos no ensino secundário (digo ensino secundário, entre outras razões, para que os nossos governantes não correrem o risco de não as terem).
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o miranda podia trabalhar de contorcionista no circo do carreira.
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É precisamente para que as empresas não perpetuem esse ciclo, arrastando-nos a todos para o fundo do buraco.
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««É precisamente para que as empresas não perpetuem esse ciclo, arrastando-nos a todos para o fundo do buraco.»»
Wishful thinking.
Se o Estado se endivida para gerar procura, as empresas antecipam aumento de procura pública mas também antecipam aumento dos impostos para pagar as dívidas. Os dois efeitos tendem a anular-se.
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Não não tendem. Alguma empresa se lembra de não produzir e facturar mais porque prevê que algures no médio prazo haverá aumento de impostos? Claro que não.
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Porque o Estado nao é uma empresa!!!
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««Alguma empresa se lembra de não produzir e facturar mais porque prevê que algures no médio prazo haverá aumento de impostos? »»
Não se trata de produzir e facturar mais. Trata-se de investir para facturar no futuro. Ora, a não ser que as empresas sejam masoquistas, nenhuma se vai meter a investir para satisfazer uma procura que ainda não existe sem ponderar vários factores, incluindo carga fiscal sobre si e sobre os seus clientes.
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««Porque o Estado nao é uma empresa!!!»»
Repare que a estratégia das linhas de crédito visa estimular o endividamento de empresas. Porque é que o Estado imagina que as empresas se querem endividar?
Por outro lado, o Estado está sujeito às restrições das restantes instituições. Se se endivida vai ter que pagar. Mas para pagar têm que existir receitas futuras. Onde é que o Estado as vai buscar, tendo em conta que as empresas não acreditam que existirão receitas futuras acrescidas?
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Foi a história que aprendemos com a avó. Mas depois os tempos mudaram e agora conta-se outra.
Era uma vez uma época em que momentâneamente coexistiam dois desiquilibrios demográficos: entre novos e velhos e entre primeiro mundo despovoado e terceiro mundo com focos hiperpovoados. Para manter a funcionar uma economia fundada em mitos totalitários e grandes narrativas simplistas e lineares o primeiro Mundo decidiu alimentar bolhas de sobrevalorização através do dumping no custo da mão de obra do Oriente. Ao fim de algum tempo o Oriente começou a ficar um pouco menos pobre e o Ocidente viu-se de repente incapaz de produzir o que precisava para alimentar o seu sistema cultural de controle de massas a que se chamava na altura Consumismo. Como a coisa começou a falhar (já não se conseguia manter a malta entretida na loja do chinês) choveram de uma assentada campanhas destinadas a implantar um sistema de condicionamento não apenas cultural mas também físico: chips, cartões, eliminação das notas e moedas, uma cultura de terror e ameaça constante (epidemias, insegurança no espaço público, conflitos religiosos). E quando afinal tudo parecia até não estar a correr mal eis que surge a ameaça do fracasso do estado social. Ora as soluções não caem das árvores e muito menos dos blogs. É certo que neles encontramos cartilhas velhas que alguns, por as terem aprendido recentemente, ainda lhes encontram viço. Entretanto quem tem a responsabilidade de manter a paz social decidiu adiar por um pouco mais o regresso à barbárie enquanto aperfeiçoa o sistema de controle anti-motim e espera que algum salto tecnológico permita resolver a questão de como dar a todos o que todos exigem, que isto de ficar à espera da recompensa na outra vida já foi chão que deu uvas.
No próximo episódio a diatribe versará sobre a segunda magna questão: como organizar a sociedade quando três quintos da população se tornarem desnecessários para o sistema básico produtivo? Talvez o aumento do horário de trabalho não seja uma boa ideia.
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Onde uns vêem políticas voluntaristas outros vêem pânico e impotência. Inclino-me mais para a segunda hipótese.
