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Cavar batatas

13 Junho, 2011

Num momento em que Portugal atravessa uma situação particularmente difícil, estabeleceu-se entre os responsáveis políticos um estranho consenso: temos que apostar na agricultura. São os mesmos que disseram que tinhamos que apostar nas auto-estradas, na Expo 98, na construção de estádios, na tecnologia, na educação e no TGV, mas nunca cuidaram de garantir que as apostas seriam sustentáveis. É mais uma de uma longa lista de “apostas”, “prioridades nacionais” e “opções estratégicas”. Desta vez mandam-nos cavar para o campo. A sugestão revela uma grande ignorância sobre as condições de Portugal para a agricultura, sobre o papel da agricultura num país desenvolvido (sempre menos de 3% do PIB) e sobre o princípio das vantagens comparativas. Tenho 2 sugestões, primeiro, não tentem dizer-nos o que fazer, segundo, façam bem o que vos compete.

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118 comentários leave one →
  1. 13 Junho, 2011 09:09

    Cavaco tinha de dizer calquercousa.
    Num é só comer cerejas.

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  2. oscar vaz permalink
    13 Junho, 2011 09:24

    Dizer que num país desenvolvido o sector agricula representa 3 % serve de pouco na situação de bancarrota. É não prever o que virá a ser esse sector num mundo em que a energia será cada vez mais escassa e cara, afectando sobretudo outros sectores. É pela falta de previsão de JM, e principalmente de Cavaco e Sócrates, que estamos nesta situação.

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  3. F.B. permalink
    13 Junho, 2011 09:34

    Concordo com o comentário anterior. Um país que importa cerca de 80% do que come corre sempre sérios riscos de se ver numa situação complexa pelos mais variados motivos. Imaginemos o seguinte cenário : daqui a um ano Portugal sai do (ou “deste”) euro (hipótese já colocada por vários analistas estrangeiros, muitos deles da área política do JM): se Portugal mantiver o mesmo nível de produção agrícola e o mesmo nível de importação de produtos agrícolas, com uma desvalorização da moeda que andará sempre na ordem dos 35% a 45%, os portugueses passariam a gastar cerca de 40% a mais na sua alimentação!!

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  4. Ricciardi permalink
    13 Junho, 2011 09:34

    Caro JM, v.exa estará alguma vez certo se estiver sempre contra…

    Rb

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  5. JoaoMiranda permalink*
    13 Junho, 2011 09:35

    oscar vaz,

    Quem está em bancarrota é o Estado, e o Estado não se vai dedicar à agricultura. Os privados não estão em bancarrota e esses farão as suas opções tendo em conta custo/benefício.
    .
    Não percebo que relação pode a energia ter com a agricultura. Se a energia é escassa, então o sector em que se deve apostar é o da energia e não o da agricultura. E nem isso. Depende das vantagens comparativas.

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  6. JoaoMiranda permalink*
    13 Junho, 2011 09:37

    F.B.,

    Os portugueses passariam a gastar menos em alimentação se ela fosse produzida internamente em vez de ser importada? Se sim, porque é que agora estamos a importar?

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  7. oscar vaz permalink
    13 Junho, 2011 09:55

    Caro JM,
    Se o JM acha que a bancarrota do estado não se vai traduzir na pobreza dos privados, nesse caso terá razão. Se o JM acha que a escassez de energia poderá sustentar um pujante sector secundário e terciário, nesse caso terá razão. Se o JM acha que se pode desatar a produzir ou concentrar energia, sem “entrar” com energia, e criá-la passando por cima das leis da conservação da energia, como os alquimistas criávam ouro passando por cima da lei de conservação da matéria, nesse caso tem razão.

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  8. leopardo permalink
    13 Junho, 2011 09:58

    falta ao JM saber um pouco de história. Em situações de crise internacional a agricultura que hoje apenas vale 3% do PIB pode disparar para mais de metade do PIB.
    Agora vale pouco porque se produz mais do que se come. Se a situação se inverter a agricultura pode valer 10, 20 vezes mais. E pode ter a certeza que se a Espanha, a França ou os USA precisarem dos alimentos para a sua população não nos vendem, mesmo que paguemos tudo o que temos.
    Vá, vá, vá estudar um bocadinho de história e verá que aquilo que hoje lhe parece pouco pode, muito mais rapidamente do que julga, se tornar gigantesco.

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  9. 13 Junho, 2011 10:03

    O João Miranda tem razão quando diz que a lógica do apelo ao investimento na agricultura é o mesmo que presidiu o apelo ao investimento em estradas. Só que parece não compreender que esse(s) apelo(s), para além das negociatas que alimentaram, tinham outro objectivo: empregar uma mão de obra pouco qualificada. Ora, terminado o tempo propício para a selvajaria do betão, que outra actividade tem condições para absorver mão de obra? E esse é um dos dramas da sociedade que o João Miranda defende.
    O que o João Miranda esquece, é que isso a que chama “o papel da agricultura num país desenvolvido”, já foi. A agricultura intensiva, baseada em mão de obra barata e pouco valor acrescentado, foi um modelo anterior ao brutal aumento do preço dos alimentos no mercado mundial e anterior às preocupações ambientais. Por sua vez, a situação a que chegamos (com consequências evidentes na nossa dívida), nem sequer assegura a chamada reserva estratégica alimentar. Por isso, independentemente dos objectivos do apelo do presidente (o mesmo que nos atirou para os braços da PAC), o investimento numa agricultura de qualidade (que nunca nos garantirá a auto-subsistência, diga-se) é inevitável. E essa de dizer que quem está falido é o estado, é esconder que o grosso da dívida é privada.

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  10. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 10:10

    caro j miranda,
    por que não refere expressamente o nome do PR a quem o post é dirigido?!
    esse badamerda deivia ser obrigado a cavar batatas no quinteiro de belém! Ao lado do badamerda ex-ministro da agricultura a. barreto!

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  11. JoaoMiranda permalink*
    13 Junho, 2011 10:13

    oscar vaz,
    .
    Ainda que a bancarrota do Estado se reflicta na pobreza dos privados, não será através da agricultura que os privados vão enriquecer. Pelas razões expostas no post: baixo contribuito para o PIB e falta de vantagens comparativas.
    .
    Quanto à energia, o sector ágrícola não tem qualquer vantagem comparativa em relação aos restantes. Não será por causa da escassez de energia que o sector agrícola se tornará mais relevante. Será sempre menos de 3% do PIB. Os únicos sítios onde o sector agrícola é mais de 10% do PIB é em países pobres.

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  12. Pois... permalink
    13 Junho, 2011 10:14

    A agricultura é chata… suja as mãos.

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  13. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 10:32

    o rapaz de gaia que usa botões de punho e camisas com as iniciais MAC gravadas,o rapaz que derrubou sócrates, caso contrário derrubaria Passos… poderá bem ser o novel ministro da agricultura, onde exercerá de modo eficaz a sua tremenda potência.

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  14. BLAGUE DE ESQUERDA permalink
    13 Junho, 2011 10:35

    quem tentou liqudar a carreira política de Passos Coelho?:

    http://blaguedeesquerda.blogspot.com/2011/06/quem-tramou-o-pedro-parte-ii.html

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  15. 13 Junho, 2011 10:35

    sim JM, a construção civil e o turismo valem muito mais no PIB, pelo que é melhor ir por aí… os esquematismos neo-lib funcionam na teoria mas depois espalham-se na prática… e não é só o estado que está em bancarrota e nem sequer será a maior fonte de preocupação, sabenso-se que a maior parte da dívida é privada, sabendo-se que os bancos é que estão camuflando a sua bancarrota e a bancarrota do crédito mal parado dos empréstimos ao imobiliário e ao consumo que apanhou os bancos descalços por terem distribuirem distribuido dividendos gulosos em lugar de terem reforçado o capital próprio.

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  16. jorge fliscorno permalink
    13 Junho, 2011 10:38

    Quais são as condições de Portugal para a agricultura? A mim ocorrem-me
    – solos férteis
    – água abundante
    – muito sol.

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  17. balde-de-cal permalink
    13 Junho, 2011 10:42

    ‘não deve ir o sapateiro além da chinela’
    o rectângulo nacional-socialista importa 80% dos alimentos. o seu valor é o dobro o valor das exportações dum país sem tecnologia.
    mete dó ver abandonados campos com aptidão agrícola e agricultores a receber subsídios para não produzir.
    os grandes industriais de mercearia não compra os produtos nacionais.

