as imoralidades do professor rosas
A primeira coisa que apetece perguntar ao Professor Cardoso Rosas, lida esta extraordinária prosa da sua autoria, é o que tem ele a ver com o destino que possa ser dado às «fortunas» dos «milionários» pelos seus legítimos herdeiros? Por acaso contribuiu para a realização desse património? Acha-se no direito de determinar o seu destino, eventualmente de dizer aos herdeiros onde o devem gastar? A segunda é em que espécie de princípios morais se fundamenta para se arrogar a dispor de um património que não lhe pertence, e que foi acumulado ao longo de uma vida, ou de várias, fruto do trabalho e já taxado nos diversos momentos da sua aquisição e disposição? E, a terceira, em que se baseia para dizer que «a maior parte dos herdeiros gasta mal o dinheiro dos progenitores»? Que número de casos conhecerá ele que o autorizem a semelhante generalização, sobretudo quando se está a referir a heranças, certamente (ainda) em número razoável nos últimos anos, do valor de 500 mil ou 1 milhão de euros, patamares para a aplicação do «seu» imposto sucessório? E, por último, como se atreve a dizer que um filho não tem «moralmente direito» de receber aquilo para que o seu pai trabalhou ao longo da vida, em razão da falta de «mérito por ter nascido numa família rica», ou qualquer outra, já agora, uma vez que ainda não se escolhe o berço? Por acaso quererá expurgar o direito sucessório do direito civil português?

Boa noite.
Tem muita razão naquilo que escreveu sobre o texto dum infeliz candidato a um qualquer cargo para “tomar conta”.
O que,verdadeiramente,não percebo neste desgraçado País é que parece que é um orgulho pagar as contas que uns quantos BANDIDOS deixaram por pagar.
Alguns são Professores,outros isto,outros aquilo,mas todos juntos são desprezíveis no seio das Nações de bem.
Cumprimentos
Carlos Monteiro de Sousa
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Muitos dos «herdeiros» que eu conheço gastaram tudo em tintol, ferraris e putaria!
Trabalho, tá quieto preto!
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Os mafiosos estão sempre à coca para se apoderarem do dinheiro alheio.
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Ao longo de 28 anos de experiência
o professor Rosas Bambo ajudou milhares
de pessoas a resolverem os seus
problemas de dinheiro, sorte,
inexplicáveis. Os conhecimentos
misticos do Professor Cardoso Bambo
permitem-Ihe obter resultados sérios
onde outros falham.
Confie nos Dons do Professor Rosas Cardoso
Bambo, escute os seus conselhos,
aceite a sua ajuda para uma vida
melhor!
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Alguém tem de perguntar uma coisa a esse senhor Professor Cardoso Rosas. Então os herdeiros não podem desbaratar o dinheiro e o Estado já pode? É que é exactamente isso que o Estado faria com o dinheiro proveniente do imposto sucessório. Desbaratá-lo! Se não é moral que os herdeiros fiquem com a herança, que tipo de moralidade justifica que o Estado passe a ser o herdeiro (nem que seja de uma percentagem da herança)?
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Bom post Rui. Mas o Pi-erre explica a atitude desse tal “Professor”. É um charlatão, falhado e invejoso.
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Penso que algumas informações do artigo são infelizes como a parte do esbanjar. Mas de facto acho que é da mais elementar justiça que as heranças sejam taxadas progressivamente como qualquer outra fonte de rendimento.
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Ó Arlindo e depois qul é o teu problema ? se gastaram tudo estavam no seu direito, ajudaram a economia nacional via consumo .Por acaso eu vou-te dizer como deves gastar o teu dinheiro ? o sr. Rosas fala assim pq o que tem não o quer deixar aos filhos os quais não lhe ligam pevide ………………
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Do que o senhor Rosas (pelos vistos Rosas II) se esquece, é da família como núcleo. O progenitor fez sacrifícios para amealhar? Se o fez, também sacrificou a filharada que trouxe ao mundo, disso não há dúvida. Esta estória do bandido, faz-me lembrar o “caso do colar dos Orleães”. Era uma jóia de família que já estava na posse desta desde os tempos de Luís Filipe, então ainda Duque de Orleães. Foi passando de geração em geração, sempre como símbolo e apanágio da mulher do titular. Agora, com as leis da extorsão descarada a que a França se rendeu, os herdeiros do defunto Conde de Paris, tiveram de se desfazer da peça – um conjunto ou parure, como se chama -que foi parar, adivinhem onde? Ao Museu do Louvre, claro. Ao “Estado”. Se isto não é roubo, não sei o que será, até porque a venda da parure ainda teve de pagar mais impostos. Um minúsculo exemplo para uma gigantesca pouca vergonha.
O sr. Rosas II também se esquece de outro pequeno detalhe. É que no acto de aquisição da propriedade, seja ela uma casa, uma empresa ou até qualquer bem móvel, o comprador já paga o imposto correspondente. Se a visão estatista pode ir assim tão longe, porque razão o sr. Rosas II não propõe a pura e simples abolição da propriedade privada? Pode até por começar pelo primeiro patamar, consistindo este na apropriação de todos os bens dos defuntos pelo Estado. Assim, os herdeiros que comecem do zero, porque o fito último da parvoíce arrotada pelo inútil comensal de 16 milhões de Euros/ano sr. Cavaco, conduzirá à entrada de rompante de fiscais dentro das nossas casas, contabilizando móveis, quadros, colares ou os brincos da avó entretanto falecida. Chegaremos a esse ponto, disso estou certo.