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Você é fabuloso. Há 18 anos que colaboro na gestão de duas empresas e nunca dei comigo a fazer tal raciocínio, nem nunca o ouvi de nenhum gestor. Um possível aumento de impostos não é um factor determinante na decisão de investimento, pois coisas como IRC recaem sobre lucros, logo…
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Uma coisa é certa: uma boa teoria é a melhor maneira de resolver um problema prático. Assim como quem não quer perder os detalhes preocupa-se antes de mais a observar a pintura na sua globalidade.
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««Um possível aumento de impostos não é um factor determinante na decisão de investimento, pois coisas como IRC recaem sobre lucros, logo…»»
Percebi. Impostos futuros são irrelevantes porque a nossa empresa não investe para ter lucro. Ok. É uma opção. Suponho também que os impostos futuros também não afectam os clientes nem os custos dos fornecedores.
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“Repare que a estratégia das linhas de crédito visa estimular o endividamento de empresas. Porque é que o Estado imagina que as empresas se querem endividar?”
Eu nao conheco os detalhes destas linhas de empresa, mas se elas providenciassem credito às condicoes do mercado (más) entao nao valeria a pena criá-las. Logo, deduzo que estas linhas de crédito oferecem condicoes vantajosas em relaçao a outras fontes de credito, o podera tornar o endividamento com vista ao investimento mais atractivo para algumas empresas.
“Por outro lado, o Estado está sujeito às restrições das restantes instituições”
Nem tanto. O Estado tem alguma margem de manobra extra: pode controlar a sua fonte de receitas (impostos), pode emitir divida publica, etc etc.
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“Há 18 anos que colaboro na gestão de duas empresas e nunca dei comigo a fazer tal raciocínio [aumentos da carga fiscal], nem nunca o ouvi de nenhum gestor.”
Isto deve ser a norma nos gestores portugueses.
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««Eu nao conheco os detalhes destas linhas de empresa, mas se elas providenciassem credito às condicoes do mercado (más) entao nao valeria a pena criá-las. Logo, deduzo que estas linhas de crédito oferecem condicoes vantajosas em relaçao a outras fontes de credito, o podera tornar o endividamento com vista ao investimento mais atractivo para algumas empresas.»»
Se o cédito é bonificado, então as mesmas empresas têm que refazer as contas. É que a contrapartida para a redução do preço do crédito é o aumento dos custos futuros (porque ou os impostos aumentam ou diminui a procura pública).
««Nem tanto. O Estado tem alguma margem de manobra extra: pode controlar a sua fonte de receitas (impostos), pode emitir divida publica, etc etc.»»
Mas é precisamente por o Estado poder controlar a receita futura que este tipo de estímulos não pode funcionar. Qualquer que seja o método adoptado, ele implica custos futuros para a economia, incluindo para as empresas que estão a ser incentivadas a investir. Ora, porque é que as empresas haveriam de investir se estas ajudas representam uma promessa de custos futuros acrescidos?
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Aqui a cantiga é outra, a verdadeira opinião pública… Ponham os olhos nisto em tempo de eleições!!!
Como Gil Vicente dizia: “Ridendo castigate mores”, ou seja, “A rir corrigem-se os costumes”
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Não percebeu, não. A tal “nossa empresa” pode pagar IRS pois isso é sinal de que teve… lucros. Um aumento marginal nas taxas dificilmente anula aumentos de lucros decorrentes de maior capacidade produtiva instalada e maior procura. E, mesmo nesse caso, ainda restaria algum benefício na forma de maquinaria, instalações renovadas, etc.
Quem me dera trabalhar na Dinamarca, com impostos altíssimos e consumidores a jorrar dinheiro pelas orelhas…
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««Um aumento marginal nas taxas dificilmente anula aumentos de lucros decorrentes de maior capacidade produtiva instalada e maior procura.»»
