Sobre a representatividade
15 Fevereiro, 2008
A ler Choque Eleitoral, de Paulo Morais, uma polémica proposta de alteração das leis eleitorais.
11 comentários
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A ler Choque Eleitoral, de Paulo Morais, uma polémica proposta de alteração das leis eleitorais.
Em média cada deputado vale 21000 votos. Uma lista que tenha 18 000 em cada círculo, estes votos vão para o lixo.
O melhor sistema é o de círculo único, tipo Europeias.
O eleitor ao votar na lista deveria saber o programa e os candidatos. Não sabe. Porque fala-se nos candidatos a PM em todo o lado.
Nos unaniminais, o problema seria o mesmo. E então votos para o lixo aumentavam.
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O voto nas legislativas leva à representação dos partidos e das cores da corrupção na assembleia da república, não leva à representação do povo. Ponto final.
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Faz cá falta um Péricles.
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E que tal em mais que uma volta?
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José Manuel Faria:
Em média cada deputado vale 21000 votos. Uma lista que tenha 18 000 em cada círculo, estes votos vão para o lixo.
Não necessariamente. Esses votos poderiam ser somados por partido, determinando o número extra de deputados a eleger por cada um deles. Os candidatos a deputado que não fossem eleitos directamente seriam colocados em listas nacionais por partidos, sendo eleitos os primeiros de cada uma.
As vantagens:
– o número de deputados corresponderia ao número de votos expressos, ou seja, correspondente à vontade dos eleitores
– cada partido elegeria o número de deputados correspondente ao número de votos que obtivesse a nível nacional
– acabaria com a distorção associada ao Método de Hondt, que leva a que um partido obtenha a maioria absoluta com 40 e poucos por cento dos votos
– os deputados seriam todos eleitos pelo mesmo número de votos, acabando situações como, p.e., o que aconteceu nas eleições legislativas de 2002, em que 19.837 votos em Braga não chegaram à CDU para eleger nenhum deputado, mas 19.823 em Évora deram-lhe 1 deputado e, na Guarda, 34.979 votos valeram ao PS 2 deputados mas, no Porto, 43.317 votos apenas chegaram à CDU para eleger 1 deputado
– como todos os votos contariam, os partidos teriam que fazer campanha em todos os círculos e considerar realmente a vontade de TODOS os eleitores, não apenas dos que votem nos círculos em que os votos valem mais (as grandes cidades)
– os políticos passariam a esforçar-se realmente por manter os cadernos eleitorais actualizados, já que os eleitores fantasma tornariam mais difícil eleger deputados
Desvantagens é que ainda não consegui pensar em nenhuma. O que não quer dizer que não existam.
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O Blasfémias tem realmente que incluir a pré-visualização na publicação dos comentários. Para que não aconteça o que aconteceu no meu comentário anterior. :-p
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“Estariam, assim, representados no parlamento todos os cidadãos, mesmo os abstencionistas activos. Estes seriam representados… por cadeiras vazias.”
Isto já devia estar implementado há muito. Mas apenas pela vontade dos partidos nunca irá em frente. Porque os Partidos só se representam a eles próprios e mais nada ou ninguém. E os profissionais da politica não vão entregar o seu modo de vida voluntariamente e a troco de nada se não forem a isso obrigados.
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Pela vontade destes partidos do poder, podiam votar apenas 10000 pessoas que estava tudo bem; desde que mantivessem os seus lugares.
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Lá estou eu outra vez completamente confundido… Eu convencido que em democracia 1 VOTO = a 1 VOTO, respeitando sempre esta proporcionalidade e, afinal vai se a ver e a coisa é mais complicada!
Isto dos Homens tenderem para a complicação do simples ainda vá, mas que ninguém, incluindo eles próprios, o perceba (ganhe consciência) é que já me faz confusão. É a fúria legisladora. É a quantidade a prevalecer sobre a qualidade.
Gente com tamanha literacia, responsabilidade e resolução não consegue fazer contas de proporcionalidade (por exemplo, a regrazinha de “três simples”). Pois, já sei, é demasiado simples não é; nem parecia nada digno de um país avançado.
Neste país tudo muda… só não muda o que está mal! É a velha máxima redonda e à la Palisse do “fazer o caminho, caminhando”
“Como os políticos, os actores do sistema, não podem culpar os cidadãos e recusam assumir defeitos próprios, acusam o sistema eleitoral.”
Pois é.
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Ai Jesus Diz:
“Eu convencido que em democracia 1 VOTO = a 1 VOTO,”
Então e se o voto em branco ou nulo corresponder proporcionalmente à cadeira vazia onde é que a proporcionalidade e a democracia fica afectada? Na falta dos € correspondentes a esses votos que deixam de pingar para os partidos é? 🙂
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Concordo em absoluto com a ideia de os abstencionistas serem “representados” por cadeiras vazias. Nem que para isso fosse necessário aumentar o número de deputados correspondentes aos 100% de eleitores…
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