O melhor é liquidarmos com a poupança e enchermos todos a barriguinha com jantaradas, bons vinhos. Viajemos, façamos sexo pago á brava e estouremos tudo o que pudermos, evitando assim que o nosso dinheiro vá parar a certos off-shores de 380 milhões e outras esqusitices mais.
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“Por acaso contribuiu para a realização desse património? ”
Cá em Portugal, suponho que são raras as fortunas sem uma mãozinha do estado, ou de algum dos seus serviços (do estado). Logo, dos nossos impostos.
Mas isto sou eu, que sou um ingénuo.
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Fernando Rosas foi do MRPP, contra a propriedade. Saldanha Sanches, antes de morrer ainda teve tempo de dizer que a militância nesse partidelho foi uma tolice, uma coisa infantil.
Fernando Rosas cachimba agora no Bloco, contra a propriedade.
Fernando Rosas é um jacobino. Como pessoa não conheço mas há quem lhe faça a folha.
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José,
Leia bem o artigo. O Rosas em questão não é Fernando, é José Cardoso Rosas.
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Correcção: João Cardoso Rosas
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pois , é melhor herdá-lo o estado para ser roubado por quem o administra , né? ou para ser dado à ciganada. porque quem trabalha e se sustenta não precisa de se por em bicos de pés para ver se o armam em coherdeiro . raio de gente que não se contenta com o que tem e com o que pode ganhar e passa a vida a suspirar pelo dinheiro dos outros. uns tristes frustados.
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Para verem o calibre deste senhor professor Rosas, vejam este post que encontrei:
http://oafilhado.blogs.sapo.pt/400155.html
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José, Posted 8 Setembro, 2011 at 10:27
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o fundamentalismo é tanto que já se confundem os nomes flores !
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O juizzz decediu, tá decedido:
João Cardoso Rosas é jacobino.
Diria mais: tem barba e usa óculos.
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Desculpas a todos. Ao próprio não precisa porque lhe assenta bem tudo o que escrevi.
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pior a emenda que o soneto, porque o objecto do teu comentário foi sobre um sujeito que nem conhece e era a ele que devia pedir desculpa.
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e que tal um imposto sobre o partido com maior património em Portugal obtido através de “doacções e outras coisas que tais”…isso mesmo o PCP .
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Este Rosas é a prova provada em como a neotontice e o socialismo são duas faces da mesma moeda.
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O tipo defende isto porque é um seguidor de Rawls- um defensor do liberalismo igualitário.
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Mais um que acha que o estado ladrão ainda deve roubar mais. Já não há paciência.
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O sacana do tipo defende a coisa mais abstruza que se pode imaginar- um liberalismo socialista
aahhahaha
E, como todos os saqueadores utópicos, está visto que se atiram às heranças- tábua rasa de tudo para a utopia criar o Homem Novo que, só não termina no dia em que morre, se tiver o bom do Estado a fazer saque para a “igualdade de oprotunidades”.
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Estes tipos metem nojo. E este podia ser irmão gémeo do outro Rosas. É a face da moeda liberal, da mesma trampa nascida das Luzes.
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Portela:
Então agora a gente já andou na escola juntos? Por mim está bem que nesta coisa de blogs e comentários disparatados tanto faz. Mas lembro-me de um reparo anterior…
Quanto ao genuino jacobino conheço bem o que diz e escreve e tanto me basta. Se o conhecesse pessoalmente não escrevia.
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“quem não rouba
ou não herda,
não sai da m…”
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Frequentemente descubro que o que dizem publicamente algumas pessoas não condiz com o que pensam em privado…
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Tal como todos os movimentos destinados a expurgar a riqueza ou os bens parcos das pessoas , a agremiação habitual que arregimenta a inveja e a mesquinhez dos portugueses , socialmente majoritária em Portugal e representada pelo PS, PCP e BE , está ai desenfreada para apanhar o que puder a quem trabalha, herda ou possui …
Deste tempos antigos , revoluções várias … de facto o gamanço era o principal motivador dos “revolucionários”
principios leva-os o vento
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ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
não venham cá com a Lei da Separação
o que queriam era “separar” a riqueza da igreja para eles …
( pequeno exemplo )
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Pois é !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
é o tal de Socialismo
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Para o post acima, é pena que CAA não abra o debate que publicita no Blasfémias, desaferrolhando a sua caixa de comentários.
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O Soci@lismo torna possível tudo pois o Poder do Estado é que conta.
Isto é a sanguessuga soci@lista a inventar pretextos para sugar mais.
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Pois, ó Luck, mas, para tua informação, este tipo é liberal. É tão liberal quanto o John Rawls- é um tradutor dele.
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Por isso, v.s quando falam em liberalismo deviam estudar um pouco, porque há geminalidades lixadas.
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Piscoiso
Posted 8 Setembro, 2011 at 12:12
O mesmo fazes tu quando censuras (o que na realidade torna nulo o acto de comentar) no teu blog. Mas lá é a tua casa e ditas as regras. O CAA faz exactamente o mesmo.
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O paradoxo é esse- v.s não vivem sem o Estado. Se for preciso até rogam ao Estado que faça leis com os v.s ideais.
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A neotontice é filha das Luzes- esta pancada de imporem caprichos à sociedade tem a mesmíssima origem das teorias socialistas e todas elas querem optimizar a sociedade racionalmente. Para isso fazem tábua rasa do passado. Ditam tudo ad hoc e, como sem Estado, se limitavam a fazerem figura de patuscos, sempre desejaram tomar o Estado por meio de lobbies para imporem aos outros o que consideram “leis naturais”.
