Margem de erro absolutamente igual ou inferior a 0,005pp
10 Dezembro, 2014
A “economia não registada” registou uma subida que a coloca em (com erro máximo de 0,005 pontos percentuais) exactamente em 26,81% do PIB. Não é em 25,98% do PIB, é em 26,81% do PIB, ouviu bem. Podia ser 26,80%; mas não é, é 26,81% do PIB.
Todas as transacções que faz sem factura? Aquele indivíduo que lhe foi pintar a sala? O gajo que deu um jeitinho à máquina de lavar roupa, que – afinal – era só voltar a engrenar a correia? Aquele bandido que foi aí para as vindimas em troca de salpicão? Exactamente 26,81% do PIB. Aferido correcta e precisamente com o registador automático de economia não registada.
Se perder a chave do carro, fale com estas pessoas. Eles vêem e aferem tudo.
58 comentários
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Isto ajuda a destruir a narrativa do Costa e apoiantes de que Portugal “em pobreceu nos últimos três anos”?
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/portugal_foi_o_pais_resgatado_que_menos_empobreceu_em_termos_reais.html
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silveira, portugal está mais pobre.em 2011,o deficite estava em 94% do pib,hoje com roubos de feriados,salarios e subsidios,trabalho hora mais barato,milhares de portugueses no desemprego,(sem direiro a subsidio) e muitos deles de longa duração!.que medidas estruturais foram tomadas? e onde estaõ os cortes na despesa?quem denunciou a narrativa de direita foi o ex.ministro vitor gaspar,quando confessou que errou na receita e por isso pirou-se.faz bem ao ego,convencerem-se que uma mentira repetida passa a ser verdade.o povo vai dar a resposta em 2015! quanto ao perfil do pm,o ex mininistro alvaro tirou-lhe o retrato!
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Antes de escrever é melhor perceber do que se fala. “o deficite estava em 94% do pib” !?
jp quer tudo e o seu contrário.
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Enganou-se: o PIB é que estava a noventa e tal do défice da dívida do PIB líquido não bruto. E por falar em bruto…
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É isso, e por falar em bruto, qual e o valor bruto do Pib neste momento???
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Neste momento? Tenho que ir ver, o último PIB que tenho é das 9h42 de ontem.
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Enquanto não privatizarem o setor empresarial do estado ( transportes ), ou não for possível despedir na função pública , é impossível baixar a despesa .
cumps
Rui Silva
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” último PIB que tenho é das 9h42 de ontem. ”
vitorcunha,
Pois, bem metida…esqueci-me desse pormenor. Seja como for parece-me que estará sempre mais alto dos 94% em discussão.
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jp o defice ainda não tinha chegado aos 94%, ia só em quase 12%, mas se dessem um bocado mais de tempo ao 44 aprovando o PEC4, tudo seria possivel.
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Alex Carvalho da Silveira,
E em quanto está agora??? Já perguntei ao vitorcunha mas ele tambem não sabe…
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O PIB agora às 19h38 é 42.
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Considero um excesso. Por princípio, quando vejo comunicados de observatórios relaciono com os tais 150 que existem, mas o Sr. Gaspar não viu, não sei se este também mama na teta do estado. Partindo do principio que o observatório não recebe subsídios dos meus impostos para avaliar a minha auto produção de laranjas, tangerinas, castanhas, alhos etc.., penso que estes comunicados servem para comporem o currículo da geração mais preparada de sempre.
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e os 5000€/mês tecnoformicos será que terão sido contabilizados?
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Foi uma casa arrendada sem factura?
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Parece que o passinhos arrendou um casa de férias sem factura, isto a fazer fé na imprensa da altura…
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Foi em Paris?
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O de paris já não conta para o totoloto, já está a ver o sol aos quadradinhos e já devia ter sido há mais tempo.
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Olhe a presunção de inocência.
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A sua pergunta (enfim chamemos-lhe assim) é um bocadinho ignorante (ou seja não lê a comunicação social).
Passos Coelho explicou que foram despesas de representação.
Acha natural uma empresa pagar estas despesas sem comprovativo?
Bem de qualquer maneira também não fez a pergunta para ser esclarecido.
Foi feita só para fazer barulho.
Certo ou errado?
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São os chamados cálculos científicos. Foi com esta técnica que o Constâncio chegou ao défice de 6,83%, quando chamado a prever o que aconteceria às contas públicas, até ao fim do primeiro ano, quando o Sócrates tomou posse, no seu primeiro governo.
Repare-se que é mais difícil fazer previsões do que calcular o que já aconteceu. Com isto quero dizer que o feito do Constâncio é de admirar muito mais do que as conclusões a que chegaram neste Observatório da Universidade do Porto, também elas a nos fazerem abrir a boca de espanto.
O que é preciso é ter calma.