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  18. Ricciardi permalink
    13 Junho, 2011 10:51

    Que confusão. A agricultura, as pescas, a floresta, o mar, foram trocados por betão desde a adesão à UE. Aqueles sectores são vitais para Portugal, no sentido em que geram empregos, asseguram a independencia alimentar e, olha que giro, potenciam a agro-industria e portanto melhorando a coesão territorial.
    .
    As vantagens comparativas são importantes, sem dúvida. Não podemos competir com paises que produzem massivamente. É uma questão de escala. Mas há subsectores de VALOR acrescentado que temos a obrigação de explorar, nomeadamente a produção biológica, mas tambem todos os produtos aonde temos tradição e know how. O azeite, o vinho etc sem esquecer a excelente geo-localizacao que o alentejo tem, principalmente depois dos investimentos no alqueva.
    .
    Atrás da agricultura e das pescas vem a agro-industria e atras da industria vem a ciencia, e atras da ciencia vem os serviços. Não se constroi um pais ao contrario, da mesma forma que não se constroi uma casa pelo telhado.
    .
    Não caberá ao estado investir, claro está. Mas cabe ao estado não promover o assassinato dos sectores aonde ainda temos tradição e savoi-fair. Cabe ao estado tambem ter ideias, sustentadas em estudos, acerca das nossas potencialidades. Potencialidades derivadas da tradição, da localização, do clima do país.

    RB

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  19. JFP permalink
    13 Junho, 2011 10:54

    “os grandes industriais de mercearia não compra os produtos nacionais”
    Aqui está uma frase plena de significado e que deveria fazer pensar muitos responsáveis políticos.

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  20. João Miranda permalink*
    13 Junho, 2011 11:01

    ««Mas há subsectores de VALOR acrescentado que temos a obrigação de explorar, nomeadamente a produção biológica,»»
    .
    Nos países desenvolvidos a agricultura representa menos de 3% do PIB. A agricultura biológica deve andar em menos de 5% de toda a agricultura. Logo, essa aposta na agricultura biológica representaria 0,15% do PIB

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  21. Rxc permalink
    13 Junho, 2011 11:03

    Eu por mim vou pela opinião um pouco mais fundamentada do Jim Rogers…
    http://plus.cnbc.com/rssvideosearch/action/player/id/3000026555/code/cnbcplayershare

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  22. Rxc permalink
    13 Junho, 2011 11:11

    Se temos cada vez mais população mundial, se os terrenos agrícolas a nível mundial estão praticamente esgotados, se o potencial agrícola nacional é muito interessante, se este potencial está muito mal aproveitado, se temos das maiores ZEE do Mundo (cuja exploração económica terá forçosamente de ocorrer nas próximas décadas), se temos +650.000 desempregados, se precisamos de substituir importações/ganhar exportações, se corremos o risco de saída do euro (provavelmente teríamos de ter ajuda alimentar de urgência)…Julgo que temos mais do que motivos para redireccionarmos parte dos recursos da economia para o sector primário, em detrimento da construção e serviços, que pouco ou nenhum VALOR acrescentam à economia.

    Como diz o Jim Rogers, quem devia andar de Maseratis são os agricultores, não os analistas dos bancos acabados de sair das Univs, que não criam nenhuma riqueza real (e vão destruindo a economia mundial a seu bel-prazer, com o beneplácito/conluio de IMF/Banco Mundial/BCE/etc…).

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  23. João Miranda permalink*
    13 Junho, 2011 11:29

    ««Julgo que temos mais do que motivos para redireccionarmos parte dos recursos da economia para o sector primário»»
    .
    Nesse caso, porque é que os privados não investem na agricultura? Se há assim tanto a ganhar ….

    .
    ««Como diz o Jim Rogers, quem devia andar de Maseratis são os agricultores,»«
    .
    Então porque é que não andam? A agricultura devia dar lucros fabulosos. Porque é que não dá?

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  24. Lionheart permalink
    13 Junho, 2011 11:46

    território que nada produzem. Não estão amanhados, nem servem para a pecuária, ou para a floresta. Para ali estão, pasto para a erosão e para os fogos. Portugal nunca será uma potência agrícola, mas também não se pode dar ao “luxo” de ter tanto território abandonado, a dar prejuízo. Um rectângulo com 89 mil metros quadrados não deve ser assim tão difícil organizar, desde que haja continuidade. Demora é tempo. Muito mais tempo que o curto tempo político, que só vê a eleição seguinte.
    .
    E já que se fala em sectores que alavanquem a economia nacional, agora está muito na moda a economia do Mar. É sem dúvida uma aposta a seguir, só que condições no terreno não há. Tem que se começar praticamente do zero. Desde logo o financiamento. Portugal só tem investido naquilo que a “Europa” paga. Como esta paga para reforçar a integração europeia e a economia do Mar serve principalmente para manter a autonomia de Portugal, o financiamento é muito mais escasso e o país também não o tem procurado. Além disso, os recursos humanos são muito insuficientes devido à fraca oferto de cursos relacionados com esta área. Na zona de Lisboa, só a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa e a Escola Náutica Infante Dom Henrique asseguram formação para a economia e exploração do Mar. Desconheço se estes cursos têm muita empregabilidade. Dado o peso pequeno que o Mar tem na nossa economia, é provável que não. Se o país quer mesmo apostar nisto (o que vai demorar décadas a desenvolver) tem que começar pela formação de quadros e busca de financiamento. O resto é oratória, como se diz agora.

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  25. Lionheart permalink
    13 Junho, 2011 11:51

    A primeira parte ficou cortada. Queria dizer que Portugal tem uma larga extensão do território que não é produtiva, por abandono. Quem já visitou países mais desenvolvidos sabe que estes aproveitam todo o seu território. Por cá, esse abandono está até a deteriorar a paisagem rural, poids a beleza dos campos não é um acaso. Tem que se cuidar, trabalhar. Sem agricultura, floresta, pecuária, etc, não pode haver turismo rural, porque a paisagem não tem qualidade para atrair visitantes que lá queiram permanecer.

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  26. Ricciardi permalink
    13 Junho, 2011 11:53

    «Nos países desenvolvidos a agricultura representa menos de 3% do PIB. A agricultura biológica deve andar em menos de 5% de toda a agricultura. Logo, essa aposta na agricultura biológica representaria 0,15% do PIB»JM

    1º A ideia é outra. A ideia é posicionarmo-nos para um mercado em crescendo, meu caro. Já viu a quota de progressão que ainda tem, pelas suas próprias contas. Nichos de mercado, segmentação, pequena escala, valor acrescentado, inovação, é e será o nosso melhor trunfo nesses sectores.
    .
    2º Os paises desenvolvidos estão em crise profunda. A crise de emprego e endividamento. Todos eles com pouquissimas excepções. E vê-se exatctamente o contrario nos paises emergentes. Precisamente porque os ocidentais deslocalizaram o emprego, isto é, o sector secundario e o primario. Não é possivel realocar esta massa de gente desempregada em serviços. Tal só é possivel para um ou outro pais com ligações mais fortes e com influencia de marcas financeiras nos mercados financeiros. Não vejo que Portugal tenha qualquer interesse em cultivar serviços sem que esses serviços tenham correspondencia directa com a produção industrial ou primaria, ao contrario de inglaterra, ou mesmo irlanda, ou eua, que tem uma tradição de trading e gestão de inflacções e divisas e off-shores, acambarcando para eles os dinheiros negros da economia mundial. E os serviços com correspondencia com a economia real são aqueles que nos interessam, a seu tempo, desenvolver, sempre em consonancia com a realidade economica de base.
    .
    Rb

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  27. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 12:01

    J Miranda,
    Aprenda alguma coisinha com Ricciardi…

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  28. Lionheart permalink
    13 Junho, 2011 12:01

    Bolas, que isto está perro. Portugal continental tem 89 mil quilómetros quadrados e não metros, obviamente.

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  29. neotonto permalink
    13 Junho, 2011 12:08

    ««Como diz o Jim Rogers, quem devia andar de Maseratis são os agricultores,»«
    .
    Então porque é que não andam? A agricultura devia dar lucros fabulosos. Porque é que não dá?

    Quem diz que a agricultura nao dá “lucros fabulosos”?. Que nao da para Masseratis? Vai lá ver os carros que esperam aos importadores e aos inversionistas em materias primas em Wall Street. Para nao falar dos nossos equiparaveis, por aquí por estas bandas nos Estados Semi-Unidos da Europa. Também muitos ganham lucros fabulosos.

    Só é informarse um pouco mais a fundo e nao tao superficial para ver quem sao os que ganham e “especulao” para conseguir os tais (senao e talvez nao-tao-fabulosos quase) que para umas boas “merendolas” ´da. A bom seguro. A boa fé que dá…

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  30. João Miranda permalink*
    13 Junho, 2011 12:17

    ««2º Os paises desenvolvidos estão em crise profunda. A crise de emprego e endividamento. Todos eles com pouquissimas excepções.»»
    .
    E acha que se vão tornar mais competitivos numa actividade em que têm excedentes subsidiados?