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Este acha que é lei natural a igualdade de ponto de partida e a liberdade vem depois desta pancada justiceira. E é liberal. Portanto, já vez- as cartilhas dão para tudo.
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vês.
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Carlos, a caixa de comentários do meu blogue está sempre aberta.
E limpo o lixo de quem vai lá deixar comentários insultuosos.
Ou o Carlos deixava estar em sua casa alguém que fosse lá cagar no tapete?
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Olá Zazie. Estás enganada, eu tenho lido o que ele escreve. Se o fizeres verás que ele está muito mais interessado na igualdade do ponto de chegada…
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Foi isso que eu disse. Mas, a piada toda, é que ele é liberal. É um copiador do Johw Rawls. Portanto, como eu disse, o liberalismo e o socialismo têm mais em comum do que se costuma dizer.
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O que eles defendem vem na continuação do utilitarismo inglês. E foi do utilitarismo inglês que nasceu a teoria ética liberal. V.s conhecem mais as vertentes economicistas mas, a verdade é que o liberalismo não começou por ser uma mera teoria económica. Foi filosofia e vem do racionalismo das luzes.
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O caricato do tipo é que se enrola em palavras e tem a pancada de arrumar tudo em gavetas que apenas distingue por 2 nomes: “esquerda e direita”. Se lhe pedirem para explicar o que é que isto quer dizer, ele repete a definição das palavras. Não diz nada. É um tosco que se faz passar por Filósofo. É tão ou mais tosco que o outro Rosas trostskista/maoísta.
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O tipo tem até a mania de querer provar que o liberalismo é de esquerda porque nasceu contra o conservadorismo.
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É um bocado palerma mas, na verdade, ao seguirem a utopia que nega a tradição, os liberais tornaram-se o duplo dos socialistas. Nisso ele tem razão. E até aqui na blogo se vê que neotontice pode ser partilhada com escardalhada em tudo o que diz respeito à destruição da família e da tradição.
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E esta treta das heranças é pedra de toque. Por isso é que eu me lembrei do debate com o LR. Eles dizem que não são contra as heranças, apenas para o Estado não ficar com elas, mas, do ponto de vista social, são todos destruidores do que possa ser transição familiar..
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Sempre em nome de duas tretas- a justiça ou o capricho individual. Este vai mais para a “justiça”- daí que seja urso e ache que tudo o que é herdado não tem dono- (quando o anterior proprietário do bem a herdar, também possa ter sido herdeiro- e com isto está legitimada a ideia anarquista da “propriedade é um roubo”.
Outros como o LR e JM vão mais para o direito do capricho de deserdar os descendentes- coisa randiana e tão idiota como a expropriação comunista feita pelo Estado.
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Esse gajo é professor universitário?
Ao que desceu o ensino em Portugal…
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Não sei porquê. Ele é seguidor de um professor de Harvard…
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Não tem nada de liberal uma vez que não respeita a liberdade da pessoa. A sua vontade.
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Com o mesmo argumento que fazes o Rosas pode dizer que quer taxar a Inteligência e outras características genéticas positivas que passam de Pais para Filhos e vice versa para as negativas.
É puro Soci@lismo.
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Senhor Jose,so troquei o “s” por “t” e lamento; e, claro, nao andámos juntos na escola
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Fui ver e, para azar, achei o joão carlos rosas de uma claridade intensa, pura, a dizer o preto no branco, sem qualquer arremedo de estranheza e subterfúgio. Preto no branco o que qualquer alma que o não deva todo à mamã e ao papá tem por razoável e mais que evidente.
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agora, é claro, há malta que tem de vir escarrapachar sobre estas montras de blogs a suas debutantes leituras de wikipédias e é um fartote, do princípio ao fim de repetidas sentrenças à borda. ao que nós chegámos, contentes de si, que é UM quase nada .
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“Esse gajo é professor universitário?
Ao que desceu o ensino em Portugal…”
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É o tal problema da massa crítica de um país pequeno. Metade das pessoas que ocupam aqui lugares de destaque, passariam completamente despercebidas se houvesse mais população. É mesmo azar nascer num país pequeno, as pessoas serão burras toda a vida sem o saber.
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Zazie,
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“Outros como o LR e JM vão mais para o direito do capricho de deserdar os descendentes- coisa randiana e tão idiota como a expropriação comunista feita pelo Estado.”
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Capricho, coisa nenhuma. Apenas reconhecer o direito a quem acumula património de o poder legar livremente a quem entender. Liberdade testamentária, em suma. E denunciar o abuso que constitui o Estado meter-se nisso, seja para tributar, seja para fixar quotas para as heranças.
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Zazie,
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Admito um caso que é passível de regulamentação pelo Estado no caso das heranças: a existência de cônjuges e(ou) descendentes com deficiências que não lhes permitam cuidar de si próprios.
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Tenho vindo aqui para escrever umas coisas que me apetecem. Termino aqui.
Tão cedo não virei aqui comentar seja o que for, por dois motivos: é inútil tentar discutir seja o que for por aqui com alguns comentadores e é irrisório tentar encetar um diálogo construtivo aqui nestas caixas do Blasfémias.
A quantidade de energúmenos que por aqui pulula é demais.
