Sistema eleitoral proporcional?
12 Junho, 2011
Neste sistema eleitoral dito proporcional, o PS ou o PSD elegem um deputado por cada vinte mil votos, o CDS e a CDU, cerca de vinte e sete mil, enquanto o Bloco de Esquerda precisa de mais de trinta e seis mil, quase o dobro dos dois maiores partidos.
A minha crónica desta semana na Rádio Renascença:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?did=159298
29 comentários
leave one →

que giro! e se fosse com circulos uninominais?
GostarGostar
Mas o que importa é chegar ao mel:
http://lishbuna.blogspot.com/2011/06/e-urgente-colocar-cerca-electrica-este.html
GostarGostar
Mas não há problema nenhum.
A comunicação social é que decide quem é que pode divulgar as suas propostas em cada eleição.
Os jornalistas é que mandam, pois estão iluminados pelo divino.
GostarGostar
Porque não querem os partidos mexer no sistema eleitoral? Porque será? Compare-se o número de deputados dos Estados Unidos com o nosso, tendo em conta o número de habitantes. Um assombro!
GostarGostar
O número de deputados deve ser tal que não seja pelo conluio de uns poucos que a democracia e as liberdades sejam postas em causa. Se reduzirmos ainda mais o número de deputados, untados uns poucos por quem quer ver alteradas leis a favor e à medida, a vida tornar-se-á impossível para a generalidade dos cidadãos (a arraia miúda).
.
Como já não parece fazer sentido eleger um deputado por Bragança (pois este passará a maior parte do tempo em Lisboa a defender os interesses da sua cor, e não os dos seus constituintes), então que se façam listas nacionais, e que os cidadãos elegam delas, pelo método de Hondt, se quiserem, ou proporcionalmente, que as contas ainda ficam mais simples. Círculos uninominais parecem-me apenas um meio de eleger mais Tino de Rans ou ex-Big Brother ao parlamento nacional.
GostarGostar
PMP,
.
Quem impede um pequeno partido de fundar um jornal ou uma estação de rádio para propagandear as suas propostas?
GostarGostar
Com que direito podem os jornalistas impedir a diversidade de propostas politicas ?.
.
Ainda para mais quando temos a prova até à exaustão que o PSD e o PS são normalmente incompetentes no governo ?
GostarGostar
Estamos em face da mais descarada e despudorada concorrência desleal.
Os partidos pequenos tem que trabalhar e economizar mais para obterem os seus «produtos» (deputados), enquanto os dois maiores partidos trabalham «à chinesa»…
Será que os «liberais» tugas, agora na mó de cima, vão preconizar algo?
GostarGostar
ps e psd alterarem algo que os penalize é uma boa ideia…
GostarGostar
Estou plenamente de acordo com Francisco Colaço.
Se o sistema como está não presta, com os círculos uninominais, seria pior.
Num país como este, os deputados devem ser nacionais.
Por um único círculo nacional.
GostarGostar
O Partido dos Animais e o MRPP tiveram quase 60.000 votos cada um e não elegeram ninguém.
GostarGostar
E depois há partidos com mais de 50 mil votos que não elegeram ninguém….
É por isso que ir votar é uma perda de tempo…
O sistema está feito para beneficiar os grandes (alias como o mundo em geral)…
Alem disso votos nulos ou brancos deviam corresponder a lugares vazios no parlamento…
Tenho um pressentimento que a abstenção reduziria bastante (ah mas é pulhitcamente incorrecto dizer estas verdades)
GostarGostar
Quem é que falou em mudar?
.
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/lider-regional-do-cdspp-diz-que-militantes-merecem-cargos_1498408
GostarGostar
Lá anda o desocupado a largar links e ninguém lhe liga.
GostarGostar
(para combater os comunas) quando for grande quero ser cacique democrata-cristã em Beja!
GostarGostar
Finalmente acontece debate sobre a necessidade de alterar o sistema eleitoral. Com este, o eleitor do BE de Portalegre sabe que o seu voto não se traduzirá em mandato, e por isso, muitos votam PS.
Como é bom ouvir tantas vozes em defesa do círculo único nacional.
GostarGostar
Número de votantes inscritos (9.429.024) a dividir por deputados (230) a eleger, atribuir deputados a abstidos, brancos, nulos, partidos e colados…fácil. É que os abstidos, brancos e nulos também são gente. Ou sou eu que sou burro, se calhar sou, sei lá…
GostarGostar
é um sistema proporcional ao “arco da governação”…:
http://blaguedeesquerda.blogspot.com/2011/06/portugal-vai-virar-direita.html
GostarGostar
Ah. Agora é que eu percebo o apelo lancinante do CDS de Beja ao cumprimento estrito da proporcionalidade:
http://direitasupraciliar.blogspot.com/2011/06/vai-partir-o-comboio-da-alegria.html
GostarGostar
neste preciso momento a rtp e a cãmara de lisboa estão a mostrar lixo…
GostarGostar
No tempo de Santana aquilo é que era bué de fixe, com todo o jet-sete-e-meio cheio de botox e dívidas no cabeleireiro!
GostarGostar
É injusto, embora a ideia de o Bloco de Esquerda ter mais deputados seja um assustador pesadelo.
GostarGostar
recebido por mail:
.