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  31. 13 Junho, 2011 12:18

    Para a agricultura dar dinheiro não é preciso usar enchada ou pá ou qualquer dessas coisas que fazem calos.
    Basta um bom contrato escrito em inglês e alugar a Companhia das Lezírias e milagre! já estão 17 milhões de euros ganhos.
    Fuck the pepinos.

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  32. fernandooliveiramartins permalink
    13 Junho, 2011 12:25

    “Nesse caso, porque é que os privados não investem na agricultura? Se há assim tanto a ganhar ….”

    “Os privados” é muita gente. Os grandes grupos não investem na agricultura porque, como acontece há muito, têm sectores de menor risco para fazer os seus investimentos. É esse um dos problemas do nosso capital; é esse um dos motivos porque caem por terra as teorias do João Miranda. Mas há mais: para a agricultura ser mais rentável (ou rendível), é necessário reestruturar a distribuição, um dos tais sectores em que os nossos “capitalistas” investiram, porque e de risco zero. Ora, a distribuição controla, condiciona a produção e é uma das principais responsáveis pelo aumento anormal das nossas importações. Não é por acaso que, desde que a corrente começou a mudar, houve um súbito interesse das grandes superfícies em promoverem o nacional, os produtos biológicos e- pasme-se- até há quem já ande a comprar as velhinhas e modestas mercearias de bairro…

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  33. Ricciardi permalink
    13 Junho, 2011 12:25

    ««Como diz o Jim Rogers, quem devia andar de Maseratis são os agricultores,»«
    .
    Então porque é que não andam? A agricultura devia dar lucros fabulosos. Porque é que não dá?»JM
    .
    Pergunta errada. O que deu lucros fabulosos foi a construção civil e as ppp’s e a economia de bens não transacionaveis. A julgar pela forma como avalia o mérito dos sectores da economia, o que fizemos no passado, previligiando aqueles sectores, foi a opção correcta.
    .
    E sim, a mão invisivel, cega como é, eu diria mão invisual, fez o seu trabalho. Na verdade o JM faz a pergunta (implicita) de um miulhao de dolares. Quem é que iria investir no que quer que seja se a economia está direcionada para financiar fantasias na construção?
    .
    Pois, ninguem investe na plantação de tomates, se pode colher muito mais numas moradias. Aí está precisamente o ERRO dos libertários. O erro em considerar que mão vê de facto o que é melhor. Na verdade, o mercado não é mais do que um local de tentativa e erro gerando no tempo sucesso. Mas nós não temos esse tempo. Kaput. A mão invisual decidiu apostar na economia errada. Os governos não sustentados por estudos e frequentemente corruptos, ajudaram a guiar a mão por maus caminhos. Maus não, péssimos.
    .
    Rb

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  34. 13 Junho, 2011 12:40

    Quereis malhar no CAVACO?
    Tudo bem mas malhem pelos motivos certos
    http://supraciliar.blogspot.com/2011/06/ler-o-que-vende-na-tv-nestes-dias-b-na.html

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  35. PMP permalink
    13 Junho, 2011 12:50

    A agricultura em todo o mundo é geralmente subsidiada ou apoiada pelos Estados.
    .
    Por isso em Portugal tem de ser na mesma.
    .
    Portugal deve ter como objectivo uma balança agricola/alimentar equilibrada.
    .
    Para isso são precisos planos de desenvolvimento agricola, que envolvam o estado e os privados.
    Isto já foi inventado pelo menos há 100 anos em muitos países.

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  36. 13 Junho, 2011 12:50

    O seu a seu dono: escrevi os comentários anteriores depois de ler o que escreveu o Manuel de Oliveira dia 10 de Junho no supraciliar, depois transposto para o Margem direita
    http://direitasupraciliar.blogspot.com/2011/06/agricultura.html

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  37. JoaoMiranda permalink*
    13 Junho, 2011 12:52

    Ricciardi,
    .
    O que impede a generalidade dos investidores de investir e ganhar dinheiro com a agricultura? Porque é que 97% do PIB é fora da agricultura? A minha explicação é que a agricultura não dá tanto dinheiro como isso. Qual é a sua?

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  38. JoaoMiranda permalink*
    13 Junho, 2011 12:54

    ««A agricultura em todo o mundo é geralmente subsidiada ou apoiada pelos Estados.
    .
    Por isso em Portugal tem de ser na mesma.»»
    .
    Portanto, vamos investir num sector em que a oferta mundial é subsidiada e logo é excedentária. O que ganhamos com isso?
    .
    ««Portugal deve ter como objectivo uma balança agricola/alimentar equilibrada.»»
    .
    Qual é o interesse em ter a balança alimentar equilibrada se estrangeiros estão dispostos a subsidiar a alimentação que importamos?

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  39. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 12:55

    somos muito inteligentes….se em semanas os agricultores espanhóis perderam centenas de milhões em pepinos e afins não vendidos para a alemanha e afins,e parece que estamos a tratar de peanuts!
    pior cego…

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  40. PMP permalink
    13 Junho, 2011 13:20

    A oferta mundial é subsidiada porque os países consideram a agricultura uma questão estratégica tal como a defesa, o ensino , as vias de comunicação, etc.
    .
    Todo isso é subsidiado em todo o mundo.
    .
    Além disso , estando neste EURO estúpido, temos de arranjar EUROS produzindo alguma coisa senão empobrecemos. Se os EUROS ficarem cá dentro não empobrecemos tanto.
    .
    Como se viu em 2008 e em 2010 os preços agrícolas podem subir muito rapidamente, aumentando os deficits.

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  41. Ricciardi permalink
    13 Junho, 2011 13:50

    A minha e’ simples JM. A agricultura, como em tudo na vida, da’ dinheiro se nos orientarmos para o negocio certo. E o negocio certo e’ aquele que tem procura e subsidiariamente e’ aquele que podemos produzir melhor do que os outros. Mas, enfim, não podemos entrar pelo caminho, estratosferico, de eliminar das opções um sector porque, eventaulmente, esse sector da’ menos dinheiro do que outro qualquer. As coisas não são mutuamente exclusivas. Pelo facto do sector financeiro dar mais dinheiro do que agricultura, não quer dizer que investamos tudo na banca.
    .
    Neste sentido, o interesse de uma nação passa também por sabermos manter o equilíbrio na sociedade. O equilíbrio em termos de emprego. As pessoas precisam de trabalho. Trabalho nos serviços, na industria e no sector primário.
    .
    Ora, na minha opinião, esse equilíbrio e’ obtido, no caso de Portugal que não tem outros recursos, nem tem uma localização que potencie uma economia alternativa (Suíça, alemnha, etc), se começarmos a desenvolver a base alicerçada na tradição e savoir fair da população. Talvez se não tivéssemos comprado a destruição do sector Pesqueiro, pudéssemos ter mais fabricas de conservas. Talvez tivéssemos umas pescanovas…. Talvez se não tivéssemos feito tudo para acabar com a agricultura tivéssemos hoje mais agro-industrias. Tudo isto gera emprego e impostos. Talvez os recursos financeiros não estivessem parados em estradas a mais e retundas e tivessem sido aproveitados na economia real. Talvez se, no devido tempo, tivéssemos limitado o credito ao consumo, desincentivando-o, e a banca tivesse em alternativa apoiado projectos geradores de riqueza.
    .
    Na verdade, os recursos foram absorvidos numa economia que não aportou riqueza. A nossa riqueza actual e’ o asfalto. Vendam-no agora, ou pelo menos utilizem-no para começar a voltar a desenvolver a base da economia.
    .
    Ninguém defende um Portugal agrícola que compita com grandes extensões de outros paises. Defende-se, isso sim, motivar o empreendirismo alicerçado em negócios aonde temos possibilidade de conquistar Valor e marcarmos a diferença.
    .
    Rb
    .

    .
    Veja bem,

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  42. tina permalink
    13 Junho, 2011 13:55

    A agricultura parece sem dúvida ir contra a tendência que se verifica actualmente de apostar em indústria de alta tecnologia, muito competitiva em termos de custos, o que faz com que países como a Suécia, Suíça e Alemanha consigam exportar mais barato do que países onde a mão de obra é mais barata. Estes países estão a progredir à velocidade da luz, deixando os outros para trás. Se Portugal não apostar bem e fizer uma má escolha, então cavará um fosso ainda maior. Mais do que nunca temos de apostar nas nossas vantagens competitivas e deixar de devaneios.