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LR
veja lá que isso do património já esteve mais longe de ser “confiscado” para dar aos “pobres” , normalmente “os pobres socialistas” como aí o cabeçudo do Piscoiso do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Norte ( o tal senhor careca da CGTP que aparece sempre na TV, que se ponha a pau com o Piscasolialista, ainda fica sem tacho ) …
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ou capacete
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“Apenas reconhecer o direito a quem acumula património de o poder legar livremente a quem entender. ”
Luís,
Há que ter em conta que muitos patrimónios familiares não são acumulados numa só vida. Quando a lei limita o direito de dispor de parte desse património para além da vida, é nisso que está a pensar. De resto, esta instituição jurídica é já muito antiga e não é uma invenção do estado moderno. Pelo menos, em Portugal, ela é oriunda da “terça” visigótica, e tem mantido os seus pressupostos, ao longo do tempo, o que atesta, a meu ver, da sua sensatez.
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http://aeiou.visao.pt/ceci-nest-pas-un-riche=f621069
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Quem lançou o debate sobre o retorno do imposto sucessório, foi o vosso bem amado Prof. Cavaco Silva !!!
Agora todos malham no “pobre” Rosas ?
Tenham mas é juízo…
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«Apenas reconhecer o direito a quem acumula património de o poder legar livremente a quem entender. Liberdade testamentária, em suma»
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E quem lhe prova que esse património foi apenas acumulado pelo próprio, em vida?
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Ninguém. Por isso é que eu digo que esta ideia (e a do maluco do autor do texto- o tal Rosas) legitima todas as expropriações.
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Porque, v.s chamam herança ao que se vai receber, e chamam património ao que se tem, sem separarem se esse património também foi herdado.
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É claro que na generalidade dos casos, também foi herdado. Chama-se a isto Família e História. V.s reduzem tudo ao tempo de uma vida de um euzinho. Maior que o eu, o que resta?
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Eu respondo: resta-lhes o Estado. Por isso é que este acha legítimo que o Estado vá lá deitar a pata taxando heranças. Porque é o colectivo que dura mais que a vida humana, uma vez que nega a Família.
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O Rui a acabou de responder. «Há que ter em conta que muitos patrimónios familiares não são acumulados numa só vida.»
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Exacto. E nada disto obriga a que se trate de ricos. Parece que o mundo foi feito para desalmados órfãos que depois precisam do Estado para sacarem aos outros o que os seus não souberam cuidar, nem deixar.
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E na volta é mesmo isso- são órfãos. Por isso é que depois se acham filhos do Estado.
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O desejo de se transmitir prosperidade aos filhos, é o maior incentivo à criação de riqueza conhecido pelo Homem. Muitas vezes os herdeiros são de facto pródigos. E depois? Por isso é que a sociedade capitalista é uma sociedade sem classes. Porque quem nasceu pobre pode acumular riqueza, e quem nasceu rico pode morrer pobre.
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são orfãos … orfãos do Estado Social que está a desfalecer por falta de meios para engordar e “comprar votos “
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Cardoso
de facto … qual seria o incentivo
andar uma vida a acumular riqueza para deixar aos filhos … e depois vem o “tal de socialismo dos invejosos ” e apropria-se da coisa para redistribuir á carbonária votante e carente da proteccãozinha do Pai Arquitecto do Cosmos
a carbonária votante nunca se esforça por criar riqueza e dar uma vida decente aos filhos … espera que o ESTADO os guarde na Escola, os alimente , vista , dê livros á borla … enquanto mama SuperrBocks a ver jogos do Bfica
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Zazie,
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“E quem lhe prova que esse património foi apenas acumulado pelo próprio, em vida?”
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Ninguém e nem eu tal afirmei. A acumulação pode ter resultado de uma herança. Mas estabeleceu-se a partir daí um direito de propriedade, cujo destino futuro só ao proprietário deve competir. Atenção que não me move absolutamente nada contra os descendentes ou cônjuges. Estou aliás convencido que, numa situação de total liberdade testamentária, aqueles seriam os beneficiários, quase sempre exclusivos, em 99% dos casos. O que não concordo é que seja legalmente vedada a possibilidade de os deserdar.
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Zazie: «É tão ou mais tosco que o outro Rosas trostskista/maoísta»
Mas quando ocupaste casa e abarbataste o terreno o Rosas para ti era um timoneiro. Hoje que descobriste a “luz” e viste a biografia do Hayek no wikipedia já mias contra a Nomenklatura histórica Portuguesa.
E largas posts em barba e bradas aos céus para não te tirarem o “terreno”. Haviam de te confiscar as mamas falsas, o terreno e os casacos de pele. Tudo a eito. Forca contigo e com o Piscoiso. Dois barbudos!
R.
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Mas este animal do Rogério é mongo ou um filho da puta à solta. A ver se correm com esta mongalhada dos comentários.
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Não, primeiro fecham Guantánamo e depois cortam na despesa do Estado.
Se der tempo ainda separam a Religão do Estado no Médio Oriente.
Depois aí sim…. podem fechar-me os comentários.
R.
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LR,
Pois, sucede que por essa lógica v. só tinha duas hipóteses:
.1- Acatava o direito de expropriação de toda a propriedade que não fosse fruto do trabalho do próprio e apenas a que fosse, podia ser considerada do próprio e legada como este entesse (e aí tinha um gigantesco problema chamado História, até chegar ao primeiro proprietário legítimo que a não herdou ou roubou- é com isto que se fundamenta o anarquismo.
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2- Ou então não separava nada e qualquer pessoa mesmo depois de morta podia dispor de bens que eram tanto do próprio como do colectivo (uma vez que não se podia apurar a que se deveu tal património).
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E com esta segunda hipótese tem todos os saqueadores dos bens do próximo à perna.
