Comemoração do 31 de Janeiro de 1891
30 Janeiro, 2008
Um grupo de republicanos vai assinalar hoje à noite, no Porto, com enquadramento na actualidade política que Portugal atravessa, o que foi e que lições hoje proporciona a revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, «… quando, pela primeira vez, a gente comum do Porto cantou ‘A Portuguesa’ invocando a Liberdade.» Será interveniente o Professor Carmo Reis, historiador.
O encontro será hoje, às 20,30 horas, no espaço Música e Companhia, situado na Praça dos Poveiros, simbolicamente ao lado do prédio, hoje em ruínas, que albergou o Centro Republicano do Porto.
(os interessados em comparecer, por favor, enviem-me um email)

Meu caro amigo;
Como é evidente, não estarei presente nas comemorações do 31 de Janeiro por ser, como se sabe, favoràvel à Monarquia.
No entanto, alguns pontos há que gostaria de sugerir a todos os que se deslocarem ao citado evento.
Comparem, por favor, as razões que levaram ao 31 de Janeiro 1891, com as que fundamentaram o 5 de Outubro de 1910; comparem, por exemplo, personalidades tão díspares como Sampaio Bruno, ou José d’Alpoim; tentem encontrar alguma possível ligação entre a “gente do Porto” de 91, e as pessoas de Lisboa pertencentes a uma organização terrorista, chamada Carbonária, que chacinou barbaramente a Família Real em 1 de Fevereiro de 1908.
Talvez os republicanos de hoje, possam concluir que: enquanto o 31 de Janeiro foi uma esperança de regeneração; o 5 de Outubro foi o assumir de uma derrota colectiva.
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A dois dias do centenario do regicidio lembram-se de festejar os 117 anos (numero redondo) da revolta republicana do Porto… Se essa gente soubesse o que vinha a 5 de Outubro de 1910, seguramente nao se teriam dado ao trabalho de sair a rua e cantar a Portuguesa invocando a liberdade!!! O meu bisavo era republicano, falava constantemente à minha avó dos podres da monarquia…. So foi durante 1 ano de republica, ate 1911. Foi preso e morreu monarquico arrependido do apoio que tinha dado ao regime, sentindo-se sempre um pouco culpado pelas consequencias da I Republica.
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Henrique de Morais,
O meu avô era republicano e morreu republicano e anti-salazarista. Só foi preso pelos bandidos da revolta “trauliteira” conhecida por “monarquia do Norte”. E nunca se arrependeu disso. Cada um é neto dos seus.
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Bom, os presos politicos da republica foram em muito maior numero que os da monarquia. Não há duvida que o seu avô teve azar, ja o meu bisavo pertenceu a um grupo de presos bastante alargado em que nao era dificil ir entro. Pior que a monarquia só mesmo as duas republicas que se seguiram…
P.S. O seu avo foi preso por bandidos, o meu pelo governo (que nao deixaram de ser uns bandidos)… Eis a diferença
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Henrique de Morais,
Peço-lhe para reflectir um pouco no seguinte:
– A I República durou 16 anos;
– Herdou um País dividido e atrasadíssimo;
– Sofreu a oposição feroz da instituição mais poderosa que existia em Portugal, a Igreja;
– Teve uma Guerra Mundial em que foi forçada a participar (defender as colónias);
– No seu decurso sofreu o incrível paradoxo de ver como Presidente alguém que era adepto confesso da potência contra a qual estávamos a lutar em França e em Angola;
– Teve uma guerra civil (1919 – Monarquia do Norte);
– Apanhou com Fátima (1917)(a inventada não a Felgueiras);
– Nunca superou as divisões intestinas entre os seus apoiantes.
Nestas condições, era possível fazer melhor?
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Caro CAA,
Ao seu avô nem o neto lhe correu bem.
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Caro CAA,
Infelizmente os adeptos da república continuam a preferir adoptar uma atitude “panglossiana”, para ser simpático, sobre a questão. E não tendo outro argumento escolhem sempre a Igreja como bode expiatório. Se a república teve oposição “feroz” da Igreja foi porque assim o quis. As diversas declarações infelizes dos irresponsáveis que nos governaram nessa altura provocaram essa reacção que de feroz só tem o qualificativo republicano. As aparições de Fátima só foram recohecidas oficialmente pela Igreja em 1930, quando já estavamos na segunda república.
No que se refere á defesa das colónias é um bom argumento mas esquece que o objectivo de Afonso Costa, Bernardino Machado e outros era, antes de mais, legitimar internacionalmente o regime. As colónias já estavam a ser defendidas muito antes de Portugal ter declarado guerra á Alemanha. Se tivesse havido maior empenho na guerra em Àfrica não teria sido necessários mandar os soldados portugueses de encontro a uma chacina previsível. A expressão “forçada a participar” não é por isso a mais adequada.
Mas era sempre possível fazer melhor. Bastava terem ficado quietinhos em vez de quererem impor a sua vontade aos outros. Para desgraça de Portugal foi esta a república que resultou do dia 31 de Janeiro de 1891.
R. Pinheiro Alves
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já agora, qual é a grande loja que patrocina o evento?
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Deus Nosso Senhor ajude e ilumine o Sr. Dr. Carlos Amorim! Bem anda precisado.
Viva Portugal! Viva o REI!
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Nessas condiçoes ficavam quietinhos e nao impunham a vontade de 7% da populaçao ao resto do pais. Sem querer dar muita graxa ao homem, que nao merece, em 16 anos Salazar fez bem mais e com duas guerras a porta ( civil espanhola e II mundial). Sinceramente, nos dias que correm nao sei se queria uma monarquia, muito menos com este pretendente ao trono, mas nao consigo arranjar boas razoes para acreditar na I republica e principalmente a forma como foi instaurada… Nao quero monarquia, mas nao façam do 5 de Outubro uma conquista e nao nos façam passar por parvos, aquilo de gloria teve muito pouco.
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Esses republicanos nunca entenderam Portugal nem os portugueses e continuam sem entender. Esses e tal como os outros que os sucederam até hoje só prestam vassalagem a um patrão que entendem superior a eles próprios.
Os monarquicos (pobres ignorantes) já haviam esquecido do povo há muito.
O País acabou em 1480. E só se justificou até D.Fernando I. De resto é tudo um logro.
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Não deve ser difícil reunir mais gente que em 1891. Com sorte até conseguem proclamar a República outra vez. Pelo menos até alguém chamar a Polícia por violação da lei do ruído.
Se nem os Repúblicanos da época levaram o 31 de Janeiro a sério, que raio se quer agora comemorar? A consagração da irrelevância da cidade do Porto no contexto político nacional?
O Alves da Veiga e o João Chagas julgavam que iam conseguir reeditar o Sinédrio e a revolução liberal de 20 (conduzida a partir do Porto). O comboio Lisboa-Porto há muito que não o permitia.
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