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  43. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:02

    Eu não disse?
    Já sabia. Os neotontos estão-se marimbando para a questão básica de haver emprego. Para eles o que importa é que haja PIB.
    .
    No outro dia o anti-comuna foi de tal modo mongo e complexado que até desatou para aí a berrar que eu devia mandar o meu filho cavar batatas antes de o indicar para os outros.
    .
    E o preconceito dele é que toda a gente tem as mesmíssimas capacidades. Os desempregados podiam ser yuppies de Wall Street- só não são porque o Norte não é independente.
    .
    O Ricciardi é que encontrou a melhor definição de neotontismo- é socialismo in progress.

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  44. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:04

    Mas isto nem vale a pena. No dia em que uma anedota destas se infiltre no governo, sim. Aí torna-se perigoso.
    .
    Por agora servem apenas de decoração virtual. Têm perigo idêntico aos dos comunas fora do Poder.

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  45. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 14:07

    «Os juros da dívida portuguesa continuam em forte alta, em especial nos prazos mais curtos. Na maturidade a três anos, os juros sobem 75 pontos base e já renovaram um novo máximo histórico.»
    ah isso não interessa nada temos o Nobre mais o Passos ao Leme; agora portugal vai ser Grande de novo…

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  46. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:09

    Estes retardados mentais são lemmings.
    .
    Por um lado defendem a inexistência de controle de imigração- venha tudo, mesmo sem trabalho, que somos liberais e ainda existe esse famigerado Estado Social para vos sustentar.
    .
    Depois- são internacionalistas- saquem tudo o que se diz que é de Portugal, porque Portugal é o Estado Português e nós somos liberais anti-estado- o que mais queremos é atlas de investimento apátridas.
    .
    No fim, roem as unhas por ainda não ser permitida a escravatura para resolver a contradição de trabalho para tão pouca gente, e tanta a viver cá sem ele.
    .
    Qualquer dia começam a mentalizar que a solução está em imitar a China. Nada de trabalho agrícola nem moderno nem reaccionário que isso é coisa do tempo do facismo e não dá guita nos mercados. Vamos é começar a exportar tugas desempregados para a baía de Luanda. Os chinocas sempre ficam melhor acompanhados.

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  47. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:12

    E depois aparecem estas mongas que criam empregas que vão há falência e ainda se queixam que tiveram de pagar impostos sem nunca conseguirem produzir nada, a dizerem que o que é preciso e alta-tecnologia de ponta e excelência que meta num chinelo os boches e troque as voltas aos chineses.
    .
    São mentecaptos. Os neotontos vivem noutra galáxia. A da utopia do neotontismo. Fica ao lado da comuna. São filhos da mesma mãezinha e pai incógnito.

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  48. PMP permalink
    13 Junho, 2011 14:17

    Sim, o neotontismo já uma ameaça tão grave quanto foi o comunismo/estatismo.
    .
    Vamos lá ver se o Passos não se deixa levar por esta idelogia destrutiva.

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  49. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:17

    E isto é mesmo o mito da terraplanagem global sob o lema de uma cartilha.
    .
    O livrinho vermelho do Hayek ou o farrusco do Friedman. Basta traçar a régua e esqudro o mundo, em grelhas todas iguais e aplicar.
    .
    O resto a natureza encarrega-se da triagem- quem não conseguir atingir o patamar da utopia dos atlas, está a mais- alguém que se encarregue de tomar conta por caridade desses seres de segunda.
    .
    Mas nunca no funcionalismo público que isso é lugar para liberal usar como púlpito, já que acha que liberalismo é bom pró preto.

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  50. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:24

    Sim. Eu, hoje em dia, acredito que o neotontismo é doutrina tão perigosa quanto o foi (e ainda é) o comunismo.
    .
    São filhos do mesmo, Nasceram do mito do racionalismo das luzes. São a terraplanagem do mundo em nome do dinheiro. Marxismo e liberalismo são irmãos gémeos.
    .
    Só o não foram na primeira geração porque aí ainda havia o socialismo dos blocos mundiais a combater. Agora esta nova variante é pencuda- é liberalismo onzeneiro e é impingido por entes apátridas interessados em destruírem Nações.
    .
    Os neotontos são os propagandistas- fazem o mesmíssmo papel que aqueles cromos pagos pela CIa e que andam aí a vender a religião do Templo Universal, ou que andaram a vender Angola, doutrinando os turras.
    .
    E sim, por todas as razões e mais alguma, é bom que se desmonte o neotontismo como uma tara escardalha, jacobina, neotrotskista, onzeneira, cientóina e que nada tem a ver com a defesa do capitalismo.
    .
    Nem são de direita nem sequer defendem a preservação do que de mais útil tem o capitalismo- são a corda com que este se pode enforcar- como dizia o sacana do Marx que era outro onzeneiro gémeo do mesmo.

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  51. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:32

    Vale a pena ir ao Dragoscópio que o Dragão tem andado a postar textos do Fernando Pessoa a desmontar o liberalismo que são até faz impressão como são tão actuais.
    .
    Isto sempre foi assim. Por isso é que a Espanha só se recompôs dos estragos da irmandade jacobina/liberal quando voltou ao conservadorismo monárquico e dele nunca abriu mão.
    .
    Nós tramámo-nos. Os liberais fizeram os estragos, depois vieram os gémeos jacobinos republicanos e laicos e destruíram ainda mais. E, apenas quando o Estado Novo travou estas merdas estrangeiradas, onzeneiras e evangélicas é que Portugal recuperou do que tinha sido no passado. E estaríamos hoje melhor que os espanhois se esse caminho não fosse interrompido e se a puta da formiga branca e evangélica tivesse sido exterminada.
    .
    Como uma vez o José disse, o que nos fez falta foi um Pina Manique. E ainda faz. Com um Pina Manique que os topava a léguas, era uma limpeza. Exterminava-se toda esta degenerescência que nem portuguesa é.

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  52. 13 Junho, 2011 14:35

    Caro João Miranda,

    Estamos a importar uma serie de produtos agrícolas por uma razão muito simples: deixamos de os produzir (a grande machadada foi dada por Cavaco Silva). Esse é o principal motivo. Mas há mais: a nossa agricultura não evoluiu devidamente (não se modernizou como deveria). Apesar de tudo hoje somos auto suficientes em azeite, vinho (embora este último não seja uma necessidade alimentar básica) e produzimos 50% da carne de bovinos que consumimos. Não é possível Portugal ser auto-suficiente no que diz respeito à alimentação. Mas poderíamos atingir valores na ordem dos 80% a 90% em relação a certos produtos (alfaces, fruta, vegetais, etc).
    Depois há uma outra questão importante: a mentalidade de “cavar batatas”. Hoje um agricultor com uma exploração de média dimensão ganha mais do que um professor do ensino secundário, mas não é bem visto e a sociedade não o valoriza. Fica mal. É um “cavador de batatas”. O fenómeno é compreensível numa sociedade que em boa parte descende (ou fez parte) do miserabilismo agrícola do antigamente, mas não é aceitável que pessoas esclarecidas olhem para o campo com a mesma incompreensão (ou com a mesma vergonha) de quem de lá fugiu há 40 anos…

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  53. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 14:39

    não preciso de saber cavar batatas nem de ser um Roubini, para saber que aquele que nos prometeu crescimento até ao céu, nos vai deixar no inferno…

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  54. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 14:41

    obrigado pela dica zazie

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  55. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:51

    Mas veja-se a lógica manhosa do JM:
    .
    Ele só pergunta onde está a lucro para os cofres do Estado- porque, de facto, um neotonto é uma contradição que respira, move-se e caga.
    .
    Eles querem é que o Estado fique cehio de maçaroca, se possível, até à conta de 2 ou 2 mega-milionários que despejassem, por caridade, divisas no Estado, depois de conseguirem ir para o Guiness com as invenções de ponta que ninguém mais no planeta era capaz de inventar nem piratear.
    .
    Portanto, eles querem defendem a gordura do Estado e apenas lhes incomoda que dessa gordura se gaste alguma treta em inutilidades que darwinisticamente a natureza se encarrega de resolver.
    .
    Apostar na agricultura e pescas parece coisa bimba. Nem chega a imitação à amaricana, que por aí imitam-se os cortes sociais. E é coisa inútil porque apenas serviria para dar emprego e isso é outra treta que não interessa, porque não entra no PIB.
    .
    E isto tudo em nome da tal ideologia que defende o poder de voto para meia dúzia de tarados idênticos rescindir a nacionalidade e deixarem de fazer parte do pacto social.
    .
    Isto foi teorizado para quem interessava destruir países e garantir riquezas apenas individuais sem pátria- foi teorizado pela judiaria.
    .
    Por isso é que sempre apoiaram todas a revoluções republicanas- porque o problema deles é terem pela frente entidades que não se reduzem a uma burocracia. E é por isto que precisam de continuar a legislação revolucionária da liberdade, igualdade e fraternidade, para terem um mundo casuístico onde por voto possam destruir Nações.
    .
    Eles querem Estado. Sem Estado o neotontismo não é. Não existe. Sò por voto e por ordem do Poder e da Lei jacobina é que esta degenerescência imbecil, consegue levar água ao seu moinho.
    .
    Mas não levam. Estão a dar fiasco mundialmente. Nem na finança se aguentam porque nem os bancos já vão em cantigas dos controleiros da FED que controlam a América e o resto da finança e fabricam crises para engorda.