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Como em ambos os casos precisava de alterar a tradição que já se tornou lei (e o Rui até lhe recordou que já assim era por cá no direito visigótico) v. precisava de defender o jacobinismo de Estado para fazer valer os seus ideais- e é por este último motivo que comunas, socialistas e liberais/socialistas anti-tradição- se encontram, como o demonstra este Rosas.
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E o LR volta a cometer o mesmo erro do Cavaco quando diz: «Mas estabeleceu-se a partir daí um direito de propriedade, cujo destino futuro só ao proprietário deve competir.»
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Não. Não se estabeleceu a partir daí (desse antecessor mais próximo) que só com ele é que há direito de propriedade.
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Se assim fosse, a lei só durava duas gerações. Não havia antes nem depois. O seu erro é que faz cronologia a partir do presente, tal como o Cavaco. E precisa de fazer a partir do presente por haver a noção de algo a herdar no presente e a legislar no presente.
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E isso é falso. Porque existiu antes, e pode recuar séculos que não consegue determinar quando começou. Só pode é determinar a partir de quando vai deixar de existir- e isso sim, é alteração da tradição por força da lei jacobina do Estado.
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Portanto, repetindo, o erro de quem defende estas ideias reside na negação do passado, da História, da tradição e da Família.
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E isto é danado porque é revolucionário.
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ahahahaha
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O liberalismo revolucionário e utópico é a outra face da mesma moeda das utopias jacobinas.
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Zazie,
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Xiça, que confusão que para aí vai. Mas admito que eu não me soube explicar. Tentando mais uma vez:
1. Defendo a total liberdade testamentária, com a excepção, que já acima referi, de cônjuges ou descendentes deficientes;
2. O princípio é que cada um deve ter o direito a dispôr livremente de património adquirido e acumulado de forma legítima.
3. “Adquirido e acumulado de forma legítima” inclui todo aquele obtido por mérito e esforço próprio e por doação ou herança.
4. Não pretendo impôr nada a ninguém. Pelo contrário, defendo que o Estado não deve regulamentar nem tributar heranças. Se existe e está enraízada a tradição da terça, ela não precisa de estar escrita para ser cumprida.
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Onde está o jacobinismo de tal posição???
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Eu é que não devo conseguir fazer-me entender.
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LR- tudo isso que v. escreveu parte do princípio que se está a viver um “ano zero” de tradição.
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Como esse “ano zero” não existe- o mais que se pode fazer é alterar o que existe há séculos, justificando eticamente, como v. faz. A isso chama-se jacobinismo porque implica uma legislação contra o que já existe e é tradição.
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Para exemplificar:
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Ponto 1- Defende v. e v. não é lei e a tradição já existe e não é essa.
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2- Como é que sabe que esse património é do próprio por ter sido “fruto do seu trabalho”- e aí é que está a noção moral de poder dispor do que é seu, do facto de também ter sido herdado? e anteriormente idem e assim às arrecuas até aos tetaravós?.
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3- Idem- quem é que vai fazer de comissão de separação do trigo do joio para só se dispor do que foi fruto de uma vida? o komité de bairro?
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4- Não é o Estado- é a lei. Que, por sua vez, é fruto de uma tradição maior chamada História. E a sociedade é fruto da Família, não do indivíduo que nasceu do Estado ou é fruto de geração espontânea.
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Como vê, v. só negando o passado e a noção de família consegue sustentar logicamente o que diz. E, mesmo assim, para poder introduzir a tal noção de ética da propriedade ter dono por mérito próprio- só com komité de bairro e expropriações selvagens
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“:O))))))))))))
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O problema chama-se “acumulação primitiva de capital”.
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Não sei se o LR se deu conta que defende marxismo puro. E é marxismo moralista, como todo o socialismo é consegue ilustrá-lo numa frase que não tem referente prático:
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«“Adquirido e acumulado de forma legítima” inclui todo aquele obtido por mérito e esforço próprio e por doação ou herança.»
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Se tanto vale que seja legítimo por ser fruto do trabalho, como doação de antepassado, o mesmo podem defender os que foram postos no mundo e tanto direito tinham a considerar que podem dispor legitimamente dele, como de quem o recebeu, apenas por estar primeiro na bicha.
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ahahaha
Se a família não tivesse encontrado meios para se defender as sociedades não existiam. E é por isso que a tradição se tornou lei e a família sempre foi tida como o núcleo base da sociedade e não o indivíduo.
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E o LR, sem querer até explica porquê. Porque, o indivíduo é também fruto do passado, de quem o fez e de quem lhe legou muita coisa. E, a isso chama legitimidade e só pode existir se assim for para todos. Se não for, v. está a colocar ponto final ao capitalismo.
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E é que nem é para ir para a amásia ou para o cãozinho de estimação. Sabe para quem é que é para ir? Para os destruidores militantes que usam o bem comum em nome do Estado e a lei para retirar poder à família.
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Mas ainda existe paradoxo mais louco. Como v. nega um universal intemporal- a Família. E a lei a servir esse universal- v. acaba por dar o tiro no pé ao considerar que aquilo que considera justo- deserdar, incluindo com bens herdados, implica uma figura a mandar depois de morta.
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“:O))))
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Porque, se o vivo dissesse que ia dispor do que herdou deserdando quem o poderia herdar, da mesmíssima forma que ele próprio herdou, então, nada disso era legítimo. Se lhe tivessem feito o mesmo podia nem ser proprietário de nada sobre o qual quer mandar depois de morto.