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Ainda bem que há o Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF) a fazer estes trabalhos que é para os contribuintes passarem a saber que o Observatório existe.
Dito de outro modo: Podíamos viver sem o OBEGEF ?
Claro que podíamos. Mas não era a mesma coisa.
Por outro lado, o fisco-fascista do Núncio ordena que este tipo de notícias seja posto a circular, cada vez que quer aumentar impostos, para que a culpa do aumento reverta para os “paralelos” mais ou menos abstractos – pois que se não fossem abstractos já tinham sido caçados pelas forças SS-Fisco de Himmler Núncio.
Pelo meu lado, convivo bem em pagar 30 € sem factura pelo arranjo da secadora de roupa. É que, com factura, passaria a pagar € 60, para incluir o IVA e o IRS do biscateiro.
Para atacar a evasão fiscal – qualquer que seja a sua dimensão relativa – basta baixar os impostos. O remédio é simples.
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conselho de amigo, eles” andem” aí!
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Quem diz que em 1970 a economia paralela valia 12,1% do PIB e em 2013 vale 26,81% bem pode limpar as mãos à parede com os seus conhecimentos de economia.
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É a mesma farsa com o suposto Aquecimento Global
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O que é engraçado é o ataque à economia paralela com frases do tipo “se não existisse economia paralela teriamos superavit e não déficit”.
É um engana-meninos.
Se desde 1974 a economia paralela fosse o dobro ou ou triplo da que foi o país não estaria tão mal, essa é que é a verdade.
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Quem paga ao “espertos” que fazem estes “estudos” no Observatório de Avaliação da Economia Paralela? Cheira-me que sou eu e os restantes portugueses que pagam aquele e mais uma centena de observatórios da treta. O Governo mais liberal de sempre ainda não pôs fim a estes observatórios da treta, porquê?
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porque o governo mais liberal de sempre amiúde se revela como o governo mais socialista de sempre.
Se o socialismo se definir pela carga fiscal, pelo volume de emprego público, pelo volume das encomendas públicas na economia, nem Guterres teve um governo tão socialista.
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Totalmente de acordo. E, virão novos aumentos de impostos no próximo ano, o estado “monstro” vai continuar a pedir mais comer.
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Porque está lá a nomenclatura do bloco central, os observatórios são arrecadações onde se colocam os amigos, ressalvo que existem exceções, talvez os dedos de uma mão.
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Porque se acabar com este e os outros Institutos não pode despedir esta malta. Vai ter que os colocar noutro sitio qualquer a fazer outra inutilidade qualquer. Por isso mais vale deixar estar, é o contribuinte que paga, não há problema.
Rui SIlva
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o esquerdismo de MERDA não sabe do que fala
só conversa de xaxa
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“ o esquerdismo de MERDA não sabe do que fala
só conversa de xaxa”
Vortex,
Brutal e profundo contributo…
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Essas projecções não passam de propaganda para enganar tolos e reorientar a “bilis” das hostes na direcção errada. Propaganda social-fascista onde o inimigo é o desgraçado do desempregado que vai fazer um “biscate”.
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A desigualdade entre ricos e pobres alcançou o seu maior nível em 30 anos, nos países da OCDE, uma tendência que tem prejudicado o crescimento económico, aponta o novo relatório que abrange os seus 34 países-membros.
“Hoje, os 10% da população mais rica da OCDE ganha 9,5 vezes o rendimento dos 10% mais pobres; em 1980 esta relação era de 7 para 1 e tem aumentado continuamente desde então”, afirma a entidade.
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Já considerou a hipótese de emigrar? Isso permitiria melhorar o coeficiente de Gini intelectual do país, por exemplo.
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Vitor Cunha,
Na verdade, aumentava o Gini intelectual (assim como o desvio padrão). Melhorava apenas a média e a mediana.
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Dos 26,81% eles sabem bem. É o valor dos drunfos que os tipos compram para se manterem a debitar aldrabices.
A margem de erro líquida é 8,6 milhões de euros. O valor da economia paralelo apurado é 49,60 milhões de euros, tendo em conta o valor do PIB de 2013.
Mandar valores assim, sem comprovação nem validação, para o ar é chamado nos meios académicos FRAUDE.
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Se alguém produzir couves no quintal e as comer, foge ao IVA, isso é paralelismo económico.
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Nã é nada,,, quando for aliviar a tripa, mete o IVOmetro no olho do coiso e depois desconta na nova parcela do IRS do ano seguinte. Fica um IVA um bocado cagado, mas recuperasse tudo.
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Filipe, e como é que os tipos do observatório sabem que eu comi as couves couves do meu quintal? Não me diga que andam a vigiar-me? Será por satélite?