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  56. zazie permalink
    13 Junho, 2011 14:54

    O Soros é que bem os topa. E é judeu. Nada como um judeu para farejar os manhas do grupo.

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  57. João Miranda permalink*
    13 Junho, 2011 15:08

    ««estão-se marimbando para a questão básica de haver emprego.»»
    .
    Zazie,
    .
    Isso é para rir. Está a ver a população urbana que vive do rendimento mínimo e do subsídio do desemprego a ir trabalhar para o campo?

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  58. Ricciardi permalink
    13 Junho, 2011 15:23

    «Está a ver a população urbana que vive do rendimento mínimo e do subsídio do desemprego a ir trabalhar para o campo?» JM
    .
    Desde que não se cometa o mesmo erro infantil de continuar a motivar em excesso a fixação permanente das pessoas através do credito a habitacao (parece que a troika resolveu isso). As pessoas não saem das cidades, mesmo estando desempregadas, porque simplesmente nao podem sair. Estao presas ao credito habitacao, num imovel que nem conseguem vender. Mobilidade. Palavra que hoje parece estar em moda, mas que eu lembro de ser achincalhado pelos liberais quando dizia que o estado devia limitar o credito habitacao e promover a mobilidade do trabalho.
    .
    Se vão cavar ou não, não sei. Farão o que sabem fazer. O que sei é que sobrevivem bem melhor regressando à terra do que engrossando a fila de esfomeados à porta da sopa dos pobres das cidades.

    RB

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  59. PMP permalink
    13 Junho, 2011 15:27

    Claro que a questão essencial é o elevadissimo desemprego, tema que o neotontismo não consegue resolver.
    .
    Mas é claro que os beneficiários do RSI devem ter de trabalhar na proporção do que recebem, em instituições públicas, de solidariedade social e na agricultura/floresta.
    .
    a convergência de ideologias entre o PS e o PSD revela-se sobretudo na incapacidade destes dois partidos muito neotontos em ter uma estratégia de desenvolvimento económico e social.
    .
    Pena é que a malta ainda não tenha entendido que a criação de autonomias regionais, que consigam fazer frente ao neotontismo centralista, é a melhor forma de evitar o plano inclinado em que estamos desde há 20 anos.

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  60. zazie permalink
    13 Junho, 2011 15:30

    O José linkou a entevista ao Ferraz da Costa e esse é certeiro. Diz coisas que devem arrepelar estes neotontos- como essa ideia “facista” do Estado ter projectos e tratar de orientar as opções económicas.
    .
    Para um neotonto, o Estado só existe por figura de Estilo e para as guerras. Devia ser tudo feito por bairro, como nas comunas maoistas e com as próprias mãos.
    .
    Mas ele diz esta certeira: «Os centros de decisão estão a cair desde o 25 de Abril e só agora é que se reparou. Tivemos desde o início uma política de intervenção do Estado na economia que foi subserviente em relação a tudo o que era estrangeiro e revanchista em relação ao que era nacional..
    .
    Valia a pena fazer-se um mini-questionário acerca do Pedro Ferraz da Costa:
    1- É facista
    2- É de Direita
    3- É liberal
    .
    eheheheh enrolavam-se todos. Tadinhos- bem que podiam procurar nos versículos da cartilha que não vinha lá a solução.
    “:O)))))))

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  61. zazie permalink
    13 Junho, 2011 15:40

    Mas o que será que estas alminhas imaginam que é “ir trabalhar para o campo”?
    .
    A sério. Já o tarado do anti-comuna me atirou com a pergunta, porque é que eu tinha deixado o meu filho trabalhar na City e não o tinha mandado cavar batatas, já que acho que a agricultura é trabalho a ser feito por outros.
    .
    Não entendo. Estes melros nunca viajaram. Ou viajam de tal modo rápido que só notam a diferença entre entrada e saída no avião e água da piscina ou bar do hotel.
    .
    Só pode. Bastava conhecerem a Bélgica. Uma cena do tamanho do Alentejo, mas verde. E ver-se o que já era trabalhar no campo há décadas. E por quem. Até os campónios têm canudo. São campónios de papel passado.
    .
    E aquilo não é necessáriamente a tal ficção de cavar batatas, de corpo dobrado, de sol a sol.
    .
    Isso, de passar o dia dobrado, de matraca na mão, faz-se hoje nas cidades e nas berças, é é funcionalismo públici- chama-se ser calceteiro.
    .
    São gastos de milhares numa trampa escorregadia que impede andar-se a pé. Mas é das raras coisas em que uma tradição manuelina feita apenas para Lisboa, se considerou invenção e obra pátria.
    .
    Uma inutilidade. Trabalho de enxada na mão- tapar buracos, de modo a que daí a umas semanas já haja outros buracos, para irem de novo enfiar lá umas pedras escorregadias e bué de caras.
    .
    Com a agravante que as pedras é que não se reproduzem. A nossa agricultura urbana até nisto segue o lema- quanto mais artificial e caro, melhor- é para inglês ver.

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  62. zazie permalink
    13 Junho, 2011 15:48

    Eu nunca disse que a agricultura era trabalho para quem é pago com RSI para não andar no gamanço.
    .
    O RSI é fruto da ASAE e da política de porta-aberta. Mas, principalmente da ASAE- foi a ASAE que inventou esta nova classificação de uma pessoa pobre só ter duas alternativas- ou dar em marginal, ou viver do Estado.
    .
    O que eu digo e que diz qualquer pessoa que não seja maluquinha é que entre tanta coisa a desenvolver e que foi porta fora a troco dos fundos europeus, há que recuperar o trabalho agrícola e investir-se nas pescas.
    .
    Mas isto é apenas literalmente isto. Não exclui tudo o resto a nível industrial e assino por baixo o que sempre defendeu o Ferraz da Costa.
    .
    Um estranho português que sempre foi coerente e que nunca precisou de cartilhas para tal. Uma raridade.

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  63. zazie permalink
    13 Junho, 2011 15:54

    Mas eles acreditam que as pessoas nascem na cidade porque no campo nascem as árvores e coisas assim sem ser humano ou apenas nascem os velhos.
    .
    Só pode ser. A pergunta do JM é tão louca que só pode vir da crença que no campo só nascem velhos. E que sempre foi assim, porque é uma lei da Natureza.

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  64. zazie permalink
    13 Junho, 2011 15:57

    E o RSI é outro fenómeno que só existe nas grandes cidades porque a pobreza e o desemprego também só podem nascer nas grandes cidades. É assim que conhecem o mundo- a partir do dia em que nasceram.
    .
    É outra lei da Natureza- RSI citadino. Só a calçada Lisboeta é que conseguiu a proeza de até existir em aldeias praticamente desabitadas. Não vive lá ninguém, mas cava-se muita calçada tipicamente portuguesa.

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  65. zazie permalink
    13 Junho, 2011 16:03

    Valia a pena filmar-se esta agricultura durável- gravada na pedra.
    .
    Já vi terras, cortadas ao meio, para fazerem aquelas auto-estradas inúteis, onde depois passam meia dúzia de carros, com a engraçada característica de terem todos a mesma marca alemã, e têm calçada portuguesa.
    .
    Conseguem organismos do Estado para ensinarem esta arte da agricultura urbana que nem necessita de regra e praticam-na afincadamente.
    .
    Só há um detalhe. Uma vez, precisei de atravessar a auto-estrada para ir fotografar a igrejinha da terra que ficou do lado oposto à divisão do alcatrão. Ainda percorri umas centenas de metros pela calçada portuguesa, à procura de passagem.
    .
    Mas nada. A única que existia e por onde me tive de enfiar para chegar à boa da velha igreja manuelina, só tem acesso por túnel de cimento e serve para o gado fazer a travessia…

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  66. PMP permalink
    13 Junho, 2011 16:05

    Muito boa analogia essa dos calceteiros versus agricultores.
    .
    Nunca percebi porque acham normal derreter dinheiro em calçadas mas não no apoio à agricultura.
    .
    Então se o dinheiro das calçadas fosse usado para preparar terrenos, fazer sistemas de irrigação, ensinar agricultores, testar e selecionar espécies, garantir preços minimos e ter mercados de produtores gratuitos, etc., até o PIB melhorava e o deficit externo também, e mais impostos seriam cobrados.