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Quem será esta criatura ‘professor Rosas’, para se permitir a tamanhos dislates? Este gajo consegue ainda ultrapassar em radicalismo comunistóide o outro ‘Rosas’, o pseudo-historiador do BE.
Quem faz dum gajo destes um professor universitário… vou ali já volto!
Pobre país com gente desta a bolçar estas toleimas aos nossos filhos e netos, no ensino superior!
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Mas, por acaso li mal o que o LR agora escreveu, porque estava recordada da conversa inicial há uns 7 anos.
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O LR agora alterou o que dizia acerca da ilegitimidade de bens por via do sangue.
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Podendo embora haver lugar a discricionaridade na decisão, devo ter o pleno direito de legar os bens que obtive à custa de suor e lágrimas (excluo o “churchilliano” sangue porque isso pressupõe ilicitude) a quem me der na real gana.»
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Zazie,
“porque implica uma legislação contra o que já existe e é tradição.”
muita da tradição foi moldada a partir de legislação contra o que já existia. isso torna a tradição que temos menos tradição?
a tradição compreendida de forma colectiva (através de um conjunto de indivíduos que utiliza a força sobre o que é o conhecimento) é o prolongamento dos erros na sociedade. A tradição compreendida de forma individual ultrapassa erros lógicos e erros de conhecimento mais rapidamente.
” quem é que vai fazer de comissão de separação do trigo do joio para só se dispor do que foi fruto de uma vida? o komité de bairro?”
porque não? não estou a dizer que concordo, mas nada do que afirmou, demonstra porque não deve ser.
“4- Não é o Estado- é a lei. Que, por sua vez, é fruto de uma tradição maior chamada História. E a sociedade é fruto da Família, não do indivíduo que nasceu do Estado ou é fruto de geração espontânea.”
O elemento anterior à família é o individuo. Consegue afirmar que a existência de família não foi precedida pelo indivíduo? A sociedade é fruto da família, logo é fruto do individuo.
O estado é fruto da força. A família é fruto da força (e não me venham com noções contemporâneas de família). O Estado é dono das pessoas porque contribui para o seu bem, tal como os pais são donos dos filhos por contribuírem para o seu bem, partilham a mesma génese conceptual.
O indivíduo mais a força originaram a construção da familia, primeiro, e do estado depois. A força é assim um conceito que sustenta a sociedade.
Assim sendo, porque não defende a força tal como defende a família? não me parece existir coerência.
A tradição é espontânea, logo qualquer afirmação que faça sobre ela vai ser insuficiente. Qualquer tentativa de compreensão do que abrange a tradição é simplista. A tradição comporta em sim um problema de conhecimento para o ser humano. Como pode limitar algo que não tem limite dentro da nossa capacidade? Se criar rupturas agora, e essa ruptura for aceite, então o que não foi tradição torna-se tradição passado uns anos. Está assim a condenar algo que se pode tornar tradição, simplesmente porque não é tradição.
Nunca se compreendeu que a tradição é mais forte do que aqueles que a querem destruir e daqueles que a querem manter. Tradição enquanto valor inerentemente benéfico não existe, é apenas a transmissão de conhecimento e o seu uso em sociedade. Utilizar como valor por si só para a sociedade parece-me um erro grave.
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Tiago. v. quer defender as virtudes da negação da sociedade e do valor jacobino da lei imposta pelo Estado, está no seu direito. Sucede que para isso precisava de perceber o que eu escrevi. E eu nem sequer debati qualquer treta como “direito de ser ou não ser assim”.
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Eu apenas recordei ao LR em que consiste o jacobinismo. V, pode ilustrá-lo.
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Quanto à noção de família prevalecer socialmente sobre o indivíduo, é básico que sempre assim foi. De outro modo v. precisa de encontrar valores sociais numa única pessoa e no tempo de duração de uma única vida.
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Mas pode tentar. Na verdade até lhe digo mais- Os direitos do Homem são isso mesmo- uma tentativa de criar um universal negando um conceito social que lhe é anterior- A família.
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Só que, para ir para os direitos do Homem, tem que seguir em frente com o conceito de “Cidadão”. E aí depara-se com nova moral, onde a noção de capricho individual e arbitrário do LR não entra.
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Teoricamente só existem 2 alternativas- ou se concede à Família a noção base social e toda a legitimidade de se defender (inclusive contra o que a pode destruir- até o Estado) ou…
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Se nega a família em prol de uma “divinização do eu” e cai-se sempre na laicização da moral e da sociedade. Foi isso que fizeram os Enciclopedistas das Luzes. E é óbvio que as nossas sociedades são fruto de ambas. Se o não fossem não existiam “Cavacos” com ideias tristes de alterarem tradições.
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Alteram-nas porque são jacobinos. O Cavaco é jacobino. Só não fez mais porque o não deixaram. Mas fá-lo-iam todos os jacobinos xuxas e até este liberal/socialista tradutor do Rawls.
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Mas, mesmo que esse seu parlapié todo contra a tradição tivesse ponta por onde se pegasse. E pode ter se for em pequenas questões que não alteram uma necessária ordem social (e a família até está incluída na Constituição precisamente como núcleo base a ser defendido pelo Estado), v. precisava de arranjar argumentos válidos eticamente para tal.
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Ora o LR agora chegou ao ponto de se contradizer e até já nem vai pela ideia dos bens “ganhos com o suor do rosto”- agora é tudo- até o herdado, que considerava uma treta churchiana de sangue. Então, o que o lR defende nem sequer fundamento utilitarista ou ético possui. É capricho arbitrário e ilógico. Porque legitima a uns o que nega a outros.