O problema é que se os custos fiscais aumentarem (e não será certamento o IRC porque o Estado já não consegue ir buscar receitas ao IRC) não haverá maior procura e os fornecedores cobrarão preços mais elevados.
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Anónimo #17
Olhe que o tal raciocínio não se reduz a “[aumentos da carga fiscal]”. É sim não investir hoje porque os impostos talvez subam daqui a 2 ou 3 anos. A sua postura é que parece a “norma” de quem gosta de mandar umas bocas sobre coisas que não conhece.
Repito: essa expectativa não basta para levar ao corte de investimentos capazes de gerar lucros apreciáveis.
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Leituras, só para perceberem o que vem aí e não vai ser só nos EUA. Com loucos Socialistas e Social Democratas ao volante:
The US economy is lurching towards crisis with long-term interest rates on course to double, crippling the country’s ability to pay its debts and potentially plunging it into another recession, according to a study by the US’s own central bank.
http://www.telegraph.co.uk/finance/financetopics/financialcrisis/5754447/US-lurching-towards-debt-explosion-with-long-term-interest-rates-on-course-to-double.html
“California’s Nightmare Will Kill Obamanomics: Kevin Hassett”
July 6 (Bloomberg) — Last week, we discovered that the state of California will gladly pay you Tuesday for a hamburger today.
With California mired in a budget crisis, largely the result of a political impasse that makes spending cuts and tax increases impossible, Controller John Chiang said the state planned to issue $3.3 billion in IOU’s in July alone. Instead of cash, those who do business with California will get slips of paper.
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=newsarchive&sid=aTKrn1jUJwdE
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“como organizar a sociedade quando três quintos da população se tornarem desnecessários para o sistema básico produtivo? Talvez o aumento do horário de trabalho não seja uma boa ideia.”
Pois é. Se o mercado de trabalho não fosse algo hiperegulado, provavelmente a maioria das pessoas trabalharia 4 dias por semana.
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««A tal “nossa empresa” pode pagar IRS pois isso é sinal de que teve… lucros. Um aumento marginal nas taxas dificilmente anula aumentos de lucros decorrentes de maior capacidade produtiva instalada e maior procura. »»
Se isto fosse verdade não seriam necessárias linhas de crédito bonificadas. Se o acréscimo de lucros é muito superior ao valor necessário para pagar o crédito bonificado, então não é necessário bonificar nada.
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Porque ninguém investe a pensar que nao vai recolher benefícios no futuro! Logo se investe é porque acredita que vai estar numa posiçao financeira para fazer face aos custos futuros acrescidos.
É tudo uma questao de expectativas. Melhor ou pior fundamentadas.
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««Repito: essa expectativa não basta para levar ao corte de investimentos capazes de gerar lucros apreciáveis.»»
Vamos lá ver:
– a expectativa inicial é que não haverá crescimento e logo não haverá receitas acrescidas
– o Estado bonifica o crédito (supostamente isto viabilizará investimento) mas miraculosamento o custo futuro do crédito não altera as receitas futuras.
Como explicar que uma intervenção do Estado consiga viabilizar um negócio até agora inviável com recurso ao crédito se os custos do crédito concedido pelo Estado contribui para reduzir a procura futura (que já se previa ser baixa)?
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Mas não deixa de ser interessante que apareça um empresário que acredita que as injecções do Estado nas empresas não representam custos futuros para essas mesmas empresas.
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As “injecções” também representarão aumentos de receitas fiscais para o Estado. Directamente e através de coisas como o IVA, aplicado aos produtos que a empresa produz. (Deve haver papers sobre isso na b-on; pode bem procurar.) Ou acha que o Estado americano não recuperou muitas vezes o dinheiro que investiu na internet ou nas comunicações por satélite, só por exemplo? Quando Portugal, mal ou bem, decidiu encher tudo de eucaliptos, não veio depois a recuperar o dinheiro do esforço, através da indústria papeleira?
Por outro lado, olhe que uma bonificação pode representar a diferença entre um investimento ser ou não possível. Esses valores tendem a ser quânticos.