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  67. Lionheart permalink
    13 Junho, 2011 16:19

    Olhem o que está a acontecer na Grécia.
    .
    “Greek crisis forces thousands of Athenians into rural migration
    .
    Debt, unemployment and poverty is causing mass unrest and thousands to seek a cheaper lifestyle outside the capital”
    .
    http://www.guardian.co.uk/world/2011/may/13/greek-crisis-athens-rural-migration

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  68. 13 Junho, 2011 16:31

    João Miranda,

    Leia isto: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5146400.html#comentarios

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  69. PMP permalink
    13 Junho, 2011 16:54

    Em vez de Portugal esperar pelo destino da Grécia, poderia começar já a desviar o dinheiro que gasta todos os anos em calçadas, rotundas, pareceres, consultorias, viaturas de administração e direção, acessores, para o desenvolvimento agricola.
    .
    Melhorar e aumentar os terrenos, sistemas de irrigação, mercados de produtores, pequenos matadouros distribuidos, formação técnica no terreno.
    .
    Se o Ministério da Agricultura não souber fazer isso, podem acabar com ele e contratar Israelitas ou Holandeses que sai mais barato.

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  70. Dazulpintado permalink
    13 Junho, 2011 17:44

    Duas observações:
    1- Em Portugal, tudo o que ficar para além dos 50 m do eixo da estrada é Reserva Agrícola Nacional. Se não vamos cultivar esse espaço para que serve a RAN?
    2- Pelo que li dos comentários acima, nenhum dos comentadores tentou sequer informar-se sobre leis como a RAN, REN, ZPE´s, Sítios, lei do emparcelamento rural, etc. Nem os comentadores nem o nosso Presidente da República, porque se o tivessem feito teriam as respostas para metade das interrogações.
    Sou capaz de me atrever a mais uma observação: a nenhum de vós passa pela cabeça ser agricultor, isso é bem claro.

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  71. PMP permalink
    13 Junho, 2011 18:03

    O que se discute não é a situação actual na agricultura, já sabemos que é má.
    .
    O que se pretende é aumentar a produção agricola, diminui o deficit comercial e aumentar o emprego.
    .
    Se é preciso mudar leis, mude-se, para isso se invou o Parlamento.
    .
    Estar à espera que o sector privado por si só resolva os problemas de um país é uma fantasia neotonta, que tem de ser extirpada, sob pena de nos arruinarmos cada vez mais.

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  72. PMP permalink
    13 Junho, 2011 18:04

    queria dizer :
    Se é preciso mudar leis, mude-se, para isso se inventou o Parlamento.

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  73. Arlindo da Costa permalink
    13 Junho, 2011 18:11

    Cavar batatas é o que devia fazer o «orador oficial» das pindéricas comemorações do 10 de Junho.
    Se fosse líder político e partidário tinha de imediato levantado o rabo quando aquela sinistra e desertora figura começou a falar…

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  74. afédoshomens permalink
    13 Junho, 2011 19:08

    Parece que Zazie teve um colapso nervoso…

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  75. lucklucky permalink
    13 Junho, 2011 19:24

    Pobre diabos nascisistas, basta ler a maioria do que foi aqui escrito que é o que os Portugueses pensam – e como diz a Zazie apoiando o Fascismo – para perceber que os Portugueses querem que tudo seja dirigido por políticos.
    .
    A gente que aqui escreve fala de agricultura, mas para 99% deles a agricultura é para os outros.
    O filhote na Universidade Publica não vai para a Agricultura.
    Pois é. Narcisismo. Há uns que até conseguem protestar contra os hipermercados por terem preços baratos e ao mesmo tempo protestam contra os preços mais caros do milho…

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  76. Miguel Santos permalink
    13 Junho, 2011 19:43

    O PIB em 2010 foi 229 336 milhões de dólares.
    Ora o valor do PIB acaba em 6… 3 vezes 6, 18… É fazer as contas…

    Eu sou a favor da aposta na agricultura. Muitos dos países desenvolvidos têm uma agricultura forte, que lhes permite produzir uma grande parte daquilo que consomem. Se vale apenas 3% do PIB talvez seja porque os produtos agricolas são pouco valorizados (1 Kg de batatas é mais útil que 1 Kg de Magalhães e custa 300 vezes menos)

    Por outro lado é fundamental não termos de comprar bens essenciais, para não estarmos sujeitos a oscilações de mercado, mesmo que em áreas que representam pouco em termos de PIB. E a agricultura é claramente uma delas. O que é preciso é acabar com a mentalidade subsídio-dependente.

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  77. 13 Junho, 2011 19:46

    Pelas suas contas
    com 1 Kg de Magalhães
    compro 300 Kg de batatas.

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  78. PMP permalink
    13 Junho, 2011 19:49

    Agora que o incompentente e irresponsável Sócrates foi corrido é que vai ser interessante ver que projecto para o país tem o Passos Coelho, além dos cortes na despesa.

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  79. João Miranda permalink*
    13 Junho, 2011 19:56

    ««Agora que o incompentente e irresponsável Sócrates foi corrido é que vai ser interessante ver que projecto para o país tem o Passos Coelho»»
    .
    Espero que não tenha nenhum. Um país não resulta de um projecto.

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  80. zazie permalink
    13 Junho, 2011 21:04

    ehehehe

    Eu não disse que o Ferraz da Costa era facista!
    .
    Eu sabia. O retardado mental do liberal sem desvios do Luck acabou de o dizer- eu sou fascista por assinar por baixo o que o Ferraz da Costa sempre disse.
    .
    Ainda bem. Ainda bem para os “facistas”. Os alemães têm governo ainda mais facista do que o que eu desejo- têm governo que governa e que se reúne com os empresários para traçarem estratégias económicas.
    .
    O mundo dos facistas é este. O mundo dos anti-facistas é o comunista ou neotonto.
    .
    É bom que esta caricatura do Luck exista que é pela caricatura de um “liberal da escola de Chicago” que se pode perceber a imbecilidade do neotontismo.
    .
    Qualquer dia pego nestes comentários de vários anos, imprimo tudo e ofereço-os ao Passos Coelho, para juntar aos dossiers que vai ter de aprender. E aos dos conselheiros que vai ter de escorraçar.

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  81. zazie permalink
    13 Junho, 2011 21:09

    PMP,

    Acredita que com este não vai ser o grupinho dos panascas à pendura. Portanto, este vai receber relatórios de lobbys que existem.
    .
    E, vai receber relatoriozinhos de quem os desmonta. Eu não vou deixar passar em branco estes trafulhas e loucos dos neotontos.
    .
    Porque, há alturas para tudo e há inimigos principais de acordo com as situações. Neste momento vamos ter a resistência dos caciques e o ataque dos novos turcos- estes- os neotontos. E, como os neotontos são uma invenção da blogosfera e cabem todos dentro do Blasfémias, ficando apenas de fora 2 ou 3 decorativos- aqueles a quem o Popper segredou confissões ao ouvido- eu estou cá para lhes dar trabalho.

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  82. zazie permalink
    13 Junho, 2011 22:09

    E olha aqui, ó mongo de Luck:
    .
    Que merda é essa do “filhote na universidade pública” que não vai para a agricultura?
    .
    Que merda é essa de já se andar a propagar o boato que o outro mongolóide do anti-comuna largou?.
    Olha uma coisa, animal- e vê bem se aprendes para sempre e para nunca mais vomitares merdas acerca da minha vida:
    .
    1- As pessoas não são todas iguais- quem acredita na igualdade da humanidade são os comunistas. E é por isso que o comunismo é uma tragédia- porque precisa de nivelar por baixo aquilo que nasce e é diferente.
    .
    As pessoas são todas diferentes. E têm talentos ou capacidades, ou gostos diferentes. O meu filho nunca foi tema de debates nem sequer no meu blogue- Foi apenas uma conversa meio privada que tive com o anti-comuna e ele aproveitou para a deturpar e largar aqui.
    .
    2- O meu filho estudou em escolas do Estado, quando ainda tal era possível- e teve média de 20 valores no 12º ano e 100% na prova de aferição.
    .
    3- Foi para o Porto estudar aquilo que ele desejava e terminou o curso com a nota mais alta de toda a universidade- ganhou até o prémio de uma entidade de renome privada (não vou dizer qual) e recebeu logo todos os convites.
    .
    4- Não usou nunca uma única cunha para nada e eu empurrei-o daqui para fora, precisamente por prever no que isto ia dar e porque ninguém cá em casa gosta de encostos ou cunhas.
    .
    Em 6 anos no estrangeiro tirou um mestrado em Cambridge; um doutoramento em Oxford, outro doutoramento em Lyon e entrou em pós-doutoramento de novo em Oxford.
    .
    No meio deste percurso, o orientador teve morte súbita e ele decidiu procurar trabalho.
    .
    Foi para Londres, inscreveu-se em agências de emprego e no currículo profissional incluiu os únicos trabalhos que tinha feito, para além dos estudos em física quântica- DJ em Cambrdige e Barman em Gaia.
    .
    E foi assim que não foi para agricultura, mas teria ido nas calmas se tal fosse o gosto, porque não teme trabalho e não tem peneiras.