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Zazie,
sendo assim, essa coisa da tradicao e familia e tal, o que fazer a quem herda, vende tudo e estoira o dinheiro todo ate’ ficar sem patrimonio? os futuros descendentes processam-no por ter gasto a heranca historica de familia?!?
Faz todo o sentido poder decidir o q fazer com o que se tem (incluindo o herdado): 1)vende-lo ou 2)deixa-lo em testamento a quem bem entender. Pq se concordar com o 1), tera, for logic sake, de concordar com o 2)
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De todo o modo, v. não pode falar em pertinência do Estado deitar a pata nas heranças sem traduzir essa questão socialmente.
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E também não se pode interpretar o intuito de liberdade de deserdar, sem que haja protecção legal para descendentes, sem haver algo social.
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Não estamos aqui a falar de direito à vida ou cenas do género- herança é algo que implica família e o seu uso é sempre social. Inclusive por todos os que as negam e negaram e socializaram estatalmente. O argumento é sempre utilitário: tirar a uns para dar a outros.
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No caso do randianismo à LR é mero capricho. Mas neotontice é isso mesmo- birra própria da idade das borbulhas
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Até existe outra coisa- possibilidade de interditar familiar que se tenha passado e delapide o património.
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Essa treta de ir para o Estado para depois o Estado dar aos coitadinhos dos órfãozinhos pobrezinhos é das cenas mais cretinas que sempre existiu. Um gigantesca mentira que se alimenta da sentimento mais rasca- a inveja.
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V.s não entendem que o direito pessoal só existe enquanto se é vivo. A possibilidade de doar bens é uma satisfação de aspirações de um vivo mas nunca será uma forma de legislar de morto.
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Ora o vosso argumento é pôr um morto a tirar a quem fez, para se sentir mais feliz lá no além ou a fazer tijolo.
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é tal a vanglória do euzinho que até acha que manda depois de morto.
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E, neste caso, do argumento do LR, é querer mandar tirando o que lhe caiu no colo por não lhe poderem deserdar totalmente.
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ahahahaha
Ele quer fazer lei com o que se recebe com o argumento que quem vem depois pode ficar a chuchar no dedo porque sim. Porque o avô que deu ao pai, já morreu e agora o euzinho é o desalmado.
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E este argumento é tão patusco que acaba por tornar exemplaridade social o desbaratar. Porque sim, porque é dele, ou está no nome dele.
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Portanto, nem se percebe onde vão depois buscar a virtude da poupança estatal ou social. O Estado deve poupar, as pessoas também, mas o euzinho pode desbaratar tudo o que ganhou e não ganhou porque o euzinho é livre e o mando egoísta é a maior virtude.
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Zazinhas:
concordas ou nao?:
sendo assim, essa coisa da tradicao e familia e tal, o que fazer a quem herda, vende tudo e estoira o dinheiro todo ate’ ficar sem patrimonio? os futuros descendentes processam-no por ter gasto a heranca historica de familia?!?
Faz todo o sentido poder decidir o q fazer com o que se tem (incluindo o herdado): 1)vende-lo ou 2)deixa-lo em testamento a quem bem entender. Pq se concordar com o 1), tera, for logic sake, de concordar com o 2)
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V. nem sabe o que escreve. Se alguém delapidar o património por se ter passado pode ser interditado.
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Fora isso, se quer falar de graus de loucura procure o Rogério que eu tenho mais que fazer que aturar doidos.
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Zazie, se calhar não percebi, mas em nenhuma altura defendi a lei “jacobina” do Estado. Só me referi à questão fundamental da sua argumentação – família e tradição. Se puder iluminar-me um pouco agradecia:
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1- Primeiro creio que seria necessário uma (a sua) definição de família.
2- E consegue separar a família do uso de força ao longo da história?
3- Não é o Estado uma representação da família? Os valores do estado, são muitas vezes os valores da família. Os valores da família são superiores ao do Estado simplesmente porque são de “família”?
4-Sendo a tradição fruto de uma ordem espontanea, como parece concordar, ou seja, é uma ordem complexa, como pode usá-la como valor, sem diminuir a sua complexidade?
Creio que só pode mostrar a superioridade da família em relação ao individuo se provar que a primeira não resulta da coerção sobre o segundo.
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doidinha linda, ninguem falou em ser preciso ter-se passado (coisa alias subjectiva)
Pode por exemplo vender o que herdou para iniciar um negocio q mais tarde va ‘a falencia…
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Mas estamos tolinhos ou quê?
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Que raio de cena é essa da minha noção de família?
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Agora o que me apetecia era perguntar-lhe que cena é essa de Estado. Explique lá quando aparece a noção de Estado, sff. Porque muito antes dele existir já existia a Pátria e a Nação.
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E é claro que o Estado- mesmo o Estado jacobino, não pode ânimo leve integrar valores anti-sociais. Mas nos dias que correm o mundo às avessas fala mais alto. E faz-se da alternância de poder uma forma de mando impune.
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E ninguém aqui andou a medir pilinhas entre indivíduo e família. Apenas recordei que a família é que é alvo de protecção e legislação por parte do Estado. E até no raio da nossa Constituição isso é claro. Muito mais num caso de heranças.