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Portugal,
Linhas De(s)Credito
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O estado tem informação inacessível ao blogger. O estado está à rasca. Estamos a assitir à maior transformação social dos últimos 2 mil anos. E está para durar.
Neste contexto ninguém pensa no custo futuro nos termos da teoria económica tradicional.
O FMI vai tornar-se rapidamente motivo de chacota (ao estilo do nosso bom Constâncio) e o incumprimento do serviço da dívida vai começar a ser equacionado por vários países se as coisas não mudarem muito. Está-se apenas a tentar chegar vivo ao futuro.
Com ou sem linhas de crédito bonificadas neste momento a única solução que se encontrou é continuar a imprimir notas. Até à última árvore. A alternativa mainstream em cima da mesa é o empobrecimento dos países mais ricos e o gorar das expectativas dos povos das potências emergentes. É preciso abrir os olhinhos e observar os motins na China, que acontecem regularmente e só agora começam a conseguir transpor a Firewall para aparecer nos nossos telejornais. E face a isto qual é a resposta dos americanos? Recrudescimento da guerra no Afeganistão.
Bush faria o mesmo.
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Esta gente esquece-se que qualquer empresa ou projecto só pode ser financiado de duas maneiras (ou atraves de um mix)
1 – Capital (equity)
2 – Divida (debt)
Por razoes que me ultrapassam, em Portugal salta-se logo para o ponto 2, mas, pergunto:
Ha falta de capital em Portugal?
A julgar pelo plano de investimentos do estado, nao.
O que o estado pretende injectar em TGVs, Aeroportos, Autoestradas, etc. dava para participar no capital de todas as PMEs de Portugal, tornando-as solventes e obrigando-as a reportar contas como deve ser e a pagar impostos, para variar.
Mas o problema nao me parece que seja esse. O problema do país e suas PMEs é:
1 – justica inoperante
2 – burrocracia gritante
3 – corrupcao
4 – merditocrica e nepotismo (vs meritocracia em países normais)
5 – carga fiscal inapropriada para um país ultraperiferico e de baixo PIB
6 – peso do estado na economia
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Nem mais, Rasputine! E a Tia Manela vai descocrir isso mais cedo do que tarde. eE que a memória é curta e o Avô Cavaco já não se lembra dos buzinões.
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Kapital realmente não falta na Tugolândia. Se for preciso o BCE pode mandar imprimir. A tipografia ainda não é feita na China. Mas eles estão a pensar imprimir lá em casa os novos dólares. E passam a chamar-lhes Yuan.
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Quando o método de tratamento requer “injecções” normalmente é porque a doença não é das mais ligeiras.
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Por outro lado injectar e criar dívida é uma óptima maneira de controlar todo o tecido económico. Há quem diga que as crises começam por aí.
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“Repito: essa expectativa não basta para levar ao corte de investimentos capazes de gerar lucros apreciáveis.”
Que pérola típica de alguns Gestores que andam por aí. É claro que não, em África investe-se na prospecção de diamantes ou petróleo apesar dos gangues e das guerras logo não é aí que está a questão…
Investimentos com “lucros apreciáveis” são uma minoria e quase sempre sob a protecção de Governo ou de leis que fabricam um monopólio.
Investir numa loja , numa exploração agrícola, numa ideia dá “lucros apreciáveis” ? Não se sabe mas a maioria não está á espera de ficar milionário na maioria desses investimentos, está á espera de ter liberdade de gerir a sua vida e de depender só do seu trabalho. É aí que está a maioria da economia livre, nas decisões de centenas de milhares de pessoas. Ora o que tem sucedido é a destruição desse borbulhar. Ficam os grandes.
Como se vê pelo estado da economia e do País, a maioria dos investimentos foram errados nos últimos 20 ou 30 anos. Como não há liberdade económica no País, não há redundância, uma grande parte do dinheiro foi canalizada sobre uma única lógica.