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  83. PMP permalink
    13 Junho, 2011 22:14

    O Passos vai ter estes dois inimigos que se tocam:
    .
    Os que já estão a dizer que cortar 50% nos ministérios, sec. estado, IP, EPE’s, d.g., etc. é um fascismo ou não vale a pena,que afinal as PPP’s devem ficar e até o TGV vale a pena, enfim os xuxialistas ou xulistas (sulistas também dá !).
    .
    Os que vão dizer que a Alemanha não tem nem nunca teve politica industrial , os neotontos.
    .
    Enfim tanta parvoice, parolice e infantilidade, mas pelo menos já não temos o Sócrates para servir de desculpa para a incompetência e compadrio.

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  84. zazie permalink
    13 Junho, 2011 22:20

    Agora, a questão que o mongolóide do neotonto/comuna do Luck e do mongolóide do complexado do anti-comuna deviam perguntar era esta:
    .
    O meu filho pode dar em lavrador. Nas calmas- é suficientemente imaginativo e livre para, se lhe der na veneta, largar tudo por outra coisa- e é suficientemente crítico até da máfia onde trabalha- conhece-a bem.
    .
    Mas a pergunta a fazer era outra- este percurso é coisa que qualquer um pode fazer, bastando querer? qualquer desempregado, qualquer artista, qualquer político, qualquer sociólogo, qualquer economista, qualquer estudante de colégio público ou privado, nasce já com as mesmíssimas capacidades que se aferem por QI ?
    .
    Ou os QI são todos iguais e o resto é marranço?
    .
    V.s são bestas. E o v. problema é outro- são gente que nem capacidade de pensar tem, quanto mais de se julgar ideolólogo político ou habilitado para ditar à humanidade o caminho único segundo a luz que v.s julgam que receberam.
    .
    Gentalha como o Luck que tem complexos de inferioridade com o trabalho na agricultura mas não deve ter com o ir às putas, é gentalha que nem para manga-de-alpaca serve.
    .
    Portanto- a partir de hoje nem mais uma palavra acerca da minha vida familiar. E que nunca mais apareça mongolóide a meter o meu filho ao barulho, como se ele fosse um beto, ou alguma trampa igual às que v.s são.

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  85. Pi-Erre permalink
    13 Junho, 2011 22:22

    Há por aqui vários comentadores a precisar de uma enxadinha nas mãos. O Arlindo, o Piscoiso, a Zazie…

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  86. Pi-Erre permalink
    13 Junho, 2011 22:28

    É pá, pronto, não metam mais o filho da mãe ao barulho, que a mãe do filho da mãe diz que o filho é muito inteligente.

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  87. zazie permalink
    13 Junho, 2011 22:32

    Via levar na peida, cabrão. Vai levar na peida.
    .
    Eu nunca falei do meu filho- foi esse monte de esterco do anti-comuna que falou e foi essa besta do Luck que agora mesmo voltou a repetir.
    .
    E v.s são gentalha que nem parida foi- foram cagados.

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  88. zazie permalink
    13 Junho, 2011 22:33

    É só inveja. Mongalhada ressabiada, invejosa e mal-parida.

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  89. Pi-Erre permalink
    13 Junho, 2011 22:38

    Olhem, eu a defender a Zazie e ainda por cima ela ficou zangada comigo. Ingrata!…

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  90. zazie permalink
    13 Junho, 2011 22:43

    A ver se não reagem logo que nem comunas ressabiados com a diferença.
    .
    São todos muito liberais da boca para fora. Tudo em prol da defesa das potencialidades de cada um. Ao máximo- ao ponto mesmo do darwinismo social e da lei do mais forte.
    .
    Mas, em lhes aparecendo pela frente quem seja mesmo superior, a ver se não ficam todos comunas, a insultar e a mandar cavar batatas quem tem capacidades que estas bestas nunca terão.
    .
    Qual é o v. trauma com o campo? é vergonha, será isso- por ainda se lembrarem dos avós a cavarem as batatas e hortaliças e v.s acharem-se gente por serem uns desenraizados de merda e terem dado em cavalgaduras do asfalto?.
    .
    Na volta é. Destruíram Portugal por criarem estes mitos de gente de plastico que ainda olha para as origens com nojo e vergonha e julga mais decente quem se prostitui nas cidades.
    .
    Só pode ser. Estas frases de desdém pelo campo e pela agricultura, em troca de centros comerciais abertos 24 horas por dia , um carro por membro da família e telemóveis em triplicado com plasma na sala e no “óle de entrada”, é a caricatura de Portugal.
    .
    Nunca um inglês perceberia este nojo e desdém pelo campo. Nunca! O campo por cá é estigma de complexo de inferioridade de medíocres que não são nada. Nem sabem sequer o que são. Não têm História- não têm local de pertença- não têm pátria.

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  91. zazie permalink
    13 Junho, 2011 22:59

    Que isto é um país de merda com gente medíocre a ocupar lugares de mando, toda a gente devia saber.
    .
    E fazem chantagem para conseguirem perpetuar-se nos lugares. Têm autênticos feudos e mesnadas atrás, a servi-los a troco de promessas.
    .
    A dona Teresa Lago, essa socialista morcona que já ocupou tantos cargos e que não passa de uma sopeira divulgadora de astronomia chegou ao ponto de o chantagear- ou ia fazer doutoramento com ela, e nunca com o colega teórico e rival do departamento, ou ela impedia que ele recebesse bolsa da PRAXIS.
    .
    Assim literalmente. Se mais dúvidas houvesse na família para o empurrar daqui para fora, essa grande socialista que nem a merda de um telescópio sabe usar, fez isto- fez chantagem por ter marido na FCT e poder para dar bolsa com dinheiros europeus aos porta-estandarte. E garantia que tinha poder ainda maior- de impedir quem concorresse sem cunha de as receber por mérito.
    .
    Um dia destes torno estas merdas públicas. Estas e outras. Muitas outras. Não faltam exemplos da chungaria que se auto-denomina elite em Portugal.

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  92. tina permalink
    13 Junho, 2011 23:03

    Lucklucky, boa observação. É essa a hipocrisia dos tempos, os socialistas ricos, os verdes-consumistas, os urbanos-pró-agricultura, os anti-liberais que trabalham nos paraísos liberais, os anti-USA que pagam pela sua tecnologia…

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  93. zazie permalink
    13 Junho, 2011 23:13

    urbanos pró-agricultura…
    .
    E que tal as donas-de-casa-mongas-pró-super-empresárias?

    ehehhehe

    Esta gente faz ideologia de tudo- agora a agricultura passou a ser coisa escardalha e ecologista. Um perigo-
    .
    nada como enfiarem pepinos de plástico e chuparem maçarocas de borracha. Isso, sim- é dar-se a cada um aquilo que lhe é próprio.
    .
    “:O))))))))

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  94. 13 Junho, 2011 23:16

    Portugal – PIB(2010): $229.336 billion
    Monsanto – Receitas(2010): $10.502 billion

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  95. licas permalink
    13 Junho, 2011 23:17

    Piscoiso
    Posted 13 Junho, 2011 at 09:09 | Permalink
    Cavaco tinha de dizer calquercousa.
    Num é só comer cerejas.
    _________________
    Piscoiso anda a anos________A NÃO DIZER NADA.

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  96. PMP permalink
    13 Junho, 2011 23:26

    Ainda bem que o tonto do Cavaco trouxe a agricultura para a discussão politica.
    .
    Vejam como os neotontos e os xuxialistas estão no mesmo barco !

    .
    Este blog vai ser muito interessante sem o Sócrates a pairar.

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  97. licas permalink
    13 Junho, 2011 23:34

    Piscoiso
    Posted 13 Junho, 2011 at 09:09 | Permalink
    Cavaco tinha de dizer calquercousa.
    Num é só comer cerejas.
    ________________

    Com 80 kilos de merda iguala-se o peso do Piscoiso . . .

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  98. Fredo permalink
    13 Junho, 2011 23:41

    O meu carro anda a gasóleo.
    Eu, às vezes, ando a pé.
    O Piscoiso anda a anos.
    (licas Posted 13 Junho, 2011 at 23:17)

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  99. zazie permalink
    13 Junho, 2011 23:55

    «Vejam como os neotontos e os xuxialistas estão no mesmo barco !»
    .
    Pois estão. Eu sabia. Por isso é que já tinha provocado este debate no próprio dia das eleições. E o morcão do anti-comuna até esperneou.
    .
    Eu sabia. Neotontismo é uma utopia gémea do comunismo.- E o comunismo, como dizia o Lenine, eram sovietes a electricidade. O mundo feito progresso tecnológico- feito luz- por holismo voluntarista.