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Então v. quer regular heranças com a noção de indivíduo? o que é que o raio do indivíduo por si só herda? os pêlos do nariz, ou a estupidez congénita, na volta…
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Agora o outro quer dar exemplos de infinitas formas de estourar dinheiro para justificar que o Estado meta a pata nas heranças…
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ele há com cada um. Sim, pode estourar sem se ter passado. E é por isso que também se diz que “os filhos herdam os pecados dos pais”
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ahahahahahas
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Zazie, voce usa a familia como fundamento da sua argumentação. Acho pertinente uma definição sua. Sendo uma construção social, é obviamente subjectiva. Sendo subjectiva, você cria uma argumentação ausente de lógica racional. Toda a sua argumentação contra as ideias jacobinas do Estado são vazias, porque assentes num conceito de familia, e na utilização da tradição como um valor. É esse o problema.
E eu não quero regular heranças nenhumas e o estado não deveria estar metido em heranças. Um individuo deveria poder fazer o que quer com a sua propriedade, e só teria direito sobre ela enquanto vivo.
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é pá, v. não sabe o que é família? já chegámos ao ponto de tudo poder ser subjectivo. Olhe, na volta família é como o Natal, até pode ser o telemóvel ou Opel Corsa que o fez, sei lá…
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Pensava eu que v. estava a falar de heranças dominando, no mínimo, conceitos básicos como os graus de parentesco…
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“E ninguém aqui andou a medir pilinhas entre indivíduo e família.”
“Quanto à noção de família prevalecer socialmente sobre o indivíduo, é básico que sempre assim foi. “
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Quanto a só ter direito sobre a propriedade enquanto vivo, acho excelente esta novidade que quer introduzir na Lei. Nem todos nasceram no Olimpo, né?
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Zazie, tanto palavreado, tanta filosofia e tão pouca capacidade de sustentar o que afirma.
“Quanto a só ter direito sobre a propriedade enquanto vivo, acho excelente esta novidade que quer introduzir na Lei. ”
que lei? na lei do estado, ou na lei da tradição? ou na lei da familia? o que afirmei não quer dizer que não possam existir herdanças. Apenas que ninguém tem direito de propriedade enquanto morto. Um homem está numa ilha deserta e cultiva uma horta. Ele quer deixar a horta ao filho que ficou na europa. Morre e ninguem sabe de suas intenções. Vai-me dizer que ele tem direito de propriedade enquanto morto?
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Olhe aqui:
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«Artigo 67.º
Família
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1. >A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.
2. Incumbe, designadamente, ao Estado para protecção da família:…. etc… »
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Porquê, já pensou? Porque é que o Estado reconhece a família como elemento fundamental da sociedade e por isso com direitos de protecção e não apenas o indivíduo?
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V. não percebe o que é ironia? Não viu que eu estava a brincar? acha que é alguma novidade que o direito de propriedade só seja reconhecido a pessoas vivas e não a mortas?
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Estamos tolinhos?
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Desde quando a constituição serve de argumento a tal pergunta? Até podia dizer que as batatas eram o elemento fundamental da sociedade. Era igual.
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Ok, não percebi. O absurdo mistura-se demasiadas vezes com a realidade. E nao conheço a lei assim tão bem.
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Bem, v. ali atrás escreveu que o Estado integra os valores da família. Agora pergunta porquê e acha que é uma cena gratuita.
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Eu digo-lhe- protege a família porque existe tempo. E tempo implica continuação do colectivo. E isso implica família, já que as pessoas não nascem dos trapos, como os ratos para os crentes na geração espontânea.
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Por acaso há um direito de propriedade para mortos. É um direito espiritual. E é por isso que nem a Revolução Francesa conseguiu tornar absolutamente laicos os cemitérios.
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“Bem, v. ali atrás escreveu que o Estado integra os valores da família. Agora pergunta porquê e acha que é uma cena gratuita.”
hmm acho que me perdi… Sim, afirmei isso. Mas não disse com uma conotação positiva.
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Até faz sentido o Estado dar especial protecção à familia, porque ela constitui em certa medida a sua subsistência. Por alguma razão a familia, ou metáforas parentais, foram usadas para muita da propaganda estatal ao longo da história. Nesse sentido vai de acordo com o que afirmei. O Estado é uma “extensão” (não me lembro de conceito melhor) de família. Em contrapartida, dar demasiada protecção ao individuo não é produtivo para um Estado que queira manter a sua existência.
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Não xreio que o estado defina os seus valores por percepções sobre o tempo, mas ante sobre instintos mais básicos – derivados da familia – figuras autoritárias, a retórica da protecção, do bem estar, o “congelamento” da tradição, e a utilização de tradição como valor em si.
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*creio
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e pronto,
já não pode o dr joão rosas
dizer (escrever) umas simples verdades
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Diz a Piscoisidade lá nos inícios que a maior parte das fortunas em Portugal foi feita com negócios com o Estado, portanto com os nossos impostos.
Pois!!!! aquele estado socialista que não cuida dos impostos que arrecada, que gasta à tripa forra que pede emprestado à especulação internacional porque o que arrecada nunca lhe chega….e a culpa é de quem fez o negócio com o estado. O tal estado socialista que deve estarpresente em tudo.
Para que não pudessem fazer fortunas à custa do estado qual seria a solução? O estado retirar-se dessas aáreas de negócios mas isso seria liberalismo ……
Este estado apoiado por estas aventesmas que só sabem gastar e não criam riqueza nem a poupam querem apena o que é dos outros, o que os outros de livre iniciativa, capacidades,poupanças, administração dos seus bens conseguiu acumular ao longo de uma vida ou de várias gerações.
Um socialista mais esperto no entanto compra apartamentos de luxo por uma fracçao do seu valor, põe a familia a fazer de testas de ferro para abrir contas nas Cayman e até tira cursos ao domingo.
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