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Em Portugal 55% dos gestores que comecam PMEs a esperar de gerar “Lucros Apreciaveis” vao a falencia passado 3 anos.
No entanto, nunca vi nenhuma grande empresa portuguesa, que trabalhe com / para o estado, ir a falencia.
Alguem já viu uma Parceria Publico Privada dar pro torto para o investidor privado?
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“…Imagine-se uma empresa típica fora dos sectores protegidos ou com receitas estáveis. Ou seja, uma empresa vulnerável ao ciclo económico.”
Quer o JM explicar-me como se caracteriza uma empresa “típica”, assim como o que significa “receitas estáveis” ?
Poderei concluir desta afirmação que as empresas “atipicas” (seja isso o que fôr) não estão vulneraveis aos ciclos economicos ?
Mais, haverá mesmo empresas (sem adjectivos) insusceptiveis de serem vulneraveis aos ciclos ?
Estranho e bizarro mundo vive o JM….
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Os oligarcas que se entendam.
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“….nenhuma se vai meter a investir para satisfazer uma procura que ainda não existe sem ponderar vários factores, incluindo carga fiscal sobre si e sobre os seus clientes.”
Lembro ao JM, que, por ex. o mercado dos telemoveis, no seu inicio, era considerado não interessante e com reduzidissima procura.
Ou seja, espectativas futuras claramente desincentivadoras ao investimento.
Penso n\ao necessitar de explicar mais nada…
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se não há eSpectativas não é preciso eSplicar ! Sejamos coerentes e criativos que diabo! ; )
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««Lembro ao JM, que, por ex. o mercado dos telemoveis, no seu inicio, era considerado não interessante e com reduzidissima procura.
Ou seja, espectativas futuras claramente desincentivadoras ao investimento.
Penso n\ao necessitar de explicar mais nada…»»
Isto é o problema típico da ausência de pensamento abstracto. Exemplos concretos não invalidam o problema geral pelo simples facto que o que interessa são as previsões do que vai acontecer no futuro a partir de agora e não o que foi previsto no passado.
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««Poderei concluir desta afirmação que as empresas “atipicas” (seja isso o que fôr) não estão vulneraveis aos ciclos economicos ?»»
Exemplos de empresas que são menos vulneráveis aos ciclos: utilities, farmacêuticas com medicamentos patenteados, Wal Mart.
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O exemplo dos telemoveis e muito bom. O negocio nao tinha interesse nenhum, pelo que foram preciso os governos de diversas nacoes a fazerem todo o desenvolvimento da tecnologia e os investimentos necessarios para que a mesma chegasse ao povo.
A Motorolla é o Governo dos EUA (disfarcado de empresa de capitais privados, listada em bolsa)
A Ericsson é o Governo da Suecia (disfarcado de empresa de capitais privados, listada em bolsa)
A Nokia é o Governo da Finlandia ((disfarcado de empresa de capitais privados, listada em bolsa)
etc. etc etc
Em Portugal, onde se le Telecel (agora vodafone) deve ler-se Fundacao para as Comunicacoes Moveis.
Onde se le Optimus deve ler-se Anacom.
Esta gente nao existe… Tem mais exemplos bons como este? Onde a inovacao tenha sido feita quase exclusivamente por privados?
Quer mais um? Que tal a internet? Foi uma invencao do Socrates? Quem é a Google? Uma empresa de capitais publicos?
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India’s budget gap explodes
Finance Minister Pranab Mukherjee says deficit will jump to 6.8%
Resposta do Mercado
Mumbai slides on debt fears (down 3.3%)
Hahaha, amadores, em Portugal isto ja nem faz noticia…
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Temos que ser compreensivos com a reacção dos investidores indianos. Para eles as dívidas pagam-se mesmo. Como acreditam na reencarnação correm o risco de ter de trabalhar lado a lado com os bisnetos para cumprir as obrigações.
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