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  100. zazie permalink
    13 Junho, 2011 23:57

    Isto é mesmo assim- há tretas que não se deve deixar desenvolver muito porque depois fazem estragos irreparáveis. O comunismo foi o que foi. E o neotontismo não é melhor. É a versão beta do mesmo materialismo histórico.

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  101. zazie permalink
    14 Junho, 2011 00:05

    E há mais. Há mais semelhanças. Nestas merdas apanho-as todas.
    .
    Outro dogma do socialismo in progress denominado liberalismo e que não passa de neotontismo é a paranóia com as heranças. Os gajos são contra elas. Devia ir tudo para o Estado ou apenas para quem alguém decidisse, por mero capricho, dar depois de morto.
    .
    Eles acreditam tanto no valor do capricho individual que acham que um indivíduo, mesmo tendo feito família, devia poder continuar a mandar depois de morto. E é por isso que defendem que o Estado nunca devia reservar uma parte do legado parental à descendência.
    .
    Porque a família é outra coisa que desprezam. Para eles só existe o indivíduo ou o Estado a satisfazer os caprichos individuais. Foi dos primeiros debates que tive mal o Blasfémias apareceu.
    .
    Há-de estar nos históricos ainda. E foi com o CL, ia jurar. E o JM também entrou a defender o direito de um morto ainda ditar leis contra a descendência, porque sim. Até um pai que desse em panasca devia ter direito- concedido pelo Estado (os gajos adoram o Estado e a lei, contra a tradição e a moral)- a deserdar os filhos e a deixar tudo ao amante.
    .
    Assim- literalmente. E são pró_aborto pelo mesmo- por ser uma forma de direito à felicidade. A liberdade de se abortar para se ser mais feliz e com menos responsabilidade pelo intruso.

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  102. zazie permalink
    14 Junho, 2011 00:12

    E não gostam do campo por isto. Pelo mesmo motivo que os mata-frades tiveram quem os enfrentasse a partir do campo. tal como em Espanha, aliás.
    .
    Eles não gostam do campo, e contribuem em boa irmandade com a jacobinagem em o destruir, porque sabem que é aí que ainda pode reinar a tradição- E a tradição é coisa que não vem escrita na lei e nem se apaga por decreto.
    .
    E eles são filhos de Locke- querem o ser humano em tábua rasa- tudo apagado para lhe escreverem a doutrina ad hoc. A utopia sem história, sem raízes, sem referências a mais nada a não ser a um mito de números e de esquemas cientóinos em nome do único deus que adoram- Mammon.

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  103. Fincapé permalink
    14 Junho, 2011 00:29

    Um empresário alemão radicado em Portugal contou o seguinte no “Expresso da Meia-Noite”: disse a um amigo que ele poderia produzir legumes e outros produtos agrícolas no Ribatejo e exportar, como fazem os espanhóis e outros. Resposta do amigo: A agricultura não é sexy!

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  104. Fincapé permalink
    14 Junho, 2011 00:33

    Ah! Sobre as vantagens comparativas: com sectores estratégicos não se pode brincar. Podem representar muito mais de 3%. Podem representar a sobrevivência! E provavelmente um dia representarão.

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  105. MAP permalink
    14 Junho, 2011 02:36

    A geração de políticos,jornalistas,economistas,juristas,artistas, futebolistas,etc,etc, da década 80/90,são filhos de agricultores, ou têm algum familiar;pois foi essa gente que “desagriculou” a agricultura.Até o Ilustríssimo Miguel Sousa Tavares ajudou à festa,quando nessa época,num artigo, criticou os Minhotos por cultivarem couve galega nos seus quintais.Vá lá que ainda temos calco verde; ou já é importado?

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  106. tina permalink
    14 Junho, 2011 09:45

    Mas por que falam tanto e não vão vocês próprios trabalhar na terra? São os próprios agricultores a dizer que não podem expandir porque não encontram gente para trabalhar!… Se todos os que defendem a agricultura dessem o exemplo, então talvez houvesse progresso. A começar com Cavaco Silva.

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  107. zazie permalink
    14 Junho, 2011 11:05

    ò sopeira- e tu que defendes que toda a gente devia ser capaz de criar empresas xpt porque é que não dás o exemplo e quando tentas criar negócio foste logo à falência- coña de trampa.
    .
    Também tens o trauma da vergonha do trabalho agrícola, é? por teres sido negreira e isso ser bom para o preto?

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  108. afédoshomens permalink
    14 Junho, 2011 11:12

    as tias velhinhas dos serões do Eça ás turras!

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  109. zazie permalink
    14 Junho, 2011 11:12

    Imagine-se estes mongolóides a dialogarem com os ministros- o senhor alguma vez pescou na vida? se não pescou nem manda os seus filhos para a pesca, com que autoridade quer agora incrementar as pescas em Portugal?.
    .
    2. Ou então- o senhor alguma vez cavou carregou lixo às costas? já pensou em empregar a sua mulher como mulher do lixo camarário?
    .
    Se não fez isso com que autoridade e desplante se atreve a falar em aterros ou atribuição de limpeza às juntas de freguesia e não às câmaras?.
    .
    E assim por diante. É assim que fala a neotonta tinamonga; o anti-comuna-mongo; o calhau do Pi-erre-quadrado e por aí fora. São estes os nossos “liberais”- a fina flor do entulho.
    .
    E é com estes QIs em estado de idade do gelo que vale a pena dialogar. Olha- estes nem para cavar batatas serviam. Eram capazes de usar a enxada às avessas e depois esperavam que as batatas aparecessem como frutos das árvores.

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  110. zazie permalink
    14 Junho, 2011 11:16

    Mas este fenómeno não existe em Espanha. Não existe em França. Não existe na Bélgica; não existe em Inglaterra; não existe na Alemanha. Eu não conheço um único país a não ser o nosso com uma geração tão rasca, tão pretenciosa, tão complexada com o campo- com tudo o que não seja a “cidade”.
    .
    E isto é prova provada que se destruiu Portugal em troca de fundos, betão e asfalto. São os filhos do asfalto- os gajos deixaram de ter avós, e se for preciso, renegam pai e mãe porque agora são doutores de automóvel e casa hipotecada na cidade. Sentem-se gente, assim.

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  111. zazie permalink
    14 Junho, 2011 11:19

    Quais tias, ó conas. Eu não sou tia e tenho pó a betas.
    .
    Qualquer pessoas com ligação à natureza nãop tem complexos e muito menos teme perder qualquer coisa por via de predicados postiços.
    .
    Olha, conas escardalho- o racismo é filho do betão. São os desenraizados da cidade que se agarram à puta da cor de pele e temem perdê-la por verem pretos a terem os mesmos automóveis que eles e as mesmas casas hipotecadas que eles que é essa a lusitanidade em estado puro dos que não têm História.

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  112. zazie permalink
    14 Junho, 2011 11:21

    A cidade nem existe como fundadora de nada. Até a polis grega é fruto do círculo em torno de algo mais sagrado e fundador- o campo. O olimpo- esse é que é o local primordial que determina a cultura, a identidade, a pertença, a natureza e a paisagem.

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  113. zazie permalink
    14 Junho, 2011 11:27

    E um páis sem campo é uma mentira. Nem se trata apenas de uma necessidade económica- trata-se de uma necessidade de recuperação de identidade de um povo.
    .
    Estas gerações rasca ou os filhos à rasca são também fruto disto. Criaram-lhes expectativas postiças- por caricatura de terraplanagem- tinham de ser todos doutores e engenheiros e famosos, como dá na tv e como os partidos prometem.
    .
    E depois é ir às terras da província e ver as caricaturas de gastos de luxo a imitar as actrizes da novela, para que nunca, por nunca, possam passar por província.
    .
    E passam os fins-de-semana dentros dos hipermercados que são as novas catedrais campestres. Foi esta gente que deixou de saber o que é que agora teme que lhes tirem os fatos de máscara em que andam.
    .
    É pedir a puta de um cheque a uma destas alimárias. Aposto que o calhau do Pi-erre há-de lá ter gravado o nome, e complemento de apelido com Doutor por Parte do Pai e Engenheiro por parte materna.

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  114. tina permalink
    14 Junho, 2011 17:13

    Como sempre, ninguém responde às perguntas mais pertinentes. É tudo conversa oca.

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  115. zazie permalink
    14 Junho, 2011 18:24

    Ligam-te, ó monga, não é? nem te enxergas, palonça.

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  1. A “aposta estratégica” na agricultura « O Insurgente

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