Para que conste, as ovelhas do meu vizinho comeram-me todas as couves que eu estava a reservar para o Natal. Mas, confesso, vou comprá-las no mercado paralelo, sem IVA. Será que isto altera os dados recolhidos pelo Observatório? Nem vou dormir descansado.
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às tuas questões eu respondo sim, mas não é para observar o crescimento das couves.
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eles têm que fazer uma estimativa, não interessa como, concordando ou não, é uma estimativa.
Concordo consigo, rlrd lá sabem a realidade, dentro de um gabinete com ar condicinado na Capital, eu estimo tudo.
Já agora, o solo em Castelo Branco é Alcalino.
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“rlrd”=Eles, são as teclas ao lado, odeio tablets e portáteis.
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sempre achei essas contas fantasticas , isso , de fantasia 😝
e a agricultura de subsistencia tb entra…os gajos ate sabem quantos ovos e couves e assim 🙂
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Não sabem mas não tarda muito que saibam. A máquina está a ser afinada.
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E á pala de saberem tudo…a tal agricultura de subsistência cada vês desempenha menos essa função, Distribuem talhões entre railes do IC 19, mas depois mandam lá a ASAE fechar as hortas porque os grelos estão carregados de nitrofuranos que saem do escapes devido ao transito intenso
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A agricultura de subsistência está isenta de impostos até um certo valor mas conta para a economia paralela e representa alguma coisa, e se as SS do fisco lá puderem chegar, teremos o leite da cabra e as couves a serem tributadas.
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O leite de cabra que compro em forma de queijo é tributado, as couves….troquei chicharos de alvaiazere por couves, quanto devo? 23% de chicharos? Ou Couves?
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A economia informal inclui mais que reparações e produtos agrícolas. Incluí, por exemplo, sexo em troca de aparecer numa revista. Tudo isto tem um custo, quantificável, que eles conseguem aferir com precisão de 0,01 pontos percentuais.
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Filipe: eu referia-me às questões que o tiro colocava de ser vigiado por satélite e pelo Google, claro que não é pelo observatório da FEP.
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Agora percebo porque ficam, por vezes, chateados comigo. Sou do Porto e não tenho tento nas palvras, não ofendo, mas vou logo ao assunto.
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Sim, à centésima… só que o ponto não é esse. Esmifraram, esmifraram e quando se julgava que a economia informal tinha baixado foi o oposto. É a natureza a vingar-se. Veja-se no tabaco. Aumentam os impostos, viva o contrabando. Eticamente é censurável? Pois sim.
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Eu afirmo que o Manuel Branco tem um QI de 34,98. Sim, à centésima.
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Só à centésima? Fico desiludido. Qualquer cientista climático define este tipo de variáveis à milésima, pelo menos!
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Sexo por aparecer numa revista?
Basta colocar um anúncio para um castingzinho porno e…encenar a coisa bem encenadinha….
Depois é o “do’t call us. We call you”… 😉
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É mil vezes mil preferível a economia paralela dos biscateiros à economia parasita dos Observatórios e restantes actividades dos copinhos de leite das juventudes partidárias !
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Concordo.
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Ora a Dona Conceição que faz limpezas lá no prédio cobra 6 euros por hora. As limpezas são o seu part-time. Se passar recibo, já não pode cobrar 6 euros por hora, mas terá de aumentar devido ao IVA. Contudo se aumentar o preço perde os clientes pois no prédio ao lado há uma búlgara que leva a 5 euros por hora.
A Dona Conceição também sabe que se declarar as limpezas passará a pagar mais de Segurança Social e de IRS. Feitar as contas, em vez de 6 euros por hora talvez com menos de 3 euros por hora, se não subisse o preço para acomodar os devidos impostos.
Dirão à Dona Conceição que teria uma melhor reforma no futuro se descontasse mais. Mas a Dona Conceição precisa do dinheiro agora para fazer face a despesas da casa. Este mês o frigorífico avariou e precisou de comprar um novo. A filha mais nova está com dificuldades a Matemática e precisa de pagar à explicadora. As varizes estão a piorar e tem consulta no mês que vem no privado, mais a conta da farmácia: o marido é doente e são mais de 100 euros por mês. A filha mais velha está desempregada e a Dona Conceição está a ajudar a criar o neto. O pai da criança emigrou mas mais de metade do dinheiro que envia vai para pagar a prestação do apartamento.
Se a Dona Conceição pagasse os devidos impostos das limpezas que faz todas as tardes, teria duas soluções: ou aumentava o preço para 9 ou 10 euros por hora, e perdia os clientes; ou desistia do part-time, e em momentos de aflição bateria à porta do Estado Social ou de uma qualquer IPSS. Perderia assim a sua independência financeira para ficar dependente da boa vontade da caridadezinha estatal ou dos privados da «economia social» que vive à custa do Orçamento.
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