Sócrates brincou com as nossas pensões de reforma
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:33 Quinta feira, 26 de Maio de 2011
Para começo de conversa, convém dizer que esta é mais uma mentira de Sócrates e do governo. Em Março, vários órgãos de comunicação social afirmaram que o Fundo de Estabilização da Segurança Social estava a comprar dívida pública portuguesa – quando já ninguém queria participar nesse teatrinho de Sócrates. O governo, claro, desmentiu. Agora, é publicado o despacho que confirma este facto. O governo mentiu (não é novidade). O governo mexeu de forma irresponsável nas nossas reformas (a novidade).
Sócrates e Teixeira dos Santos sabiam que comprar dívida portuguesa (ou grega, ou irlandesa) é um acto de altíssimo risco, mas, mesmo assim, não hesitaram em colocar em risco as reformas futuras. Se a dívida portuguesa entrar em reestruturação, nós, portugueses, vamos perder muito dinheiro. Reestruturar a dívida significa não pagar parte da dívida aos credores (20%? 50%?). Ou seja, os credores ficam a arder. Ora, neste cenário, quem fica a arder olimpicamente são os portugueses, são as pensões de reformas dos portugueses. Se isto não é trair o povo, então o que é trair o povo? Para manter o seu teatrinho suicida (“ai, ai, Portugal não precisa de ajuda, eu não coloquei Portugal na bancarrota”), Sócrates arrombou as nossas futuras reformas. Numa irresponsável fuga para a frente, o primeiro-ministro usou o dinheiro da nossa segurança social para financiar uma estratégia sem sentido, que visava apenas salvar a sua face. Isto é a destruição objectiva do tal Estado Social.
PS: Este episódio é um case study do velho paradigma: sem freios e contrapesos, sem instituições autónomas fortes, um demagogo transforma a democracia numa coisa perigosa e sem respeito pelas gerações futuras. Como é que isto foi possível? Como é que este Fundo da Segurança Social não tem autonomia perante São Bento?
GostarGostar
Se essas minusculas carochas e ratazanas fossem banidos para ser corridos caneiro abaixo e, já agora, dar uma debandada aoes comunistas, isto ficava porreiro para umas caçadas aos socialistas, sendo que os socretinos apanhados davam direito a prémio. Isto dava direito a prémios além de um gozo do caraças e, finalmente, com um sorriso nos lábios, o Povo até reconstruiria este maravilho Portugal tão nosso e que uns bardamerdas à la Cunhal, Soares, Guterres e outros como o incrível Sócrates (Piinto de Sousa) quiseram, à viva força, destruír.
não se pode ter dó dessa camarilha!
GostarGostar
E A ABSTENÇÃO PORQUE LHES DÁ TANTA DOR?
“E antes de mais lutar contra a abstenção. Não ir votar é ceder, condescender, não cumprir um dever”. Ir votar também pode ser compactuar com um sistema eleitoral distorcido na arquitectura, e viciado até na contabilidade de votos prontos negados no acto. Os contornos de uma misteriosa dualidade de critérios e que um vulgar cidadão eleitor exterioriza merece ser esclarecida. Questiono por minha conta: Continuam a misturar abstenção com insondáveis razões de ausência em corrente avulsa. Quem tem medo de um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto? Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso. Lavro o meu protesto não indo votar, por me estar vedada a possibilidade de presencialmente me abster querendo. Uma
civilizada, consciente e ponderada escolha obrigada a ficar na rua em vala comum de incertos? Quero ser crescido como os nossos deputados, que na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Porque um direito pode não ser exercido, então vou faltando até que alguém entendido queira ter a bondade de uma explicação para as dúvidas expostas. Antecipadamente grato.
GostarGostar
Sobre o partido mais votado
com o tal de Hondt
caiu um esmagador silêncio.
Nem uma notícia nos jornais.
Nem um post blasfemo.
Que mistério envolve os eleitos?
GostarGostar
José Pinto Basto,
Os abstidos são apenas isso: abstidos. Pessoas que não quiseram ou não puderam ir votar. Assumir que elas querem que nenhum deputado seja eleito é decidir por elas. Ora, elas decidiram abster-se. O mesmo vale para os nulos: muitos nulificam os votos propositadamente, outros por nabice. Deve ser interpretado como um protesto, mas não especificamente com o objectivo de não eleger deputados.
.
Se quer a possibilidade de não se eleger um deputado, mas vale ter lá uma cruzinha no “Não quero eleger nenhum deputado para me representar”. É um bocadinho mais democrático do que esse método do Estado Novo de dar intenções aos não votos…
GostarGostar
Centrista Snr José Pinto Basto, o que seguramente não é democrático é dar intencões aos votos não depositados. Que tal criar um campo próprio (X) em cada boletim de voto para uma legítima e consciente abstenção (querendo) presencialmente assumida? Com a dignidade de voto válidamente expresso. Quem se corta? Comparando com a actual pantomina o Estado Novo não faria melhor.
GostarGostar
As autárquicas de 2009 em Setúbal mostraram que o método de Hondt pode dar origem a aberrações como esta:
CDU, 38.83%, 5 mandatos
PS, 29.81%, 3 mandadtos
PSD, 14.48%, 1 mandato
Ou seja, um partido com 38,8 % dos votos obtem maioria absoluta em número de vereadores! PS e PSD juntos têm mais 5,5% dos votos que a CDU mas elegem menos 1 vereador.
Numa câmara em que um vereador devia corresponder a 11% dos votos, havendo proporcionalidade, para um partido conseguir 4 vereadores deveria ter 44% dos votos.
O método de Hondt tem por objectivo dar expressão aos pequenos partidos, mas o seu autor e quem o adoptou esqueceu-se destes casos em que a distribuição de votos pelos partidos mais pequenos pode beneficiar muito o partido mais votado.
GostarGostar