Rangel e a Escola

O programa de Paulo Rangel para a escola pública é um programa excelente para um candidato a director de uma escola secundária. Com a diferença de que se fosse falar em ensino profissional para alguns dos liceus tradicionais do país, Paulo Rangel perderia para o outro candidato.

O discurso de Paulo Rangel pode agradar a uma determinada direita, saudosa de ordem e de rigor. Mas a função do governo e do ministério da educação numa sociedade pluralista não é instituir ordem e rigor. Essa é uma tarefa para o director de escola. E cada escola tem o seu, com amplas liberdades para impor o tal rigor, se o desejar, ou para criar a bandalheira, se o desejar.  O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.

12 Comentários

  1. F. Teixeira
    Posted 3 Março, 2010 at 14:10 | Permalink

    Por parentesco próximo, sei que há na escola de hoje, indisciplina e facilitismo. Mesmo que o parentesco fosse longínquo ou inexistente, bastava ler e ouvir os discursos do poder, ler e ouvir os media, falar com alguns alunos – todos convivemos com alguns – as benditas novas oportunidades, etc..

    Ordem e rigor=a antigo regime=a direita saudosa?

    O João Miranda chegou de Marte?

  2. helenafmatos
    Posted 3 Março, 2010 at 14:17 | Permalink

    «Mas a função do governo e do ministério da educação numa sociedade pluralista não é instituir ordem e rigor. Essa é uma tarefa para o director de escola. E cada escola tem o seu, com amplas liberdades para impor o tal rigor, se o desejar, ou para criar a bandalheira, se o desejar. O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.» Voltará e já voltou. Na prática os directores de agrupamento/escola não têm eses poderes em relação aos alunos. Um reitor dum liceu tinha muito mais poderes até de contratação. Veja-se o caso da política de contratação de professores seguida pelo Sérvulo Correia no Liceu Camões.

  3. F. Teixeira
    Posted 3 Março, 2010 at 14:34 | Permalink

    Não é não senhor! Nem facilitismo, nem programas extensos,nem mal elaborados,nem achar que utilizar a memória é um crime, nem, nem, nem…, mas faz tudo isso e a educação anda a reboque do ministério e dos crâneos que por lá andam. É função do governo porque, se não fosse, as coisas não funcionavam assim. A função funciona assim.Assim mesmo!

  4. Francisco Angelo
    Posted 3 Março, 2010 at 15:21 | Permalink

    O Blasfémias decididamente não gosta do Paulo Rangel.É pena.Porque é o único candidato capaz de vencer Sócrates e o PS.O Passos Coelho parece um Sócrates laranja.Igualmente palavroso e de plástico.O Aguiar Branco que me parece um homem sério,e que daria um bom Primeiro Ministro,falta-lhe aquilo que os americanos chamam o “tiger instint”,para lá chegar.

  5. Posted 3 Março, 2010 at 16:25 | Permalink

    O João Miranda anda a fraquejar na sua capacidade de síntese. Tanta linha, quando bastava escrever: a escola pública é uma coisa sem sentido, e o ministério da educação uma coisa anacrónica.

  6. Posted 3 Março, 2010 at 18:08 | Permalink

    “O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.”

    O Ministério faz-nos a vida negra. Regulamentos e despachos são aos montes e em constante actualização. Se há organismos governados por um ministério, são as escolas. Neste momento a ordem-mor é: NÃO PODEM CHUMBAR ALUNOS. Podem até não se obedecidos, mas que moem e atrapalham o trabalho, disso não há dúvida nenhuma.

  7. Posted 3 Março, 2010 at 18:10 | Permalink

    4 # “O Passos Coelho parece um Sócrates laranja.Igualmente palavroso e de plástico.”

    Pode ser de plástico e palavroso, mas só na 1ª é como o Sócrates. Sócrates de palavroso não tem nada: para além de repetir sempre o mesmo, fá-lo sempre com um vocabulário muito rudimentar.

  8. Bafo D'Onça
    Posted 3 Março, 2010 at 18:18 | Permalink

    Isto cada vez mais parece um blog do psd…ja tinha deixado de opinar, agora nem vale a pena lêr.
    …impressionante.
    O mundo podia desabar (ja esteve mais longe) mas o pessoal aqui do blog…é só o partido, só partido, só o poder.
    Sem mais comentários
    Bafo’s

  9. Falcão Peregrino
    Posted 3 Março, 2010 at 19:36 | Permalink

    O JM numa de poesia…

  10. Posted 3 Março, 2010 at 20:56 | Permalink

    Só acrescento isto: Faltam exames nacionais credíveis.
    Sem eles qualquer aluno irá procurar escolas que lhe assegurem médias mais elevadas – sejam escolas públicas ou privadas, e, sobretudo, se poder escolher livremente uma escola. Sem exames nacionais de controle a estratégia de procura de «facilitismos» rapidamente será dominante.

    Para que a autonomia total do director não venha a ser uma fraude, ou, para que a liberdade de escolha da escola pelos alunos e pais não venha a ser uma livre procura de «facilitismo» é urgente que tenhamos Exames. Muitos e credíveis.

    nota:
    esta notícia é um escândalo: Público – Ranking da Comissão Europeia pode deixar universidades portuguesas mal colocadas em http://jornal.publico.clix.pt/noticia/03-03-2010/ranking-da-comissao-europeia-pode-deixar-universidades-portuguesas-mal-colocadas-18914147.htm

  11. Posted 3 Março, 2010 at 22:26 | Permalink

    «O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará»

    Curioso, a minha percepção – falo do ensino básico e secundário – é exactamente a inversa.

    Para que haja autonomia por parte das escolas é necessário conferir-lhe efectivos graus de liberdade e, em simultâneo, aferir os resultados obtidos, ou seja, submeter os alunos a exames nacionais elaborados por entidade independente da tutela política. Ou seja, significa, exige o desmantelamento do Ministério da Educação.

  12. Posted 4 Março, 2010 at 02:07 | Permalink

    “O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas dos ministérios já lá vai, e não voltará.” JM

    Em que mundo vive???
    O tempo em que as pessoas obedeciam acriticamente às directivas do Salazar voltou. Nas escolas.

    A primeira fase de instalação de um clima de terror, pelo “chefe”, foi realizada no interior das escolas. Daí a luta dos professores.
    Não estava a imaginar os professores sairem à rua, com o clima autoritário instalado, a defender a Liberdade e a Democracia, pois não? Uma percentagem muito significativa de professores SABIA REALMENTE porque estava a lutar. Está bem à vista de todos. Agora. Volvidos uns anos.

    AINDA NÃO PERCEBEU????
    LIVRA.

    Mais.

    Primeiro. O actual decreto-lei de gestão dos estabelecimentos de ensino não superior é ILEGAL. Não está conforme a Lei de Bases do Sistema Educativo.

    Segundo. Com raras excepções, o actual director é um boy ou uma girl escolhido pelas “forças vivas locais”, vulgo caciques.


Afixar um Comentário

Os campos necessários estão marcados com *

*
*

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 22.316 other followers