Rangel e a Escola
O programa de Paulo Rangel para a escola pública é um programa excelente para um candidato a director de uma escola secundária. Com a diferença de que se fosse falar em ensino profissional para alguns dos liceus tradicionais do país, Paulo Rangel perderia para o outro candidato.
O discurso de Paulo Rangel pode agradar a uma determinada direita, saudosa de ordem e de rigor. Mas a função do governo e do ministério da educação numa sociedade pluralista não é instituir ordem e rigor. Essa é uma tarefa para o director de escola. E cada escola tem o seu, com amplas liberdades para impor o tal rigor, se o desejar, ou para criar a bandalheira, se o desejar. O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.

Por parentesco próximo, sei que há na escola de hoje, indisciplina e facilitismo. Mesmo que o parentesco fosse longínquo ou inexistente, bastava ler e ouvir os discursos do poder, ler e ouvir os media, falar com alguns alunos – todos convivemos com alguns – as benditas novas oportunidades, etc..
Ordem e rigor=a antigo regime=a direita saudosa?
O João Miranda chegou de Marte?
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«Mas a função do governo e do ministério da educação numa sociedade pluralista não é instituir ordem e rigor. Essa é uma tarefa para o director de escola. E cada escola tem o seu, com amplas liberdades para impor o tal rigor, se o desejar, ou para criar a bandalheira, se o desejar. O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.» Voltará e já voltou. Na prática os directores de agrupamento/escola não têm eses poderes em relação aos alunos. Um reitor dum liceu tinha muito mais poderes até de contratação. Veja-se o caso da política de contratação de professores seguida pelo Sérvulo Correia no Liceu Camões.
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Não é não senhor! Nem facilitismo, nem programas extensos,nem mal elaborados,nem achar que utilizar a memória é um crime, nem, nem, nem…, mas faz tudo isso e a educação anda a reboque do ministério e dos crâneos que por lá andam. É função do governo porque, se não fosse, as coisas não funcionavam assim. A função funciona assim.Assim mesmo!
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O Blasfémias decididamente não gosta do Paulo Rangel.É pena.Porque é o único candidato capaz de vencer Sócrates e o PS.O Passos Coelho parece um Sócrates laranja.Igualmente palavroso e de plástico.O Aguiar Branco que me parece um homem sério,e que daria um bom Primeiro Ministro,falta-lhe aquilo que os americanos chamam o “tiger instint”,para lá chegar.
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O João Miranda anda a fraquejar na sua capacidade de síntese. Tanta linha, quando bastava escrever: a escola pública é uma coisa sem sentido, e o ministério da educação uma coisa anacrónica.
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“O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.”
O Ministério faz-nos a vida negra. Regulamentos e despachos são aos montes e em constante actualização. Se há organismos governados por um ministério, são as escolas. Neste momento a ordem-mor é: NÃO PODEM CHUMBAR ALUNOS. Podem até não se obedecidos, mas que moem e atrapalham o trabalho, disso não há dúvida nenhuma.
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4 # “O Passos Coelho parece um Sócrates laranja.Igualmente palavroso e de plástico.”
Pode ser de plástico e palavroso, mas só na 1ª é como o Sócrates. Sócrates de palavroso não tem nada: para além de repetir sempre o mesmo, fá-lo sempre com um vocabulário muito rudimentar.
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Isto cada vez mais parece um blog do psd…ja tinha deixado de opinar, agora nem vale a pena lêr.
…impressionante.
O mundo podia desabar (ja esteve mais longe) mas o pessoal aqui do blog…é só o partido, só partido, só o poder.
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Bafo’s
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O JM numa de poesia…
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Só acrescento isto: Faltam exames nacionais credíveis.
Sem eles qualquer aluno irá procurar escolas que lhe assegurem médias mais elevadas – sejam escolas públicas ou privadas, e, sobretudo, se poder escolher livremente uma escola. Sem exames nacionais de controle a estratégia de procura de «facilitismos» rapidamente será dominante.
Para que a autonomia total do director não venha a ser uma fraude, ou, para que a liberdade de escolha da escola pelos alunos e pais não venha a ser uma livre procura de «facilitismo» é urgente que tenhamos Exames. Muitos e credíveis.
nota:
esta notícia é um escândalo: Público – Ranking da Comissão Europeia pode deixar universidades portuguesas mal colocadas em http://jornal.publico.clix.pt/noticia/03-03-2010/ranking-da-comissao-europeia-pode-deixar-universidades-portuguesas-mal-colocadas-18914147.htm
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«O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará»
Curioso, a minha percepção – falo do ensino básico e secundário – é exactamente a inversa.
Para que haja autonomia por parte das escolas é necessário conferir-lhe efectivos graus de liberdade e, em simultâneo, aferir os resultados obtidos, ou seja, submeter os alunos a exames nacionais elaborados por entidade independente da tutela política. Ou seja, significa, exige o desmantelamento do Ministério da Educação.
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“O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.” JM
Em que mundo vive???
O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas do Salazar voltou. Nas escolas.
A primeira fase de instalação de um clima de terror, pelo “chefe”, foi realizada no interior das escolas. Daí a luta dos professores.
Não estava a imaginar os professores sairem à rua, com o clima autoritário instalado, a defender a Liberdade e a Democracia, pois não? Uma percentagem muito significativa de professores SABIA REALMENTE porque estava a lutar. Está bem à vista de todos. Agora. Volvidos uns anos.
AINDA NÃO PERCEBEU????
LIVRA.
Mais.
Primeiro. O actual decreto-lei de gestão dos estabelecimentos de ensino não superior é ILEGAL. Não está conforme a Lei de Bases do Sistema Educativo.
Segundo. Com raras excepções, o actual director é um boy ou uma girl escolhido pelas “forças vivas locais”, vulgo caciques.
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